Trabalho Completo Concepçõe De Eja e Contribuição De Paulo Freire

Concepçõe De Eja e Contribuição De Paulo Freire

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Categoria: Outras

Enviado por: Jeferson 17 dezembro 2011

Palavras: 5212 | Páginas: 21

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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 17

REFERÊNCIAS........................................................................................................18

1 Introdução

O presente trabalho tem por finalidade aprofundar as reflexões que temos estudado nesta unidade temática de aprendizagem, Historicidade, tendo como objetivo conhecer a importância de como as aulas de História e Geografia e Arte no ensino Fundamental I:espaços para a construção de diálogos interculturais e compreensão do contexto escolar.Assim como conhecer o conteúdo das discussões contemporâneas da história,relacionando o ensino de história às tendências pedagógicas atuais,desenvolvendo de forma criativa técnica e dinâmicas para o ensino de história.

Vamos saber o que é e o que estuda a Geografia e sua importância teórica e política desse saber, suas abordagens teóricas e metodológicas, fazendo uma reflexão sobre o currículo e o ensino da Geografia na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a importância e compreensão a alfabetização cartográfica. Em artes ter a compreensão de como o ensino de artes no Brasil no decorrer da história, percebendo o que se pode ser ensinado em artes podendo assim refletir sobre a organização dos conteúdos com relação à forma metodológica.

Este trabalho vem contribuir na formação docente como futuros pedagogos, proporcionar um crescimento no nível de conhecimento na área que queremos atuar em ter a necessidade de se conhecer saberes pedagógicos específicos e refletir sobre as especificidades da área.

Para desenvolvimento desta produção de aprendizagem foi utilizado pesquisas bibliográficas, utilizando fontes referência de autores específicos, como de Metodologia do Ensino de História, Metodologia do Ensino de Artes, Metodologia no ensino de Geografia e Pesquisa e Prática Profissional Ensaios sobre a aula a fim de apresentar algumas reflexões que possam contribuir para fundamentação pedagógica no que diz respeito às práticas metodologias de áreas específicas do conhecimento, objetivando uma alfabetização científica que seja significativa para a vida do cidadão, além de monografias e teses semelhantes ao tema abordado e material na internet.

Portanto os conteúdos que serão trabalhados a seguir a fim de abordar uma noção sobre tempo e memória com o ensino de História, seus percursos e tendências contemporâneas e o papel da metodologia no ensino fundamental, em Geografia relacionar o espaço geográfico ao ensino da Geografia, ter a relevância teórico política do saber geográfico e seu papel no ensino fundamental, já em Artes ter uma noção sobre linguagem artística e as perspectivas do conhecimento artístico como reflexão da arte.

2- AS AULAS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E ARTE NO ENSINO FUNADAMENTAL I: ESPAÇOS PARA A CONSTRUÇÃO DE DIÁLOGOS INTERCULTURAIS E COMPREENSÃO DO CONTEXTO ESCOLAR.

Entendemos o termo intercultural como adequado para pensar a interação social na sala de aula. Cada pessoa ou grupo de pertencimento possui saberes experimentados em diferentes espaços de socialização.Levam para escola sua cultura de referência.Quando a comunicação na sala de aula, os diferentes sujeitos culturais lançam-se ao diálogo, apropriam-se de saberes e na interculturalidade, na interação entre as culturas,produzem novos sentidos.

As trocas intersubjetivas promovem a constituição dos sujeitos, uma vez que, na situação de comunicação, as subjetividades se encontram, se cruzam e se ressignificam.

O inicio do ciclo de planejamento com estudo sistemático da prática pedagógica e tendo em vista as tomadas de decisão do coletivo escolar sobre condições necessárias à aprendizagem de todos na escola, podemos avançar em etapa do planejamento, aquela em que o professor/colegiado se dedica a organizar, planejar, preparar os contextos de ensino-aprendizagem na escola, na sala de aula ou em outros ambientes de aprendizagem nos quais estejam em jogo apropriações culturais dos sujeitos sobre os conhecimentos aprendidos, as medidas pedagógicas e as aprendizagens escolares.

Trata-se do momento em que o planejamento do ensino busca criar as condições para o trabalho intelectual a ser desenvolvido com os alunos.Aqui se revela a perspectiva docente sobre a aula,as motivações dos educadores.

2.1. A DISCIPLINA DE HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

As coisas estão sempre mudando. As crianças nascem todos os dias, pessoas envelhecem, cidades são construídas, outras são destruídas, muitas coisas se ganham e outras se perdem. Enfim, tudo se transforma. E, com isso, sentimos o tempo passar,às vezes mais rapidamente, quando há muita mudança, e outras mais devagar, quando pouco muda.

Como possível saber que algo mudou, ou que o tempo passou? Para isso, usamos a memória: lembramo-nos das coisas como eram e compramos com o que são hoje. Podemos citar alguns exemplos naquele lugar onde antes havia terreno baldio, hoje existe uma casa, uma fábrica ou até mesmo um prédio. Antigamente o Brasil era Tricampeão, depois passou a ser treta, e agora é penta. Ao nos lembrarmos do passado, estamos usando nossa memória.

A memória nos permite perceber não só as mudanças, mas também as permanências. A memória pode ser de vários tipos. Uma pessoa pode se lembrar das coisas que aconteceram por causa da sua memória individual. Por causa dela, recordamo-nos do primeiro dia de aula, do nascimento de nossos filhos da morte de um ente querido de um amigo.

Muitas vezes, porém, podemos nos lembrar de experiências que não vivenciamos que nos foram contadas por amigos ou parentes. Por exemplo, uma enchente que tenha acontecido no passado, um recém chegado em uma cidade não viu a enchente, mas pode ter ouvido falar no assunto por meio do relato de pessoa que tenham presenciado aquele acontecimento. Trata-se de uma memória coletiva.

Há ainda um terceiro tipo de memória. Como ficamos sabendo sobre Dom Pedro I, que proclamou a Independência do Brasil, gritando Independência ou Morte, será que ainda existe alguém que vivenciou para contar este fato? Acho que não, tomamos o conhecimento através da memória histórica que através das fontes históricas registrado em livros e revistas.

A escrita da História tem suas origens na antiguidade, com trabalhos de autores como Heródoto, Tucidides, Salustio,Tácito, entre outros. O grande mérito desses autores é o de se oporem a uma interpretação mítica acerca dos fatos do passado do passado. Outro pensador antigo bastante importante é Agostinho, que interpreta a conjunção das tradições grega e judaica no pensamento ocidental, estabelecendo um modelo de narrativa linear para o estudo de História. O conhecimento histórico, contudo, só passa a ser decididamente teorizado a partir do século XVIII. Nesse período, quem mais se destaca é Voltaire, com sua insistência em separa a História do domínio da ficção.

No século XIX, historiadores como Leopóld Von Ranke estabeleceram procedimentos rigorosos para garantir o Maximo de objetividade possível no estudo da História.O legado da historiografia dessa época, também chamada de Historiografia Tradicional, é inestimável.No entanto estreiteza, ela passa a sofrer sérias críticas no século XX.Surgem então vários modelos, entre os quais podemos destacar dois: as Histórias estruturais, que enfatiza estudos de longa duração (em oposição à História dos acontecimentos, característica da abordagem tradicional), e a História cultural, que enfatiza o cotidiano das pessoas simples (em oposição a uma história tradicional,vista de “cima”, isto é, da perspectiva dos grandes líderes políticos).As escolas historiográficas mais representativas no século XX foram a Escola de Annales, na França, e as correntes marxistas, predominantes na Inglaterra.

O conhecimento de historia trabalhado em sala de aula, durante muito tempo, esteve atrelado a uma concepção tradicional, segundo a qual a aprendizagem equivale à memorização de informação isolada sobre o passado. Essa concepção pode ser superada se estivermos atento ao papel criativo desenhado pelo aluno e a conseqüente atitude do professor como mediador do processo de ensino-aprendizagem e não como mero transmissor de conhecimentos.

No ensino de História, é imprescindível que os alunos não só memorizem informações, mas também aprendam a pensar historicamente. Nesse sentido, faz-se importante o uso de fontes históricas na aprendizagem da História. Embora tradicionalmente os tipos de fonte privilegiados pelos historiadores sejam os documentos oficiais, existem em nossos dias umas aberturas cada vez maiores para outro tipo de fontes, como cartas, textos jornalístico, texto literário, imagem, depoimentos orais, filmes etc.

Outro aspecto importante no ensino de história na educação básica diz respeito a avaliação.A superação de um modelo tradicional supõe a substituição de atividades de memorização por outras, que estimulem a compreensão e o raciocínio.Além disso, a avaliação deve ser entendida como um processo e não como momentos isolados na aprendizagem escolar.

2.2 A DISCIPLINA DE GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

O Espaço geográfico, objeto de estudo da geografia, vem sendo produzido e organizado pelas sociedades sob diferentes condições históricas.Portanto, o espaço geográfico é histórico, o que demanda um esforço para compreender dinâmica de formação e transformação.Além disso, essa dinâmica exige uma reflexão constante sobre os conceitos que explicam o espaço geográfico.

Hoje, a vertente crítica da geografia afirma que o espaço geográfico é resultado da dialética entre a materialidade, apropriada e construída pela sociedade, e as ações/relações sociais que a um só tempo construíram aquela materialidade e são por ela condicionadas, controladas, limitadas e convidadas agir (Santos,1996b).

Partindo desse pressuposto, é possível afirmar que, ao lermos o espaço geográfico, estaremos lendo, compreendendo, também, a sociedade que criou, em suas relações complexas. Por exemplos, se observamos atentamente os croquis de casa e apartamentos veiculados em anúncios de jornais e revistas, perceberemos que o projeto arquitetônico desses imóveis pressupõe relações sociais e políticos.

Com as crianças dos anos iniciais do ensino fundamental a analise do espaço geográfico pode partir do próximo, do espaço em que são estabelecidas as relações cotidianas. Porém muitas vezes o estorno é menos significativo para a criança do que uns lugares distantes, de onde ela e sua família vieram (se forem migrantes, por exemplo) com o qual tem laços afetivos, culturais etc. Assim, o professor deverá adequar seu encaminhamento metodológico com a realidade e diversidade presente na turma, visando alcançar os melhores resultados no que se referem as seus objetivos de ensino, neste caso, a formação de conceitos geográficos.

Existem muitos conceitos e grupo conceituais que auxiliam e enriquecem a leitura do espaço geográfico. No qual veremos a seguir uma sucinta descrição de alguns deles. Como por exemplo, a chamada primeira natureza (natural) esta cada vez mais, cedendo lugar para a segunda natureza, aquela produzida e/ou organizada pelo homem.

Você sabe quando a geografia passou a fazer parte do currículo escolar? E pó que foi considerada conhecimento necessários para a formação de criança e jovens?

É com a intenção de discutir essas questões que faremos um breve histórico das relações entre a inserção do conhecimento geográfico na escola e os interesses políticos-econômicos que configuram os currículos da educação básica. Focaremos a discussão sobre a construção teórico-política da ciência geográfica e as repercussões sobre o ensino da geografia.

O saber geográfico não é recente. Antes de ser intitucionalizado, ou seja, de se tornar uma ciência, a humanidade já se valeu dele. O que hoje chamamos de Geografia é um conhecimento elaborado desde a antiguidade pó homens que mapearam o planeta e registraram um considerável levantamento de dados a respeito da superfície terrestre. Desde os relatos dos primeiros viajantes que não se afastaram muito do Mar Mediterrâneo até as informações possíveis de serem obtidas com as grandes navegações, esse saber trouxe a luz as singularidades materiais e culturais dos territórios e, com elas, os modos de viver e de pensar de seus habitantes.

Os vijantes do século XVII ou os Geográficos do XIX eram na verdade agentes de informações que coletavam e cartografavam a informação,informação que era diretamente explorável pelas autoridades coloniais, os estrategistas,os negociantes ou os industriais.(Foucault, 1985).

A chamada geografia clássica surgiu no final do século XIX e teve seus conceitos e teorias em alta até meados do século XX. Articulo-se com interesses do Estado colonialista-imperialistas, fortalecendo os conceitos de passagem e região como determinantes das características socioeconômicas de um povo.

O movimento de renovação o pensamento geográfico começou após a Segunda Guerra Mundial e tomou rumos variados. A renovação que alcançou o ensino foi o da chamada geografia critica cujo trabalho de ressignificação dos conceitos básicos foi intenso a partir dos anos 1980. Essa mudança teórica relacionou-se com as mudanças nas ordens mundiais, inicialmente com a bipolarização e atualmente com a globalização. Por conta dessas mudanças políticas econômicas, sociais e culturais que mudara a ordem de relação entre os países e os lugares, os conceitos de região e território, lugar e paisagem sofreram alterações importantes e são hoje, centrais para o ensino da geografia.

2.3 A DISCIPLINA DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL

Ao observamos vários acontecimentos na história da humanidade, podemos verificar que a arte sempre esteve presente. O homem que desenhou na caverna pré-histórica possivelmente teve que aprender de algum modo como concretizar esse ato.

E, assim, a arte veio acompanhando todo processo evolutivo do homem inserido nos seus atos, costumes, culturas e sociedades. Porém, a sua importância e utilidade passaram a ser discutida e, no Brasil, efetivadas no ensino apenas no século XIX.

No Brasil a preocupação em ensina arte se intensificou no século XIX, com a criação da academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1816, instalou-se oficialmente no País o ensino artístico, seguindo, assim, os modelos europeus. O objetivo era a preparação para habilidades técnicas e gráficas consideradas fundamentais á expansão industrial, tendo o desenho como matéria obrigatória nos iniciais de estudo, pois era considerada base para todas as artes.

O projeto educacional do Brasil esteve desde seu início voltado a valores pragmáticos. Esses valores são relacionados á produção de bens de consumo,em que os indivíduos copiavam modelos baseados em experiências de outras culturas, desse modo a arte era vista como um acessório cultural.O ensino da arte era reservado às horas de ócio das classes superiores e a sua realização ocorria apenas no conservatório e academias “particulares”.

Podemos afirmar que nessa academia os alunos poderiam direcionar seus estudos para duas áreas, as Artes Mecânicas e as Belas Artes, porém a primeira era dirigida “ao povo em geral/’, e a segunda, aos nobres da época. Segundo Barbosa,(2003 )

Embora se pretendesse juntar no mesmo ambiente os artesãos e o artista, frequentando a mesma disciplina básicas, a formação do artista era alargada com outras disciplinas, inclusive de caráter teórico, enquanto o artífice se especializava nas aplicações do desenho e na reprodução mecânica de modelos.

Em 1922, foi realizada a Semana de Arte Moderna, em São Paulo, que se tornou um marco histórico inaugurado um novo modo de ver a arte no Brasil. Em Janeiro de 1928 surgiu o nome Movimento Antropofágico de Tarsila de do Amaral pintou a abapuru para Oswaldo de Andrade.

Em 1930 surge a pedagogia nova também denominada de Escola Nova que também influenciou o ensino de arte. A partir de 1950 passa a fazer parte do currículo escolar, além da disciplina de Desenho, a de Música, a de Canto Orfeônico e de trabalho manuais como corte, costura marcenaria etc. Por volta 1960 surge outra pedagogia a Tecnicista na qual o aluno e o professor ocupavam um lugar secundário, com a lei 5.692/71, a educação artística é incluída no currículo escolar como atividade educativa e não como uma disciplina, em 1988 inicia as discussões sobre a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a lei 9394/96, o ensino de Educação Artística tornou-se obrigatório na educação básica(Educação infantil, ensino fundamental e ensino médio).

Porém, a lei não explicitou se esse ensino é obrigatório em todas as series da educação básica. Isso resulta em certa autonomia para a disposição da disciplina Arte. Daí a entendermos a necessidade, enquanto professores ou futuros professores das séries iniciais do ensino fundamental, o papel da arte como uma significativa ferramenta tanto para o desenvolvimento cultural como pessoal do aluno. Convém assinalar que o ensino de Arte, denominado Educação Artítica, a partir daí passou a designar-se como área do conhecimento: Arte. Assim, no ensino fundamental:

a Arte passa a vigorar como área do conhecimento e trabalho com as várias linguagens e visa à formação artística dos alunos.A área de Arte, assim constituída, refere-se às linguagens artísticas,como as Artes Visuais, a Música, o Teatro e a Dança.

A proposta de uma nova metodologia desenvolvida especificamente ao ensino de Arte a chamada a metodologia triangular, é inserida no ensino brasileiro a partir da década de 1990. Foi difundida por Ana Mãe Barbosa e, em 2006 essa prática completou dez anos. A metodologia triangular influenciou e contribui para a construção dos documentos PCNs. Entende-se da nomenclatura triangular, partindo do princípio de que a estrutura do triâgulo não permite uma visão aberta dos procedimentos.Os três âmbitos devem, sim, ser utilizados, mas não como uma forma única e fechada de se ensinar arte, primeiro, o fazer artístico, segundo, leitura de imagens e o terceiro, história da arte.

Ana Mãe Barbosa foi, para a históri do ensino de arte no Brasil, a primeira com doutorado em Arte Educação, formada em 1977, pela Universidade e Boston.Responsável pela sistematização Metodologia Triangular, que é apresentada nos três eixos principais: o fazer artístico, a leitura da obra de arte e a história da arte.A Metodologia Triangular influenciou e contribuiu para a construção do documento PCNs – Artes:”O conjunto de conteúdos esta articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar”.

A arte no Brasil esteve ligada a raízes históricas nos critérios neoclássicos, impostos pela missão Francesa, e no tradicional quando a tarefa era apenas copiar ou reproduzir.Por ocasião do tecnicismo o ensino da arte foi desvalorizado, passando ao exercício artesanal que foi substituído pela experimentação de recursos materiais. Vejamos o que 1.BRITO (2003, p. 30), a esse respeito: “A arte de cada cultura revela o modo de perceber, sentir e articular significados e valores que governam os diferentes tipos de relação entre os indivíduos na sociedade.”

Ao retornar as concepções que norteiam o ensino da arte, conhecimento, trabalho e expressão é buscar entender a necessidade humana de expressão, afirmação e interação com a realidade através do trabalho artístico. Oportunizar ao aluno ler e analisar o mundo em que vive e dar respostas mais inventivas são características do novo ensino da arte.A arte desenvolve a cognição, capacidade de aprender, é no despertar e ensinar através da arte que se conduz o aluno a associar o ver com o fazer, além de contextualizar tanto a leitura quanto a prática. O que nos importa ver uma imagem e não decifrá-la, é preciso ver e atribuir significados.

Todo criança tem a necessidade de se expressar livremente. Fazê-la participar da alegria criadora, através de um clima de compreensão e de confiança, é a melhor recompensa que lhe pode dar o educador, isto se consegue com facilidade no momento que trabalhamos com a arte. A arte através de seus símbolos, dá curso ao ajustamento emocional, facilita o exercício da disciplina interior, cria condições propiciar à aprendizagem formal da escoa, porque é fator de integração e de desenvolvimento harmonioso da personalidade.

A arte em todas suas expressões é um ato de comunicação. Esta consiste numa apropriação da realidade que propõe novos modos de refletir sobre as relações sociais. Criar e ampliar, enriquecer transforma o mundo e o homem. O indivíduo ao trabalhar com arte exerce uma ação do fazer, do olhar e do pensar. Esta possibilita que os indivíduos estabeleçam, um comportamento mental que os leva a comparar coisas, a passar do estado das idéias, para o estado da comunicação, a formular conceitos e a descobrir como se comunicam esses conceitos.

Existe diversas manifestações artísticas: artes visuais, pintura, desenho, gravura, artefato, desenho industrial. No mundo contemporâneo com os avanços da tecnologia (fotografia, artes gráficas, cinema, vídeo, computação, performance), são inúmeras as manifestações que se faz necessário interpretá-las.

A dança expressão da cultura humana desde os tempos mais antigos, sempre interpretou o trabalho, as religiões e as atividades de lazer. A música esta relacionada a cultura de cada época, hoje em função do desenvolvimento tecnológico vem sofrendo modificações (discos, fitas, radio, televisão, computador, jogos eletrônicos, cinema, publicidade, são as novidades da época.

No teatro uma expressão formalizada pelos gregos como demonstração de cultura e conhecimento. Considerada a arte do homem, haja visto que ao interpretar o homem se expressa de forma completa, corpo, fala, gesto atualmente é a melhor maneira de trabalhar com a criatividade do nosso aluno.

São as linguagens da arte que nos permitem vivenciar na sala de aula a emoção, a sensibilidade, o pensamento,a criação, seja através de nossa própria produção, seja através das obras dos mais diversos autores e artistas,(Miriam Martins,Gisa Piscosque;Maria Guerra)

Segundo os PCNs, o aluno poderá desenvolver sua competência estética e artística em diversas modalidades da área de artes são as artes visuais, a musica, o teatro e a dança. Uma caracterização e analise dessas modalidades tornam-se essenciais para a compreensão de nossos estudos.

Nas artes visuais, além das suas formas mais conhecidas de manifestação, como pintura, escultura, desenho. Gravura, arquitetura, objetos em cerâmica, ourivesaria, marchetaria etc.;com o tempo, passaram a ser incluídas outras modalidades que resultaram dos avanços tecnológicos e das transformações estéticas ocorridas no século XX, que são as artes gráficas, a fotografia, o cinema, a televisão, o vídeo e a moda.

Entendemos a música como expressão de arte que reflete circunstância da vida das pessoas -homens e mulheres e também da época em que estão inseridas.A matéria-prima da linguagem musical é o som, que definimos aqui como fenômeno acústico que consiste na propagação de ondas sonoras produzidas por um corpo que vibra (especialmente no ar).

Já o teatro é atividade que possibilitam dramatização auxilia o aluno a perceber a importância de todos os elementos quer fazem parte do teatro.Exercitar essa linguagem faz com que o aluno expresse e também aprecie as diversas formas de teatro produzidas nas culturas.Para isso, utiliza sua criatividade utiliza sua criatividade, desenvolve sua comunicação e, até mesmo, sua percepção corporal.

Quanto a dança é uma seqüência de movimentos corporais executados de maneira ritmada, em geral, ao som de musica.A dança expressa movimentos e gestos e é uma linguagem por meio da qual o ser humano expressa sensações, emoções, sentimentos e pensamentos com seu corpo.

2.4 DIVERSIDADE CULTURAL NA SALA DE AULA REFLEXÕES SOBRE PRÁTICAS PEDÁGOGICAS NO ENSINO DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E ARTES.

Entendemos o termo intercultural como adequado para pensar a interação social na sala de aula. Cada pessoa ou grupo de pertencimento possui saberes experimentados em diferentes espaços da socialização. Levam para a escola sua cultura de referência. O cotidiano escolar é compreendido como campo investigativo no qual se inscreve a prática pedagógica, e a aula é entendida como resultado do cruzamento de múltiplas cultura , como comunicação entre sujeito como resultado de múltiplas culturas, como comunicação entre sujeitos ativos na busca pelo conhecimento. Nesse contexto, a escola é caracterizada como espaço privilegiado da formação docente e como espaço de produção de saberes. Como parte da dinâmica escolar, o planejamento sistematizado é configurado com base no saber fazer e no pensar sobre o fazer. Assim, foram levantados diferentes tempos/ espaços do planejamento sob o ponto de vista do fortalecimento do colegiado em suas tomadas de consciência, escolhas e decisões sobre as finalidades do ensino.

A partir disso, a dinâmica do planejamento foi apresentada segundo ciclos gnosiológicos, responsáveis pela contínua elaboração dos saberem didáticos e pela ruptura com as formas hierarquizadas de compreender o conhecimento humano. O estudo da prática pedagógica e a dimensão coletiva do planejamento foram tomados como etapas que inauguram o ciclo do planejamento, presente em todo o processo de ensino.Em consequência, a pesquisa é entendida como inerente ao ensinar, os professores são vistos como pesquisadores e a pesquisa na ação é apresentada como sistemática para problematização do cotidiano da sala de aula. O planejamento, sob a perspectiva da docência, demonstra como a aula é produzida, relevando a necessidade de organização prévia do trabalho a ser desenvolvida com os alunos.

Diferenciados níveis de abrangência da sistematização do planejamento foram abordados, levando em consideração que tudo deve ser pensado previamente, desde as questões mais amplas até as atividades mais específicas da sala de aula. A formulação de enunciados escritos para os objetivos de ensino ao lado da identificação dos conteúdos com base em critérios de relevância social foi problematizada como decisiva ao bom planejamento. A democratização do conhecimento foi especificamente apontada como critério maior das tomadas de decisão sobre o ensino, ao lado do reconhecimento das diferenças culturais que modificam as forma que tradicionalmente o conhecimento é concebido, hierarquizado e polarizado. Por fim, a dinâmica do ensino-aprendizagem foi apontada como momento decisivo produção da aula , podendo modificar em muito que foi planejado previamente e, decorrente disso ,o registro do planejamento vivido é tomado como meio de comunicar a pratica docente, avaliar o realizado,identificar êxitos do trabalho e retomar encaminhamento equivocados ou descontextualizados.

3- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluímos esta produção de aprendizagem pudemos abordar uma reflexão referente à disciplina de história no ensino fundamental considerando alguns percursos históricos e suas tendências contemporâneas e sua metodologias, também conhecer a disciplina de geografia no ensino fundamental noções como espaço geográfico e a relevância teórica-política, juntamente com a disciplina de arte no ensino fundamental, noções sobre linguagem artística e conhecimento da arte, daí partir um perspectiva da didática intercultural nas disciplinas acima citadas.

Com base na consciência dessas determinações histórica sobre a docência , fomos ao encontro de uma didática intercultural, atenta aos saberes necessários á emancipação popular, disposta a dialogar e assumir seu papel crítico e transformador da realidade.

No que se refere o planejamento, discutimos um processo de sistematização didática, no qual o saber fazer e o pensar sobre o fazer são momentos indissociáveis da práxis pedagógica.

A memória da docência não é apenas importante tendo em vista um olhar para o passado ou para o futuro, mas em razão do presente, da socialização de saberes, da consciência sobre a dificuldades e as conquistas do ofício,registrarmos nossas práticas, poderemos, como lembrou Paulo Freire,”gentificar” o ensino e significar o trabalho da sala de aula , de modo a ouvir a voz aos alunos, colocando a educação a serviço das identidades culturais de homens, mulheres, jovens e crianças aos quais nos dedicamos em nossos ofício e com os quais aprendemos belas lições sobre o ensinar e o aprender.

Nossos objetivos foram alcançados e esse estudo veio somar ao nosso conhecimento como futuro pedagogo.

Referências

VASCONCELOS, José Antonio, Metodologia do Ensino de História/ José Antonio Vasconcelos Curitiba-Ibpex,2007.

ARAUJO,Márcia Baiersdorf Ensaio sobre a Aula Narrativas e Reflexões da Docência/ Márcia Baiersdorf Araújo – Curitiba Ibpex 2010 (Série Pequisa e Prática Profissional em Pedagogia)

SANTOS,Gisele do Rocio Cordeiro Mugnol- Metodologia do ensino de Artes / Gisele do Rocio –Curitiba – Ibpex,2006

FANTIN, Maria Eneida –Metodologia do Ensino de Geografia / Maria Eneida Fantin,Neusa Maria Tauscheck,Diogo Labiak Neves-2 ed.rev.,atual.e ampl.-Curitiba; Ibpex,2010

FOUCAUT,M. Microfísica do Poder 5.ed.Rio de Janeiro:Graal

BARBOSA, A.M.(Org).Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte.2.ed.São Paulo:Cortez,2003.p.15

SANTOS, Maria Enoy Brito. Pedagoga, Especialista em Linguagem e Códigos e suas Tecnologias. E-mail: maenoy@bol.com.br.

1. BRITO, Gláucia da Silva. Inovações Metodológicas e Instrumentais para o Ensino de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Língua Espanhola e Arte. Curitiba: IBPEX, 2003

MARTINS,M.C.;PICOSQUE,G;GUERRA,M.T.T. Didática do Ensino da Arte: a língua do mundo.São Paulo: FTD, 1998.P.132