Trabalho Completo Fibra Optica

Fibra Optica

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Categoria: Tecnologia

Enviado por: MarceloTCC 10 maio 2013

Palavras: 5536 | Páginas: 23

FIBRA ÓPTICA (OPGW) O FUTURO DAS OPERADORAS DE TELEFONIA CELULAR

RESUMO

Este trabalho tem o objetivo de demonstrar as necessidades básicas para a implantação de um sistema de Telecomunicações que possa interligar todo o setor elétrico para atender na utilização dos cabos ópticos (OPGW) que já são utilizados como cabos de Para-Raios e também utilizados pelas próprias empresas do setor elétrico para a sua comunicação interna. A utilização de cabos para-raios OPGW em linhas de transmissão agrega grandes valores ao sistema, devido a capacidade das fibras ópticas na transmissão de voz, dados, imagem a altas taxas facilitando não somente a viabilização dos meios de telecomunicações, telecontrole, telepesquisa e soluções de automação. A utilização dos cabos ópticos aéreos das empresas de transmissão de energia esta se tornando cada vez mais atraente e viável. Este projeto visa atender todas as exigências técnicas. O modelo de pesquisa realizado para as atividades foi o Estudo de Caso. Foi utilizada como concentração a parte de Gerência de Produção e com ela o conhecimento adquirido na matéria de Automação Industrial, Gestão de Projetos. Então se pode concluir que se as empresas de telefonia celular utilizarem os meios de transmissão das empresas do setor elétrico, a sua qualidade no atendimento além disso, pode possibilitar a universalização da telefonia móvel, pois, com a infra-estrutura das operadoras móveis brasileiras, atrelada às redes do setor elétrico nacional as empresas de telefonia móvel podem utilizar parte do espectro disponível ao longo dessas linhas de transmissão para o atendimento de pequenas comunidades, levando voz e dados aos locais mais distantes desse imenso Brasil, assim como aumentando a segurança e os serviços em nossa rede de telefonia móvel no Brasil.

Palavras Chaves: Telecomunicações. Opgw. Subestações. Para-Raios.

1 INTRODUÇÃO

Este estudo tem a finalidade de buscar a conscientização dos órgãos federais, municipais, das principais empresas do setor elétrico e de telefonia da grande importância na utilização dos cabos OPGW (Optical Ground Wire) que estão instalados em todo o SIN (Sistema Interligado Nacional) para a ampliação da comunicação entre as empresas de telefonia celular que atuam no Brasil. O trabalho irá levantar a viabilidade da utilização dos cabos OPGW (Optical Ground Wire) que já existem e que ainda serão implantados no sistema de Transmissão elétrica do Brasil.

Com o crescimento acelerado e desordenado das comunicações no Brasil, acaba fazendo com que a qualidade de serviço fornecido pelas empresas de telefonia celular esteja muito precário devido principalmente a suas redes estarem obsoletas e também a grande dificuldade de outras empresas concorrentes entrarem em algumas regiões do Brasil, devido ao mesmo ser muito extenso, isto acaba acarretando com que a empresa de telefonia celular que já atua na região não se preocupar em melhorar a qualidade de seu sinal e deixando o cliente muitas vezes insatisfeito, mas se obrigando a adquirir os serviços desta empresa.

Com uma competição cada vez maior em buscar a satisfação dos clientes e um mundo em um processo cada vez mais globalizado, somando com o crescimento diário das novas tecnologias, as empresas de telefonia tem experimentado mudanças em seus sistemas produtivos e tais mudanças tem se tornado muito importantes para manter a competitividade entre as empresas.

Para atender a nova necessidade do mercado, criada por meio da globalização do comércio, as empresas com processos produtivos com baixa produtividade tiveram de otimizar seus processos e buscar novas técnicas gerenciais para manter a competitividade de seu negócio.

A área de concentração utilizada para este trabalho foi o de Gerência de Produção, esta área estuda as atividades voltadas a técnicas, processos e sistemas de gestão de cadeias produtivas no curso de Engenharia de Produção. O modelo de pesquisa realizado para este estágio foi o Estudo de Caso, com ele pode-se descrever um contexto mais real a intervenção realizada, um bom conhecimento adquirido e que auxiliou muito para o desenvolvimento deste projeto durante o ensino foi a matéria de Automação Industrial e Gestão de Projetos.

A Engenharia de Controle e Automação baseia-se na modelagem matemática de sistemas de diversas naturezas, analisando o seu comportamento dinâmico, e usando a teoria de controle para calcular os parâmetros de um controlador que faça o sistema evoluir da forma desejada, e adaptativa às mudanças dos principais elementos de controle. (WIKIPÉDIA, 2010).

A Gestão de Projetos tem a finalidade de mostrar o que é um projeto, que é um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto ou um serviço único e diferenciado.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 REQUISITOS TEÓRICOS

Através da Gestão da Produção, pode-se ter um bom embasamento para o desenvolvimento deste estudo e um dos principais passos é entender o Gerenciamento de Operações e Tecnologia de processo aonde os gerentes de produção estão continuamente envolvidos com o gerenciamento de tecnologias de processos. Para fazer isto efetivamente o gerente de produção deve ser capaz se:

• Articular como a tecnologia pode melhorar a eficácia da operação;

• Estar envolvido na escolha da tecnologia em si; Gerenciar a instalação e a adoção da tecnologia de modo que não interfira com as atividades em curso na produção;

• Integrar a tecnologia com o resto da produção;

• Monitorar continuamente seu desempenho;

• Atualizar ou substituir a tecnologia quando necessária.

Para que este processo todo seja satisfatório o gerente de produção deve entender de todas as tecnologias com a qual esta lidando, isto também não quer dizer que todos os gerentes de produção devam ser experts em engenharia, computação, ou eletrônica, significa sim que os gerentes de produção devam entender o suficiente sobre as principais tecnologias adotadas em seus produtos para que ele possa estar pelo menos seguro para avaliar alguma informação técnica e até mesmo ser capaz de fazer algumas perguntas relevantes ao tema (NIGEL, 2009. Pg. 181, 182).

2.2 REQUISITOS GERAIS

Especificamente este trabalho tem o objetivo de demonstrar as necessidades básicas para a implantação da rede das empresas de telefonia celular na rede já existente na transmissão do setor elétrico e que atenda todas as exigências técnicas. O tema abordado nesse trabalho tem o objetivo de demonstrar que podem existir medidas simples e que não causam nenhum grande impacto econômico.

O setor elétrico brasileiro vem atravessando grandes mudanças nos últimos anos, isto faz com que as empresas que atuam neste mercado de transmissão de energia se preocupem apenas em atender os aspectos de eficiência e modernização dos processos de produção e transmissão de energia, deixando de lado um campo que futuramente pode ser muito viável economicamente, o aluguel do meio óptico já implantado em todo seu sistema.

As empresas de Telefonia Celular também passam por grandes mudanças, principalmente em relação à satisfação do cliente, e esta viabilidade de utilizar o meio de transmissão já existente nas empresas do setor elétrico e muito viável.

Para que este projeto também de certo é necessário uma boa pesquisa no mercado de telefonia celular e estar a par das principais limitações das operadoras para atender a completa satisfação do cliente. Esta pesquisa estará relatada através de uma verificação na evolução do Market Share das operadoras de telefonia celular no Brasil.

2.3 REQUISITOS TÉCNICOS

As Fibras Ópticas são um meio de transmissão muito útil para a transmissão de sinais a longas distancias, tendo a grande vantagem de serem imunes a ruídos induzidos eletromagneticamente.

A Fibra óptica é um filamento de vidro transparente e com alto grau de pureza. Ela é um condutor dielétrico (isolantes) em que dados são transmitidos através da reflexão total dos sinais de luz, isto é, a luz transmite a informação no sistema binário, enviando pulso ou não. As fibras ópticas permitem que quantidades enormes de dados e informações possam ser enviadas a qualquer parte do mundo em um tempo e eficiência surpreendente.

Basicamente a utilização do meio de transmissão que as empresas de O cabo OPGW (Optical Ground Wire) servem basicamente para comunicação entre subestações que se interligam através de uma linha de transmissão de energia, ele é utilizado na substituição do cabo para-raios convencional utilizado em linhas de transmissão, com a finalidade de proteção contra descargas atmosféricas e correntes de falta além da transmissão de sinais de telecomunicações. A figura a seguir mostra um cabo OPGW e sua estrutura.

FIGURA 01 – CABO OPGW

FONTE: PIPGE/USP, 2012

Cabos Optical Ground Wire (OPGW) ou Guarda são cabos para-raios de cobertura, utilizado especialmente em linhas aéreas de transmissão de energia elétrica, construído de modo a abrigar em seu interior fibras ópticas capazes de transmitir altas taxas de dados. Estes tipos de cabos são especialmente projetados para instalação em linhas aéreas de transmissão de energia elétrica.

FIGURA 01 – CABO OPGW

FONTE: PIPGE/USP, 2012

Este cabo entra no lugar do cabo guarda, ou cabo para raios das linhas de transmissão de energia. O cabo guarda possui em seu interior fibras óticas revestidas por alumínio. Esta integração entre cabo ótico e linha de transmissão deve ser baseado em dois conceitos que são : preservar a função do cabo para raios e minimizar a intervenção na linha de transmissão existente.

2.3 RESOLUÇÕES

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) possui a seguinte resolução:

RESOLUÇÃO Nº 581, DE 29 DE OUTUBRO DE 2002.

Estabelece os requisitos mínimos aplicáveis ao cumprimento do disposto no "caput" do art. 5º do Regulamento Conjunto para Compartilhamento de Infra-Estrutura entre os Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo, aprovado pela Resolução Conjunta ANEEL/ANATEL/ANP nº 001, de 24 de novembro de 1999.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em conjunto com Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) criaram a seguinte resolução para o compartilhamento da infra estrutura entre seus setores:

RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 001, DE 24 NOVEMBRO DE .1999

Aprova o Regulamento Conjunto para Compartilhamento de Infra-Estrutura entre os Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo.

Considerando que o parágrafo único, do art. 73, da Lei nº 9.472, de 1997 atribui à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) e ANP (Agência Nacional do Petróleo) a competência para definir as condições para o compartilhamento de infra- estrutura, compete à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização dos serviços de energia elétrica concedidos, fiscalizando permanentemente a sua prestação e definir as condições para o compartilhamento de infra-estrutura do Setor de Energia Elétrica, conforme o parágrafo único, art. 73, da Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997;

a) Os agentes dos setores de energia elétrica e comunicações têm direito a compartilhar a infra-estrutura de outros agentes de forma não discriminatória e a preços e condições justas e razoáveis;

b) O compartilhamento não deve comprometer o atendimento aos parâmetros de qualidade, segurança e proteção ao meio ambiente estabelecido pelos órgãos competentes, assim como de obrigações associadas às concessões, permissões ou autorizações outorgadas ou expedidas pelo Poder Concedente e de boas práticas internacionais para prestação dos respectivos serviços;

c) O compartilhamento de infra-estrutura entre os agentes deve estimular a otimização de recursos, a redução de custos operacionais, além de outros benefícios aos usuários dos serviços prestados, atendendo à regulamentação específica de cada setor.

Para maiores informações referentes a resolução da ANEEL referente ao compartilhamento da Infra-estrutura e só acessar o site da mesma e baixar a Nota Técnica nº 167/2006-SRE/ANEEL

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3 MATERIAL E MÉTODOS

O Mapa da Figura 01 demonstra todo o SIN (Sistema Interligado Nacional), ou seja, ele demonstra todo o sistema elétrico interligado no Brasil.

FIGURA 02 – MAPA DO SISTEMA INTEGRADO NACIONAL (SIN)

FONTE: ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico)

Portanto se podemos visualizar através do mapa acima que o Brasil esta praticamente todo interligado em seu sistema elétrico e que todas as companhias elétricas utilizam os seus cabos OPGW para interligar as suas subestações com uma média de 48 fibras e para as suas comunicações internas na parte de comunicação de voz, internet, proteção e controle dos equipamentos utiliza somente um par de fibras, então cabe ao governo ou a própria ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) realizarem em seus próximos leilões de lotes para as empresas que utilizarem os meios de transmissão do setor elétrico já deixarem designadas algumas fibras para o aluguel. Aluguel este que possa ser repassada parte para a empresa que estiver responsável pela linha de transmissão elétrica e uma pequena parte repassada para o próprio governo que assim pudesse designar esta parte para a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) ou até mesmo para a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) conforme resoluções já mencionadas neste estudo.

Segundo o levantamento realizado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) o Brasil possui um sistema de transmissão interligado ao SIN (Sistema Integrado Nacional) de aproximadamente 103.362 quilômetros de linhas de transmissão, isto sem contar as que ainda estão em construção ou em processo licitatório, esta quilometragem esta dividida entre várias tensões conforme pode ser verificado abaixo:

TABELA 01 – MAPA DA QUILOMETRAGEM SISTEMA DE TRANSMISSÃO

Rede de Transmissão

Tensão kV 2012/2013 (km)

230 45.708,7

345 10.061,9

440 6.680,7

500 35.003,4

600 CC 3.224,0

750 2.683,0

Sist. Interligado 103.361,7

FONTE: ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica)

Nas redes de transmissão atuais, todas as subestações são monitoradas e controladas online por Sistemas de Gerenciamento de Energia. As principais linhas de transmissão geralmente são equipadas com cabos de fibra óptica, em sua maioria integrados a cabos aereos OPGW (Optical Ground Wire), onde as subestações são acessadas através de sistemas de comunicação de alta velocidade.

Os cabos OPGW são indicados para substituírem os cabos convencionais em linhas já existentes e tornar viável a implantação dos mesmos, pois além de preencher os requisitos relacionados às descargas atmosféricas, também possibilitam que o sistema transmita dados para solucionar canais de telecomunicações

Pode-se dizer que todo o sistema eletrico já possuem backbones que poderiam ser interligados, mas falta um incentivo maior dos governantes para tomar esta iniciativa viável para todo o setor de telefonia celular no Brasil. O setor elétrico já detém os principais backbones das fibras óticas, que são os cabos OPGW (Optical Ground Wire). Quando aprovada, a medida possibilitará a remuneração de investimentos, permitindo que o setor obtenha 70% das receitas extras.

O termo backbone designa o segmento principal da rede de telecomunicações onde os outros segmentos secundários se vão ligar. O backbone é normalmente de alta velocidade e pode assumir várias tipologias (NUNES, 2009).

Conforme a pesquisa realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no ano que passou (2012), mostra a quantidade de municípios atendidos por cada uma das principais operadoras de telefonia celular no Brasil.

TABELA 02 – MUNICÍPIOS ATENDIDOS PELAS OPERADORAS DE CELULAR

Operadora Municípios Atendidos

VIVO 3.753

CLARO 3.630

TIM 3.357

OI 3.316

FONTE: Anatel

GRÁFICO 01 – MUNICÍPIOS ATENDIDOS PELAS OPERADORAS CELULAR

FONTE: Anatel

Através do gráfico acima podemos notar que a empresa Vivo atende a grande maioria dos municípios, por ela mesma utilizar basicamente em toda a sua rede a comunicação via rádio, é uma comunicação prática para ser utilizada já que é somente instalar as torres e colocar os rádios de comunicação via rádio frequência, a ideia é boa, mas esta sujeita a um sinal que pode variar muito de região para região, pois em regiões em que chove muito o sinal de rádio frequência pode sofrer algumas variações e com isto ocorrer à perda de sinal nos aparelhos de celular, problema este que pode deixar a grande maioria dos clientes insatisfeitos.

A Claro utiliza praticamente o mesmo sistema da Vivo por isto esta em segundo lugar em municípios atendidos. Porem cai no mesmo problema da Vivo.

A Tim utiliza em sua grande maioria comunicação via fibra óptica, e alguns locais ela atende através de rádio frequência.

A empresa OI pode ser considerada a terceira maior operadora de telefonia celular da América do sul, em relação de faturamento, mas ela não atende somente a telefonia móvel, atende em sua grande maioria a telefonia fixa, a sua maioria é interligada pelos seus próprios cabos de fibra óptica, o que acaba acarretando em uma menor atuação em regiões mais distantes das principais capitais.

TABELA 03 – POPULAÇÃO ATENDIDA PELAS OPERADORAS CELULAR

Operadora População Atendida

VIVO 91,1%

CLARO 91,3%

TIM 90,8%

OI 87,9%

FONTE: Anatel

GRÁFICO 02 – POPULAÇÃO ATENDIDA PELAS OPERADORAS CELULAR

FONTE: Anatel

Market Share (termo mais comum no Brasil), ou pela tradução literal do inglês "quota de mercado" (termo mais comum em Portugal) ou ainda fatia de mercado, participação no mercado, porção no mercado etc. O termo em inglês tem a seguinte composição: market significa mercado e share, divisão ou quota. A expressão tem como tradução participação no mercado e designa a fatia de mercado detida por uma organização. Sua medida quantifica em porcentagem a quantidade do mercado dominado por uma empresa. Divide-se o número total de unidades que a empresa vendeu pelo total de unidades vendidas no segmento em que a empresa atua. O valor pode ser obtido ainda da divisão do valor total em vendas da empresa pelo valor total em vendas do segmento. (WIKIPÉDIA, 2013).

A principio para uma pesquisa de Market Share estaremos demonstrando as quatro principais operadoras que atuam no Brasil e conforme o mapa abaixo pode comprovar as suas principais regiões de atuação.

FIGURA 03 – OPERADORA DE CELULAR LIDER POR REGIÃO

FONTE: Anatel

TABELA 04 – MARKET SHARE DAS OPERADORAS DE CELULAR

Operadora 2009 2010 2011 2012

VIVO 29,75% 29,71% 29,54% 29,08%

TIM 23,63% 25,14% 26,46% 26,87%

CLARO 25,52% 25,44% 24,93% 24,92%

OI 20,73% 19,35% 18,78% 18,81%

FONTE: Anatel

GRAFICO 03 – MARKET SHARE OPERADORA DE CELULAR

FONTE: Anatel

A Evolução do Market Share das Operadoras de telefonia celular no Brasil foi obtida a partir dos dados de acessos disponíveis no site da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Pode-se verificar também que a quantidade de municípios atendidos ainda pode crescer, pois atualmente o Brasil possui 5570 municípios e com a utilização dos meios de comunicação das empresas do setor elétrico pode ocorrer um crescimento satisfatório na demanda de atendimento de alguns municípios que até hoje não são atendidos pela telefonia celular, ou até mesmo já podem estar sendo atendidos mas com uma qualidade muito ruim de sinal.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para entendermos melhor a grande vantagem das empresas de telefonia celular utilizam os meios ópticos das empresas do setor elétrico podemos levar em consideração a tabela gráfico (02) que mostra a quantidade de municípios atendidos atualmente por estas empresas. E com a utilização dos cabos ópticos das empresas do setor elétrico além de atenderem municípios mais remotos a confiabilidade de suas comunicações será muito melhor, tendo em vista que atualmente a fibra óptica é o melhor meio de transmissão.

Conforme a ultima pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem, atualmente, 5.564 municípios. Levando em consideração a operadora VIVO que atende 3753 municípios atende uma fatia de 67% dos municípios do território brasileiro, já é um bom percentual, mas se a mesma utilizar os sistema de fibra óptica das empresas do setor elétrico a sua capacidade de atendimento a novos municípios pode acabar aumentando.

A empresa TIM já utiliza alguns destes meios de transmissão da ELETROBRÁS, mas anda é muito pouco em relação a grande diversidade de empresas que atuam na parte de transmissão de energia no Brasil. Cabe principalmente ao Governo Federal e aos órgãos responsáveis por estas áreas (ANEEL/ANATEL) incentivarem o uso deste meio de transmissão óptica. As demais operadoras se também utilizarem este sistema óptico podem melhorar e muito a sua área de atendimento á novos municípios.

As aplicações de cabos ópticos aéreos estão se tornando cada vez mais atraentes para sistemas utilitários distribuidores de energia que visam desenvolver redes de comunicações em sua infra-estrutura de linhas de energia já existentes. Os cabos OPGW (Optical Ground Wire) se prestam a uma função elétrica primária: eles são pára-raio (protegem a rede de descargas atmosféricas), e são proteção contra curto-circuito.

Suas partes metálicas são capazes de suportar correntes extremamente altas. A construção das diversas versões destes cabos visam principalmente evitar riscos de eventos repentinos que possam levar à interrupção de proteção da rede de alta tensão em operação, seu reparo, tempo de queda de energia e conseqüentemente perda de receitas.

As empresas de telefonia móvel utilizando os meios opticos do setor eletrico podem sim melhorar e muito a sua capacidade em atender as mais remotas regiões, oferecendo assim um serviço muito mais agil e confiável, pois as fibras opticas hoje são o meio de comunicação mais confiável tanto na parte voz como de dados.

O compartilhamento de infra-estrutura é um caso com grande reflexo na gestão das concessionárias de distribuição de energia elétrica e que apresenta crescente desenvolvimento, em especial quanto ao uso dos elementos de suporte de redes de distribuição de energia elétrica para a construção de redes para comunicações (fibra óptica, TV por cabo, telefonia). Trata-se de uma situação onde a sinergia que se obtém por esse uso compartilhado é evidente, e não se limita aos aspectos estritamente econômicos de “custos evitados de duplicação de redes”. Deve-se considerar que as dificuldades existentes para construir novos elementos de infra-estrutura física em áreas de alta densidade urbana são cada vez maiores, dado que o impacto dessas sobre o ambiente é percebido negativamente pelos habitantes das áreas afetadas. Isso se traduz em requisições adicionais e reticência crescente das autoridades municipais que devem autorizar a execução dessas obras. Ambos os elementos incidem nos custos diretos desses projetos e, em alguns casos extremos, podem chegar a torná-los inviáveis. O uso compartilhado de elementos existentes constitui, então, uma opção racional que deve ser incentivada pelo marco regulatório dos serviços envolvidos.

4.1 PRINCIPAIS VANTAGENS

- A capacidade da fibra em conduzir uma enorme quantidade de informações com baixa perda e a baixo custo torna sua aplicação extremamente vantajosa.

- A utilização dos cabos OPGW (Optical Ground Wire) nas linhas de transmissão, acaba aproveitando a estrutura já existente, o que torna ela mais barata, viável, rapida e pratica do que a utilização da fibra óptica subterrânea. As fibras ópticas que passam em um cabo OPGW (Optical Ground Wire), não se diferencia de nada de uma fibra óptica utilizada em cabos subterrâneos, funcionado estas fibras óptica perfeitamente.

- Confiabilidade do OPGW é cerca de 20 x mais seguro que cabos enterrados.

- Problemas que sempre são associados com os cabos de cobre e sistema via rádio, como interferência eletromagnética (EMI), interferência de radiofreqüência (RFI), estão completamente eliminados pelas propriedades de transmissão das fibras ópticas.

- A principal vantagem na utilização dos meios ópticos OPGW (Optical Ground Wire) das empresas do setor elétrico é que a sua rede já esta toda implantada, sendo necessário para as operadoras de telefonia celular somente instalarem seus equipamentos que irão se interligar a rede óptica já existente das empresas do setor elétrico.

– Excelente meio de comunicação à longas distâncias;

– Alta taxa de transmissão de dados;

– Total imunidade contra interferências eletromagnéticas;

– Alta imunidade a descargas atmosféricas;

– Alta confiabilidade;

4.2 PRINCIPAIS DESVANTAGENS

- O custo destes cabos ainda é alto.

- Uma complexidade para utilização destes cabos, é que os mesmos teriam que ser abertos e derivados em todas as subestações em que houvesse interesses comerciais ou sociais.

- Ainda não existe nenhum incentivo dos governantes e nem dos órgãos responsáveis.

4.3 MOTIVAÇÃO PARA USO DA TECNOLOGIA

- OS cabos OPGW no Brasil constitui uma fonte dispersa de experiências e informações que reunidas constituirão um ferramenta útil para implementações futuras no setor;

- Melhorar ou garantir o desempenho de um cabo OPGW, é melhorar o desempenho da linha de transmissão, melhorando o sistema em termos de disponibilidade, confiabilidade e portanto na melhoria da qualidade deste serviço;

- Além do setor elétrico, o setor de telecomunicações também será beneficiado;

- Prover conhecimentos que possam garantir a longevidade deste equipamento é garantir o retorno esperado do investimento, e portanto da redução de custos para a sociedade.

- As empresas de energia elétrica, vislumbram o quanto é valiosa a sua infraestrutura para as empresas de telecomunicações.

- Alta valorização da infraestrutura passou a ser considerada nos projetos de telecomunicações.

- Números que demonstravam que, em um projeto de telecomunicações, os investimentos com infraestrutura representam 40% do total do projeto.

- As distribuidoras de energia, que possuem altíssima capilaridade atingindo quase 99% dos domicílios urbanos, e funcionaria como last miles, através de redes de acesso, subterrâneas, utilizando fibras ópticas.

5 CONCLUSÃO

O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade das soluções para o problemas no setor de telefonia celular utilizando a alocação de instalações já existentes e que ainda serão implantadas pelo setor elétrico, alocações estas que possuem em sua infra-estrutura cabos OPGW (Optical Ground Wire ). O fato é que as linhas de transmissão de energia passam ao largo das grandes cidades e ainda utilizam os cabos OPGW (Optical Ground Wire), cabos de proteção que em seu núcleo contêm fibra óptica. Apenas como exemplo da complexidade e dos custos envolvidos, os cabos ópticos teriam de ser abertos e derivados em todas as subestações de energia onde existam interesses comerciais ou sociais, mas esta derivação não caberia as empresas do setor elétrico e sim esta interligação ficaria na responsabilidade das operadoras de telefonia celular.

A montagem do cabo suspenso é mais cara mas tem a vantagem de a manutenção ser mais fácil e mais económica. Já os cabos subterrânea depende do tipo de percurso, se é zona urbana ou em campo aberto ou ainda se o terreno é rochoso ou arenoso.

Os sistemas de telecomunicações são fundamentais para a segurança elétrica do SIN (Sistema Interligado Nacional) e afetam o desempenho da rede básica do sistema, pois os cabos ópticos são utilizados basicamente para a comunicação entre as subestações e servem também como comunicação para a proteção dos equipamentos.

Outro fato muito importante na utilização dos cabos OPGW pelas empresas de telefonia celular é que o sistema já esta praticamente todo interligado, com isto a viabilidade na locação deste meio óptico acaba se tornando barato e vantajoso, pois realizar uma interligação óptica por todo Brasil acaba fugindo da realidade de qualquer empresa do setor de telecomunicações.

Deve-se entender que o setor de Telecomunicações caracteriza-se por grandes desenvolvimento tecnológico, isto faz com que o cenário como um todo muda quase que diariamente, imaginem estas mudanças em um ano, portanto cabem as empresas de telefonia celular desenvolverem sempre novos serviços, aliados a estes serviços procurar sempre priorizar a satisfação do cliente.

Utilizando portando esta infraestrutura já existente das empresas do setor elétrico, as empresas de telefonia celular serão necessárias a alugarem este serviço, mas levando em consideração o custo/beneficio, não serão necessárias a investir em novas redes de fibras ópticas, o que acabará fazendo com que elas possam se interligar em praticamente todo território nacional.

Os resultados apresentados mostram que a utilização dessa tecnologia de forma estruturada e baseada conceitualmente, pode auxiliar na busca de novos clientes e inclusive fornecer novas tecnologias através da telefonia celular contribuindo para que regiões menos evoluídas em nosso pais possam além de se comunicar com o restante da população, poderá gerar uma evolução no desenvolvimento da mesma.

Se utilizarem estes meios de transmissão o que poderá acabar acarretando para as empresas de telefonia celular é o crescimento explosivo na base de clientes e receitas. Fazendo também que as concorrentes procurem inovar em novas tecnologias ou até mesmo utilizem os mesmos meios de transmissão caso o contrário pode ocorrer à migração de clientes para as operadoras que forneçam o melhor serviço. Pois o cliente sempre é muito exigente e sempre exige que tanto sua ligação telefônica quando sua internet (via celular) seja atendida em qualquer canto.

REFERÊNCIAS

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