Trabalho Completo A Contribuição Da Filosofia De Santo Agostinho Para a Educação

A Contribuição Da Filosofia De Santo Agostinho Para a Educação

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Categoria: Filosofia

Enviado por: Luiza 24 novembro 2011

Palavras: 7294 | Páginas: 30

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s argumentos e conceitos apresentados na pesquisa presente. Muito OBRIGADO

Também a duas pessoas que são exemplos de família cristã, me fortaleceram com suas orações nos momentos mais difícil da minha vida, ANGELO APARECIDO DE ANDRADE E ROSA MARIA DE ARAUJO ANDRADE.

Aos meus irmãos, RODRIGO PINHEIRO DA SILVA E ROGERIO PINHEIRO DA SILVA, tenho orgulho de partilhamos da mesma educação provindo de nossos pais, por isso tenho a grande virtude de ser irmão de vocês.

Meu amigo EMERSON WILLIAN que também teve sua contribuição na construção dessa pesquisa.

SUMÁRIO

Páginas

1. INTRODUÇÃO 09

2. SANTO AGOSTINHO: VIDA, OBRA E EDUCAÇÃO 11

2.1 Catecismo como método de ensino 13

2.2 A religiosidade no processo de ensino e aprendizagem 15

2.3 Santo agostinho e a educação 17

2.4 A relação do homem aos métodos de aprendizagem 20

3. MATERIAIS E MÉTODOS 24

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 25

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 27

6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 29

A CONTRIBUIÇÃO DA FILOSOFIA DE SANTO AGOSTINHO PARA A EDUCAÇÃO

RESUMO

Este trabalho foi desenvolvido com foco nos pensamentos de Santo Agostinho, destacando sua contribuição e importância para a educação atual, pois seus pensamentos filosóficos podem influenciar diretamente a vida escolar nos dias de hoje, como o amor ao próximo, costumes e valores. Embora tenhamos um ensino laico, acreditamos que os valores religiosos contribuem na vivência escolar e na sociedade, uma vez que muitos cultuam o materialismo, assim, o papel da filosofia agostiniana nos traz a reflexão de que as instituições educacionais devem humanizar e formar o homem acima de tudo. Santo Agostinho destaca a palavra como grande poder na formação escolar, pois tem a força de impulsionar e almejar algo melhor para a vida pessoal e profissional. Por isso temos que ter firmeza e esclarecer tudo àquilo que falamos com os alunos. O profissional da educação precisa se preparar emocionalmente e profissionalmente para encarar as dificuldades que o dia-a-dia proporciona. Segundo Agostinho, o conhecimento está dentro de cada ser humano por intermédio de Deus, contudo, o professor precisa estimular o aluno com alegria e felicidade ao transmitir seu saber. No entanto, na atualidade, a educação vive muitas vezes o contrário da filosofia de Agostinho, pois trata o ensinar sem afetividade e sem os princípios religiosos que ajudam muito nas questões morais e éticas para a formação do indivíduo. Para o desenvolvimento do trabalho, elaboramos nosso referencial teórico acerca da vida, alugumas obras e a pedagogia única de Santo Agostinho, assim como alguns pensadores que discutem a educação nos dias de hoje.

Palavras chaves: Aprendizagem, Educação, Ensino, Santo Agostinho e Valores

THE CONTRIBUTION OF PHILOSOPHY OF SAINT AUGUSTINE FOR EDUCATION

ABSTRACT

This work was developed focusing on the thoughts of the Holy Augustine, highlighting its importance and contribution to education current, as their philosophical thoughts can directly influence the school life today, such as love of neighbor, customs and values. Although we have a secular education, we believe that the values contribute to the religious school experience and in society, since many worship materialism, so the role of the Augustinian philosophy brings us to the reflection that educational institutions must humanize and form the man above all. St. Augustine highlights the word as great power in schooling, as has the strength to push and

aim for something better for life and work. So we to have firm and clear everything up to what we talk to students. The professional education needs to prepare emotionally and professionally to face the difficulties that the day-to-day provides. According to Augustine, the knowledge is within each being human through God, however, the teacher must stimulate

students with joy and happiness to transmit his knowledge. However, in Currently, education lives often the opposite of the philosophy Augustine, because they teach it without emotion and without the basics religious help much in moral and ethical issues for training the individual. To develop the paper, we present our theoretical about life, work and pedagogy game's quests single St. Augustine, as well as some thinkers argue that education in today.

Keywords: Learning, Education, Teaching, St. Augustine and Values

1. INTRODUÇÃO

O presente estudo tem como foco a humanização, o diálogo e os princípios religiosos na educação a partir de algumas obras de Santo Agostinho, pois, acreditamos serem fatores fundamentais para uma formação educacional adequada e permanente, contudo a filosofia de Santo Agostinho rege o amor ao saber, entretanto esse amor tem que aparecer durante as etapas de nossas vidas como cidadãos que trabalha e convive com a educação.

Formar cidadãos livres que conheçam a democracia e respeite os limites de outras pessoas é primordial para o bom crescimento dos indivíduos, esse respeito na filosofia de Santo Agostinho é chamado de “construção do conhecimento” por meio da religião, que foi por ele utilizado como instrumento de paz, alegria e harmonia entre os povos. Agostinho sentia prazer no poder de dialogar e trazer até a sala de aula suas experiências de vida, onde as pessoas se espelhavam nele como docente para almejar algo que seria fundamental perante a sociedade, que era o respeito mútuo.

Entendemos que o desenvolvimento humano depende do saber, portanto cada homem procura aprender, seguindo um mestre espiritual e constrói cada dia com seus valores e a vontade de obter uma nova realidade social.

Agostinho aprendeu muito com a moral de seus pais, isso fez dele um bom professor e nos deixa um legado hoje que é a competência e o trabalho integral com as crianças. Agostinho defendia a idéia de que juntamente com o conhecimento que o aluno adquire, faz-se necessário que o mesmo seja orientado para que relacione esse conhecimento a uma realidade maior, tornando assim imprescindível a formação de valores, valores esses que prezam a integridade e a verdade.

Sendo assim, o professor não deve ser somente o transmissor de conhecimentos formais e científicos, mas também aquele que tem autoridade, sensatez e competência para persuadir sem massificar e que se faça respeitar enquanto leciona. Atualmente essa idéia se faz totalmente necessária, pois a sociedade atual cultua o consumo e esse papel humanizador da cultura é reafirmado através deste pensamento, portanto, necessário hoje.

Nos pensamentos agostinianos a cultura não é consumida, mas sim inserida na educação através de uma metodologia que inclui a criatividade, a provocação pelo saber, o bom desenvolvimento e a disciplina. Neles o objetivo é informar, mas além de algo tão subjetivo e inerente ao mesmo, procura-se formar cidadãos livres que interiorizem o significado de democracia e autoridade e os vivem diariamente, compreendam que são capazes de constituir relações de respeito e reciprocidade.

Neste sentido, o trabalho social do professor é importante para saber como o aluno é tratado em sua casa, à realidade dele, seus pensamentos e ideais. Suas perspectivas de vida e anseios futuros, a relação entre pais e escola é necessária para obter a qualificação da educação.

O pensador em um de seus trabalhos cita o ensino religioso com parâmetro importante na educação do homem, condicionando forças em algo celestial para procurar viver em paz com o próximo, diminuir as desigualdades sociais e, como religioso, propõe a oração como componente curricular na escola. Embora haja muita polemica quanto o ensino religioso, não podemos deixar de enfatizar que a religião faz parte de nossa cultura e, no mínimo, deve ser discutida pelos alunos, daí a importância de Santo Agostinho.

A humanização é um instrumento de sabedoria repleto de prazer, ou seja, conquistar o aluno é interagir com ele, viver em suas ideologias como amiga e cidadão, alguém que tem problemas como todas as pessoas, isso faz do docente participante ativo na vida escolar e afetivo/social do discente para manter a ordem e a disciplina.

Família, na filosofia de Santo Agostinho tem um valor indiscutível na educação. Para nós, o primeiro agente de socializador influente na cultura, nos valores que permeiam todos os aspectos da formação e evolução da inteligência humana.

A escola por sua vez, é segundo agente socializador e tem a capacidade de organizar todo o planejamento teórico e prático para oferecer uma educação de qualidade, promovendo e continuando o processo de socialização do indivíduo com a comunidade e à família.

Para desenvolvermos o trabalho, na primeira parte pesquisamos a vida de Santo Agostinho, suas atuações na vida social, na vida escolar e religiosa, pois acreditamos que a fé pode contribuir com a razão nas questões da formação do indivíduo.

Ainda no segundo capítulo, levantamos alguns autores preocupados com a educação na atualidade, além de Santo Agostinho, para fundamentarmos teoricamente o trabalho.

No terceiro capítulo, materiais e métodos, descrevemos a metodologia utilizada em nossa pesquisa que, basicamente, foi o levantamento bibliográfico sobre Santo Agostinho e outros autores que se preocupam com a educação de qualidade e não apenas voltada para o consumo, mas a formação humana.

No quarto capítulo, trouxemos algumas discussões sobre o assunto a partir do nosso referencial teórico e, nas considerações finais, apontamos a importância de resgatarmos algumas obras do passado para repensarmos o presente e projetarmos a educação do futuro.

2. SANTO AGOSTINHO: VIDA, OBRA e EDUCAÇÃO

“Aurelius Augustinus, mais conhecido como Santo Agostinho nasce em Tagaste de Numídia, província romana ao norte da África, em13 de novembro de 354. Primogênito do pagão Patrício e da fervorosa Mônica. Criança alegre, buliçosa, travessa e amante da amizade, não gostava muito de estudar porque os mestres usavam métodos agressivos, e, não eram para ele, sinceros. Ante os adultos se revelou como um menino de grandes esperanças, com inteligência clara e coração inquieto. Africano pela lei do solo, romano pela cultura e língua, e cristão por educação.

Jovem, de temperamento impulsivo, se entregou ao estudo e aprendeu toda a ciência do seu tempo. Chegou a ser brilhante professor de retórica em Catargo, Roma e Milão. Com ânimo disperso, Vazio de Deus e agarrado pelo pecado, à vontade seqüestrada errante e peregrina. Mas, seu coração, sempre aberto à verdade, chegou ao encontro da graça pelo caminho da interioridade, apoiado pelas orações de sua mãe, que na infância lhe havia marcado com o, sinal da cruz.

Deixando a docência, retira-se do recinto de paz e silêncio, e põe em prática o evangelho em profunda amizade compartilhada e animada somente pela paixão à verdade.

Assim se preparou para ser batizado na primavera de 387 por Ambrósio. De novo em Tagaste, a mãe morreu no porto de Roma, vendeu suas posses e projetou seu programa de vida comum na pobreza, oração e no trabalho.

Por seus dotes naturais e título de graça, cresceu em torno dele grupo de amizade e fundou para a história o Monacato Agostiniano.

No ano de 391 é consagrado bispo, e em 395, governou a Igreja de Hipona até a morte, que se deu durante o assédio na cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade. Após a sua conversão, Agostinho dedicou-se inteiramente ao estudo da Sagrada Escritura, da teologia revelada e a redação de suas obras, entre as quais têm lugar de destaque a filosóficas. As obras que apresentam interesse filosófico são, sobretudo, os diálogos filosóficos”

(Revista Nova Escola, edição especial: grandes pensadores, Julho 2008)

Vejamos acima que Aurelius Augustinus, antes de se tornar o grande pensador e conhecido por muitos como Santo Agostinho, sua participação na educação foi de extrema importância na formação do homem nos dias atuais, contudo a vontade de buscar algo novo (conhecimento) deste de sua infância, com jovem, e como educador e religioso, passava pelas barreiras das dificuldades e até mesmo confrontando contra os grandes “doutores da lei” para transmitir aquilo considerado por ele mais importante, que é o amor incondicional ao saber.

A L.D.B. (Lei de Diretrizes e Bases) de 1997 aponta o trabalho do ensino religioso que o pensador enfatizava na época como parte facultativa na formação básica, respeitando a cultura regional de cada estado brasileiro, fortalecendo a moral e a ética como um todo na educação publica.

O PCN (parâmetros curriculares nacionais) trata essa questão como experiência vivida pela sociedade que são norteadas como eixo importante nos conteúdos que desempenham o papel da dignidade humana.

Assim, nos parece que mais do que um pensador religioso do passado, seus pensamentos e preocupações retornam na educação presente.

2.1. Catecismo como método de ensino

A igreja católica era a instituição mais poderosa e responsável pela formação de pessoas para o clero (profissionais da Igreja), no final da idade antiga até meados da idade média.

O ensino passava de geração em geração dentro da própria igreja, fazendo com que os conteúdos tradicionais não fossem tão importantes a ponto de se tornarem algo muito a frente da formação de pessoas para igreja.

Nunes afirma que:

“Não se pode compreender a pedagogia medieval, nem se lhe pode aquilatar a Filosofia da Educação sem o prévio conhecimento do legado doutrinário dos Antigos e dos Santos padres. Aliás, até o século XIII, a orientação educacional da Idade Média foi visceralmente agostiniana, e Santo Agostinho foi o último Santo Padre e o grande inspirador do pensamento medieval.” (NUNES, 1979, p. 5)

Os preceitos agostinianos fundamentavam o ensino nas igrejas, nas escolas paroquiais e nas escolas episcopais. Uma vez disseminado esse ensino, os fundamentos cristãos predominavam na formação da sociedade. Como esse ensino fundamentalmente cristão tinha como objetivo formar a mente e o comportamento dos indivíduos repercutia na formação da sociedade medieval. (NUNES, 1979)

Para Agostinho o centro da filosofia é o conhecimento, e para ser aceito na sociedade é preciso saber “ler e escrever bem”, por isso que não ficava somente em aulas de conteúdos programáticos para os seus alunos, colocava algo a mais na teoria com uma dose de sentimento em deus e na prática do saber para conhecer a sociedade onde vive.

[...] ”À medida que a Igreja se tornava a instituição mais poderosa do Ocidente, a filosofia de Santo Agostinho definia a cultura de seu tempo. Educação e catequese praticamente se equivaliam às escolas eram orientadas para a formação de membros do clero, ficando em segundo plano a transmissão dos conteúdos tradicionais. O conhecimento tinha lugar central na filosofia de Santo Agostinho, mas ele se confundia com a fé. Diante disso, a educação daquela época conhecida como patrística, em referência aos padres que a ministravam estimulava acima de tudo a obediência aos mestres, a resignação e a humildade diante do desconhecido. O objetivo era treinar o controle das paixões para merecer a salvação numa suposta vida após a morte” [...]. (Santo Agostinho, S/D, p. 426)

O pensador narra em sua obra, Confissões, no qual foi à principal no ponto de vista pessoal, conversão ao cristianismo, após uma vida de pecado segundo sua concepção e define que a luz de Deus que de certa forma traz a educação permanente à luz do conhecer do comum ao cientifico de maneira concreta, sem esquecer o mediador que em seu tempo era os monges e hoje são os professores, tem grande influência no processo de ensino aprendizagem.

Santo Agostinho partia do ponto de que as reflexões são de extrema importância para alcançar o objetivo central que é a educação, introduzindo a razão e o pensamento, sentidos humanos que desenvolve a prática de fazer o bem e buscar a vida plena na formação do homem dentro do social, ou seja, saber discernir a aprendizagem da religião, embora não podemos negar que há em Santos Agostinho uma fusão entre educação e religião., assim como havia a fusão entre filosofia e psicologia.

Observamos que muitas famílias deixam para as religiões a educação dos filhos. Os padres, pastores e outros religiosos têm boas referências e influencias na sociedade, mas não conseguem contribuir efetivamente com a formação dos indivíduos se não houver a participação da escola. Assim, entendemos a importância do ensino religioso nas escolas.

“podemos considerar que a educação em Santo Agostinho é o processo pelo qual o conhecimento se consolida na vida do indivíduo e da sociedade. O processo educativo realizado pela Igreja corresponde ao processo de articulação de uma sociedade que emergia da desagregação do mundo romano, afirma que a participação da Igreja no desenvolvimento da civilização teve início no mundo romano. Naquele momento, seu papel começou a se revelar: começou a se destacar pela sua importância social. Assim, enquanto a sociedade se desintegrava, a religião católica assumia, gradualmente, o papel de dirigente dos homens” (OLIVEIRA, 1999, p.3)

Uma grande interação entre família, escola e religião formaria uma grande força educacional, um tripé que suporta as dificuldades como baixo rendimento na escolar, a grande massa na presença nas APM (Associação de Pais e Mestres) e seria uma proposta no PPP (Projeto Político Pedagógico) para sanar ou diminuir o grande índice de violência escolar nas cidades Brasileiras.

A falta da religiosidade e de acreditar em algo superior, define as dificuldades de trabalhar a relação professor aluno, e suas especialidades em sala de aula, como por exemplo: alunos indisciplinados e usuários de drogas e repetentes dentro da escola.

Não acreditamos que o ensino religioso por si só trará a tranqüilidade que a escola deseja ou acabará com a violência, drogas, etc. entre os alunos, mas poderá ser uma das alternativas no resgate da valorização da Moral, da ética e do próprio homem.

2.2. A religiosidade no processo de ensino e aprendizagem

Na filosofia de Santo Agostinho, o pensador diz que todo o conhecimento passa por uma intervenção de Deus, ou seja, toda a maneira do saber passa por essa ligação do concreto com a divindade que representa algo inexplicável para muitos cientistas considerados “ateus”. No entanto, alguns outros pensadores partilham da idéia de Santo Agostinho.

Podemos lembrar, por exemplo, Jesus Cristo como um educador que confrontava as leis existentes e mexia com as estruturas da política da época ao pregar o amor entre os homens.

Temos grande exemplo na passagem bíblica do sermão da montanha, onde o narrador diz: “Bem-aventurados vós que agora chorais, por que vos alegrareis” (Lc, 6.21 Bíblia Sagrada), no sentido de passar por dificuldades durante um planejamento de assimilação do novo, portanto a alegria que tanto Agostinho refere é a felicidade de buscar e transparecer esse saber, e somente adere quem ouve, fortalecendo a palavra, somente o ser humano pode aprender quem tem o dom de saber escutar, as palavras de sabedoria, discernimento são ideologia de Santo Agostinho onde usa a sagrada escritura, como um apoio e alega que sempre foi a sua companheira após a conversão ao cristianismo com isso descobriu o amor ao conhecimento e encontrava rumo nas teorias educacionais da época.

O voluntarismo foi por Agostinho uma maneira de estar diariamente com as pessoas e ajudá-las em diversos aspectos desde a descoberta de um mestre espiritual até ser um pai de família, experiência própria de ser pai, quando na época de pagão teve um filho chamado (Adeodato) e uma mulher no qual teve um romance, e após esse fato ele percebeu o valor da família e o respeito ao próximo.

Durante a vida cristã depositou seus conhecimentos na educação, ele acreditava que a força de uma boa escrita e uma oralidade bem definida podia alcançar êxito nas injustiças e tentar clarear os pensamentos dos pagãos que pretendia agir para atacar os cristãos.

Foi sacerdote (padre) e lecionava retórica e dialética, mas quando iria tomar uma decisão importante em suas aulas, buscava orientação em seu superior imediato que era o bispo de Hipona (África), respeitava assiduamente a hierarquia, grande exemplo para os dias atuais, principalmente para formadores de opiniões que tomam suas decisões sem comunicar a ninguém, isolando a educação.

Para uma educação de qualidade os apoios são de extrema importância, para isso existe a direção, supervisão e coordenação, são indispensáveis suas orientações pedagógicas para a complementação teórica e pratica que permeiam a integração do ensinar, sendo seus objetivos estruturar e fortalecer o sistema educacional, transformar o homem em sujeito pensante, agindo sempre com a razão em diversas dificuldades que enfrenta no âmbito escolar.

2.3 - Santo Agostinho e a educação

Grande pensador Agostinho teve uma experiência rápida com a psicologia, mas se destacou como importante filósofo e teólogo.

Como professor, deu aulas de retórica em Tagaste (Atual África), cidade de seu nascimento, teve o primeiro contato com as disciplinas e ministrou as aulas em voz alta, onde transmitia todo conhecimento adquirido de seus mestres.

Na idade média deu aulas em Roma e Depois em Milão (Ambas na Itália), onde definitivamente entrou em contato com a filosofia, e duraram longos anos até sua conversão e dedicou a escrever e enriquecer a filosofia cristã.

A educação consistiu numa caminhada de perfeição moral que se alcançava mediante uma “peregrinação”, na qual o homem exterior (material) cedia lugar ao homem interior (espiritual). (MELO e PIRATELI, 2006)

[...] “Dentro é outra palavra chave para conhecer o pensamento e arte de fala bem, Agostinho em sua busca filosófica, ele deixou de lado a reflexão sobre o mundo exterior, e fez uma profunda introspecção (pesquisa) para descobrir a sua interioridade, a essência do ser humano. Por isso, Agostinho é considerado também um pioneiro da psicologia” [...] (Santo Agostinho,1996, p.279)

A primeira descoberta desenvolveu a necessidade humana, interação do conhecimento que não se reconhece por si, mas de grande influencia de Deus, psicoespiritual, ou melhor, a criatura procura seu criador por toda a vida.

Em sua pedagogia, orienta os educadores sobre a alegria de estar em contato com as pessoas, antes durante e após as aulas e toda sua vida terrena, proporcionar um vinculo afetivo entre os alunos e o professor, relaciona a brincadeira e a musica como matérias extracurriculares, que ajuda a construir afeto e harmonia entre ambos, não somente dentro do âmbito escolar, mas para a todo o momento.

Coloca o ensino religioso como uma ponte de significado espiritual, trabalhando a cultura, valores, dogmas e doutrinas, consiste como um estudo de Agostinho para educação e o amor de Deus.

[...] “Santo Agostinho tratou o tema da educação mais de perto em duas obras, De Doctrina Christiana e De Magistro, na qual apresenta a doutrina do mestre interior. A idéia é que o professor não ensina sozinho, mas depende também do aluno e, sobretudo, de uma verdade comum aos dois. Simplificando, o professor mostra o caminho e o aluno o adota; assim, o saber brota de seu interior. A pessoa que ensina não transmite, mas desperta, Para Santo Agostinho, é desse modo que se conquista a paz da alma, e esse é o objetivo final da educação." [...] (TEIXEIRA LOPES, S/D, p. 244).

Um das metodologias do autor foi trazer a tona a palavra, sendo esta como fundamental na assimilação do conhecer, porém depende de cada pessoa, pois os conhecimentos são lançados, e cada ser humano aprende de uma maneira, por isso as pessoas precisam organizar o que é aprendido em seu interior a partir da palavra.

[...] “A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento que reafirma a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela” [...] (DURKHEIM, 1999, p. 1. 13)

Na criança é preciso ter cuidado para lançar algo novo, pois dependendo da fase elas necessitam de conteúdos concretos, não que elas não possam aprender, mas as teorias e conteúdos têm que ser na medida de sua idade, e exigem do docente uma boa dose de paciência, e repetir o mesmo conteúdo até que as crianças experimentem o saber, através das próprias lições e determinação do errar e começar novamente até alcançar o objetivo central que é aprender, guardando em seu meio, fixado no cérebro até a morte.

Destaca-se muito a magnitude da linguagem, apontada por Agostinho como estímulo à aprendizagem após a recepção da verdade através do dialogo e confiança vividos socialmente em comunidade.

Nas palavras do pensador, o estimulo previamente dito é de grande valia para o bom andamento dos alunos e a firmeza de que fala em sala de aula é provocante no sentido de pensar ou imaginar além do presente, em outras palavras, trazer o futuro em suas ideias, como profissão, homem da família, ou um religioso, enfim proporcionar a liberdade de escolha em suas decisões perante a sociedade que vivemos.

Agostinho defende a ideia de que é através da discussão recíproca que ocorre a aprendizagem, a livre discussão de ideias e questionamentos são muito eficazes para que o aluno absorva o conhecimento adquirido e relacione-o a sua realidade.

Embora com linhas diferentes, Adorno explicita sua concepção de educação, quando diz:

“Evidentemente não a assim chamada modelagem de pessoas, porque não temos o direito de modelar pessoas a partir de seu exterior; mas também não a mera transmissão de conhecimentos, cuja característica de coisa morta já foi mais do que destacada, mas a produção de uma consciência verdadeira. Isto seria inclusive de maior importância política; sua idéia se é permitido dizer assim, é uma exigência política. Isto é: uma democracia com o dever de não apenas funcionar, mas operar conforme seu conceito; demanda pessoas emancipadas. Uma democracia efetiva só pode ser imaginada enquanto uma sociedade de quem é emancipado”. (ADORNO, 1999, pp. 141-142)

Para Adorno (1995), o conhecimento tem papel fundamental no processo educativo. No entanto, impõe-se entender bem o sentido da razão e da subjetividade. Em geral, o conceito de racionalidade ou de consciência.

Para esse filósofo a afabilidade e sinceridade são pontos chaves na relação recíproca professor-aluno, já que o professor é um indivíduo de mutações comportamentais que influenciam no processo de aprendizagem, onde fica muito claro e necessário o incentivo.

Em relação ao corpo humano, Agostinho respeitou a doutrina e os dogmas religiosos da igreja católica no sentido de não fazer mal ao corpo, como sacrifício, etc. Trazendo para os dias de hoje, esses valores são cada vez mais contundentes, pois diariamente nos deparamos com alunos cheio de tatuagem, piercing, etc. No entanto, não podemos culpar os alunos, mas precisamos discutir com eles a concepção dos valores e do entendimento do próprio corpo.

Em sua adolescência, Agostinho percebeu o valor da amizade, quando perdeu um amigo de sua idade e colega de estudos, viviam juntos em todos os lugares uma verdadeira amizade de fato, mais veio a falecer, Agostinho sofreu muito com a perda, mas com o tempo ele foi se acostumando com a dor e com isso aprendeu que temos de aproveitar todo o tempo, acompanhando, conversando e rindo e não perder momento algum em aprender e ensinar enquanto ela esta ao nosso redor, como professor e formadores de opiniões precisamos ter essa relação de boa amizade como nossos discentes.

Outro legado de Santo Agostinho foi à questão da leitura, dizia o autor que o professor deveria ler muito. Entendemos que a leitura é fundamental para professores e alunos no aprimorando da oralidade e do próprio andamento do ensino- aprendizagem, pois pode tecer ou nortear a educação.

2.4. A relação do homem aos métodos de aprendizagem

Agostinho nos deixa claro em todas suas pesquisas e trajetória que sem professor não existe educação. E definitivamente coloca a figura do professor como grande responsável em trabalhar o conhecimento e estabelecer a boa relação do aluno com o mundo.

Como diz Peinado e Oliveira:

“A educação, portanto, está inserido em um contexto social, político, econômico e filosófico. Não se pode deixar de levar em conta esses fatores, além das questões individuais, emocionais, familiares que compõe o todo complexo. São questões complexas e profundas que têm desafiado os educadores do tempo presente.” (PEINADO & OLIVEIRA, 2008, p.09 )

Para construir uma formação adequada aos alunos que futuramente serão cidadãos contribuinte na sociedade através de seus votos e pagando seus impostos, o educador precisa se preparar psicologicamente e espiritualmente para encarar essa missão.

Nas palavras de Silva:

“O conhecimento da verdade como sabedoria eterna está ligada ao conceito de Ideia, construído por Platão, que apropriado por Agostinho, foi fundamental para o aprofundamento da doutrina cristã nos rigores da racionalidade. É a busca da essência, da substância, daquilo que é o que pode ser verdadeiramente racional e cognoscível, e isso torna a religião cristã força e expressão da intelectualidade a serviço da fé” (SILVA, 2009, p.6.)

Os métodos de aprendizagem são de extrema importância para concretizar o ensino, a formulação bem sucedida atrai cada vez o aluno para buscar mais e desenvolve cada dia em suas praticas escolares, Agostinho coloca a música e a felicidade como algo prazeroso no processo do saber, sem contar com o estimulo psicoemocional que esses métodos proporcionam ao homem, pois gostamos e voltamos a fazer algo quando sentimos o prazer delas.

Como afirma a Revista Nova Escola, edição 174, ao lembrar Rosseau:

[...] “Não só planejar uma educação com vistas à formação futura, na idade adulta, mas também com a intenção de propiciar felicidade à criança enquanto ela ainda é criança.”

“A instrução das crianças é um ofício em que é necessário saber perder tempo, a fim de ganhá-lo”

“Que a criança corra, se divirta, caia cem vezes por dia, tanto melhor, aprenderá mais cedo a se levantar” [...] (ROUSSEAU 1745, pp. 56- 62)

A música afeta diretamente o cérebro do homem e uma grande aliada do educador, com ela podemos desenvolver movimentos involuntários que muitas vezes sem saber a importância delas, por outro lado os toques sonoros ajudam no processo motor integral da criança, principalmente quando é planejado e organizado esse tipo de método, podemos perceber durante a observação e as praticidades dos alunos em sala de aula.

Agostinho coloca a matemática e a memória como partes fundamentais na vida educacional dos seres humanos e afirma que uma anda junto com a outra, para entender melhor, precisamos da memória para condicionar à matemática em nosso ser. Contudo alcançar sucesso de assimilação, aos símbolos numéricos, faz parte diretamente da matemática, pois tudo que fazemos no dia-a-dia em sala de aula ou não nos deparamos com a (Adição, subtração, multiplicação e divisão) a matemática em si, faz parte da vida social e profissional do homem.

[...] “Tendo então adquirido certa familiaridade com a linguagem das divinas Escrituras, devemos prosseguir examinando as passagens obscuras em vista de esclarecê-las e explicar. Chega-se lá tomando exemplos de textos mais claros. [...] Em todo esse trabalho, a memória é de grande valor, pois, se ela faltar, não será os preceitos que a poderão despertar” [...] (AGOSTINHO, Liv. II, 1957, p. 99)

Salienta a compreensão dos cálculos e os sentidos delas, para o bom andamento nas expressões numéricas que exige o conhecimento do aluno, para o uso dela e perceber como são empregadas as condições numéricas nos cálculos matemáticos.

A grande importância para o desenvolvimento do aluno è a interpretação dos métodos de ensino, Agostinho não tinha muito a oferecer aos alunos que ensinava, utilizava o pouco que tinha de maneira aplicada e com muito amor, e mais uma vez fortalecia a linguagem como o principal método e abordava todas as outras disciplinas para ensinar (gramática, aritmética e geometria), as atividades eram trabalhadas nos galpões das igrejas, (escolas imperiais), mas ele como educador e grande admirador da igreja, em suas aulas deixa claro o amor e o respeito ao próximo, por isso coloca a vida em harmonia e o bom convívio em comunidade em destaque na sua filosofia.

Para a valorização do humano, o pensador fala do sentimento de ensinar e nos brinda com um verdadeiro estudo e necessário para transmitir e aprender ao mesmo tempo independente da época, percebendo os resultados no letramento e escrita, grandes métodos que o filosofo admirava de pessoa para pessoa.

A relação professor e aluno devem ser verdadeiros e o alto índice de confiabilidade deve existir freqüentemente, essa “verdade” que Agostinho tanto fala em seus livros não é apenas dizer, mas viver a verdade no olhar, no agir, transmitir o conhecimento.

Sentimento que não pode ser enganado de ambas das partes, pois pode ocorrer uma educação sem raízes do saber, ou melhor, o vento leva para qualquer lado, e não se concretiza podendo formar pessoas sem expectativa de vida, um cidadão morno e pressa fácil para sociedade. Então temos que utilizar de pensamentos uteis para a educação como os de Santo Agostinho, grande teólogo que diz que o homem precisa ser “quente” (PESQUISADOR) e aberto ao conhecimento por intermédio de Deus.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Para a elaboração da pesquisa, levantamos e analisamos algumas obras de Santo Agostinho como: cidade de Deus, vol. I e II, Confissões, assim como outros autores preocupados com a educação. Além das obras citadas, consultamos alguns sites como fonte para a pesquisa como, por exemplo, nova escola e site http:// mundosdosfilosofos.com.br, artigos e citações sobre o assunto abordado. Ao término do levantamento da nossa referencia bibliográfica, buscamos discutir os vários conceitos e ensinamentos dos autores, vinculando-os à educação atual.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para o desenvolvimento deste trabalho, foram analisadas algumas obras de Santo Agostinho como: A cidade de DEUS I e II e Confissões, a pesquisa realizada é grande parte voltada para a teoria da educação cristã, contudo, os educadores da atualidade não podem abrir mão de seu legado, independente da religião, pois abrange o lado pessoal e intimo das pessoas, afinal, a educação, o ensino e a aprendizagem são construídos por pessoas.

Valores religiosos e éticos não são parte inicial da escola e sim das famílias, os pais devem trabalhar esses temas com seus filhos com foco na moral, que dá condição para as instituições de ensino aprimorar esse conceito pré-definido pelas crianças na instituição família.

Cabe ao professor mediar à tarefa de trabalhar o conhecimento científico e religioso com seus alunos a fim de controlar as atitudes indesejáveis em sala de aula e promover um ambiente educacional onde todos possam ter e sentir na educação uma aliada para promoção da formação humana. São essas ideias que Santo Agostinho apontava, ou seja, trabalhar com a ciência, priorizando (ou passando) pelo poder Deus, em todos os aspectos da vida humana.

Os valores como o respeito ao próximo e o reconhecimento às diferenças sociais, o amor entre as famílias, não agredir verbalmente ou fisicamente as pessoas, respeitar os mais velhos, etc., na vida moderna, deveriam contribuir com a educação, mas são cada vez mais deixados de lado e esquecidos com o tempo. Por isso se faz necessário voltarmos aos legados de Santo Agostinho.

A simplicidade dos gestos, a compreensão dos problemas e as dificuldades em pedir perdão, dizer que errou assumir e recomeçar novamente são gestos que o professor precisa praticar, caso ame sua profissão, derrubando barreiras e buscando e preconceitos.

Na análise da pesquisa sobre os estudos de Santo Agostinho, percebemos uma preocupação do autor na formação de estudos para transmitir um ensino adequado, pode-se dizer que o trabalho apresentado deixa claro a importância da intervenção de Deus, através do ensino religioso, em todas as metodologias e postura dos docentes de hoje em dia.

A disciplina sempre esteve presente na filosofia do autor pesquisado, aliás, a disciplina tem faltado nas salas de aula hoje, além disso, o autor coloca o homem como o protagonista do saber, os educadores do nosso milênio precisam aderir às palavras de sabedoria que Agostinho dizia, ou seja, que retomemos o papel dos professores no que tange a disciplina e a iluminação de um novo conhecimento, pautado na moral, na ética e no respeito e amor ao próximo.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Todo o foco da pesquisa foi voltado para as filosofias de Santo Agostinho e sua contribuição para educação, quando podemos perceber sua influencia na qualificação do ensino, de forma humanizadora e cristã, onde o professor é indispensável no processo e na formação do aluno.

Valores como família, respeito e o amor tem lugar preservado em toda a forma de educação que Santo Agostinho destacava em suas palavras quando trabalhou como professor.

Conhecido como o idealizador da revelação divina, Santo Agostinho define a inteligência do aluno como o poder de Deus, que por meio de estudos acadêmicos, o conhecimento é estimulado e disciplinado dentro de um âmbito escolar.

As obediências aos mestres fizeram acreditar que o único jeito de formar pessoas honestas era pela educação e pela religião, ou seja, acreditar que existe um ser superior cujo sua existência é misteriosa desafia à ciência todo tempo, porém a importância de um é fortalecida no outro, ambas, ciência e religião podem fortalecer a educação nos dias atuais.

Um dos pontos importante durante o trabalho escolar e a vida pessoal do professor e do aluno é a moral e a ética que o pensador frisa em varias partes de sua obra e que precisa ser vivido no dia-a-dia, Professores a alunos devem ser parceiros na construção do conhecimento, sem mentiras e enganações, ou seja, não pode haver a situação em que o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende.

A linguagem, a oralidade e a escrita também fizeram parte das pesquisas de Santo Agostinho, e indica essas características para ser aceito na sociedade sem descriminação. Hoje, a linguagem, a escrita e a oralidade são fundamentais para se viver e se socializar nas sociedades e estas características se organiza dentro de uma instituição escolar, para tanto, se faz necessário profissionais responsáveis e comprometidos em oferecer uma educação de qualidade.

A escola tem um papel primordial na formação do homem, ou seja, humaniza-lo para a sociedade, Santo Agostinho, ao referir-se ao aluno, traz a ideia de que o indivíduo é um sujeito pensante que deve ser conhecedor de seus direitos e deveres. Este seu legado foi propagado em seus sermões como Padre, Bispo e em suas aulas ministradas por ele nas escolas elementares, secundarias e imperiais para os cristãos e não cristãos.

A partir de Santo Agostinho, podemos repensar as questões que norteiam a educação, a escola, o ensino e a aprendizagem e o papel e responsabilidade de cada sujeito no processo. Papeis estes pautados na moral, na ética e no amor ao próximo.

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