Trabalho Completo Atps Gestao De Pessoas Etapa 1

Atps Gestao De Pessoas Etapa 1

Imprimir Trabalho!
Cadastre-se - Buscar 155 000+ Trabalhos e Monografias

Categoria: Tecnologia

Enviado por: cleo 05 abril 2013

Palavras: 1900 | Páginas: 8

Etapa 2

Passo 1

Gestão da Qualidade Total

Conceituando a palavra evolução, podemos dizer que nada mais é que uma Transformação lenta e progressiva de uma idéia, fato, ação, etc.

E é nessa progressiva transformação da idéia de qualidade nas organizações, que vem ganhando espaço a filosofia de TQM, que em Português siginifica:

Gestão da Qualidade Total, que talvez seja a mais significativa das novas idéias que apareceram no cenário da administração da produção nos últimos anos.

TQM : “É uma filosofia, uma forma de pensar e trabalhar, que se preocupa com o atendimento das necessidades e das expectativas dos consumidores. Tenta mover o foco da qualidade de uma atividade puramente operacional, transformando- a em responsabilidade de toda a organização.”

O mundo em que estamos inseridos tem passado por grandes e constantes mudanças, principalmente face à celeridade com a qual as informações são transmitidas. O “milagre” da internet fez desaparecer qualquer barreira antes considerada intransponível, seja entre pessoas, seja entre mercados, seja entre uns e outros. Vivemos tempos de globalização, onde as disputas, a concorrência, a competitividade e os avanços tecnológicos, são parte de nossa rotina. A sociedade está cada vez mais consumista e “sedenta” de mais e mais produtos, serviços ou marcas. O mercado requer de nós uma nova postura e já não basta a “customização”. Para uma empresa tornar-se mais competitiva é imprescindível que o produto, serviço ou marca seja oferecido com qualidade. Neste estudo abordaremos o tema Qualidade, não deixando de mencionar sua evolução no decorrer dos tempos, bem como os benefícios que as empresas obtêm ao desenvolverem processos que levem à Qualidade Total.

Faz-se necessário definir o que vem a ser qualidade. A conceituação técnica estabelecida pela International Standardization Organization – ISO- diz que “qualidade é a adequação ao uso. A qualidade reside em tudo que se faz, e não apenas no que se tem como conseqüência disso”.

A qualidade pode ser externa ou interna. Aquela corresponde à satisfação dos clientes e parceiros externos, satisfazendo suas expectativas e fidelizando-os.

Já a qualidade interna refere-se ao melhor funcionamento da empresa, implementando meios que permitam seu melhor desenvolvimento. Para o público leigo a qualidade é vista sob a ótica subjetiva, pois concebem-na de acordo com a aparência, material de que é feito o produto, preço, dentre outros fatores. O aspecto objetivo, aferível, da qualidade é o processo, onde é possível instalar sistemas como o da ISO 9000, por exemplo, o que pode ser verificado desde a confecção de um simples sanduíche à fabricação de um automóvel de luxo. Ambos têm suas etapas de desenvolvimento bem estabelecidas. É o que denominamos padrão de qualidade. O sanduíche do Mc Donald’s, independente da lanchonete que se utilize, tem sempre um sabor semelhante. Um Rolls Royce fabricado hoje é exatamente igual a um fabricado mês passado. “Podemos não duvidar de sua qualidade, mas podemos criticar o seu preço. Ou seja, as organizações preocuparam-se em estudar a qualidade nas dimensões não atingidas pelos processos. Daí surgiu a Qualidade Total, que é muito abrangente e se dedica a estudar a satisfação dos clientes internos e externos.

Conceituar a qualidade pode ser muito arriscado por se tratar de uma palavra tão comum e popular, o que gera uma diversidade grande de significados, por isso será utilizadas duas classificações que interagem entre si.

A primeira classificação é de Garvin (2002) que diz que a qualidade pode ser definida dentro de cinco abordagens principais, são elas:

1- Transcendente: Qualidade vai além das definições racionais e científicas, qualidade é uma percepção intuitiva, não se sabe porque algo possui qualidade, mas se sente e se sabe que esse algo é de qualidade;

2- Baseada no produto: A qualidade é baseada em uma série de especificações mensuráveis que a garantem e certificam;

3- Baseada no usuário: A qualidade parte da percepção do cliente, o que ele acha bom o satisfaz é de qualidade;

4- Baseada na produção: A qualidade é a eficiência em se produzir exatamente o que foi projetado, de forma otimizada e sem perdas;

5- Baseada no valor: É a definição que passa pelo custo e preço, quanto maior o desempenho com o menor preço ou custo, mais qualificado será o produto.

Segundo Garvin (2002) dessas cinco abordagens pode-se identificar oito dimensões ou categorias da qualidade. Dentro da abordagem baseada no produto tem-se as dimensões de desempenho, características e durabilidade. Na abordagem baseada no usuário pode ser identificadas as dimensões de atendimento, estética e qualidade percebida. Na abordagem baseada na produção tem-se as dimensões de conformidade e confiabilidade. Dessa forma é construído uma conceituação de qualidade ampla, baseada em cinco abordagens e oito dimensões. A segunda classificação é de Paladini (2000)que conceitua a qualidade baseado em dois elementos: Espacial; e Temporal. Para Paladini (2000):

1. A qualidade envolve muitos aspectos simultaneamente, ou seja, uma multiplicidade de itens. Essa seria a componente “espacial” do conceito;

2. A qualidade sofre alterações conceituais ao longo do tempo, isto é, trata-se de um processo evolutivo.

Essa seria a componente “temporal” do conceito. (Paladini, 2000,p. 24).

Paladini (2000) diz que se deve acertar o conceito primeiro, o que seria a parte espacial, para se direcionar o processo da qualidade total posteriormente, o que seria a parte temporal. Embora a qualidade seja difícil de se conceituar, é fundamental buscá-la incessantemente como uma maneira de se obter vantagem competitiva e diferencial estratégico. Empresas que não investem em qualidade, desde os pequenos detalhes aos maiores planejamentos estratégicos integrados, estão perdendo espaço para outras que investem e colhem o retorno, seja ele através da fidelidade do cliente e da alta rentabilidade deste cliente satisfeito, ou evitando os desperdícios produtivos através de uma otimização das operações tornando-as mais eficientes.

O investimento na qualidade é tão importante ou até mais que os investimentos nas áreas funcionais da empresa.

Passo 2

De acordo com a empresa escolhida

Passo 3

Tecnologias de Gestão

Muitas estratégias, processos e tecnologias são apresentados como soluções para a garantia de uma adequada gestão organizacional e, realmente, muitas dessas ferramentas são fantásticas se adequadamente aplicadas.

Vejamos algumas:

Gestão pela Qualidade Total:

Promove e sustenta melhorias continuas e gradativas, focadas nas necessidades dos clientes, além de tornar a qualidade prioridade nas empresas, envolvendo todas as áreas das organizações.

Terceirização (Outsourcing):

Fornecimento por terceiros de tudo aquilo que foge do foco principal do negócio. Processo por meio do qual determinada atividade executada por uma organização passa a ser e suprida por terceiros. Terceiros são entidades externas á determinada organização,podendo ser caracterizados por uma organização (seja empresarial ou não) ou até mesmo por uma pessoa física (autônomo prestador de serviços) ou ainda cooperativa. A terceirização passa, então, a permitir, além da tão almejado redução de custos, maior eficácia na gestão na obtenção de insumos importantes para a continuidade dos negócios e processos produtivos.

O maior objetivo do processo consiste na melhoria dos padrões de desempenho de processos produtivos e administrativos, fundamentados em parcerias com terceiros de maneira que se privilegie a sinergia entre organizações tomadoras de insumos tangíveis e intangíveis e seus fornecedores terceiros, com a valorização do comprometimento dos envolvidos para adequada implementação da terceirização.

Benchmarking:

Busca por padrões, referências das melhores práticas e parcerias em busca da excelência. Por ser de extrema flexibilidade, é aplicável a qualquer segmento e porte de empresa.

Tem como objetivo tornar a organização mais competitiva e, por conseqüência, promover o desenvolvimento e o crescimento organizacional, por meio do aperfeiçoamento do processo. Para tanto, a discussão propõe a importância da analise da competitividade em vários detalhes, de forma que privilegie as melhores práticas existentes no mercado. Para tal trabalho de investigação, o responsável, direto pelo projeto precisa saber o objeto da sua organização ou dele próprio e o objetivo da investigação. Precisa pensar: o investigar e como investigar. Deve ter todas as ações planejadas com antecedência.

O Benchmarking serve para apontar práticas erradas que comprometem o bom desempenho da organização.

A tecnologia de Benchmarking é bastante utilizada atualmente, pois permite aos administradores de sucesso buscar parcerias formais e o comprometimento com a alta cúpula dessas empresa.

Por fim, se Benchmarking for bem aplicado, trará resultados excelentes na busca pelo sucesso.

Reengenharia:

Propõe uma revisão total da forma da operação, repensar tudo e reconstruir tudo de novo.

Chiavenato (2006, p.338) destaca que, a Reengenharia significa fazer uma nova engenharia da estrutura organizacional. Uma construção, e não apenas uma reforma total ou parcial da empresa. Não se trata de fazer reparos rápidos ou mudanças cosméticas na engenharia atual, mas de fazer um desenho organizacional totalmente diferente.

A Reengenharia aparece como divisor de águas: antes da Reengenharia – quando as empresas eram gerenciadas como base nas tarefas e os desejos dos clientes não tinham lá sua rela importância – e depois da Reengenharia - quando os clientes ganham sua rela importância para as empresas melhorarem o desempenho organizacional, por meio de uma proposta mais ampla de seus processos, cujo ângulo de visão permite observar – e corrigir – os pontos fracos das operações das empresas.

Empowerment:

Propõe a delegação de autoridade e responsabilidade, dando ás pessoas poder de decisão.

O objetivo do Empowerment é conseguir ampliar a capacidade de decisão das pessoas. Essa técnica busca apresentar ás organizações, a importância do desenvolvimento e da melhor utilização do capital intelectual de cada um de seus funcionários.

Pode-se entender, a importância do Empowerment no processo decisão das organizações, contribuindo para o aprendizado de todos os envolvidos, agilizando os processos e auxiliando na melhoria da qualidade dos trabalhos.

Essa prática faz com que todos se comprometam com as decisões tomadas e trabalhem no sentido da sua realização, sem duvidar, pelo contrário, acreditando nelas e contribuindo para melhorá-las.

Há,com essa tecnologia, um incremento na qualidade das decisões, pelo fato de seu compartilhamento, e das lideranças, com o aprendizado contínuo que ela oferece e a possibilidade de se discutir as varias opiniões relativas aos objetivos pretendidos.

Há, também, a melhoria dos resultados pela maior contribuição e comprometimento da equipe com eles e pela maior motivação gerada pelo sentimento de pertencimento originado pela maior autonomia e transparência.

Tais ferramentas surgem diante de nós gestores organizacionais como soluções que devemos aplicar de modo adequado, ou seja, na medida certa das necessidades da nossa organização; não podemos empregar qualquer uma dessas ferramentas de gestão, sem antes adaptá-las ás especificidades da realidade da nossa organização; elas de forma certa são componentes de uma mesma fórmula, em alguns pontos elas se unem como pontos de encontro de uma rede, formando, assim, o conjunto de fundamentos de uma eficaz gestão organizacional e este é o grande desafio: reconhecer as necessidades organizacionais, e desenhar as mudanças necessárias que permitam, por meio da utilização das tecnologias citadas, levar a empresa a mudar conjuntamente, adaptando-se á nova realidade, e atingindo os resultados necessários.

Todas as ferramentas mencionadas, para serem exploradas, dependem de uma ampla participação de todas as pessoas da organização; sua adaptação á realidade da empresa, divulgação, compreensão por todos os envolvidos, na aplicação e no alcance dos objetivos pretendidos, dependem de metodologias específicas de implantação.

Referências Bibliográficas

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/gestao-da-qualidade-total/39666/

Acesso em: 29/10/2012 ás 12:25 hrs

http://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/gestao-pela-qualidade-total/3145/

Acesso em: 29/10/2012 ás 13 :40 hrs

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/gestao-da-qualidade/25638/

Acesso em: 29/10/2012 ás 13:55 hrs

Tecnologias e Ferramentas de Gestão /Organizadores: Décio Henrique Franco, Edna de Almeida Rodrigues, Moises Miguel Cazela.

Campinas,SP: Editora Alínea, 2009.

Vários Autores. Edição Especial.