Trabalho Completo EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PRESERVAÇÃO DO PROJETO HIDROAGRÍCOLA SAMPAIO – TO

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PRESERVAÇÃO DO PROJETO HIDROAGRÍCOLA SAMPAIO – TO

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Categoria: Outras

Enviado por: Marla 24 fevereiro 2013

Palavras: 9129 | Páginas: 37

VALDEIR PASCOAL DE VILAÇA

Já não há meio ambiente... Mas preservemos o terço de ambiente que nos resta.

(Veríssimo Andrade)

À minha amada esposa Ana Paula, pelo amor, incentivo, apoio incondicional, companheirismo e suporte emocional, além dos sacrifícios e concessões.

Te amo!

AGRADECIMENTOS

A Deus, o que seria de mim sem a fé que eu tenho nele.

Aos meus pais, irmão, minha esposa, meus sogros, cunhados e minha sobrinha Camila, todos que com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida.

A todos os professores da UNOPAR, em especial ao meu Orientador, que foram tão importantes na minha vida acadêmica e no desenvolvimento desta monografia.

Aos amigos e colegas, pelo incentivo e pelo apoio constantes.

Obrigado por fazerem parte do meu mundo e me auxiliarem de alguma forma na conclusão do meu curso!

VILAÇA, Valdeir Pascoal de. Educação Ambiental e Preservação do Projeto Hidroagrícola Sampaio – TO. 2012. xx pgs. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Tecnólogo em Gestão Ambiental – Sistema de Ensino Presencial Conectado, Universidade Norte do Paraná, Palmas, 2012.

RESUMO

A percepção e educação ambiental, baseada no conhecimento tradicional, de uma comunidade do interior do Estado do Tocantins, foi investigada como forma de avaliar os impactos das atividades locais e sua relação com os processos ambientais. O projeto hidroagrícola Sampaio prevê o desenvolvimento regional da região do Bico do Papagaio no extremo norte do Estado, a partir da implantação de um perímetro de irrigação com área útil de cerca de 1.000 hectares. Inicialmente, o Projeto Sampaio foi idealizado para uma área de 12 mil hectares, entretanto, as discussões com segmentos da sociedade organizada e o estudo dos impactos ambientais levaram à redução da área de plantio. O perfil da região, plana, favorece o cultivo de arroz nas áreas inundadas e de feijão e abóbora no sistema de sub-irrigação. A área restante, de 300 hectares será dividida em lotes preparados para o plantio de frutíferas, no sistema de irrigação. O estudo consistiu da aplicação de questionários a 50 agricultores do município. Foram valorizadas as observações espontâneas dos entrevistados com o objetivo de levantar a história de uso e a situação ambiental da bacia hidrográfica do Tocantins. Atividades educativo-interativas, relacionadas à gestão da bacia, foram adotadas para traçar a percepção ambiental e a sensibilização da comunidade na forma de um diagnóstico participativo apoiado por mobilização popular. O diagnóstico evidenciou baixo desenvolvimento sócio-econômico local com atividades essencialmente domésticas e de subsistência. A comunidade possui bom entendimento do impacto das atividades humanas no ambiente, entretanto, esta percepção não tem sido suficiente para levar ao manejo adequado dos recursos locais.

Palavras-chave: Manejo participativo; Educação ambiental; Projeto Sampaio.

SUMÁRIO

1- INTRODUÇÃO................................................................................... 04

2- JUSTIFICATIVA ............................................................................... 06

3 – REFERENCIAL TEÓRICO............................................................... 06

3.1. EDUCAÇÃO AMBIENTAL............................................................... 06

3.2. Modificar Atitudes e Práticas Pessoais............................................ 07

3.3. Preservação por parte das Comunidades....................................... 07

4- OBJETIVOS....................................................................................... 08

4.1. Objetivo Geral.................................................................................. 08

4.2. Objetivos específicos....................................................................... 08

5 - MATERIAL E MÉTODOS.................................................................. 08

5.1. Área de Estudo................................................................................ 08

5.2. Coleta de Dados.............................................................................. 08

6- CROMOGRAMA DE EXECUÇÃO E ORÇAMENTÁRIO................... 09

6.1 Cronogramas de Atividades.............................................................. 09

6.2 Orçamento....................................................................................... 09

6.2.1 Matérias Permanentes................................................................... 10

6.2.2 Materiais de consumo.................................................................... 10

6.2.3 Resumos dos orçamentos............................................................. 10

7- REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.................................................. 11

1. INTRODUÇÃO

Não é de hoje que as questões ambientais se apresentam como um dos sérios problemas, e em pleno século XXI há uma preocupação maior que precisam ser resolvidas urgentemente, são os impactos ambientais causados pelo homem que cada vez mais agride o meio ambiente, através de suas interferências, muitas vezes impensadas, por isso é de suma importância a preservação para que a vida dos seres vivos seja preservada.

De acordo com Leite, 2001 a redução da qualidade de vida dos seres humanos está sendo agravada devido ao aumento dos resíduos sólidos, a contaminação dos recursos hídricos, a poluição do ar, e principalmente com o solo devido ao consumo desenfreado dos recursos naturais.

A aceleração industrial e a mecanização da agricultura nas décadas de 1960 e 1970, dentre outros fatores impulsionaram a concentração populacional e a exploração dos recursos naturais passou a intensa. Os cidadãos não se preocupam com os efeitos prejudiciais e suas ações em relação à natureza e acaba por utilizar de maneira errada os recursos naturais. (RIBEIRO & PROFETA, 2004).

Podemos perceber que a ocupação urbana desordenada acarreta vários problemas, as pessoas constroem casas, cidades sem nenhum planejamento o que ocasiona a invadirem áreas de preservação permanente como por exemplos encostas e margens de rios, o que gera um agravamento no solo, sem mencionar outros riscos como enchentes desmoronamentos o que trás prejuízos tanto para o meio ambiente como para a população.

Essa situação gerada pelo desrespeito ao meio ambiente, aliado á negligencia do pode publico, promove uma deterioração ambiental dos ecossistemas locais, fazendo com que se tornem cada vez mais frágeis e vulneráveis aos desastres naturais. Nas cidades, as pessoas sofrem com os problemas das enchentes e dos deslizamentos de terras, enfrentado danos sócias, econômicos e ecológicos inclusive com perdas de vidas humanas... (LEITE, 2001).

Portanto com essa ação destruidora do homem em virtude da ocupação desordenada do espaço geográfico, e conseqüentemente a perda de seres humanos e da biodiversidade no planeta, houve uma conscientização por parte de estudiosos então surgiram movimentos ambientais em todo o mundo.

Com essa preocupação muito freqüente por parte da população através de discursos e debates em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU), promoveu uma conferência sobre o ambiente humano na Suécia para alertar a população e principalmente os países desenvolvidos.

Nessa conferencia reuniram 113 representantes de diferentes países inclusive o Brasil, na criação de um programa para combate a crise ambiental no nosso planeta e decidiu-se utilizar a educação como ferramenta para conscientização popular, criando, então o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA).

De acordo como DIAS (2004), podemos perceber que as atitudes ficam mais fáceis de lidar com o ambiente através da Educação Ambiental, pois ela facilita a compreensão do Desenvolvimento Sustentável e que [...] a atual crise ambiental mostra apenas sintomas de uma crise, mas profunda: a falta de ética e de respeito aos valores.

Percebemos também que a Educação Ambiental, proporciona uma contemplação mais precisa e fascinante que é a diversidade do mundo vivo. Isso nos mostra a grandiosidade que é a natureza e como ela vem se transformando durante milhões de anos para que suas fontes sejam desfrutadas por quem faz parte dela.

De acordo com LEITE (2004), os problemas ambientais e em conseqüência os programas de Educação Ambiental foram consistentemente confundido com ecologia.

Portanto apesar das diversas crises tanto socioambiental, políticas e econômicas em que estamos passando constantemente é de fundamental importância conhecer quais as transformações que a educação ambiental está proporcionando para que haja a melhoria de vida das pessoas.

Por isso há uma grande preocupação na preservação do nosso planeta visando a manutenção da vida para as futuras gerações e a preservação dos recursos que a terra nos oferecem.

1.1. APRESENTAÇAO DO PROJETO SAMPAIO

Privilegiado pela presença de grandes rios, o Estado do Tocantins é considerado o “Paraíso das Águas”. Com efeito, as bacias hidrográficas formadas pelos rios Tocantins e Araguaia e seus afluentes compõem, sem dúvida, o maior patrimônio natural do Estado. Além de representarem um grande potencial para a produção de energia elétrica e de beneficiarem o desenvolvimento das atividades econômicas voltadas para a agricultura irrigada e a pecuária, as águas fartas e de boa qualidade propiciam também o desenvolvimento da indústria do turismo.

Tendo em vista a magnitude dos recursos hídricos disponíveis e a sua localização geográfica estratégica, o Estado do Tocantins emerge no contexto nacional em condições vantajosas para a geração de energia hidrelétrica, podendo suprir as necessidades crescentes de energia.

Só o trecho médio do rio Tocantins, segundo diversos estudos e inventários existentes, tem potencial de geração de mais de 6.000 MW, em diversos aproveitamentos. No rio Tocantins, a cerca de 65 km a jusante de Palmas, já está sendo construída a Usina Hidrelétrica do Lajeado, estando prevista a entrada em funcionamento da primeira unidade geradora, das cinco previstas, no final do ano de 2001. A capacidade média anual de geração desse empreendimento será da ordem de 600 MW, com possibilidade de expansão futura. A energia produzida possibilitará o pleno atendimento à demanda gerada pelo crescimento econômico do Estado, e ainda permitirá a exportação da energia excedente para o sistema interligado nacional.

No que se refere ao transporte hidroviário, os cursos d’água do Estado permitem vislumbrar um grande potencial. Estudos que remontam à década de 1980 já recomendavam o transporte fluvial como o mais adequado meio de transporte para grandes volumes, em longas distâncias, na região, o que permitiria reduzir, significativamente, os custos das exportações regionais, principalmente de safras agrícolas. A rede hidroviária pode alcançar 2.000 km navegáveis nos rios Tocantins, Araguaia e das Mortes. Atualmente, está em implantação um sistema multimodal de transporte hidro-rodo-ferroviário, o qual, integrando-se com a Ferrovia Norte-Sul e a Estrada de Ferro Carajás, destaca-se como a alternativa de menor custo relativo para a colocação de cargas destinadas ao mercado internacional, via o Porto de Ponta da Madeira, no Estado do Maranhão, com posição privilegiada em relação ao Hemisfério Norte.

A grande disponibilidade de recursos hídricos, aliada às condições favoráveis dos solos e do clima, resultam, ainda, em grandes potencialidades no Estado para a agricultura irrigada. Só na bacia do Rio Araguaia, Vale do Rio Javaés, o Projeto Formoso constitui-se na maior área contínua de irrigação de arroz da América Latina. O Vale tem um potencial irrigável de 1.200.000 ha, dos quais já estão ocupados cerca de 60.000 ha com agricultura irrigada.

Como se pode observar, é grande a influência positiva da ampla disponibilidade de recursos hídricos para o desenvolvimento econômico do Estado do Tocantins.

O Projeto Hidroagrícola Sampaio é um dos empreendimentos integrantes do Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI) do Bico do Papagaio e que prevê, justamente, a implantação de um projeto que contemple o aproveitamento otimizado dos recursos de água e solo disponíveis.

Mapa do Projeto Hidroagrícola Sampaio

1.2. OBJETIVOS DO PROJETO SAMPAIO

O Programa de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI) da Região do Bico do Papagaio, no qual insere-se o Projeto Hidroagrícola Sampaio, foi concebido pelo Grupo Executivo de Irrigação (GEIR) do Estado do Tocantins com o objetivo primordial de aproveitar as potencialidades da Região do Bico do Papagaio, no extremo norte do Estado, onde foram identificadas extensas áreas irrigáveis, planas, constituídas por latossolos e solos hidromórficos, aptos à produção de grãos, principalmente ao cultivo de arroz por inundação, em consórcio e rodízio com outras culturas como soja e milho.

A partir da implementação do Subprojeto Sampaio, acrescido das demais ações previstas no Programa, será possível alcançar diversas metas de desenvolvimento regional e bem-estar da população, tais como:

 Desenvolvimento econômico compatível com o manejo adequado dos recursos hídricos disponíveis;

 Estabelecimento de uma rota alternativa e economicamente mais rentável para escoamento dos produtos gerados na região, com a implementação do canal de navegação;

 Fácil acesso ao porto do Itaqui, no Maranhão, através da interligação da região à Ferrovia Norte-Sul, e, consequentemente, ampliação do mercado consumidor a ser atendido, com a possibilidade, inclusive, de atender aos países do Hemisfério Norte;

 Introdução de novos modelos de exploração agrícola, baseados no uso da irrigação, o que garante a produção e aumenta a produtividade, ademais de incrementar o valor da produção através da adoção de cultivos de maior valor econômico;

 Expansão da fruticultura na região, suplementada, nos períodos de déficits hídricos, por sistemas de irrigação localizada;

 Introdução do cultivo de grãos irrigados nas várzeas planas;

- Desenvolvimento de outras atividades econômicas correlatas, como agroindústrias

 Aumento da oferta de emprego e melhoria do nível de renda e da qualidade de vida da população beneficiada, como consequência do desenvolvimento econômico, de mudanças na estrutura produtiva e da disponibilidade de água para usos múltiplos;

 Introdução de piscicultura intensiva nos canais e reservatórios a serem formados;

 Aproveitamento das belezas naturais da região para a recreação e o lazer, incrementando o turismo local; e

 Preservação ambiental, através do manejo sustentado dos recursos naturais.

2. JUSTIFICATIVA

O trabalho busca programar as ações e práticas educativas voltadas para sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. Facilitando para a comunidade uma compreensão fundamental dos problemas existentes, da presença humana no ambiente, da sua responsabilidade e do seu papel crítico como cidadãos de um país e de um planeta.

Buscando assim a capacidade deles de avaliar suas atitudes diárias e as suas consequências no meio ambiente em que vivem. Através dos questionários e das ações programadas, objetivamos promover a sensibilização da população da região sobre a importância e a necessidade da preservação e da conservação do Projeto Hidroagrícola Sampaio, visto que esta área é de fundamental importância econômica para o município de Sampaio.

Porém, faz-se necessário que a sociedade exerça o papel de agente transformador, que ao participar de reflexões e práticas ambientais educacionais, proporcionem mudanças de atitudes, participem em processos de integração e de solidariedade, e busquem uma conduta ética.

2.2. JUSTIFICATIVA AMBIENTAL

Sob o ponto de vista do meio ambiente, a área selecionada para implantação do Projeto Sampaio justifica-se basicamente devido ao fato de se encontrar já bastante antropizada, com a cobertura vegetal original totalmente descaracterizada, havendo riscos de que a degradação hoje constatada passe a aumentar, se a área não for objeto de algum tipo de planejamento.

Observa-se que o desmatamento a que foi e ainda vem submetida a área não respeitou qualquer condicionante de conservação ambiental, inclusive comprometendo a faixa marginal ao rio Tocantins, área de preservação permanente conforme determina a legislação ambiental vigente.

Devido ao desenvolvimento desordenado ocorrido nos anos 70, grande parte da floresta foi destruída para introdução das atividades pecuárias e transformada em pastos, que, por sua vez, estão sendo mantidos através das queimadas. Sendo o meio mais fácil de manutenção das pastagens, as queimadas têm contribuído para degradação dos solos e para a queda da biodiversidade, tornando a região dependente de uma pecuária extensiva, sem o retorno social desejado. Neste sentido, o projeto deverá prever mecanismos de redução das causas diretas das queimadas e do desmatamento, através da educação e monitoramento ambientais.

Todas as ações humanas até agora empreendidas na área refletem-se na completa perda de habitats da fauna autóctone, o que pode ser constatado pela ausência de indivíduos de importantes grupos da fauna terrestre, que praticamente desapareceram da região.

Em situações como esta, a interferência antrópica controlada, onde a proposta básica seja a de implantar projetos que visem ao desenvolvimento socioeconômico da população associado à exploração racional dos recursos naturais disponíveis, representa a aplicação dos conceitos de desenvolvimento sustentável, nos quais estão inseridos critérios de preservação ambiental dos meios físico, biótico e socioeconômico.

Dessa forma, o Projeto Sampaio, considerado como um empreendimento que busca reverter um quadro de degradação ambiental crescente, ao mesmo tempo em que objetiva a melhoria da qualidade de vida de uma população extremamente carente, hoje exposta a dificuldades de toda a sorte, justifica-se plenamente sob o ponto de vista dos condicionantes ambientais.

A região do Bico do Papagaio porta consigo uma potencialidade relevante em termos de clima, solo e recursos hídricos para a produção de grãos. É preciso salientar que o país ainda importa grãos, mas, com a implementação de novos pólos agrícolas e a rentabilização daqueles já existentes, a situação tenderá a se inverter em futuro próximo.

Neste sentido faz-se necessária a criação de uma cultura produtiva modernizada, através da implementação de medidas tecnológicas contemporâneas validadas para as condições ambientais locais. Assim, não se correrá riscos de fortalecer tendências históricas de exploração predatória, devendo o Subprojeto Sampaio estar contribuindo decisivamente para o processo de desenvolvimento do Estado do Tocantins.

3. REFERENCIAIS TEÓRICOS

3.1. PERCEPÇAO AMBIENTAL

O homem está constantemente agindo sobre o meio a fim de sanar suas necessidades e desejos. Você já pensou em quantas das nossas ações sobre o ambiente, natural ou construído, afetam a qualidade de vida de várias gerações? E nos diversos projetos arquitetônicos ou urbanísticos que afetam as respostas dos seus usuários e moradores? E não estamos falando de respostas emocionais, que dependem do nosso humor ou predisposição do momento, mas da nossa própria satisfação psicológica com o ambiente.

Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente frente às ações sobre o meio. As respostas ou manifestações são portanto resultado das percepções, dos processos cognitivos, julgamentos e expectativas de cada indivíduo. Embora nem todas as manifestações psicológicas sejam evidentes, são constantes, e afetam nossa conduta, na maioria das vezes, inconscientemente.

Em se tratando de ambiente urbano, muitos são os aspectos que direta ou indiretamente, afetam a grande maioria dos habitantes - pobreza, criminalidade, poluição, etc. Estes fatores são relacionados como fontes de insatisfação com a vida urbana. Entretanto há também uma série de fontes de satisfação a ela associada. As cidades exercem um forte poder de atração devido à sua heterogeneidade, movimentação e possibilidades de escolha.

Uma das manifestações mais comuns de insatisfação da população é o vandalismo. Condutas agressivas em relação a elementos físicos e arquitetônicos, geralmente públicos, ou situados próximos a lugares públicos. Isso se dá na grande maioria, entre as classes sociais menos favorecidas, que no dia-a-dia, estão submetidos à má qualidade de vida, desde à problemática dos transportes urbanos, até a qualidade dos bairros e conjuntos habitacionais em que residem, hospitais e escolas de que dependem, etc.

Assim, o estudo da percepção ambiental é de fundamental importância para que possamos compreender melhor as inter-relações entre o homem e o ambiente, suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas.

O gerenciamento, conservação e recuperação desses recursos, com significativas implicações ecológicas, econômicas e sociais, são essenciais, uma vez que a sensação de abundância retardou a tomada de consciência nacional sobre sua escassez e desenvolveu uma cultura de uso da água de rios, lagos e de fontes subterrâneas com desperdícios e baixíssima eficiência. Os custos sociais decorrentes destas práticas, que reduzem oportunidades de desenvolvimento e ampliam os problemas sanitários do País, são na verdade um subsídio embutido nos custos gerados pela poluição, que está sendo pago pela sociedade aos poluidores.

O uso multifuncional dos rios implica em manejo cuidadoso a ser realizado de maneira sustentável e satisfatória a todos os interessados (HOUSE, 1999). Portanto, os rios podem ser valiosos temas de projetos de educação ambiental, uma vez que a participação pública em manejo de bacias hidrográficas pode realmente contribuir para seu sucesso (HOUSE, op. cit.). Vários princípios e objetivos vêm sendo incluídos ao contexto do desenvolvimento sustentado, dentre eles, que a Educação Ambiental (EA), importante aliada, deve apoiar a descoberta dos sintomas e as causas reais dos problemas ambientais e desenvolver o senso crítico e as habilidades necessárias para resolvê-los, valorizando as relações natureza-sociedade sob novos paradigmas (MEDINA, 1997).

SANTOS (1997) sustenta que os primeiros passos para a definição de um processo educativo são reconhecer as múltiplas realidades da paisagem-nicho das comunidades e investigar sua percepção ambiental e dos impactos das atividades locais. Os resultados podem apoiar a discussão e compreensão das representações e relações socioambientais e subsidiar o planejamento de projetos de manejo integrado de bacias.

O estudo da percepção ambiental serve de base para a melhor compreensão das inter-relações entre o homem e o ambiente, suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas (ZAMPIERON, 2003). Sob este ponto de vista, a bacia hidrográfica como unidade territorial, torna-se objeto de estudo da percepção ao facilitar a explicitação de conflitos e alianças em torno da gestão dos recursos hídricos, pois há uma relação física entre os que vivem numa dada área e os movimentos e articulações em prol da água (Editorial, 2001). Ao educador ambiental cabe investigar inicialmente como a comunidade se relaciona com o recurso hídrico e, consequentemente, identificar os obstáculos existentes para, a partir de então, implementar práticas sócio-educativas na concepção de investigação-ação educacional (BERLINCK, 2003).

Com o objetivo de conhecer a comunidade agrícola do entorno do Projeto Hidroagrícola de Sampaio e como ela se relaciona cognitiva e emocionalmente com esta unidade ecossistêmica, foi realizada a investigação da percepção dos seus usuários sobre o impacto de algumas atividades na conservação do ambiente onde vivem para traçar um diagnóstico socioambiental local como subsídio a ações e projetos a serem implementados na região.

E o que tem a ver percepção ambiental e Educação ambiental?

Saber como os indivíduos com quem trabalharemos percebem o ambiente em que vivem, suas fontes de satisfação e insatisfação é de fundamental importância, pois só assim, conhecendo a cada um, será possível a realização de um trabalho com bases locais, partindo da realidade do público alvo.

A educação ambiental constitui meio indispensável para das a todos os homens e mulheres no mundo a capacidade para viverem suas próprias vidas, para exercerem a escolha pessoal e responsabilidade, para aprenderem por meio da vida, sem fronteiras, sejam elas geográficas, políticas, culturais, religiosas, linguísticas ou de gênero (Declaração da Conferência Mundial de Educação Ambiental – THESSALONICK, 1997).

3.2. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental vem para que a sociedade se interesse de uma forma abrangente para que todos se responsabilizem e tenham uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais.

A educação ambiental ressalta as regularidades, com o objetivo de manter o respeito pelos diferentes ecossistemas e culturas humanas da Terra. Pois só será possível ter uma visão geral de como é tratado o meio ambiente se cada um fizer sua parte em cada local que estiver. Pois é de suma importância pensar globalmente, e agir localmente.

De acordo com SALERA (2009), a educação ambiental se contrapõe às ideias antropocêntricas, que fazem com que o homem se coloque egoisticamente como o centro do universo, esquecendo, muitas vezes, da importância dos demais componentes da natureza. Sem entender que o ser humano é apenas mais uma parte do meio ambiente.

A Educação Ambiental não se trata de um tipo especial de educação, mas, de um processo contínuo e longo de aprendizagem, de uma filosofia de trabalho, de um estado de espírito em que todos: família, escola e sociedade, devem estar envolvidos. O objetivo da Educação Ambiental não entra em conflito com os objetivos do sistema escolar, pelo contrário, ambos se direcionam para a formação integral do indivíduo, enquanto cidadão inserido na sociedade e no meio ambiente. Em síntese o processo educativo, de uma maneira geral, não é complexo se as pessoas estão conscientes mas não estão habituadas a externalizarem suas consciências.

Mais do que uma simples forma de transmitir informações e conhecimentos sobre os recursos naturais. A Educação Ambiental é uma ferramenta indispensável a construção de novos valores e atitudes, voltados ao desenvolvimento de uma sociedade comprometida com a solução de seus problemas ambientais, proporcionando condições adequadas de sobrevivência para os atuais e futuras gerações.

A conservação da qualidade do meio ambiente e, conseqüentemente, da qualidade de vida tem sido uma preocupação da sociedade desde há algum tempo. Intensifica-se, com isto, a demanda por atividades que estimulem o desenvolvimento de uma consciência ambiental, não só ecológica, do ponto de vista da natureza, mas também visando às questões social, cultural e econômica relacionada à existência do homem.

Dessa forma, uma suposta sociedade sustentável pressupõe a crítica às relações sociais e de produção, tanto ao tipo de valor, como ao uso dos recursos e produtos da natureza. Segundo a equipe da Embrapa Pantanal, devemos partir do princípio de que a educação ambiental é uma proposta que deveria alterar de forma considerável o modelo tradicional de educação, não sendo necessariamente uma prática pedagógica voltada para a transmissão de conhecimentos sobre ecologia no sentido reduzido da palavra.

Seu propósito fundamental é mostrar as correlações econômicas, políticas, sociais, culturais e ecológicas do mundo, contribuindo, portanto, para o desenvolvimento de um espírito de responsabilidade e solidariedade entre os indivíduos e as sociedades.

A modernização agrícola e seu desenvolvimento técnico geraram o aumento da degradação ambiental, uma aceleração da degradação do solo por uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes químicos e até mesmo do emprego de maquinário agrícola sem o manejo adequado recomendado tecnicamente. Esse conjunto de fatores tem causado grandes danos aos animais, às plantas, às águas e ao próprio homem, chegando neste momento crítico em que tal avanço tecnológico necessita ser repensado de maneira crítica para garantir inclusive sua própria sustentabilidade. Apesar de haverem grandes investimentos nas pesquisas ligados à agropecuária brasileira, o processo de adoção tecnológica ainda é complexo por diversos motivos que não são o tema agora. Aumentamos a produtividade em menores áreas, mas a conservação ambiental ainda nos preocupa.

Existe certo consenso de que a consciência ecológica se constrói, de um lado, na busca de tecnologias alternativas visando superar ou restringir os constrangimentos que o padrão tecnológico coloca ao meio ambiente cotidiano. De outro lado ela se constrói pelo movimento social em luta. Pensando no desenvolvimento desta consciência e de uma sociedade sustentável é possível problematizar sobre o papel da educação ambiental como instrumento crítico de reflexão do modelo de desenvolvimento que cada sujeito define como sendo o seu e o impacto que estas escolhas individuais tem dentro da coletividade.

Sabe-se que a educação ambiental surgiu na tentativa de minimizar e tentar reverter o quadro de degradação ambiental que se instalou no mundo no último século. Portanto, a educação ambiental possui um enfoque emergencial e transformador, já que prega a busca por outra forma de relação do ser humano com o meio em que está inserido.

Os raios de ação da educação ambiental vão desde atividades superficiais (em sua maioria) até chegarem a atividades mais aprofundadas em seus propósitos. Podemos perceber que muitas delas não possuem nenhum tipo de vínculo pedagógico, avaliativo e de assessoria com seu público alvo, sequer de acompanhamento posterior.

Além disso, complementamos que a educação ambiental é uma forma de educação que exige a participação efetiva dos cidadãos nas discussões que envolvem a problemática, tentando estabelecer uma “nova aliança” entre o homem e a natureza e, acima de tudo, estimular e fortalecer a participação social. Não seria uma educação feita em forma de pacotes, que já chegam para a sociedade prontos e pré-formulados por uma elite intelectual. Ela seria construída pela própria sociedade ao serem discutidos os problemas ambientais do micro ao macro ambiente. Não haveria um único modelo a ser seguido como correto. Essa participação traria à tona uma reflexão sobre a chamada ética cidadã, que seria analisada sob diversas vertentes: a econômica, a política, a cultural, a ambiental e a social.

Podemos subdividir em três grandes espaços de ação da educação ambiental. São elas: educação ambiental formal (aquela exercida como atividade escolar dos sistemas oficiais de ensino. Ela possui conteúdos, metodologias e meios de avaliação claramente definidos); educação ambiental não-formal (aquela que ocorre em variados espaços da vida social, com diferentes componentes, metodologias e formas de ação daquela formal. É exercida normalmente por Organizações Não-Governamentais (ONGs), empresas, secretarias de governo, etc.); educação ambiental informal (é aquela exercida em outros espaços sociais, sem compromisso com a continuidade. Não se exige, que defina claramente sua forma de ação, metodologia e avaliação. Ex: meios de comunicação de massa).

A educação ambiental surge com a finalidade de (re)integrar o ser humano no complexo ecossistêmico a que está inserido. Pensar desta maneira, no entanto, requer mudanças, sobretudo nas diferentes formas de pensar e agir individual e coletivamente.

Portanto a Educação Ambiental vem para que possamos cuidar de forma organizada e preventiva da natureza, pois quem cuida dela está cuidado para se mesmo e para o próximo. Cuidar do meio ambiente é ter consciência e reconhecer o papel que cada um de nós na proteção de todos os lugares onde ha vida. Só assim poderemos compreender a necessidade de vivermos em harmonia com a terra, as águas, as plantas, os animais e todas as demais formas de vida.

O estudo ora realizado será importante para a elaboração de Programa de Educação Ambiental – PEA, o qual possibilitará a formação das pessoas nos municípios do entorno do projeto, Augustinópolis, Carrasco Bonito e Sampaio, para que sejam capazes de exercer medidas de controle relativas a diversos impactos diretos e indiretos do Projeto Hidroagrícola Sampaio, tais como alterações socioeconômicas das comunidades urbanas e rurais destes municípios, supressão de habitats de fauna, expansão da economia regional, com destaque para agricultura irrigada.

3.3. PERCEPÇAO AMBIENTAL

O homem está constantemente agindo sobre o meio a fim de sanar suas necessidades e desejos. Você já pensou em quantas das nossas ações sobre o ambiente, natural ou construído, afetam a qualidade de vida de várias gerações? E nos diversos projetos arquitetônicos ou urbanísticos que afetam as respostas dos seus usuários e moradores? E não estamos falando de respostas emocionais, que dependem do nosso humor ou predisposição do momento, mas da nossa própria satisfação psicológica com o ambiente.

Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente frente às ações sobre o meio. As respostas ou manifestações são portanto resultado das percepções, dos processos cognitivos, julgamentos e expectativas de cada indivíduo. Embora nem todas as manifestações psicológicas sejam evidentes, são constantes, e afetam nossa conduta, na maioria das vezes, inconscientemente.

Em se tratando de ambiente urbano, muitos são os aspectos que direta ou indiretamente, afetam a grande maioria dos habitantes - pobreza, criminalidade, poluição, etc. Estes fatores são relacionados como fontes de insatisfação com a vida urbana. Entretanto há também uma série de fontes de satisfação a ela associada. As cidades exercem um forte poder de atração devido à sua heterogeneidade, movimentação e possibilidades de escolha.

Uma das manifestações mais comuns de insatisfação da população é o vandalismo. Condutas agressivas em relação a elementos físicos e arquitetônicos, geralmente públicos, ou situados próximos a lugares públicos. Isso se dá na grande maioria, entre as classes sociais menos favorecidas, que no dia-a-dia, estão submetidos à má qualidade de vida, desde à problemática dos transportes urbanos, até a qualidade dos bairros e conjuntos habitacionais em que residem, hospitais e escolas de que dependem, etc.

Assim, o estudo da percepção ambiental é de fundamental importância para que possamos compreender melhor as inter-relações entre o homem e o ambiente, suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas.

A percepção ambiental é definida como sendo as diferentes maneiras sensitivas que os seres humanos captam, percebem e se sensibilizam pelas realidades, ocorrências, manifestações, fatos, fenômenos, processos ou mecanismos ambientais observados “in loco”. Realça-se a importância da percepção ambiental principalmente por ser a mesma, considerada a precursora do processo que desperta a conscientização do indivíduo em relação às realidades ambientais observadas.

Mesmo os seres de uma mesma espécie diferem em sua percepção. As pessoas variam um pouco quanto à maneira de ver as cores, distinguir tons, assim como de cheirar e provar. Durante a gravidez e na idade avançada, as sensibilidades modificam-se ligeiramente à medida que o organismo se altera. As experiências, expectativas, motivações e emoções também influenciam o que é percebido. Em suma, a percepção é um processo muito mais individualista do que se crê comumente.

Para os seres humanos, a percepção é uma atividade flexível que pode lidar como informações recebidas mutuantes. No curso da vida diária, as percepções das pessoas se adaptam continuamente ao meio que as cerca.

Em geral, nossas expectativas provavelmente influenciam nossas percepções de maneiras diversas. Nossa tendência é dar ênfase aos aspectos dos dados de realidade que se acham em harmonia com nossas crenças. Quando valorizamos algo, a nossa tendência é a de ver essa coisa como maior do que é. Reconhecemos as coisas que nos interessam mais depressa do que as nos aborrecem.

Uma das formas de perceber, interpretar e valorizar conscientemente a importância da existência de todas as formas de vida e das suas múltiplas inter-relações mantenedoras dos vários ecossistemas é, através do processo educacional e experencial que fornece subsídios teóricos e práticos para o entendimento destes processos vitais essenciais para a manutenção da vida no planeta TERRA. Práticas de interpretação ambiental e programas de educação ambiental desenvolvidos conjuntamente com atividades ecoturísticas em unidades de conservação podem favorecer estes processos indutores de maior nível de conscientização ambiental.

O grau de percepção ambiental da realidade, dos fatos acontecimentos, situações ou eventos é variável entre os atores perceptivos principalmente, em função do seu estado psicológico, envolvimento pessoal, valorização e importância atribuídos à questão em foco e do nível de conhecimento a cerca da natureza.

Este nível de percepção, indubitavelmente, nos conduz a um nível de conscientização ecológica que realça a nossa responsabilidade de conservação da natureza, como requisito de manutenção da nossa sobrevivência humana. Ou seja, o grau de percepção e o nível de conscientização ambiental podem ser considerados como pré-requisito para uma efetiva conservação da natureza.

3.4. MODIFICAR ATITUDES E PRÁTICAS PESSOAIS

Para que o projeto seja uma boa fonte de renda não basta só ser vantajoso sobre um aspecto e sim sobre todos principalmente no que tange ao meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é um dos aspectos, mas abrangente, pois trata da preservação tanto para a melhoria na qualidade de vida própria como para as outras pessoas. Necessitando assim, uma ampla difusão de informação através de sistemas formais e informais de educação.

3.5. PRESERVAÇÃO POR PARTE DAS COMUNIDADES

O local onde o projeto está sendo executado é onde a população vai desenvolver a maioria de suas atividades e produção. Desta maneira, comunidades organizadas e com bom nível de informação podem contribuir favoravelmente em decisões que lhe afetam diretamente, desempenhando um importante papel na criação de uma sociedade segura e sustentável.

4. OBJETIVOS

4.1. OBJETIVO GERAL

Verificar quais os conceitos de educação ambiental que os agricultores conhecem.

4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Avaliar o estado de consciência critica da população onde o projeto está sendo implantado, com relação aos impactos ambientais e a educação ambiental;

• Verificar os vários conceitos de Educação Ambiental, preservação e os impactos que a área sofrerá.

• Compreender os diferentes conceitos de Educação Ambiental e o impacto sobre o meio Ambiente.

5. METODOLOGIA

A metodologia empregada consiste em pesquisa bibliográfica, para o embasamento da explanação do projeto ora proposto; considerações do autor sobre o assunto explanado, deduzidas do arrazoado exposto nas obras consultadas e das interpretações e opiniões veiculadas nos diversos meios de comunicação.

5.1. ÁREA DE ESTUDO

Conforme já mencionado na primeira parte do trabalho, o município de Sampaio-TO encontra-se localizado na microrregião – Bico do Papagaio, banhado pelo rio Tocantins, com população de aproximadamente 3.868 habitantes. De acordo com os dados fornecidos pelo PNUD/2000 a cidade de Sampaio possui um dos menores índices IDH do Brasil – 0,576.

O município está situado na região de clima semiárido e possui características naturais bem peculiares. A fauna e flora são tipicamente da região norte do país, revelando assim grande potencial turístico a ser explorado.

O projeto de irrigação iniciou no ano de 2000, o objetivo central é trazer beneficio para o município com a implantação de infraestrutura que beneficiará agricultores na irrigação de suas lavouras.

5.2. COLETA DE DADOS

Atualmente, o desenvolvimento sustentável é uma das principais metas de diversas instituições públicas ou privadas, o que torna imprescindível o conhecimento da percepção ambiental da população que a cerca nas tomadas de decisão. A fim de fornecer subsídios para o trabalho em mote, foi elaborado um estudo prospectivo, com delineamento transversal, tendo como instrumento dois questionários (Anexo I e II). O primeiro contendo 4 domínios (A - Relação indivíduo/ambiente; B – Ações individuais em favor do ambiente; C – Preocupação com o impacto ambiental e consumo; D – Hábitos pessoais e ambiente, com 18 questões dos tipos abertas, fechadas e mistas, enfocando principalmente os problemas ambientais da cidade e o tipo de trabalho realizado pela comunidade para a análise e enfrentamento das questões ambientais.

A presença de consciência ambiental foi avaliada nas diferentes questões, com exceção dos itens A1-A2, B3 e C1, através de respostas afirmativas. Consideraram-se como ausência de consciência ambiental as respostas negativas ou a incapacidade de informar em cada um dos itens incluídos no questionário. Após elaboração do questionário, 50 agricultores responderam ao mesmo entre os meses de julho a setembro de 2012.

Já o segundo questionário, teve como foco o uso da água (Ver Anexo II). Os trabalhos de investigação da percepção ambiental foram feitos, predominantemente, com pessoal mobilizado para atividades de educação ambiental promovidas juntamente com a equipe da empresa responsável pelo Projeto Hidroagrícola Sampaio, na forma de entrevistas.

Para apoiar o diagnóstico e ao mesmo tempo iniciar uma sensibilização da comunidade, foram adotadas atividades educativo-interativas, com ênfase em temas relacionados ao projeto: diagnóstico participativo, avaliação do grau de proteção das margens e nascentes.

Os dados coletados de forma consecutiva durante a aplicação do questionário foram armazenados em uma pasta de trabalho criada no Microsoft Office Excel 2007 (Microsoft Corporation, EUA) utilizando-se a ferramenta de dados. Na construção desta, foram realizadas as seguintes etapas: determinação de que cada uma das perguntas corresponderia a uma variável, codificação das variáveis categóricas e questões fechadas com respostas mais abrangentes e mutuamente exclusivas.

Em respeito aos princípios contidos na Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (Brasil), no que diz respeito à participação dos sujeitos na pesquisa: foram esclarecidos acerca do objetivo do estudo, de que poderiam recusar a participar sem que isso implicasse em qualquer prejuízo; que tal participação não envolveria custo financeiro, e que não era previsto nenhum dano. Também foram informados de que seria assegurado o anonimato na divulgação dos resultados desta pesquisa, e que esse trabalho acadêmico seria apresentado para fins de conclusão de curso de graduação.

5.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise preliminar dos dados obtidos a partir da aplicação do questionário aos 50 agricultores residentes do Município de Sampaio revelou que 16 (32%) indivíduos eram do sexo feminino e 34 (68%) indivíduos eram do sexo masculino, indicando participação muito similar de ambos os sexos no estudo.

Esta amostra foi composta de indivíduos com idade mediana de 45 anos (9 – 88 anos). Em relação ao domínio A (relação indivíduo/ambiente), as duas respostas mais referidas para a questão “O que significa ambiente?” foram: lugar em que se vive (15/30%) e natureza (9/18%). Outras respostas como preservação, saúde, limpeza, harmonia, entre outras, foram agrupadas em categoria única. Foi observada associação estatística significante entre esta questão e a faixa etária, com tendência de aumento de outras respostas na medida em que a idade avança. Com relação à questão “Quais doenças podem ser transmitidas pela água?”, Verminose (10/20%), Dengue (25/50%), Leptospirose (5/10%) foram as mais referidas, e 5 (10%) não souberam responder.

As doenças transmitidas pela água, incluindo doenças diversas como cólera, micose, diarréia, febre amarela e malária, foram referidas com maior freqüência por indivíduos com idade igual ou acima de 16 anos e representaram um quantitativo de (5/10%).

Com relação ao domínio B (ações individuais em favor do ambiente), 25 (50%) indivíduos relataram que escovam os dentes com a torneira aberta, porém 25 (50%) fecham a torneira enquanto se ensaboam durante o banho. Este último (item B2) foi associado significantemente à faixa etária, indicando uma tendência de aumento desta prática na medida em que a idade aumenta. Quanto à forma de lavagem dos carros (item B3), 12 (24%) indivíduos relataram que tal procedimento era realizado em postos ou lava-jatos. Entretanto, entre os que lavavam seus carros em casa, 30 indivíduos o faziam com auxílio de mangueira e apenas 8 usavam baldes para evitar o desperdício de água. Em relação ao desperdício de energia (item B4), 38 (76%) indivíduos relataram que desligavam aparelhos eletrodomésticos ou a luz quando não estavam em um dos cômodos da casa. Em relação ao lixo (itens B5, B6 e B7), 10 (20%) indivíduos separavam o lixo orgânico (comida) do inorgânico (vidro, jornais, plástico) na hora de jogá-lo fora, 9 (18%) separavam papel, vidro, plástico e metais na hora de jogar fora o lixo, e apenas 5 (10%) faziam alguma reciclagem do seu lixo. As práticas de separação de papel, vidro, plástico e metais na hora descartar o lixo e reciclagem do lixo também mostraram-se significantemente relacionadas à faixa etária.

Em relação à preocupação com o impacto ambiental e consumo (domínio C), apenas 23 indivíduos possuíam veículo automotor, e destes, 15 referiram o uso de gasolina e 8 indivíduos, o uso de etanol. Em relação à questão “Você procura comprar material biodegradável, como alguns detergentes?” (item C2), verificamos que 13 (26%) indivíduos apresentaram resposta afirmativa. Quanto à questão “Você procura comprar produtos somente em aerossóis que tenham em seu rótulo a inscrição “Não possui CFC”?”, apenas 9 (18%) indivíduos relataram a procura por produtos desta natureza. O hábito de escutar aparelhos eletrônicos com volume elevado (item C4) foi reportado por 30 (60%) indivíduos. As variáveis: uso de detergentes biodegradáveis e uso de aparelhos eletrônicos com volume alto foram estatisticamente relacionadas à faixa etária.

Em relação aos hábitos pessoais e ambiente (domínio D), foi verificado que 41 (82%) respondentes jogam lixo nas ruas ou rios (item D1), 20 (40%) escovam os dentes após cada refeição (item D2), 42 (84%) lavam as mãos com sabão ao se levantarem de manhã, antes de comer e após ter ido ao banheiro (item D3), 35 (70%) cospem no chão (item D4), e 46 (92%) realizam limpeza constante do local onde moram (item D5). As variáveis relacionadas aos itens D1, D2 e D4 foram estatisticamente associadas à faixa etária: os hábitos de jogar lixo no ambiente e cuspir no chão tornam-se mais freqüentes à medida que a idade avança, assim como escovar os dentes após as refeições.

Os moradores do município onde se localiza o projeto hidroagrícola foram submetidos a um estudo de percepção ambiental mediante a aplicação de questionários, tendo como foco o uso da água (Ver Anexo II). Os trabalhos de investigação da percepção ambiental foram feitos, predominantemente, com pessoal mobilizado para atividades de educação ambiental promovidas juntamente com a equipe da empresa responsável pelo Projeto Hidroagrícola Sampaio, na forma de entrevistas.

Para apoiar o diagnóstico e ao mesmo tempo iniciar uma sensibilização da comunidade, foram adotadas atividades educativo-interativas, com ênfase em temas relacionados ao projeto: diagnóstico participativo, avaliação do grau de proteção das margens e nascentes.

Os habitantes possuem nível de escolaridade relativamente baixo no município investigado, geralmente com nível fundamental incompleto.

A origem da água utilizada para consumo doméstico (gráfico 1) provém diretamente de cisternas, sem tratamento prévio. O uso da água originada dos rios da região e cacimba é utilizado por mais de 50% da população, já o abastecimento público atinge pequena parcela da comunidade.

Gráfico 1

Uma vez que o abastecimento público de água é pouco expressivo na região, as águas são utilizadas tanto para o banho diretamente quanto para a lavagem de roupa, em muitos casos. Além disso, como há poucas casas na zona rural com fossas, as pessoas fazem suas necessidades fisiológicas no quintal ou diretamente no rio.

Quanto à disposição dos resíduos sólidos na região de Sampaio, a prática mais comum é a queima do lixo (gráfico 2). Porém, as outras formas de descarte, nos quais o lixo não sofre nenhum tratamento especializado ao ser dispensado, atingem maior percentual. A coleta pública deposita o lixo urbano em lixões distantes do projeto.

Gráfico 2

Poucos entrevistados declararam depositar o lixo no leito ou à beira do rio. A poluição causada pelo lixo foi ressaltada por vários moradores durante as entrevistas, relacionando-a como provável causa do aumento do aumento de doenças naquele período. A esse respeito, um morador relatou que há um período em que as crianças adoecem mais, de janeiro a maio. “Será doença adquirida por intermédio da água? As pessoas defecam ao ar livre; quando chega o inverno, a chuva leva tudo para o rio, poluindo.” Ele acredita que esta é a causa de maior incidência de doenças de pessoas.

Complementando este aspecto, os restos descartados a céu aberto eventualmente servem de alimento para os animais de criação, como porcos, aves e cabras, habitualmente criados soltos na região. Estes animais, itens da dieta humana local, alimentam-se inclusive dos resíduos sólidos, fezes e do lixo da cidade e costumeiramente são encontrados dentro das águas dos rios da região.

Com o objetivo de conhecer a percepção dos usuários sobre o impacto das atividades realizadas em Sampaio, foram selecionadas cinco atividades cotidianas na região. Foram atribuídos os seguintes valores: impacto alto, impacto baixo ou impacto irrelevante, usando como critério de julgamento apenas a percepção dos entrevistados. O gráfico a mostra o impacto atribuído às atividades relacionadas pela comunidade da região como um todo.

O cultivo de vazante, essencialmente o arroz, obteve menor consenso por parte dos entrevistados, onde cada grau de impacto teve aproximadamente um terço das respostas.

Em seguida, a construção de pequenas barragens nos rios da região foi considerada de alto impacto por pouco mais da metade da população. E, finalmente, o destino do lixo a céu aberto, banho de animais no rio e desmatamento das margens tiveram um grau maior de consenso quanto ao seu alto grau de impacto sobre o ecossistema fluvial.

Gráfico 3

O desmatamento das margens foi considerado como de alto impacto por mais da metade dos moradores do município. O descarte do lixo a céu aberto foi considerado de alto impacto pela maioria das pessoas.

As respostas dos entrevistados (pergunta aberta com duas opções de resposta) sobre quais das suas atividades são mais prejudiciais à natureza, as exercidas na roça (como desmatamento ou queimada) foram as mais comuns para o município. Aspectos como a poluição da água (descarte de lixo e outras de impacto direto sobre os rios da região) e práticas relacionadas com higiene (lixo mal acondicionado, fezes em locais inadequados) foram consideradas por alguns entrevistados como não prejudiciais à natureza, sem nenhum tipo de impacto, chegando até mesmo a se incomodarem com a pergunta.

Gráfico 4

Por último, o questionário 2 contemplou uma pergunta aberta sobre o futuro do Projeto Hidroagrícola Sampaio, verificando-se um equilíbrio entre o caráter pessimista e o otimista.

Gráfico 5

As respostas ao questionário e os depoimentos evidenciaram grau apurado de percepção dos usuários da microbacia quanto ao impacto das atividades sobre o ambiente. Inclusive, em muitos casos, os próprios usuários contribuíram com seu conhecimento tradicional e empírico para o fornecimento de informações sobre o histórico da degradação ambiental, de grande utilidade para o pesquisador. Exceto o cultivo de vazante, todas as atividades indicadas no questionário foram avaliadas como muito prejudiciais para o ecossistema. O lançamento de resíduos sólidos e o desmatamento foram colocados em evidência pelos entrevistados tanto na pergunta fechada quanto na aberta, onde os ribeirinhos tiveram a oportunidade de colocar-se no papel de agente “poluidor”. Entretanto, muitas pessoas não responderam a essa pergunta ou declararam não prejudicar a natureza, atribuindo a “outras” pessoas os desequilíbrios existentes na bacia. Essa noção pode ser relativamente confirmada quanto ao questionamento sobre o destino do Projeto Sampaio. Várias respostas delegaram a terceiros a responsabilidade pelo destino do projeto, no caso as autoridades, revelando uma visão unilateral.

Esta realidade, para ser alterada, necessita do apoio e incentivo das várias instituições locais. Atividades que permitam discutir e valorizar o quadro de percepção da comunidade como aqui apresentado, permitem promover reflexões sobre mudanças de comportamento dos usuários e especialmente dos gestores, uma vez que a expectativa da atuação dos mesmos na região, por parte dos entrevistados, foi explicitada em vários momentos.

Kitzmann e Asmus, (2000/2001) comentam que, em termos de capacitação, esta delimitação do que os indivíduos já sabem corresponde ao diagnóstico preliminar do que deve ser feito para a elaboração de atividades de capacitação, definição de conteúdos, técnicas de educação e instrução ideais para um programa de instrumentalização e empoderamento de uma comunidade.

CONCLUSÃO

Pode-se concluir que, através dos resultados apresentados dessa pesquisa, a população possui baixo desenvolvimento sócio-econômico local, com suas atividades essencialmente domésticas ou voltadas para a subsistência. As respostas ao questionário e os depoimentos evidenciaram bom entendimento do impacto das atividades sobre o ambiente. A população avaliou como prioritária a construção de fossas sanitárias, mas também ressaltou a necessidade da coleta de lixo e a recuperação da mata ciliar do Rio Tocantins, de maneira a recuperá-lo ou pelo menos manter a quantidade e qualidade atual de suas águas. Inclusive, a percepção dos usuários aliada à percepção do investigador propiciou sinergismo para a compreensão da realidade local, de valor para o estudo em questão.

No entanto, a percepção dos agricultores Projeto Sampaio não tem sido todavia suficiente para gerar mudanças de comportamento visando o aproveitamento das potencialidades do projeto bem como sua conservação, salvo algumas raras exceções, dadas as discrepâncias entre o diagnóstico sócio ambiental e os resultados do estudo de percepção.

A partir dos resultados obtidos, ações de educação em saúde e ambiente precisam ser deflagradas, dentre elas a realização de oficinas com dinâmicas, vídeos, cartilhas entre outros instrumentos para que os profissionais de saúde, principalmente os agentes comunitários de saúde, possam compreender a importância de seu papel enquanto educadores ambientais e levar este conhecimento a população da cidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA; A. C. Matriz das ações e pontos de desenvolvimento de projetos com características de Educação Ambiental com foco no desenvolvimento rural sustentável no Ministério do Meio Ambiente. Projeto de Cooperação Técnica - BRA/IICA/09/005. Brasília/DF – Junho/2010

BRASIL. Ministério da Educação e dos Desportos. Secretaria da Educação Fundamental. A importância da Educação Ambiental no Brasil: Meio Ambiente e Saúde. Brasília. 1999.

DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e pratica s. 9ed. São Paulo. Gaia, 2004, 549p.

LEITE. A. L. T. A. Educação Ambiental: Curso Básico a distancia. Brasília, Cortez. 2001.p: 396.

RIBEIRO. M. S.L & PROFETA. A. C. N. A. Programas de educação Ambiental no Ensino Infantil em Palmeiras de Goiás: Novos Paradigmas para uma sociedade Responsável.15,1517-1256.2004.

ANEXO I

Questionário 1

Idade _________ Sexo __________

A. Relação indivíduo/ambiente:

1. O que significa ambiente?

_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2. Quais doenças podem ser transmitidas pela água?

_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

B. Ações individuais em favor da área ambiental:

1. Você escova os dentes com a torneira aberta?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

2. Você fecha a torneira enquanto se ensaboa durante o banho?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

3. Como você lava carros e quintais?

4. Você desliga aparelhos eletrodomésticos ou a luz quando não está em um dos cômodos da sua casa?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

5. Você separa lixo orgânico (comida) do inorgânico (vidro, jornais, plástico) na hora de jogá-lo fora?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

6. Você separa papel, vidro, plástico e metais na hora de jogar fora o lixo?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

7. Você faz alguma reciclagem do seu lixo?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

C. Preocupação com o impacto ambiental e consumo:

1. Você utiliza que tipo de combustível no seu carro?

[ ] gasolina [ ] álcool [ ] diesel [ ] outro [ ] não se aplica

2. Você procura comprar material biodegradável, como alguns detergentes?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

3. Você procura comprar produtos somente em aerossóis que tenham em seu rótulo a inscrição “Não possui CFC”?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

4. Você escuta aparelhos eletrônicos com volume elevado?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

D. Hábitos pessoais e ambiente:

1. Você joga lixo na rua ou em rios?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

2. Você escova os dentes após cada refeição, inclusive após comer doces, todos os dias?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

3. Você lava as mãos com sabão ao se levantar de manhã, antes de comer e após ter ido ao banheiro?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

4. Você cospe no chão?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

5. Você realiza limpeza constante do local onde mora?

[ ] sim [ ] não [ ] outra/não se aplica

ANEXO II

Questionário 2 – Diagnóstico sócio-ambiental simplificado do Projeto Hidroagrícola Sampaio.

Nome:__________________________________________________________

Sexo: (F) (M) Idade: ____ anos

Ocupação: _____________________________________________________

- Você pertence a alguma associação/ sindicato? (N) (S)

Qual? ________________________________________________________

- Quantas pessoas moram na sua casa? Adultos ( ) Crianças ( )

- Qual a origem da água que consome

( ) cisterna (captação de chuva) ( ) cacimba (poço raso) ( ) rio

( ) poço artesiano ( ) abastecimento público ( ) outros

- Tem energia elétrica na sua comunidade? (N) (S) E em casa (N) (S)

- É proprietário do terreno onde mora? (N) (S)

Qual o tamanho? ________________ ha

- Qual o destino do lixo da sua casa?

( ) queima ( ) no quintal ( ) fora de casa

( ) enterra ( ) no quintal ( ) fora de casa

( ) terreno baldio ( ) no quintal ( ) fora de casa

( ) beira do rio ( ) no quintal ( ) fora de casa

- Onde lava a roupa? ( ) casa ( ) rio ( ) outros ___________________________

- Que plantas são cultivadas no quintal de casa?

( ) hortaliças: Quais? ______________________________________________

( ) frutíferas: Quais?_______________________________________________

( ) medicinais: Quais? _____________________________________________

( ) ornamentais: Quais? ____________________________________________

- Faz algum cultivo para produção na roça? (N) (S)

Quais? ( ) arroz ( ) milho ( ) feijão ( ) mandioca

( ) outros ______________________________

Quando há excedente, você vende? (N) (S)

Qual área plantada na roça? _____ ha (3,3 linhas ou tarefas = 1ha)

- Como prepara a roça? (mais de uma resposta) ( ) queima ( ) desmata

( ) destoca ( ) agrotóxico

- Tem criação de animais? ( ) aves ( ) cabra ( ) búfalo

( ) porco ( ) boi ( ) jumento

( ) ostra ( ) peixe ( ) cavalo

- Pratica alguma atividade extrativista? (N) (S) Qual? ( ) carnaúba ( ) buriti

( ) mel ( ) pesca

- Na sua opinião, qual(is) das suas atividades mais prejudica(m) a natureza?

1. _____________________________________________________________

2. _____________________________________________________________

- Na sua opinião, o quanto as atividades listadas abaixo prejudicam a natureza?

Cultivo de vazante: ( ) muito ( ) pouco ( ) não prejudica

Desmatamento da margem do rio: ( ) muito ( ) pouco ( ) não prejudica

Banho de animais no rio com sabão: ( ) muito ( ) pouco ( ) não prejudica

Lançamento de lixo a céu aberto: ( ) muito ( ) pouco ( ) não prejudica

- Já participou de alguma atividade de proteção à natureza? (N) (S)

Qual (is)? _______________________________________________________

Quem promoveu as atividades? _____________________________________

- Na sua opinião, qual importância você dá às ações comunitárias para os seguintes programas:

coleta de lixo: ( ) muito importante ( ) importante ( ) indiferente

recuperação de mata ciliar: ( ) muito importante ( ) importante ( ) indiferente

construção de fossas sépticas: ( ) muito importante ( ) importante ( ) indiferente

redução de queimadas: ( ) muito importante ( ) importante ( ) indiferente

redução de pesca predatória: ( ) muito importante ( ) importante ( ) indiferente

evitar construções nas margens do rio: ( ) muito importante ( ) importante

( ) indiferente

construção de chiqueiro para porcos: ( ) muito importante ( ) importante

( ) indiferente

- Quais dessas ações você apoiaria na região do Projeto Sampaio (marcar quantas quiser e ordenar)

( ) mini-fábrica de farinha ( ) construção de chiqueiros comunitários

( ) tanques de cultivo de peixe ( ) fabricação de doces caseiros

( ) apicultura ( ) beneficiamento de castanha

( ) outra atividade do seu interesse: __________________________________

- Você participaria de um curso de EA na sua comunidade/ associação?

( ) sim ( ) não

- Na sua opinião, qual a melhor forma de receber informações sobre EA?

( ) tv/ vídeo ( ) palestras ( ) cartilha/ folheto/ cartaz ( ) saída a campo

( ) visita domiciliar ( ) outro: ________________________________________

- Você julga importante a vinda de p