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Categoria: Outras

Enviado por: CRFerreira123 10 junho 2013

Palavras: 2655 | Páginas: 11

SUMÁRIO

1- Introdução 4

2- Definição da Micro e Pequena Empresa 5

3- Desafios do Micro e Pequeno Empreendedor 5

4- Riscos de abrir um Novo Negócio 7

4.1 - Precauções 7

5- Tabela 8

6- Como Administra Capital de Giro da Micro e Pequena Empresa 8

7- Importância do Capitasl de Giro da Micro e Pequena Empresa 9

8- Formação de Preço 10

9- Mix de Produto 10

10- Administrador nas Micro e Pequenas Empresas 11

10.1- Habilidades Requeridas 11

11- Considerações Finais 12

12- Referências Bibliográficas 12

1 - INTRODUÇÃO

A ATPS foi elabora de maneira que contemple a Administração de Micro e Pequena Empresa, sendo que o principal objetivo é voltado às micro e pequenas empresas que respondem por 98% do mercado empresarial brasileiro, e são necessárias para a economia brasileira, devido principalmente a sua capacidade de empregar e sua desconcentração geográfica. As empresas desse porte apresentam melhores condições de adequação ao seu ambiente, devido à proximidade com seus clientes, empregados, fornecedores e comunidade e dada essa relevância, a sua análise se faz necessária para compreensão de seu significado e importância para o desenvolvimento econômico nacional.

A relevância desse estudo se dá em razão da necessidade de situarmos a micro e pequena empresa no cenário empresarial e econômico do país, pois a visão dominante em nossa sociedade é a de que, só as grandes e médias empresas, é que possuem destaque e influência no cenário econômico do Brasil. Não compreendemos que, ainda que a atividade comece pequena, ela pode transformar-se em um setor significativo do ponto de vista econômico.

2 – DEFINIÇÃO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O principal critério para definir o “tamanho” de uma empresa, ou seja, se ela é micro ou pequena, é o faturamento ou receita anual bruta. Existem duas esferas para definição do porte: a federal e a estadual, e com a mudança na Lei Geral a partir de 1º de janeiro 2012, as micro e pequenas empresas ampliaram as atividades sem correr o risco de serem excluídas da tributação simplificada. A presidente Dilma Rousseff sancionou o Projeto de Lei Complementar nº 77/11, que entre outras ações amplia em 50% os limites do Simples Nacional.

Com a nova lei, o limite de enquadramento no regime simplificado de tributação foi elevado de R$ 240 mil para R$ 360 mil para as microempresas e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para as pequenas empresas. Cada estado pode, a seu critério, flexibilizar esses valores como forma de beneficiar as empresas para fins de recolhimento de tributos estaduais. Essas empresas, dependendo do segmento em que atuam, podem estar aderindo ao Imposto Simples (sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte), possuindo legislação própria.

As mudanças provocadas pelos avanços tecnológicos e a globalização das atividades socioeconômicas, juntamente com a terceirização, o crescimento no setor de serviços e o alto índice de desemprego, impulsionaram o surgimento de novos negócios.

As micro e pequenas empresas são as maiores geradoras de emprego e renda e contribuem para o desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas. Dai a sua importância para o desenvolvimento econômico e social de um país.

Há hoje, no Brasil, mais de quatro milhões de pequenas e médias empresas formais. Elas são responsáveis por mais de 50 % dos empregos, por 70 % das vendas e participação na ordem de 25 % do PIB nacional. Esses números dão a dimensão da importância das micro e pequenas empresas.

São empresas que vão desde um escritório em casa, passando por associações, franquias, cooperativas, empresas familiares e administração profissional. Todas responsáveis por grande do mercado produtivo nacional.

3- DESAFIOS DO MICRO E PEQUENO EMPREENDEDOR

Todos os dias iniciam-se milhares de empresas, porém, poucas têm chance de prosperar. A maioria não passará da mediocridade e muitas irão fracassar, pois são muitos os desafios que envolvem a atividade empreendedora.

Destacamos alguns dos principais desafios enfrentados pelo empreendedor, relacionados a seguir:

a) Desenvolver o conceito de si: a empresa reflete a imagem de seu criador, portanto, é essencial que seu criador se conheça, para saber o que vai criar, os recursos internos de que dispõe, quais deverá adquirir através de seu próprio desenvolvimento ou através de pessoas que o complementem.

b) Perfil Empreendedor: a importância de se desenvolver ou aprimorar o próprio perfil como empreendedor, no sentido de usar as características individuais para obter sucesso na atividade empreendedora, utilizando-se dos pontos fortes, mudando ou represando pontos fracos, buscando complementaridade com sócios ou colaboradores.

c) Aumento da Criatividade: as pequenas empresas surgem principalmente da identificação e aproveitamento de oportunidades relacionadas a nichos de mercado, onde existem oportunidades total ou parcialmente insatisfeitas e para atender a tais necessidades é preciso inovar, criar ou introduzir algo que provavelmente ainda não exista ou adaptar, modificar ou melhorar algo já existente. A criatividade tem papel essencial na atividade empreendedora.

d) Processo Visionário: identificar oportunidades é a essência da atividade empreendedora e não acontece somente quando alguém cria uma empresa. O empreendedor passa a vida toda identificando oportunidades, ou seja, o processo visionário além de ser uma forma de identificar boas oportunidades, é também uma forma de se agarrá-las e buscar recursos para transformá-las em um bom negócio.

e) Avaliação das Condições para Iniciar o Plano de Negócios: o pré-empreendedor, deve avaliar se reúne as condições necessárias para elaborar seu Plano de Negócios, que incluem tanto aspectos pessoais, como motivação e disposição para enfrentar a atividade empreendedora, adequação da ideia à personalidade, quanto aspectos relativos ao negócio, como desenvolvimento da ideia, do produto, grau de conhecimento do setor. Ou seja, é necessário verificar se ele está preparado para fazer o Plano de Negócios.

f) Capacitação para Negociar e Apresentar uma Ideia: a negociação é entendida como a cooperação entre pessoas, parceiros, ou empresas, para alcançar objetivos de tal forma que todos saiam ganhando. Negociar é uma atividade do dia-a-dia do empreendedor.

4 - RISCOS DE ABRIR UM NOVO NEGÓCIO

Tornar-se um empreendedor pode significar independência para muitos profissionais, que procuram renunciar às ordens de um chefe e querem planejar e administrar negócios por conta própria. Porém, ao decidir empreender, a pessoa deve levar em conta alguns riscos que podem surgir pelo caminho e serem determinantes para o sucesso.

Os riscos existem em todos os negócios. Na verdade, aceitá-los é considerada uma das principais características do empreendedor de sucesso. Só o fato de se tornar empreendedor já pode ser considerado um risco. Porém, saber calcular onde e quando arriscar, além de ficar atento às dicas que o mercado nos proporciona, pode suavizar as dificuldades.

Os riscos principais dos empreendedores são não ter muito claro se o negócio faz sentido em sua vida, não definir com muita clareza quais são os objetivos sociais do negócio e, por fim, as questões de planejamento.

4.1 - PRECAUÇÕES

Administrar uma empresa, determinar as estratégias que serão adotadas para alavancar o negócio e manter a companhia são apenas alguns desafios para o início da gestão. Para o executivo, os empreendedores devem centrar-se nos seguintes tópicos:

a) Autoconfiança: se o empresário não acreditar em seu próprio negócio, quem acreditará? Ao mesmo tempo, é fundamental reforçar que autoconfiança excessiva pode ser um risco para o sucesso. Opiniões de colaboradores e externas podem ser muito úteis antes de qualquer decisão;

b) Planejamento: antes de iniciar qualquer atividade, seja nos negócios ou em sua vida particular, é essencial planejar. Prevenindo eventuais riscos e preparando-se para enfrentar dificuldades, a chance de naufragar seus investimentos diminui consideravelmente;

c) Comprometimento: ao abrir seu negócio, seja uma empresa com dois ou dez funcionários, é vital ter o comprometimento de todos, inclusive o seu. Assumir os desafios e focar em superá-los, além de deixar você por dentro das atividades de sua equipe, colabora para evitar surpresas repentinas;

d) Iniciativa: antecipar-se às tendências, precaver-se sobre o que o mercado espera realizar as coisas antes de ser forçado pelas circunstâncias. Sua iniciativa pode revelar muito aonde você quer chegar. Ser pró-ativo é fundamental.

5 - TABELA

6 - COMO ADMINISTRAR CAPITAL GIRO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O Capital de giro deve ser acompanhado permanentemente, pois este sofre os diversos impactos no sistema econômico enfrentado pela empresa de forma continua.

O estoque de uma empresa é formado e mantido em função das necessidades do mercado consumidor, este está sempre sofrendo mudanças de investimentos, quanto maior a necessidade de investimento nos estoques, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.

As contas a receber são resultados das vendas realizadas a prazo. O cliente leva o seu produto e lhe devolve o recurso financeiro. Portanto, quanto mais prazo você oferece ao cliente ou quanto maior for a parcela de vendas a prazo no seu faturamento, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.

É nas contas correntes bancárias e no caixa que fica concentrada a parcela dos recursos financeiros da empresa disponíveis, ou seja, que a empresa pode utilizar a qualquer tempo para honrar os seus compromissos diversos.

Dependendo do saldo inicial, das entradas e das saídas, pode ocorrer uma falta ou uma sobra desses recursos em um momento específico, dia ou semana.

Neste sentido as decisões de compras e vendas não podem ser tomadas sem nenhum critério. É necessário que haja sempre uma análise e uma avaliação se a empresa dispõe de recursos financeiros para isso.

Se for tomada uma decisão de compra em excesso, a empresa deverá ter uma quantidade maior de recursos financeiros. Se for tomada uma decisão de dar mais prazo para os clientes nas vendas a prazo, também a empresa precisará de mais recursos financeiros. Se esse recurso não existe a empresa acabará tendo de utilizar recursos emprestados, de bancos, fornecedores ou outras fontes, o que irá gerar uma necessidade de pagamentos de juros, diminuindo a margem de lucro do negócio.

Portanto, administrar o capital de giro da empresa significa avaliar o momento atual, as faltas e sobras de recursos financeiros, e os reflexos gerados por decisões tomadas na empresa em relação a compras, vendas e administração do caixa.

7 - IMPORTÂNCIA DO CAPITAL DE GIRO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

A importância do Capital dentro das empresas é muito grande, pois este representa o valor fatal e dos recursos demandados pela empresa, para financiar o seu ciclo de operações, pelo qual englobam as necessidades de circulação identificadas de aquisição de matérias-primas até a venda e recebimento de produtos.

A eficácia do Capital de Giro transmite equilíbrio, lucratividade, e vitalidade ao Capital de funcionamento, traz também prosperidade a célula social.

A movimentação de disponibilidade financeira é sempre uma preocupação constante para as empresas, assim também para o pessoal ligado a área financeira.

Muitos empresários desconhecem o que é fundamental na gestão da sua empresa; e acabam perdendo muitas oportunidades, e até possibilidades de aumento de mercado, de lucro, de produtividade, etc.

8 – FORMAÇÃO DE PREÇO

Representa uma das mais importantes e nobres atividades empresariais. A definição equivocada do preço pode arruinar um negócio. Embora discussões e dúvidas permaneçam sobre o fato de ser arte ou ciência, existe a certeza de que, sob a Óptica da empresa, o preço deve ser superior aos custos plenos incorridos, aí incluindo os tributos. Da diferença entre os preços e os custos plenos e impostos nascem o conceito de lucro e a manutenção das atividades empresariais. Porém, sob o ponto de vista do consumidor, o preço praticado deve ser inferior ao valor percebido por quem compra o produto ou serviço. A decisão de comprar baseia-se na obtenção de benefícios extras – diferença existente entre o valor percebido e o preço praticado. A formação de preços deve ser capaz de considerar a qualidade do produto em relação às necessidades do consumidor. A existência de produtos substitutos a preços mais competitivos, a demanda esperada do produto, o mercado de atuação do produto, o controle de preços impostos, o controle de preços imposto pelo governo, os níveis de produção e vendas que se pretende ou podem ser operados e os custos e despesas de fabricar, administrar e comercializar o produto.

9 – MIX DE PRODUTO

Vem ao encontro da necessidade de tal empresa, direcionando todos os esforços para aprimorar a competitividade das organizações da empresa do setor de confecções e de planejamento de produção. A imprecisão na estimativa dos custos de produção poderá acarretar em um preço distorcido, uma vez que não abarca a totalidade dos custos de produção. Diante de toda a problemática enfrentada pelas Micro e Pequenas Empresa, na formação do preço de venda que é crucial para sua sobrevivência em um mercado muito competitivo.

10 – ADMINISTRADOR NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O Administrador é a pessoa responsável por conduzir todo o Processo de Administrar, é comum em micro e pequenas organizações, o Administrador ser responsável pelas diversas áreas funcionais da empresa e pelas pessoas envolvidas nas funções.

10.1 – HABILIDADES REQUERIDAS

Para ocupar posições nas empresas, executar seus papéis e buscar as melhores maneiras de Administrar, o Administrador deve desenvolver e fazer uso de várias habilidades, que classificam em três grandes habilidades: Técnicas, Humanas e Conceituais.

Percebe-se que para desenvolver bem seu trabalho, o Administrador precisar dominar as três habilidades e dosá-las conforme sua posição na organização.

a) Habilidades Técnicas: são as habilidades ligadas à execução do trabalho, e ao domínio do conhecimento específico para executar seu trabalho operacional. Habilidade técnica consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio da experiência e educação. É muito importante para o nível operacional

Logo as habilidades técnicas são mais importantes para os gerentes de primeira linha e para os trabalhadores operacionais.

b) Habilidades Humanas: são as habilidades necessárias para um bom relacionamento. Administradores com boas habilidades humanas se desenvolvem bem em equipes e atuam de maneira eficiente e eficaz como líderes. Habilidade humana consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de pessoas.

Habilidades humanas são imprescindíveis para o bom exercício da liderança organizacional.

c) Habilidades Conceituais: são as habilidades necessárias ao proprietário, presidente uma empresa. São essas habilidades que mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na administração da empresa.

Habilidade conceitual consiste na capacidade de compreender a complexidade da organização com um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes. Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu departamento ou grupo imediato.

As habilidades conceituais são imprescindíveis aos Administradores de Topo.

11 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

A maior parte dos grandes conglomerados empresariais, ou mesmo das grandes empresas, começaram menores, ou seja, micro e pequena empresa, e desenvolveram economicamente ao longo do tempo, o que contribuiu significantemente para o desenvolvimento econômico do país, com isso, é possível se concluir que através do incentivo de pequenos negócios estamos apostando num futuro melhor para a sociedade brasileira; Já que as micro e pequenas empresas respondem por 98% de toda atividade empresarial brasileira, estamos falando do principal fator de desenvolvimento econômico em termos de oportunidades, e falar em oportunidades no Brasil significa falar em bem estar social, pois a adoção do regime de livre iniciativa no país representou um marco em termos de oportunidades, pois até então as pessoas dependiam exclusivamente dos empregos assalariados, mas hoje já é possível se falar no próprio negócio como alternativa aos empregos assalariados, ou seja, geração de oportunidade e redução de desigualdades sociais.

12 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6 ed. Rio de Janeiro:

Campus,2000.

MEIRELES, Manuel. Teorias da administração: clássicas e modernas. São Paulo: Futura, 2003.

STONER, James A. F.; FREEMAN, R. Edward. Administração. 5 ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil, 1999.

CALLADO, Aldo L. Cunha ET al. Gestão de custos em micros, pequena e médias empresas: um perfil dos artigos publicados no Congresso Brasileiro de Custos. In: CONGRESSO

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CREPALDI, Silvio A. Contabilidade Gerencial: teoria e prática. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 2006.

DANTAS, Ivan A; FERREIRA, Paulo Cezar S. A importância da contabilidade de custo

para o processo de tomada de decisão.

MAMEDE, Gladston. Comentários ao Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. São Paulo: Atlas, 2007.

SEBRAE, Pesquisa de Conjuntura Econômica. São Paulo: SEBRAE, 2008. Disponível em: www.sebrae.com.br, acesso em: Abril/2011.

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