Trabalho Completo ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA CONTROLE E GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE DISTRIUIÇÃO DE PEÇAS ELÉTRICAS

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA CONTROLE E GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE DISTRIUIÇÃO DE PEÇAS ELÉTRICAS

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Categoria: Negócios

Enviado por: wesrko 17 janeiro 2013

Palavras: 3920 | Páginas: 16

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA CONTROLE E GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA FAMILIAR DE PEQUENO PORTE: UM ESTUDO DE CASO EM UMA LOJA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.

CURITIBA

2012

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA CONTROLE E GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA DE DISTRIUIÇÃO DE PEÇAS ELÉTRICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado, do curso de Administração

Orientadora: Prof.ª

CURITIBA

AGOSTO 2012

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO PARA CONTROLE E GESTÃO DE ESTOQUES EM UMA EMPRESA FAMILIAR DE PEQUENO PORTE: UM ESTUDO DE CASO EM UMA LOJA DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.

Este trabalho foi julgado adequado para a obtenção do grau de Bacharel em Administração e (aprovado/reprovado) na sua forma final pela Banca Examinadora, da FAE- Centro Universitário.

Curitiba, de setembro de 2012.

BANCA EXAMINADORA

Orientadora:

RESUMO

No presente trabalho abordaremos um estudo sobre a elaboração de um controle de estoque aplicado na empresa Martins Materiais de Construção, uma vez que nenhum tipo de controle é feito.

Para a realização deste trabalho, partiremos de um estudo aprofundado, para que depois de concluído, a empresa possa assim adotá-lo com a certeza de que será eficiente, eliminando os riscos e desperdícios da falta de um controle de estoque.

Palavras-chave: Controle de estoque, inovação, eficiência.

SUMÁRIO

RESUMO

1 INTRODUÇÃO 6

1.1 TEMA 6

1.2 PROBLEMA DE PESQUISA 6

1.3 OBJETIVOS 6

1.3.1 Objetivo geral 6

1.3.2 Objetivos específicos 6

1.4 JUSTIFICATIVA 7

2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA.........

2.1 Dados gerais da empresa selecionada

2.2 Produtos comercializados

2.3 Missão, Visão e valores

2.3.1 Missão

2.3.2 Visão

2.3.3 Valores

3 REFERENCIAL TEÓRICO 8

4 METODOLOGIA 27

4.1 ELEMENTOS DE UM PROJETO DE PESQUISA 27

4.2 CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS COM BASES NOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS UTILIZADOS 30

4.2.1 Estudo de caso 30

4.2.2 Pesquisa bibliográfica 30

4.2.3 Levantamento 31

4.3 UNIVERSO E AMOSTRA 32

4.3.1 Universo 32

4.3.2 Amostra 32

4.4 COLETA DE DADOS 32

4.4.1 Entrevista 33

4.4.2 Questionário 33

4.5 TRATAMENTO DE DADOS 34

4.6 METODOLOGIA UTILIZADA 34

5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 35

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 36

7 APÊNDICES 38

7.1 CRONOGRAMA FÍSICO 38

1. INTRODUÇÃO

As empresas de pequeno e médio porte são essenciais para a economia e crescimento do país, pois são as maiores geradoras de emprego e tem como vantagem poder mudar rapidamente a sua capacidade produtiva em face de mudanças no mercado consumidor.

O controle de estoques é fundamental para a empresa que deseja reduzir seus custos, otimizar o armazenamento dos materiais e melhorar o atendimento ao cliente.

Com este estudo de caso, queremos proporcionar a empresa ferramentas para organização do seu estoque, facilitando seu dia a dia, economizando tempo e custo na hora de servir ao cliente.

Proporcionaremos com essa pesquisa novos conhecimentos e tecnologias, e demonstraremos que uma empresa de pequeno porte também pode usufruir de técnicas e planejamento para melhorar a sua rentabilidade.

1.1 TEMA

Aperfeiçoamento de um projeto para Controle e Gestão de Estoques em uma empresa de pequeno porte: um estudo de caso em uma distribuidora de peças elétricas.

1.2 PROBLEMA DA PESQUISA

Quais os principais benefícios que o aperfeiçoamento de um controle de estoque trará para o dia a dia e crescimento da Empresa Eletropel Distribuidora ltda.

1.3 OBJETIVOS

A seguir serão apresentados o objetivo geral e os objetivos específicos.

2 OBJETIVO GERAL

O objetivo geral deste Trabalho consiste em identificar as necessidades da Empresa Eletropel na elaboração do projeto para Controle e Gestão de Estoques.

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Estudar as possibilidades de melhorias na gestão de estoque da empresa;

b) Buscar informações a respeito do processo de controle de estoque e movimentação de materiais, produção e administração a fim de analisar e determinar quais as necessidades da empresa;

c) Apresentar um Plano para a Implantação de Controle e Gestão de Estoque, apontando os principais aspectos para sua viabilidade;

d) Entender como se comporta o público alvo para desenvolver um planejamento estratégico;

e) Verificar se a implantação do controle de estoque irá impactar no lucro da empresa.

1.6 JUSTIFICATIVA

Demonstrar e reforçar aos proprietários da empresa, pelo próprio sentido da palavra, que controle dá a ideia de algo organizado e correto, e que um bom sistema de controle de estoques e um treinamento adequado aos colaboradores envolvidos, proporcionará uma redução de tempo, custos menores e agilidade na tomada de decisões pelos responsáveis das áreas envolvidas. Com o estoque melhor posicionado, o nível de atendimento e consequente satisfação do cliente melhoram. A empresa deve ser considerada como um conjunto de atividades de ideias, estratégias, e planos orientadas para um determinado fim, independentemente do seu porte, a prática de implantação dos controles internos só tem a agregar valor e confiança nas rotinas empresariais.

APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

2. 1 DADOS GERAIS DA EMPRESA SELECIONADA

Razão Social: E. M. Martins e Martins Ltda.

Nome Fantasia: Martins Materiais de Construção

Número de funcionários: cinco

Endereço: Avenida São Gabriel, 2283.

São Gabriel – Colombo – PR

Data de fundação: 17/01/2001

CNPJ: 04.242.875/0001-50

IE: 902.27852-46

Fone: (41) 3621-04-14

E-mail: construcaomartins@hotmail.com

2.2 PRODUTOS COMERCIALIZADOS

Madeiras; Ferro; Tijolo; Areia; Pedra; Cimento; Cal; Argamassa; Material elétrico e hidráulico; Acabamentos; Pisos; Azulejos; Tintas; Fechaduras; Portas; Janelas; Ferramentas em geral; Tubos e conexões; Móveis para cozinha, banheiro entre outros.

2.3 MISSÃO, VISÃO E VALORES

2.3.1 MISSÃO

Ajudar as pessoas a realizarem o sonho de construir e/ou reformar a casa própria, com produtos e atendimento de qualidade a preços acessíveis.

2.3.2 VISÃO

Sermos reconhecidos pelos consumidores como uma opção confiável no varejo, satisfazendo as necessidades dos clientes e superando expectativas, com fidelidade e qualidade no atendimento.

2.3.3 VALORES

Respeitar e tornar possível o sonho que todos acalentam de construir a casa própria, cumprindo com todos os nossos deveres, inclusive éticos, mantendo a característica acolhedora no atendimento aos nossos clientes, fornecedores e colaboradores.

2.4 HISTÓRICO

No início da década de 90, Alvino Neves Martins e Eutalia Moreira Martins abriram um pequeno mercado, em um bairro pequeno na cidade de Colombo, e apesar do trabalho sério e dedicado, o negócio não foi para frente. Trabalhando em outras áreas, resolveram no ano de 2000 retomar a ideia de ter o próprio negócio. Estudando um pouco a região local, decidiram optar pelo ramo varejista de materiais de construção, fundando, em janeiro de 2001 a empresa Martins Materiais de Construção. A empresa tem como proprietárias Lidiane Martins (Sócia/proprietária) e Eutalia Moreira Martins (Sócia/gerente).

Atualmente, possui uma loja em Colombo, região metropolitana de Curitiba. Previsão de abertura de uma segunda loja para o 2º semestre de 2013.

2.5 SITUAÇÃO ATUAL DA EMPRESA

Até o momento, nenhum tipo de controle de estoque foi utilizado pela empresa. Nos primeiros anos de funcionamento, quando a empresa e a quantidade de produtos comercializados eram menores, o trabalho não era tão difícil, sendo o controle feito manualmente, “no olho”, assim que as faltas eram percebidas.

Todos os produtos ficam expostos na área de venda. O que não cabe, vai para a área destinada ao estoque de mercadorias. Cimento, cal, argamassa, tijolo, pisos e revestimentos ficam estocados no depósito.

São vários fornecedores, e a maior parte das compras/pedidos/encomendas é feitas semanalmente. Alguns produtos, dependendo da demanda, são solicitados com um prazo menor, e outros produtos, mensalmente.

Mas a empresa cresceu, o número de clientes, o volume e a demanda de mercadorias aumentou significativamente, mas o sistema de controle de estoque continua o mesmo, ou seja, sem controle algum.

A dificuldade está em notar a falta antes que a mercadoria acabe. Isso causa grande transtorno na hora de atender ao cliente no balcão. Sem contar o excesso de mercadorias com pouco giro, que “somem’ ao ficarem estocadas de forma inadequada.

REFERENCIAL TEÓRICO

O referencial teórico apresentará as principais atividades para a Elaboração do projeto para Controle e Gestão de Estoques na Empresa Martins Materiais de Construção.

3.1. O QUE É ESTOQUE

Na definição de Araújo (1981, p. 206) a concepção do verdadeiro significado de estoque ficará condicionada ao uso ou a utilidade que venha a ter para cada um. Cada industrial, cada comerciante tem uma concepção própria sobre as vantagens e desvantagens da manutenção de seus estoques. Uma coisa, porém, é comum: os estoques custaram dinheiro, valem dinheiro e terão de ser zelados como se dinheiro fosse.

Ainda segundo Araújo (1981, p. 208) não se pode esquecer que a finalidade primordial dos estoques é a de alimentar os setores consumidores em quantidades restritamente necessárias, em se tratando de produção industrial, e que, comercialmente falando, os estoques também deverão ser calculados com a maior aproximação possível da base de consumo ou de procura normais, tendo em vista o fato de se fazerem grandes pedidos que venham a exceder o consumo médio, correndo o risco de imobilizar capitais consideráveis, e ao contrário, se os pedidos forem muito restritos, poderá ser sobrepujado pela procura, e nesse caso, por não ter o que fornecer, o prejuízo será evidente, comercialmente falando.

Para Slack (2009, p. 381) estoque é definido como a acumulação armazenada de recursos materiais. Outra definição, segundo Slack (2009, p. 382) é que não importa o que está sendo armazenado como estoque, ou onde ele está posicionado na operação; ele existirá porque existe uma diferença de ritmo entre fornecimento e demanda.

Exemplos de estoques mantidos em operações – Slack (2009, p.381)

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Ballou (1993, p. 204) cita que a armazenagem de mercadorias prevendo seu uso futuro exige investimento por parte da organização. O ideal seria a perfeita sincronização entre oferta e demanda, de maneira a tornar a manutenção de estoques desnecessária. Entretanto, como é impossível conhecer exatamente a demanda futura e como nem sempre os suprimentos estão disponíveis a qualquer momento, deve-se acumular estoque para assegurar a disponibilidade de mercadorias e minimizar os custos totais de produção e distribuição. Na verdade, estoques servem para uma série de finalidades. Ou seja, eles:

1. Melhoram o nível de serviço;

2. Incentivam economias na produção;

3. Permitem economias de escala nas compras e no transporte;

4. Agem como proteção contra aumento de preços;

5. Protegem a empresa de incertezas na demanda e no tempo de ressuprimento;

6. Servem como segurança contra contingências.

3.2 O CONTROLE DE ESTOQUE

Segundo Dias (1986, p. 24) o controle é um elemento básico em todas as fases do sistema de desenvolvimento, planejamento e administração de empresas comerciais e indústrias.

Para Araújo (1981, p. 211) é absolutamente imprescindível o bom controle dos estoques para se atingir a meta das boas aquisições de uma empresa. A finalidade precípua de tal controle é ter os itens a mão, quando necessário, e proporcionar a proteção adicional das reservas de estoque.

De acordo com Ballou (1993, p. 204) o controle de estoques é parte vital do composto logístico, pois estes podem absorver de 25% a 40% dos custos totais, representando uma substancial do capital da empresa. Portanto, é importante a correta compreensão do seu papel na logística e de como devem ser gerenciadas.

3.3 FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE

Dias (1986, p. 25) ressalta que, para efetuar um correto Controle de Estoques é necessário preencher diversos requisitos, que podem variar em função do tipo de empresa, primordialmente, do tipo de linha de produção. Há, porém, 10 características básicas que se adaptam em qualquer condição. São elas:

Coordenação adequada e apropriada de todos os setores envolvidos na compra, recebimento, teste, aprovação, estocagem e pagamento a fornecedores.

1. Centralização das compras em um setor sob a direção e responsabilidade de um especialista, com rotinas e procedimentos bem definidas.

2. Utilização de cotação e fornecedores de maneira que possibilite a maior economia possível na aquisição de suprimentos e no consumo.

3. Criação de um sistema interno de conferência, de forma que todas as operações envolvidas na compra e consumo de materiais sejam verificadas e aprovadas por pessoas autorizadas e de nível adequado.

4. Estocagem de todos os materiais em locais previamente designados, sujeitos a supervisão direta.

5. Estabelecimento de um sistema de inventario rotativo, possibilitando a qualquer momento a determinação do valor de cada item e o total dos materiais em estoque.

6. Determinação de limites (mínimos e máximos) para cada item em estoque.

7. Elaboração de um sistema de controle de entrega de estoque, de maneira que os fornecimentos se realizem sob requisição dos setores, conforme as quantidades pedidas e no tempo devido.

8. Desenvolvimento de um sistema de controle que demonstre o custo de materiais em cada estágio, desde o almoxarifado de matéria prima até o almoxarifado de produtos acabados.

9. Emissão de relatórios regulares de materiais comprados, entregues, saldos, itens obsoletos, devoluções e fornecedores e registro de toda e qualquer informação que se façam necessários para uma correta avaliação de desempenho.

Segundo Arnold (2008, p. 352) como acontece com outros elementos de um sistema de distribuição, os objetivos do depósito são minimizar custos e maximizar o atendimento aos clientes. Para se atingir esses objetivos, as operações de depósitos devem ser eficientes e desempenhar as seguintes tarefas:

1. Oferecer um atendimento pontual aos clientes;

2. Manter um controle dos itens, de modo que eles possam ser encontrados pronta e corretamente;

3. Minimizar o esforço físico total e, consequentemente, o custo de transporte dos produtos para dentro e fora do depósito;

4. Fornecer elos de comunicação com o cliente.

Para Dias (1995, p. 19) o objetivo é otimizar o investimento em estoques, aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa, minimizando as necessidades de capital investido em estoques.

3.4 POLÍTICAS DE ESTOQUE

De acordo com Dias (1995, p. 21) a administração central da empresa deverá determinar ao departamento de controle de estoques o programa de objetivos a serem atingidos, isto é, estabelecer certos padrões que sirvam de guia aos programadores e controladores e também de critérios para medir a performance do departamento. Estas políticas são diretrizes que, de maneira geral, são as seguintes:

a. Metas da empresa quanto a tempo de entrega dos produtos ao cliente;

b. Definição do número de depósitos e\ou almoxarifados e da lista de materiais a serem estocados neles;

c. Até que nível deverão flutuar os estoques para atender uma alta ou baixa das vendas ou uma alteração de consumo;

d. Até que ponto será permitida a especulação com estoques, fazendo compra antecipada com preços mais baixos ou comprando uma quantidade maior para obter desconto;

e. Definição da rotatividade dos estoques.

A definição dessas políticas é fundamental para o bom desempenho do controle de estoque e para a economia da empresa. Saber o valor a ser investido e onde está esse capital investido projeta os futuros passos da empresa.

3.4 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO CONTROLE DE ESTOQUE

Ballou (1993, p. 211) cita que existem certas características que são comuns a todos os problemas de administração de estoques, não importando se são matérias-primas, material em processo ou produtos acabados. É preciso compreender estes traços básicos antes de estudarmos os diversos métodos de controle de estoques

São eles:

1) Custos de estoque:

• Custos de manutenção de estoques: estão associados a todos os custos necessários para manter certa quantidade de mercadorias por um período de tempo. Na realidade, é uma expressão usada para representar uma série de custos diferentes, como custo de oportunidade.

• Custo de compra: estão associados ao processo de aquisição das quantidades requeridas para reposição do estoque. Quando uma ordem de compra é despachada para o fornecedor, incorre-se numa série de custos resultantes do processamento do pedido e da preparação do mesmo.

• Custos de falta: são aqueles que ocorrem caso haja demanda por itens em falta no estoque. Conforme a reação do cliente potencial a uma situação de carência, podem ocorrer dois tipos de custos de falta: custos de venda perdida, que ocorre quando o cliente cancela o pedido e os e custos de atrasos, que são mais fáceis de medir, pois resultam em gastos diretos da empresa.

2) Objetivos de estoque:

• Objetivos de custo: estabelecer os níveis de estoque e a sua localização é apenas uma parte do problema global de planejamento logístico. Considerando este objetivo mais amplo, o controle de estoques é uma questão de balancear os custos de manutenção de estoque, de aquisição e de faltas.

• Objetivos de nível de serviço: às vezes, a dificuldade em estimar os custos de faltas leva ao estabelecimento de um objetivo ligeiramente diferente para o controle de estoques. Ao fixar a disponibilidade conforme a política de que, digamos, “95% das vendas de um produto devem ser atendidas diretamente pelo estoque disponível”, devem-se ajustar os custos de aquisição e de manutenção de estoque de modo que sua soma seja minimizada.

3) Previsão das incertezas

• Previsão da demanda: prever qual a quantidade de produto que os clientes deverão comprar é assunto vital para todo planejamento empresarial. Por isso, grande esforço tem sido dedicado ao desenvolvimento de métodos de previsão.

• Previsão do tempo de ressuprimento: pode ocorrer falta de mercadoria por causa de atrasos na entrega dos pedidos de ressuprimento e não devido a incrementos inesperados da demanda. Às vezes, os estoques estão em níveis excessivos por razões opostas. Da mesma forma que a demanda, os tempos de ressuprimento não são conhecidos com exatidão para a maioria dos itens de inventário e, portanto, também devem ser previstos.

3.5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DO CONTROLE DE ESTOQUE

Segundo Dias (1995, p. 25) para organizar um setor de controle de estoques, incialmente deveremos descrever suas funções principais que são:

a) Determinar “o que” deve permanecer em estoque. Número de itens.

b) Determinar “quando” se devem reabastecer os estoques. Periodicidade.

c) Determinar “quando” de estoque será necessário para um período predeterminado. Quantidade de compra.

d) Acionar o departamento de compras para executar aquisição de estoque. Comprar.

e) Receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades.

f) Controlar os estoques em termos de quantidade e valor, e fornecer informações sobre a posição do estoque.

g) Manter inventários periódicos para a avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados.

h) Identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados.

3.6 PREVISÃO PARA OS ESTOQUES

A previsão dos estoques é o ponto de partida de todo planejamento empresarial, e deve ser compatível com o custo para obtê-la.

Conforme Dias (1995, p. 28), as informações básicas que permitem decidir quais serão as dimensões e a distribuição no tempo da demanda dos produtos acabados podem ser classificados em duas categorias: quantitativas e qualitativas.

1) Quantitativas:

a) Evolução das vendas no passado.

b) Variáveis cuja evolução e explicação estão ligadas diretamente as vendas.

c) Variáveis de fácil previsão, relativamente ligadas as vendas.

d) Influência da propaganda.

2) Qualitativas:

a) Opinião dos gerentes.

b) Opinião dos vendedores.

c) Opinião dos compradores.

d) Pesquisas de mercado.

Para Dias (1995, p. 30) as técnicas de previsão do consumo podem ser classificadas em três grupos:

a) Projeção: aquelas que admitem que o futuro será repetição do passado ou as vendas evoluirão no tempo, segundo a mesma lei observada no passado, este grupo de técnicas é de natureza essencialmente quantitativa.

b) Explicação: procura explicar as vendas do passado mediante leis que relacionem as mesmas com outras variáveis cuja evolução é conhecida ou previsível. São basicamente aplicações de técnicas de regressão e correlação.

c) Predileção: funcionários experientes e conhecedores de fatores influentes nas vendas e no mercado estabelecem a evolução das vendas futuras.

METODOLOGIA

De acordo com Gil (2009) nesta parte, descrevem-se os processos a serem seguidos na realização da pesquisa. Sua organização varia de acordo com as especificações de cada pesquisa. Requer-se, no entanto, a apresentação de informações dentro de alguns aspectos como: tipo de pesquisa, população e amostra, coleta de dados e análise de dados.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, Robert - Administração da Produção - 2. Edição. - São Paulo. Atlas, 2009

DIAS, Marco Aurélio P. – Gerência de Materiais. São Paulo. Atlas, 1986.

DIAS, Marco Aurélio P. – Administração de materiais: edição compacta –

4. Edição – São Paulo. Atlas, 1995.

ARAÚJO, Jorge Siqueira de - Almoxarifados: administração e organização. -

9. Edição - São Paulo. Atlas, 1981.

BALLOU, Ronald H. – Logística Empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física – São Paulo. Atlas, 1993.

ARNOLD, J. R. Tony – Administração de materiais: uma introdução – 1. Edição - São Paulo. Atlas, 2008