Trabalho Completo ATPS De Didática De Ensino: A Pr´stica Reflexiva Do Docente - Projetos

ATPS De Didática De Ensino: A Pr´stica Reflexiva Do Docente - Projetos

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Categoria: Outras

Enviado por: GirlaneDutra 15 junho 2013

Palavras: 2353 | Páginas: 10

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

CURSO DE PEDAGOGIA

DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO

Marli Simões de M. A. da Silva

Girlane G. Dutra da Silva

Alessandra Figueiredo

Atividade Prática Supervisionada (ATPS) entregue como requisito para conclusão da disciplina “Didática e Práticas de Ensino”, -3º semestre-, sob orientação do professor-tutor à distância Simone Anacleto Pariz.

SANTO ANDRÉ

Abril/2013

INTRODUÇÃO

Esta ATPS está baseada no desafio da prática pedagógica reflexiva do docente.

A proposta inicia com um projeto sobre a inclusão nas escolas públicas que se baseia na rotina diária de uma sala com um aluno portador de autismo. Onde a rotina e o vínculo faz parte do desenvolvimento do aluno. O professor busca através de atividades aqui mencionadas incluir o aluno no ambiente escolar e permite que ele se situe no tempo e espaço no qual esta inserido.

O segundo momento, proporcionou um contato direto com a sala de aula onde pudemos ter a oportunidade de estar dentro da sala de aula e perceber a proposta educacional do professor como mediador e instigador fazendo com que o educando sinta-se acolhido no ambiente educacional.

O momento de planejar, de buscar um conteúdo que fizesse o aluno pensar, somar, concretizar a terceira atividade contribuiu para que o educando de maneira lúdica e participativa interagisse com o professor e com os demais colegas do grupo.

Por fim terminamos com uma reflexão do pesquisador Pedro Demo que nos faz refletirmos sobre a teoria e a prática. O quanto o educador se faz necessário na aprendizagem do aluno e como a abordagem que o educador lança para que o aluno aprenda o conteúdo influencia no desenvolvimento do mesmo. Com o uso das tecnologias, de novas abordagens é possível formarmos cidadãos críticos e conhecedores de seus direitos e deveres que busquem uma educação de qualidade e não apenas quantitativa. Que o estudo tenha um significado maior, que o aluno saia do papel e veja o mundo por outro prisma. Que este aluno seja crítico, reflexivo e busque um saber diferenciado e sinta prazer de novas descobertas.

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

PROJETO: Convivendo com as diferenças e oportunizando a aprendizagem

PÚBLICO ALVO: 1ºano do Ensino Fundamental – 6 anos

JUSTIFICATIVA: Compreender a diferença não como algo fixo e incapacitante na criança autista, mas levando em conta a dificuldade que o aluno tem de interagir com o grupo devido a sua comunicação precária e com sua dificuldade na fala e com as mudanças repentinas de comportamento. O projeto visa que o aluno autista tenha uma rotina estruturada fazendo com que o mesmo situe-se no espaço e tempo. Onde o professor também faça parte da sua rotina. A educação de uma criança autista deve estar embasada nas suas necessidades e direcionada ao favorecimento de suas habilidades e competências, bem como, oportunizando a estabilidade emocional e o equilíbrio pessoal de forma harmoniosa. Fazendo com este aluno estabeleça uma aproximação significativa das relações humanas.

OBJETIVO GERAL: Proporcionar ao aluno um espaço harmonioso e de reflexão do cotidiano escolar inserindo-o no meio estudantil.

OBJETIVO ESPECIFICO: Compreender a educação dos portadores de necessidades educativas especiais e a sua inserção no contexto educacional. Conhecer, analisar e refletir sobre as abordagens e as tendências da Educação Inclusiva em direção a uma prática transformadora que possibilite a construção do conhecimento e a participação deste aluno na escola, na família e na sociedade. Elaborar materiais didáticos na tentativa de ser um facilitador do aprendizado.

CRONOGRAMA: Ocorrerá durante o semestre

Desenvolvimento: No decorrer do semestre a rotina para esse aluno autista será trabalhado frequentemente para que o educando se situe no tempo e espaço. Que ele adquira noções de tempo: ontem, hoje e amanhã, se o dia está: quente, frio, nublado, chovendo, se é: dia, tarde ou noite, noções de quantidade: vieram tantas meninas e tantos meninos.

HABILIDADES: Reconhecimento de si num tempo e espaço.

JOGOS DE CLASSIFICAÇÃO E SERIAÇÃO:

Cores do jogo, habilidades motoras finas, atenção visual, habilidades de organização, da esquerda para a orientação correta, embalagens. Habilidades: de reconhecimento temporal/ visual discriminação / motora fina /competências organizacionais / referência / classificação e correspondência.

JOGOS DE ENCAIXE: Proporcionar um tempo maior de concentração adaptando conforme a necessidade de cada educando. Habilidades: desenvolver a coordenação motora, organização mental das técnicas do jogo.

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PERCEPÇÕES NO ESPAÇO

O espaço observado foi de uma escola municipal localizada em Santo André, no bairro Jardim Alzira Franco: EMEIEF Cidade Takasaki.

O grupo pertence ao segundo ciclo inicial da Educação Infantil da turma de quatro anos e composta de vinte e cinco alunos dividindo-se em quinze meninas e dez meninos.

O grupo demonstrou uma empatia muito grande pela professora e certa curiosidade pela estagiária. Os alunos estão inseridos na rotina da sala acompanhando as atividades com interesse e demonstram participação nas propostas lançadas. Durante a entrada, a professora os recepciona na porta da sala e após todos terem se acomodado, a professora começa a cantar uma cantiga: Boa tarde (nome do aluno), como vai? – logo seguida por um coral. Após o acolhimento, a professora dos alunos inicia a escrita da rotina na lousa. Realiza a contagem de meninas, meninos e total de alunos, escolhe os ajudantes do dia , faz à leitura do alfabeto que está num varal pendurado na sala, o calendário, a chamada e após, a roda de história. Este último momento é muito esperado por todo o grupo que se posicionam em roda enquanto a professora inicia a música de abertura para a contação. A educadora apresenta o livro e diz quem o escreveu, quem a ilustrou e começa a conta-la. Dada por encerrada à história a professora finaliza a contação com uma música que é seguida por todos do grupo. Ao finalizar a história a educadora questiona os alunos sobre o que se trata à narrativa, quais eram os personagens? O que gostaram? O que não gostaram? Após os questionamentos a educadora passa o livro para que o grupo possa folheá-lo. Todos esperam sua vez de manusear o livro com muita expectativa. Quando todos já manusearam o livro, a professora avisa que está na hora da merenda. O grupo se encaminha para a assepsia das mãos.

No refeitório, a professora lê com a turma o cardápio do dia. A alimentação é servida num balcão térmico onde é realizado o self-service, em que cada um serve o seu próprio prato.

De volta à sala de aula a educadora orienta-os a estarem pegando o kit de higiene bucal e os conduz ao banheiro onde realizam a escovação. Após a higiene bucal, a professora retorna com o grupo para à sala de aula onde inicia suas atividades planejadas para o dia. A educadora pede para que os ajudantes entreguem as atividades. Enquanto as crianças se organizam para pegar o material no armário aos poucos, cada um vai se acomodando em seus devidos lugares. A sala é composta de sete mesas com quatro cadeiras cada uma e cada aluno escolhe aonde e com quem vai se sentar. Depois que todos já estão com o material em mãos e as atividades já foi entregue a educadora começa falando o que irão fazer e como fazer. O grupo ouve atento as explicações da educadora e demonstram estar ansiosos em fazer a atividade. Enquanto o grupo realiza a atividade proposta, à professora circula pelo grupo orientando e auxiliando os que demostram dificuldades em executa-la. Quando se dá o encerramento da atividade cada aluno vai até o varal da sala e coloca sua atividade pendurada para apreciação de todo o grupo.

O momento do parque é muito esperado por todo o grupo. Esse espaço é composto de brinquedos de madeira: gangorra, escorregador, balança, trepa-trepa e obstáculos. No parque exploram todo o espaço onde sobem, descem, escorregam, empurram, balançam e escalam os brinquedos. Alguns preferem brincar em pequenos grupos, outros brincam em duplas, outros preferem exploram o espaço e outros permanecem nos brinquedos. Todos brincam juntos e de forma harmoniosa. De vez em quando surge um conflito na disputa de quem vai ir à balança precisando da intervenção da professora para mediar à brincadeira.

De volta à sala é oferecido jogos de encaixe (lego) onde a professora no primeiro momento direciona a brincadeira pedindo para que separem as peças por cores e depois por formas o grupo atende aos comandos da professora atentamente. Depois de algum tempo a educadora deixa-os livre para que montem, classifiquem e separem da melhor forma que encontrarem. A turma brinca tranquilamente até o momento do café da tarde, quando a professora pede para que guardem as peças na caixa. Todos colaboram na arrumação da sala. Após tomarem o café da tarde e de irem ao banheiro estão de volta à sala onde se organizam para a saída. Enquanto esperam a chegada dos pais cantam diversas cantigas escolhidas por elas próprias que vão pedindo o repertório musical.

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PROPOSTA DE ATIVIDADE

ANO DE ESCOLARIDADE: 2º ano do Ensino Fundamental

FAIXA ETÁRIA: 7 a 8 anos

ÁREA DE CONHECIMENTO: Matemática

TEMPO ESTIMADO: 15 aulas

OBJETIVO: Construção e ampliação de um repertório de cálculos memorizados.

Elaboração de procedimentos de calculo mental, resolução e elaboração de problemas a partir de contexto de jogos.

CONTEÚDO: Cálculo mental de adição e multiplicação, resolução de problemas.

Dados, garrafas pet, cartolina, papel sulfite, etiquetas e fita colante para a confecção dos jogos e tabelas de resultados.

DIAGNÓSTICO INICIAL: Nessa etapa, o objetivo é verificar quais cálculos os alunos já resolvem com autonomia e quais ainda não.

Para isso, será organizada uma avaliação diagnóstica em que apareçam cálculos como adição cujo resultado seja igual a dez. (1+9, 2+8, 3+7, 4+6,5+5), de números de um algarismo (8+3, 6+7), adições de parcelas iguais (5+5, 4+4), de números redondos ou terminados em cinco (20+20, 30+60, 25+25, 45+15) e outros terminados em diferentes unidades (63+15).

Ao orientar a classe para a realização dessa atividade, será necessário que cada um faça o seu registro de suas dificuldades e facilidades.

Ao final da avaliação, o aluno terá uma visualização de: quais cálculos ele já sabia o resultado, quais foram possível calcular mentalmente e quais foram preciso fazer uso do cálculo escrito.

Tendo essa sondagem realizada, o professor irá propor um jogo confeccionado pelo grupo que contribua para o desenvolvimento do cálculo mental, estimulando-o de forma prazerosa.

DIDÁTICA PROPOSTA: JOGO DE BOLICHE

Regras do jogo: Cada garrafa possui uma pontuação de acordo com sua cor, amarela (3) pontos, azul (4), verdes (5), vermelhas (6).

Jogue a bola e tente derrubar o máximo de garrafas. Para fazer o lançamento, não é permitido ultrapassar a linha traçada pela professora. Cada aluno pode fazer três lances onde serão somados os pontos das garrafas derrubadas.

Se todas as garrafas valem cinco pontos e uma criança derrubar sete garrafas, ao longo de suas tentativas, então será somado 5+5+5+5+5+5+5 ou fazer 7x 5, para calcular quantos pontos obteve.

Após a realização desta atividade o professor poderá verificar o quanto os alunos avançaram em relação ao diagnóstico inicial e que falta para eles alcançarem os objetivos esperados.

A CRIANÇA É UM GRANDE PESQUISADOR

Entrevista com Pedro Demo

Tanto a parte teórica como a prática promove um comprometimento do professor na sua atuação escolar, pois estas trabalhadas em conjunto buscam melhorias do ensino e de uma aprendizagem significativa para o aluno.

Pedro Demo destaca que é preciso distinguir a pesquisa como princípio científico e a pesquisa como princípio educativo. Nós estamos caminhando para que isso ocorra, buscamos uma educação de qualidade onde o aluno sinta prazer em estudar, descobrir novos saberes, fazendo com que a noção do sujeito autônomo que se emancipa através de sua consciência crítica e da capacidade de fazer propostas próprias seja cada vez mais real. Isso tudo tem a haver com a formação de um cidadão crítico, responsável e consciente de seu papel perante a sociedade.

Podemos avaliar neste processo de observação no preparo da ATPS que, tanto no ensino fundamental como na educação infantil, os profissionais envolvidos buscam um trabalho de qualidade, um ensino onde todos possam ter acesso, onde a aprendizagem seja significativa para todos os educandos, onde a troca de conhecimentos e saberes seja realmente efetivada.

Temos ainda professores resistentes às novas abordagens de ensino; porém a grande maioria procura estar atenta a novas práticas pedagógicas, onde o aluno é instigado a questionar, a colocar seu ponto de vista, a buscar conhecer a si e aos que estão em seu entorno.

É visto que os alunos de hoje tem uma gama de facilidades a seu favor como: acesso as tecnologias dentro do ambiente escolar, pesquisas que podem ser realizadas dentro e fora da sala de aula e as relações entre professor-aluno e aluno-professor estão progredindo a passos largos, onde o papel do professor consiste em fazer com que a criança busque o seu próprio material, que pesquise que faça a sua elaboração, que argumente que busque fundamentar o que diz e pensa, e que seja capaz de realizar uma crítica no que vê e lê tudo isto, para que esta criança perceba-se como um sujeito capaz de ter uma proposta própria. Piaget sempre considerou a criança como grande pesquisador. E é nisso que o professor tem que investir; na curiosidade do aluno em querer saber sempre mais. Cabe à escola instigar essa curiosidade que é nata da criança. Os professores estão investindo nas formações continuadas buscando novos meios de ensino-aprendizagem para que seus alunos sintam-se motivados e acolhidos dentro e fora do âmbito escolar. Essa visão de ensino-aprendizagem se concretizará quando todos os envolvidos estiverem dispostos a potencializar o que a criança tem de querer conhecer, de aprender, de inventar coisas diferentes, para que a aprendizagem não seja meramente transmitida, mas adquirida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 HAYDT, Regina Celia Cazaux. Curso de Didática Geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2010.

 DEMO, Pedro. A criança é um grande pesquisador. 2009. Disponível em:

<https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B_iQ

RJWKpWlNDcwYmQyZWItNDA1Ni00NGFmLTkzMjctZWFkMGY0MGJlODJi&hl=pt_BR>. Acesso em: 24 set. 2012.

 SILVA, Andrea Correa Figueiredo da, Didática e Práticas de Ensino, p. 1-132., 2013.

Disponível em: www.anhanguera.com. Acesso em 11 mar.2013

http://psicopedagogiabaiana.blogspot.com.br/2012/08/atividades-para-ajudar-criancas-com.html

www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/a-arte-e-as-dificuldades-de-educar-umacriança-autista