Trabalho Completo Economia Cafeeira

Economia Cafeeira

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Categoria: Geografia

Enviado por: Jeferson 02 dezembro 2011

Palavras: 1399 | Páginas: 6

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s, nordeste do Paraná , mas principalmente, para o interior de São Paulo, mais precisamente na região oeste, onde a predominância de terra roxa, juntamente com o clima propício contribuíram para o desenvolvimento de grandes cafezais.

AS OSCILAÇÕES DE PREÇOS

A elevação de preços ocorrida nos fins do século XVIII determinou o aumento da produção de café em várias partes da América e da Ásia. Com a elevação significativa da produção de café , sem ocorrer em contrapartida um aumento de demanda segue-se períodos de baixa dos preços , mas mesmo assim a produção do país continua a aumentar, pois os produtores brasileiros viam no café a oportunidade para utilizar os recursos produtivos ( leia-se mão de obra escrava e terras) ociosos provenientes da indústria decadente de mineração , que encontrava-se em retração, para utilizá-los na expansão dos cafezais e produzir mais e mais café.

O café experimentou diversos períodos de oscilações de preços, sendo que nos anos de 1857 a 1868, 1869 a 1885, 1886 a 1906 foram caracterizados por preços ascendentes, tendo neste último período ocorrido a duplicação da área plantada no estado de São Paulo.

5 – EXPANSÃO

No último decênio do século do século XIX criou-se uma situação excepcionalmente favorável a expansão da cultura do café no Brasil. Tendo a produção asiática passado por dificuldades , em conseqüência da destruição ocorrida nos cafezais da Ilha do Ceilão e com a descentralização republicana ( tendo em vista que os grandes produtores de café foram um dos maiores defensores da instauração do regime republicano no Brasil), o problema da imigração passou a ser controlado pelos estados, sendo abordado de forma mais ampla e positiva pelo estado de São Paulo. No oeste paulista o café encontrou as condições naturais que favoreceram sua expansão e ainda devido as ações dos próprios cafeicultores, os chamados "BARÕES DO CAFÉ", que tinham acumulado elevado estoque de capitais, tornando-se ricos e poderosos, passando a interferir na política obtendo facilidades como acesso a crédito, o que lhes permitia expandir as áreas plantadas, gestões no sentido de facilitar o transporte e a exportação da produção de café, ajudando a agilizar os processos de construção de ferrovias e de aparelhamento dos portos. No auge desta fase, o Brasil chegou a praticamente monopolizar o comércio de café com a Europa e Estados Unidos, período em que o país experimentou elevado crescimento econômico, iniciando o processo de modernização brasileiro.

6 – CRISE

Com expansão crescente da área plantada e conseqüente aumento da produção , a oferta de café existente no mercado era demasiada, sinalizando para queda acentuada dos preços do café em curto prazo. Cientes desta realidade, os produtores , cujo poder político e financeiro fora amplamente acrescido com a descentralização política, tendo inclusive vários cafeicultores tendo se tornado governadores e até presidentes da república, celebraram, em fevereiro de 1906 , na cidade paulista de Taubaté, convênio visando a valorização dos preços, que em resumo ,consistia:

a. Restabelecer o equilíbrio entre oferta e demanda do café, através de intervenção do governo, comprando os excedentes da produção;

b. O financiamento destas compras seria feito através de empréstimos contraídos no exterior pelo governo;

c. O serviço deste empréstimo seria coberto com um novo imposto cobrado em ouro sobre cada saca de café exportada;

d. A fim de solucionar o problema a mais longo prazo, os governos dos estados produtores deveriam desencorajar a expansão das plantações.

O primeiro esquema de valorização teve de ser posto em prática pelos estados cafeicultores – liderados por São Paulo – sem o apoio do governo federal.

O êxito financeiro da experiência veio consolidar a vitória dos cafeicultores que reforçaram seu poder por mais um quarto de século – até 1930 , quando Getúlio Vargas chegou ao poder – submetendo o governo aos seus interesses.

O complicado mecanismo de defesa da economia cafeeira funcionou com relativa eficiência até fins de terceiro decênio deste século. A crise mundial de 1929, desencadeada com a quebra da bolsa de Nova York, teve efeitos desastrosos sobre a economia dos Estados Unidos e por tabela, em toda a Europa , justamente os maiores compradores do nosso café. Além de diminuir a demanda , ocorreu também a interrupção dos empréstimos internacionais ao Brasil, que viu-se sem recursos para continuar adquirindo o excedente produzido pela industria cafeeira, causando assim excesso de oferta e preços em acentuado declínio. Começou então a grande crise da economia cafeeira no país, tendo como um dos reflexos o enfraquecimento das oligarquias dos barões do café e o abalo das estruturas da República Velha, cujo domínio estava nas mãos dos cafeicultores.

7 – MÃO-DE-OBRA

Inicialmente, todos os trabalhadores das fazendas de café eram escravos, que os fazendeiros já possuíam ou adquiriran dos mineradores, visto que o plantio de café exigia elevada quantidade de trabalhadores. Sem abundância de capital, o escravo representava para os cafeicultores mão-de-obra de baixo custo, uma vez que o principal fator de produção da lavoura cafeeira era a terra e esta os fazendeiros possuíam em grande quantidade. A prosperidade da lavoura cafeeira acabava estimulando a transferência de trabalhadores escravos da região nordeste provenientes da lavoura de cana-de-açúcar , já em decadência, para os cafezais da região sudeste.

Com a proibição do tráfico internacional de escravos, decretado pela Inglaterra e a posterior abolição da escravatura no Brasil, a utilização de mão –de –obra já não era mais possível e representava alto custo, visto que era necessário , agora, remunerar o trabalhador.

Os fazendeiros preferiram estimular e imigração de trabalhadores provenientes da Europa, principalmente Itália e Alemanha ao invés de remunerar o negro liberto, tendo sido o estado de São Paulo o principal estimulador/facilitador da importação destes imigrantes, que ao contrário do que acontecia com os escravos, trabalhavam em troca de salário ou até mesmo participação na colheita.

A primeira fase da expansão cafeeira aconteceu utilizando-se de recursos preexistentes e subtilizados e foi adequando-se no decorrer do processo , influenciada por acontecimentos externos e internos , conforme citado.

CONCLUSÃO

Como visto , o café foi o principal produto do Brasil entre fins do século XVIII até o terceiro decênio do século XX. O desenvolvimento da cultura do café trouxe mudanças significativas para o país, tais como:

desenvolvimento dos transportes, com a introdução da ferrovias;

mudança nos hábitos e costumes com a chegada em grande escala dos imigrantes;

entre outras. Como toda economia baseada em produtos primários, a economia cafeeira teve seu momento de ascensão e queda, mas até os dias de hoje constitui-se em importante produto para economia do país, além de estar incorporado à cultura do brasileiro, ou existe alguém que nunca tenha parado e trabalho para tomar um cafezinho??

http://massaranduba20.vilabol.uol.com.br/economia_cafeeira.htm