Trabalho Completo A História Da Moeda No Brasil E No Mundo

A História Da Moeda No Brasil E No Mundo

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Categoria: Outras

Enviado por: Priscilasaraujo 09 junho 2013

Palavras: 10332 | Páginas: 42

EDUCAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL

CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

Fraude: Técnicas e Procedimentos para Identificação de Falsificação em Cheques e Papel Moeda

SÃO PAULO

2010

Fraude: Técnicas e Procedimentos para Identificação de Falsificação em Cheques e Papel Moeda

Amanda Cristina Vieira

Ana Paula Valentini

Anelize Florêncio Dall’Oppio

Eliana Ribas Rocha

Cícera Aucioneide Teixeira de Oliveira

Priscila Silva Araujo

Projeto apresentado à Escola Edutec,

com requisito parcial para conclusão do

Módulo Treinamento e Desenvolvimento

ORIENTADORA: Profª: Renata Marques Alves

INTRODUÇÃO

Os primeiros grupos humanos, em geral nômades, não conheciam a moeda e recorriam às trocas diretas de objetos (chamada de escambo) quando desejavam algo que não possuíam.Esses grupos,basicamente, praticavam uma exploração primitiva da natureza e se alimentavam por meio da pesca,caça e coleta de frutos.Num ambiente de pouca diversidade de produtos, o escambo era viável.

A primeira revolução agrícola foi modificando o sistema baseado no escambo. A vida nômade foi gradativamente cedendo lugar para sedentária e a produção passou a diversificar-se com a introdução de utensílios de trabalho. A divisão social do trabalho começa a se manifestar e os integrantes do grupo ganham funções específicas como guerreiros, agricultores, pastores, artesãos e sacerdotes Dessa maneira, a divisão do trabalho provocou sensíveis mudanças na vida social. A atividade econômica tornou-se mais complexa A partir de então, alguns bens de aceitação são eleitos como intermediários de trocas, exercendo, portanto, função de moeda

Entre os bens usados como moeda estão o gado, que tinha a vantagem, de multiplicar-se entre uma troca e outra — mas, por outro lado, o sal na Roma Antiga; o dinheiro de bambu na China; o dinheiro em fios na Arábia. Com o tempo, as moedas-mercadorias foram sendo descartadas. Os metais preciosos passaram a sobressair por terem uma aceitação mais geral e uma oferta mais limitada, o que lhes garantia um preço estável e alto. Em cada transação, os metais preciosos deveriam ser pesados para se determinar seu valor. Esse problema foi resolvido com a cunhagem, quando era impresso na moeda o seu valor

Os primeiros metais utilizados como moeda foram o cobre, o bronze e, notadamente, o ferro. Por serem, ainda, muito abundantes, não conseguiam cumprir uma função essencial da moeda que é servir como reserva de valor. Dessa maneira, os metais não nobres foram sendo substituídos pelo ouro e pela prata, metais raros e de aceitação histórica e mundial. O desenvolvimento de sistemas monetários demandaram o surgimento de um novo tipo de moeda: a moeda-papel. A moeda-papel veio para contornar os inconvenientes da moeda metálica (peso, risco de roubo), embora valessem com lastro nela. Assim surgem os certificados de depósito, emitidos por casas de custódia em troca do metal precioso nela depositado

A passagem da moeda-papel para o papel-moeda é tida como uma das mais importantes e revolucionárias etapas da evolução histórica da moeda A falência do sistema privado de emissões (quando, em diversos momentos da História, todos resolviam reconverter seus papéis-moeda em metais preciosos) levou o Estado a controlar o mecanismo das emissões e a exercer seu monopólio. Após o uso de diversos sistemas de conversão que se mostraram fracassados, os sistemas monetários de quase todos os países, depois da grande depressão gerada pela crise de 1929-33, com a exceção dos Estados Unidos — que mantiveram o lastro metálico proporcional até 1971 —, adotaram o sistema fiduciário. Hoje, esses sistemas apresentam inexistência de lastro metálico, inconversiblidade absoluta e monopólio estatal das emissões Desenvolve-se, juntamente com a moeda fiduciária, a chamada moeda bancária, escritural (porque corresponde a lançamentos a débito e crédito) ou invisível (por não ter existência física). O seu desenvolvimento foi acidental (LOPES e ROSSETTI, 1991), uma vez que não houve uma conscientização de que os depósitos bancários, movimentados por cheques, eram uma forma de moeda. Eles ajudaram a expandir os meios de pagamento através da multiplicação de seu uso. Hoje em dia, a moeda bancária representa a maior parcela dos meios de pagamento existentes e aumentou-se as fraudes e golpes feitas através de cheques, cartões de créditos e falsificações de cédulas e moedas.

TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

ÍNDICE

1 LISTA DE FIGURAS..........................................................................................................01

2 RESUMO ..................................................................................................................... .....02

3 INTRODUÇÃO.............................................................................................................. ....03

4 OBJETIVOS, PROBLEMA E METODOLOGIA..........................................................05

5 CAPÍTULO I – ABORDAGEM NO MOMENTO HISTÓRICO.................................06

6 CAPÍTULO II – IDENTIFICAR FRAUDES.................................................................34

7 CAPÍTULO III – COMO PROCEDER DIANTE DE TODOS OS TIPOS DE FALSIFICAÇÕES................................................................................................................41

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................61

9 REFERÊNCIAS ................................................................................................................62

10 ANEXO.............................................................................................................................63

11 FECHAMENTO..............................................................................................................64

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 - peixe e mãos.....................................................................07

FIGURA 2 - gado................................................................................08

FIGURA 3 - sal.................................................................................08

FIGURA 4 - tecido...............................................................................08

FIGURA 5 - cacau.........................................................................09

FIGURA 6 - metal..........................................................................09

FIGURA 7 - moeda..................................................................................09

FIGURA 8 - moeda de metal..............................................................10

FIGURA 9 - moedas de metal......................................10

FIGURA 10 - bilhete de banco...................................................11

FIGURA 11 - formatos de dinheiro.....................................11

FIGURA 12 -.cédulas e moedas.......................................12

FIGURA 13 - cheque...........................................................12

FIGURA 14 - oeda.............................................................13

FIGURA 15 - pau-brasil....................................13

FIGURA 16 - 4000 réis, D. Pedro II, de Portugal...................................14

FIGURA 17 - (D. João V, 172.............................................................................15

FIGURA 18 - (Dona Maria I)...........................................................15

FIGURA 19 - Principe D. João, patacão: 960 réis)......................................16

FIGURA 20 - bilhete do primeiro Banco do Brasil, 1810.....................16

FIGURA 21 - (Moeda de cobre, 1818...................................................17

FIGURA 22 - (Cédula, Província da Bahia, 1828).......................17

OBJETIVOS, PROBLEMA E METODOLOGIA

O projeto consistiu em relatar o histórico da origem da moeda no Brasil e no mundo e suas funções de forma clara e objetiva. Em contrapartida, as fraudes e golpes que vitimam pessoas e dicas de prevenção e alternativas de resolução.

A metodologia aplicada na elaboração do projeto consistiu em pesquisa nos meios impressos e eletrônicos, linguagem objetiva e de fácil assimilação com imagens ilustrativas de melhor embasamento e compreensão.

Dificuldades encontradas: elaborar o material pesquisado – conteúdo rico e complexo- sem desviar do objetivo do projeto, mantendo a informação e originalidade do conteúdo com maior compreensão.

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CAPÍTULO I

HISTÓRIA DA MOEDA NO BRASIL

1- ETIMOLOGIA

Etimologicamente, o termo se atribui ao latim moneta, "moeda", o lugar onde se cunhavam moedas em Roma, o templo Juno Moneta.

2- CONCEITO

Unidade representativa de valor aceita como instrumento de troca numa comunidade.A moeda corrente e a que circula legalmente num país. Moedas fortes são as que tem curso internacional, como instrumento de troca e reservas de valor.

3- FUNÇÕES DA MOEDA

Graças a moeda, pode o indivíduo generalizar seu poder de compra e obter da sociedade aquilo que sua moeda lhe da direito, sob a forma que melhor lhe convém. Classificando uma transação comercial em duas fases, uma de venda e outra de compra, a moeda facilita ambas as partes.

Resumindo, e mais fácil ao vendedor de uma colheita achar quem lhe queira comprar parte dela do quem queira troca-la por outros produtos.

4- ORIGEM E HISTORIA ATE O SÉCULO XV:

4.1- AS TROCAS E AS MOEDAS ANTES DA INTRODUÇÃO DOS METAIS:

Hoje em dia, a moeda parece ser uma coisa banal. Mas sua descoberta representou um notável avanço na historia da humanidade.

Antes do surgimento da moeda, todos viviam a procura de novos instrumentos de troca capazes de medir o valor dos bens. Entre os inúmeros meios de troca já testados antes da criação da moeda, os animais têm lugar de destaque. Na Grécia, no século VIII a.C., faziam-se as contas tomando o boi como parâmetro: uma mulher valia de vinte a quarenta cabeças de gado; um homem, cem.

Servindo como meio de pagamento, o sal circulava em vários países (dai vem o termo salário), como exemplo a Libéria, onde trezentos torrões compravam um escravo. Entre as versões primitivas de moeda, as conchas foram , sem duvida, as mais difundidas. Especialmente os cauris (espécie de búzio), que nos séculos XVII e XVIII virou a moeda internacional; metade do mundo entesourava e comprava cauris.

Nessa época, o volume de ouro em circulação na Europa aumentara aproximadamente doze vezes em apenas meio século. Predominam,

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ORIGEM E EVOLUÇÃO DO DINHEIRO

Escambo

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.

Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.

As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.

Moeda-Mercadoria

Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras.

Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.

O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.

O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.

No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.

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Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

Metal

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra.

Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão,agilizando as transações,dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.

Moeda em Formato de Objetos

Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.

Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos.

A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.

Moedas Antigas

Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.

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Ouro, Prata e Cobre

Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou à crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados.

A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor.

Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.

Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.

Moeda de Papel

Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.

No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques.

Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento.

Formatos Diversos

O dinheiro variou muito, em seu aspecto físico, ao longo dos séculos.

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As moedas já se apresentaram em tamanhos ínfimos, como o stater, que circulou em Aradus, Fenícia, atingindo também grandes dimensões como as do dáler, peça de cobre na Suécia, no século XVII.

Embora, hoje, a forma circular seja adotada em quase todo o mundo, já existiram moedas ovais, quadradas, poligonais etc. Foram, também, cunhadas em materiais não metálicos diversos, como madeira, couro e até porcelana. Moedas de porcelana circularam, neste século, na Alemanha, quando, por causa da guerra, este país enfrentava grave crise econômica.

As cédulas apresentam, ainda, inscrições, geralmente na língua oficial do país, embora em muitas delas se encontre, também, as mesmas inscrições em outros idiomas. Essas inscrições, quase sempre em inglês, visam a dar à peça leitura para maior número de pessoas.

Sistema Monetário

O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário. Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária.

Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor.

Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco.

Cheque

Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstratas.

Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários.

O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas, impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco, por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor.

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O Papel-moeda

A 5 de julho de 1853, D. Pedro II sancionou a lei que criava o Banco do Brasil, resultante da fusão dos dois maiores bancos particulares da época, o Comercial do Rio de Janeiro e o Banco do Brasil criado por Mauá. O novo estabelecimento oficial tinha o monopólio ou a exclusividade de emitir papel-moeda em todo o território nacional, mas tal privilégio foi revogado alguns anos depois, concedendo-se também a alguns bancos particulares, como o do Rio Grande do Sul e o Banco Rural e Hypothecario, o poder de emissão, sob garantia de títulos públicos. Em 1862, o banco recupera sua função de emissor único, pondo fim à política de pluralidade bancária. Finalmente, em 1866, o governo transfere ao Tesouro Nacional a capacidade de emitir, passando o Banco do Brasil a atuar como simples banco comercial.

A Moeda na Nova República e na Atualidade

Para enfrentar seus desafios, os governos dos Presidentes José Sarney e Fernando Collor irão praticar sete planos consecutivos de combate à inflação: Cruzado (início de 1986), Cruzadinho (meados de 1986), Cruzado II (final de 1986), Bresser (junho de 1987), Verão (janeiro de 1989), Collor (março de 1990) e Collor 2 (janeiro de 1991). O fracasso ou má condução desses planos levou o país a uma hiperinflação, com a moeda desvalorizada em três decimais duas vezes no período de três anos. Somente em 1994, com a elaboração do Plano Real, durante o governo Itamar Franco, e sua manutenção e desenvolvimento no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o país veio a conhecer uma relativa estabilidade monetária, ora e outra ameaçada pelas sucessivas crises dos mercados internacionais.

O Cruzado

Como medida de combate à inflação, o governo Sarney adota em 1986 novo padrão monetário, o cruzado, equivalente a mil vezes a moeda anterior, o cruzeiro, e representado por Cz$. A exemplo dos procedimentos anteriores, as cédulas do antigo padrão recebem um carimbo com indicação do valor correspondente em cruzados. A efígie do Presidente Juscelino Kubitschek, que figurava nas cédulas de 100.000 cruzeiros, volta a aparecer na nova nota de 100 cruzados.

(100 cruzados, Centenário da Lei Áurea, aço inoxidável,1988)

No lugar das antigas moedas de cruzeiro, foram cunhadas, entre 1986 e 1988, as moedas de aço inoxidável de 50, 20, 10, 5 e 1 centavos; as de 5 e 1 cruzados, que substituíram as cédulas de 5.000 e 1.000 cruzeiros; e, de 1987 a 1988, as de 10 cruzados também em aço. As moedas de 100 cruzados surgiram em 1988 para comemorar o centenário da assinatura da Lei Áurea e traziam a efígie de criança, homem ou mulher negros, junto com a saudação africana Axé. O conjunto de estrelas ao lado do valor simbolizava o número cem, para facilitar a leitura pelos deficientes visuais.

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O Cruzado Novo

No ano de 1989, verifica-se nova desvalorização de três decimais no padrão monetário, que passou a denominar-se cruzado novo, representado por NCz$, procedendo-se à carimbagem das cédulas de 10.000, 5.000 e 1.000 cruzados, que passaram a valer 10, 5 e 1 cruzados novos. Entram em circulação as cédulas de 100 e 50 cruzados novos, homenageando os poetas Cecília Meireles e Carlos Drummond de Andrade e, para comemorar a passagem do centenário da Proclamação da República, a de 200 cruzados novos. No ano seguinte, faz-se a última emissão em papel-moeda desse padrão, a cédula de 500 cruzados novos, que homenageia o naturalista Augusto Ruschi.

Quanto às moedas, ainda em comemoração ao centenário da Proclamação da República, foram cunhadas em 1989 as de prata, no valor de 200 cruzados novos, e as de aço inoxidável, no valor de 1 cruzado novo, com a efígie da República. Entre 1989 e 1990, foram cunhadas moedas de aço inoxidável de 50, 10, 5 e 1 centavos de cruzado novo, tendo no reverso estrelas que simbolizavam os algarismos do valor em braile. Traziam, respectivamente, a figura da rendeira, garimpeiro, jangadeiro e boiadeiro.

O Cruzeiro

Em 1990, nova reforma monetária modificou a unidade do sistema, que volta a denominar-se cruzeiro, sem que houvesse entretanto alteração dos valores. As cédulas de 500, 200, 100 e 50 cruzados novos receberam carimbos apenas para corrigir a designação da moeda. Houve, em seguida, a emissão das cédulas definitivas naqueles valores, salvo das notas de 50 cruzeiros, que foram substituídas por moedas.

Descobrimento da América, prata, 1992)

Em 1992 surge a moeda de 5.000 cruzeiros, em aço inoxidável, dedicada aos 200 anos da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Neste ano também são lançadas as moedas comemorativas do V Centenário do Descobrimento da América e da II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

O Cruzeiro Real

Em 1993, já no governo Itamar Franco, a moeda é novamente desvalorizada em três decimais: o cruzeiro passa a chamar-se cruzeiro real, representado por CR$, com as duas letras grafadas em maiúsculas para diferenciá-lo do Cr$ da unidade anterior. As cédulas de 500.000, 100.000 e 50.000 cruzeiros recebem um carimbo, passando a representar 500, 100 e 50 cruzeiros reais. Nesse mesmo ano surgiram as cédulas definitivas do novo padrão, nos valores de 5.000 e 1.000 cruzeiros reais (originalmente desenhadas para representar 5 milhões e 1 milhão de cruzeiros, que não chegaram a entrar em circulação), a primeira trazendo a figura do gaúcho (acompanhando a série dos tipos regionais) e a segunda, a efígie do educador Anísio Teixeira. Os crescentes índices de inflação, que atingiram mais de 40% em abril de 1994, levaram ao lançamento da cédula de 50.000 cruzeiros reais, mostrando outro tipo regional, a baiana.

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As poucas moedas do padrão cruzeiro real, sempre cunhadas em aço inoxidável, acompanhavam a temática da fauna brasileira: as de 10 cruzeiros reais traziam a figura do tamanduá e a de 5 a da arara. Completando a série, surgiram em fins de 1993 as de 100 e 50 cruzeiros reais com os desenhos do lobo-guará e da onça-pintada, em substituição aos mesmos valores expressos em papel-moeda.

O Real

Tendo a inflação alcançado o alarmante índice de 3.700% nos primeiros onze meses de duração do cruzeiro real, o governo Itamar Franco passou a adotar, a partir de março de 1994, um indexador único da economia, designado Unidade Real de Valor (URV), para estabelecer uma proporção entre salários e preços, que se transformaria em nova moeda quando todos os preços, em tese, estivessem estáveis em termos de URV.

Grande ênfase foi dada às moedas: surgiram na mesma data, nos valores de 1 real e de 50, 10, 5 e 1 centavos, cunhadas em aço inoxidável, tendo numa das faces a efígie da República. Meses depois, dada à escassez de troco, tornou-se necessária a cunhagem de moedas de 25 centavos, também de aço inoxidável, com os mesmos elementos das demais, porém com o desenho alterado para permitir melhor identificação.

TABELA DAS ALTERAÇÕES DA MOEDA BRASILEIRA

Quadro sinótico com histórico de todas as transformações que passou o nosso

sistema monetário desde 1942 (o que não ocorre em países de primeiro mundo).

Denominação Símbolo Período de Vigência Paridade em relação à moeda anterior Extinção de centavos Fundamento Legal

Cruzado Cz$ 28.02.1986 a 15.01.1989 1.000 cruzeiros = 1,00 cruzado - Decreto-Lei nº. 2.283 de

27.02.1986

Cruzado novo NCz$ 16.01.1989 a 15.03.1990 1.000 cruzados = 1,00 cruzado novo - MP nº. 32 de 15.01.1989,

convertida na Lei nº. 7.730 de 31.01.1989

Cruzeiro Cr$ 16.03.1990 a 31.07.1993 1,00 cruzado novo = 1,00 cruzeiro - MP nº. 168 de 15.03.1990, convertida na Lei nº. 8.024 de 12.04.1990

Cruzeiro Real CR$ 01.08.1993 a 30.06.1994 1.000 cruzeiros = 1,00 cruzeiro real - MP nº. 336 de 28.07.1993, convertida na Lei nº. 8.697 de 27.08.1993, e Resolução BACEN

nº. 2.010 de 28.07.1993

Real R$ Desde 01.07.1994 vide notas * - Lei nº. 8.880 de 27.05.1994 e Lei

nº. 9.069 de 29.06.1995

CRONOLOGIA

1986 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzado", com valor mil vezes maior.

1989 - A desvalorização do "cruzado" levou à criação do "cruzado novo", com valor 1.000 vezes maior.

1990 - O cruzado novo volta a chamar-se "cruzeiro".

1993 - A desvalorização do "cruzeiro" levou à criação do "cruzeiro real", com valor 1.000 vezes maior.

1994 - A desvalorização do "cruzeiro" real levou à criação do "real", com valor 2.750 vezes maior.

1998 - Lançada em junho a 2ª família de moedas do "real".

CAPÍTULO II

FRAUDES, ESPÉCIES E CHEQUES

Cuidados no Recebimento de Cheques

O recebimento do cheque exige alguns cuidados:

Solicite o RG para conferir assinatura e foto.

Sempre que necessário, solicite o cartão do Banco para conferir a assinatura.

Verifique se há rasuras.

Confira o preenchimento do cheque, observando o valor escrito por extenso e o numérico.

Não aceite cheques previamente assinados ou preenchidos.

Não aceite cheques com valor maior que o da compra.

Não troque cheques de terceiros por dinheiro e não aceite cheques de terceiros.

Não aceite cheques provisórios (cheque expresso não é considerado provisório).

Desconfie de cheques amarelados

Fique atento ao comportamento do emitente.

Obs: Mesmo com valores pequenos, proceda da mesma maneira.

Ao receber o cheque, confira:

Verifique se o código do Banco e o número do cheque no alto da folha conferem com os números impressos no campo CMC7, localizado na parte inferior do cheque.

No cheque devem estar anotados:

• Na frente: o número de autorização fornecido pela Telecheque.

• No verso: o endereço completo e o telefone do emitente, caso você não possua o cadastro deste.

Observe também o RG do emitente:

• Veja se a foto foi sobreposta ou substituída.

• A cor da tinta com a digital é preta, não pode estar borrada ou escorrida e tem que estar dentro do espaço a ela reservada.

• O papel do RG é um papel moeda: nítido em todos os detalhes.

• Informações como o bairro, vila, ou região não aparecem.

• A data de nascimento contida no RG subtraída da data de emissão é igual a idade do portador na foto.

• Observe a foto do RG é mesmo do emitente.

• Filiação: o nome do pai vem sempre seguido do nome da mãe.

• O nome da cidade vem sempre antes da sigla do estado.

• Em documentos mais recentes, a foto está perfurada com as iniciais do órgão expedidor

Como proceder:

Se o cheque for autorizado:

• Anote na frente o código de autorização fornecido pela Telecheque.

• Deposite os cheques para pagamento à vista até o primeiro dia útil subsequente a data de emissão, ou no caso de predatados, no dia de seu vencimento.

• Os cheques devem estar dominais a sua empresa.

• Deposite os cheques na conta corrente da sua empresa ou na conta de seu sócio- gerente (diretor).

Se o cheque não for autorizado:

• Lembre-se sempre que o consumidor merece respeito. Portanto, evite situações constrangedoras.

• Tente orientá-lo para uma outra alternativa de pagamento, evitando deixar seu cliente insatisfeito e, assim, perder a venda.

Importante: Os cheques autorizados não podem ser repassados a terceiros sob pena de perda da garantia contratual.

Se o cheque for devolvido:

• Endosse o cheque (assinatura e carimbo).

• Encaminhe o cheque autorizado à Telecheque, acompanhado da solicitação de ressarcimento – formulário fornecido por nós – observando as regras básicas de ressarcimento.

Como fazer Consultas na TeleCheque

Importante:

Em consultas automatizadas, nunca digite o C3 depois do número do cheque.

É necessário anotar no verso do cheque o código de autorização fornecido pela atendente/sistema.

São garantidos cheques consultados e autorizados pela TeleCheque®, de acordo com as condições contratuais.

Algumas respostas são vinculadas a valores pré-estabelecidos em contrato.

APRESENTAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DE PAPEL MOEDA FALSIFICADO

Cédulas Suspeitas de Falsificação - Como Agir:

No recebimento de uma cédula observar sempre os principais elementos de segurança: a marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente. Verifique também o relevo e a textura do papel.

A maioria das cédulas falsas não possui marca d'água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. Parte das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor.

Importante

As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo Governo. O Banco Central apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio dos bancos.

Crime

A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

Como proceder no caso de receber uma cédula suspeita:

a) de um terminal de auto-atendimento ou caixa eletrônico:

• dentro de uma agência bancária e durante o expediente - neste caso é indispensável retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências. Se não obtiver solução satisfatória com o gerente do banco o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência.

• fora de uma agência ou do horário do expediente bancário - o cidadão deve retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e procurar em seguida uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência. Na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.

b) numa transação do dia-a-dia:

• Caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma. É fundamental sempre recomendar ao dono do exemplar suspeito que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central do Brasil para solicitar o exame do referido exemplar.

1. Observe a marca d'água. Cerca de 60% das cédulas falsas retidas pelo Banco Central não apresentam marca d'água.

• Segure a cédula contra a luz, olhando para o lado que contém a numeração. Observe na área clara à esquerda, as figuras que representam a República Bandeira Nacional, em tons que variam do claro ao escuro.

• As cédulas de R$50,00 e R$100,00 apresentam como marca d'água apenas a figura da República.

• As cédulas de R$1,00, R$5,00 e R$10,00 podem apresentar como marca d'água a figura da República ou a Bandeira Nacional.

• A cédula de R$2,00 apresenta como marca d'água apenas a figura da tartaruga marinha com o número 2.

• A cédula de R$20,00 apresenta como marca d'água apenas a figura do mico-leão-dourado com o número 20.

Observando o lado da cédula que contém a numeração, olhe a partir do canto inferior esquerdo, colocando-a na altura dos olhos, sob luz natural abundante: ficarão visíveis as letras "B" e "C".

3. Observe a estrela do símbolo das Armas Nacionais nos dois lados da cédula.

• Olhando a nota contra a luz, o desenho das Armas Nacionais impresso em um lado deve se ajustar exatamente ao mesmo desenho do outro lado.

4. Sinta com os dedos o papel e a impressão.

• O papel legítimo é menos liso que o papel comum.

A impressão apresenta relevo na figura da República (efígie), onde está escrito "BANCO CENTRAL DO BRASIL" e nos números do valor da cédula.

5. Sempre que possível, compare a cédula suspeita com outra que se tenha certeza ser verdadeira.

Moedas:

Características Técnicas:

Valor Facial

R$ Diâmetro

mm Peso

g Espessura

mm Bordo Material

0,01 17,00 2,43 1,65 liso Aço revestido

de cobre

0,05 22,00 4,10 1,65 liso Aço revestido

de cobre

0,10 20,00 4,80 2,23 serrilhado Aço revestido

de bronze

0,25 25,00 7,55 2,25 serrilhado Aço revestido

de bronze

0,50

(1998 a 2001) 23,00 9,25 2,85 legenda * ORDEM E

PROGRESSO * BRASIL Cuproníquel

0,50

(2002 em diante) 23,00 6,80 2,85 legenda * ORDEM E

PROGRESSO * BRASIL Aço inoxidável

1,00

(1998 a 2001) 27,00 7,84 1,95 Serrilha

intermitente Cuproníquel (núcleo)

e Alpaca (anel)

1,00

(2002 em diante) 27,00 7,00 1,95 Serrilha

intermitente Aço inoxidáve

Em 1997, começaram a entrar em circulação notas de 1, 5 e 10 reais com pequenas alterações em relações às anteriores. Uma medida tomada pelo Banco Central porque, com a estabilidade econômica e o fortalecimento da nossa moeda, aumentou o interesse por falsificações. Com estas mudanças, buscou-se ainda maior confiabilidade nas notas brasileiras e economia.

Aos poucos, as notas antigas foram sendo substituídas, mas ainda é possível encontrar exemplares em circulação. Caso você ainda venha a receber notas lançadas anteriormente, não se preocupe. Elas continuam valendo.

Veja abaixo detalhes das modificações.

R$ 1,00

1994 - 1997

1997 – 2003

A marca d´água deixou de ser a efígie da República, passando a ser a bandeira nacional.

O papel ficou mais fino e o fio de segurança foi suprimido.

A impressão do outro lado da nota (beija-flor) está mais lisa.

A PARTIR DE 2003

Em setembro de 2003, a cédula de 1 real passou a circular com novas alterações (ver Mudanças nota 1 real - 2003), sendo que todas as estampas anteriores continuam valendo e serão substituídas.

________________________________________

R$ 5,00

1994 - 1997

A PARTIR DE 1997

A marca d´água deixou de ser a efígie da República, passando a ser a bandeira nacional. O papel está mais fino e o fio de segurança foi suprimido.

R$ 10,00

1994 - 1997

A PARTIR DE 1997

A marca d´água deixou de ser a efígie da República, passando a ser a bandeira nacional e o papel está mais fino.

EXEMPLOS E DICAS SOBE CHEQUES FALSOS, CLONADOS OU ADULTERADOS

Estes são alguns dos mais comuns sistemas de clonagem, falsificação e adulteração de cheques:

• Clonagem pura: utilizando dados extraídos de um cheque roubado ou simplesmente os dados bancários "roubados" de alguém, os golpistas podem clonar (fazer cópias de boa qualidade ou, às vezes, redesenhar) talões inteiros de cheques imprimindo-os com uma impressora a jato de tinta ou laser de boa qualidade.

• Folhas Brancas: os golpistas adquirem folhas originais de cheques em branco (sem os dados de agência, conta etc...), normalmente roubadas de gráficas, agências ou caixas automáticos. Usando uma impressora a jato ou laser, completam as folhas com dados obtidos através de cheques ou documentos roubados e depois as utilizam em conjunto com documentos falsos ou roubados.

• Raspadinha: com uma lamina de barbear são raspados alguns números de série do cheque roubado e são colocado no lugar outros números, normalmente utilizando "caracteres removíveis adesivos".

• Caneta que Apaga: na hora de preencher o cheque o golpista oferece uma caneta hidrográfica do tipo que apaga facilmente com uma simples borracha (à venda em papelarias), como se fosse lápis. Depois é só ele apagar e trocar o valor original por um maior, deixando a assinatura.

• Lavagem: usando um cotonete e cândida (ou outro produto químico) os golpistas apagam o valor escrito no cheque e depois escrevem o novo valor (procedimento quase impossível hoje, por causa das medidas de segurança no papel do cheque).

• Cirurgia de cheque: usando um bisturi os golpistas retiram uma lâmina do papel do cheque com os números de série de cheques roubados e depois colam

partes de outra folha de cheque do mesmo banco, modificando assim os números de série. Desta maneira o cheque não será bloqueado automaticamente.

• Aproveitamento de espaço: o golpista aproveita espaços deixados no preenchimento do cheque para alterar o valor. Assim um cheque de 50 R$ pode virar um cheque de 150 R$ ou de 500 R$. O nome do beneficiário também pode ser alterado da mesma forma, para aproveitar cheques roubados de malotes. Tem casos nos quais estas alterações são muito grosseiras.

• Maquina de escrever: cheques preenchidos com maquina de escrever que utiliza fita plástica são fáceis de adulterar pois os caracteres e valores podem ser facilmente apagados e substituídos.

• Recorte: usando um bisturi ou lâmina de barbear é recortado o cheque de maneira que possa ser aproveitada a parte onde tem a assinatura (e às vezes a parte com os números de série). Depois é recortada de uma outra folha a parte que falta e assim o golpista terá um cheque assinado em branco

CHEQUES CLONADOS

Em relação a fraudes com lavagem do cheque, vale notar que hoje a maioria dos cheques tem uma característica de segurança contra lavagem com produtos a base de hipoclorito de sódio (cândida) ou álcool. Quando em contato com estas substâncias, aparece a escrita "ANULADO" ou "NULO" (chamada de "Fundo Nulo").

Existe determinação do Banco Central que diz que todos os cheques devem ter tintas reagentes a solventes orgânicos e inorgânicos (cloro, acetona, benzina, éter, álcool ...). A utilização destas substâncias, para tentar apagar dados contidos no cheque, provoca manchas e borrões que não podem ser eliminados ou consertados, invalidando o cheque de forma definitiva.

Normalmente os cheques de melhor qualidade, de um ponto de vista da segurança, são aqueles que tem duas linhas de segurança, uma em correspondência a onde se escrevem os valores em números e outra aproximadamente na metade do espaço onde se escreve o valor em letras.

PÁGINA 56

Alguns cheques, sobretudo de bancos ou divisões "de elite", já vem com marcas d'água no papel para limitar mais ainda possíveis clonagens e outras adulterações.

Os bancos, em sua maioria, investem constantemente e consistentemente no desenvolvimento dos sistemas de segurança usados nos próprios meios de pagamento, entre os quais os cheques. Quase sempre além das determinações do BC. Existe um interesse explícito dos bancos em reduzir ao máximo a possibilidade de fraudes, que afetam suas operações e imagem, além de gerar desgaste com os clientes.

Precauções gerais a serem tomadas com cheques para evitar problemas:

Precauções para quem emite o cheque:

• Use somente a sua caneta e nunca aceite a de estranhos.

• Sempre que possível emita cheques nominais e cruzados.

• Evite emitir cheques de valor pequeno.

• Atrás de cada folha de cheque emitido escreva para o que é o pagamento e assine de novo.

• Ao preencher o cheque, deixe o menor espaço possível entre um palavra e outra.

• Faça um risco no espaço que sobra no preenchimento do cheque e nunca deixe espaços em branco.

• Faça letras grandes, ultrapassando os limites das linhas de preenchimento.

• Escreva tanto o valor numérico quanto o por extenso o mais próximo possível do canto esquerdo de cada linha.

• Nunca deixe outras pessoas preencherem o seu cheque, sempre o faça sozinho e com sua caneta.

• Evite quanto mais possível passar cheques a taxistas, postos de gasolina, vendedores de zona azul, guardadores de carro e ambulantes em geral.

• Sempre que possível evite dar cheques pré-datados pois estes podem ser repassados a terceiros.

• Não use maquinas de escrever com fita plástica para preencher os cheques.

Precauções para quem recebe o cheque:

• Tente raspar com a unha qualquer parte escrita em preto no cheque (por exemplo o nome do cliente ou o numero do cheque). Se ficar tinta preta na unha é sinal de possível cheque adulterado.

• Não aceite cheques rasurados, borrados ou com manchas.

• Confira sempre os dados pessoais e a assinatura solicitando a identidade e o cartão do banco do cliente que apresenta o cheque.

• Coloque o cheque contra a luz para verificar se houve colagem de partes. Também pode tentar dobrar o cheque e depois faça escorrer as laterais ... se for colado provavelmente descolará. Também repare na linha lateral de segurança (ou "linha louca"), se for interrompida ou com descontinuidade é sinal de colagem.

• Verifique contra a luz a existência do "registro coincidente", uma imagem ou desenho impressa em ambas as faces do cheque e que deve se sobrepor perfeitamente olhando contra luz.

• Repare se o papel do lado esquerdo do cheque é micro-serrilhado (indicando que foi destacado do talão). Se não for é sinal que o cheque é provavelmente falso ou clonado.

• Repare nos pequenos detalhes impressos na folha (nome do banco na "linha louca", números e caracteres pequenos etc...). As impressoras e copiadoras raramente os reproduzem fielmente.

• Não aceite cheques com aparência muito velha, amarelados ou desgastados. Pode ser um sinal de contas inativas.

Medidas que são aconselhadas para o comércio e varejo em relação a aceitação de pagamentos com cheques:

• Criação de normas para recebimento de cheques, inserindo cláusulas que despertem a atenção dos funcionários para documentos falsificados grosseiramente bem como para a necessidade de coibir-se a ação dos funcionários desonestos ou pouco atentos.

• Consultar sempre o SPC ou serviço equivalente de proteção ao crédito.

• É de extrema utilidade manter um cadastro completo de todos os clientes, também para venda com cheques.

• Exigir comprovante de endereço e checar a veracidade.

• Se possível verificar "passagens" de cheques do CPF do cliente junto aos órgãos de proteção ao crédito. Muitas passagens em curto período de tempo são sinal de perigo.

• Exigir comprovante de renda e checar a veracidade (ligar para a empresa e se necessário fazer consulta jurídica para confirmar a idoneidade da empresa).

• Checar a autenticidade dos documentos (CPF e RG). Há milhões de documentos falsos circulando no País. Se o comerciante tiver dúvidas, ligue para um serviço de identificação ou validação de documentos falsos.

• Cuidado com cheques clonados ou adulterados que não aparecem nas consultas. Se houver suspeita, ligue para o próprio banco emissor.

• Desconfie de folhas de cheque soltas, sem o talão. Quando a folha for retirada do talão tente verificar se a "linha louca" não seja repetida igual em outras folhas (sinal de clonagem). A "linha louca" ou "linha de segurança" é aquela série de desenhos lineares verticais, com o nome do banco impresso em letras pequenas, que se encontra no lado direito de cada cheque, cada folha deve ter uma combinação de linhas diferente.

• Tenha cuidado redobrado com cheques de contas recentes. O risco é ainda maior se a venda for com cheques pré-datados.

• Desconfie quando a pessoa der apenas o telefone celular.

• Verifique se o endereço da pessoa confere com o endereço de seu telefone fixo (lista telefônica ou o 102 podem ser úteis).

• Evite cheques de terceiros, trocar cheques por dinheiro ou devolver troco de cheques.

• Não conceda crédito ou aceite cheque em valor incompatível com a renda do cliente.

• Observe a reação do cliente quando estiver realizando consultas ou checando documentos. Se a pessoa se mostrar inquieta ou nervosa, faça perguntas adicionais e verifique tudo melhor.

• Cuidado dobrado em feriados e finais de semana. São as datas preferidas para golpes com cheques roubados.

• Ninguém é obrigado a conceder crédito ou aceitar cheques de quem não lhe pareça confiável. Trate muito bem seu cliente, respeite seus direitos de consumidor e nunca coloque-o em situação constrangedora, mas reserve-se o direito de só realizar vendas seguras.

Perfis de Golpistas usando Cheques

Perfil dos mais comuns tipos de golpistas com cheques, com indicação, por cada tipo, do código no sistema de compensação com o qual o cheque "furado" costuma voltar para o comerciante.

1 - Conta Fechada (Cod. 25)

Perfil: Maduro(a), aparenta boa posição social.

O golpista (geralmente novo na "profissão" e em desespero) fecha uma conta que ele vinha mantendo há um bom tempo, porém quando o gerente do banco solicita os talões que ele tinha em casa, ele alega tê-los jogados fora. Espera o prazo de encerramento oficial de conta e começa a passar os cheques que tem em casa.

Este tipo de golpista é difícil de ser detectado preventivamente, a consulta do CPF resulta como "nada-consta", e geralmente a pessoa inspira confiança. Porém este tipo de golpista sempre dá um telefone ou endereço errado e tem um volume grande de cheques na praça. Se o sistema de informação do comerciante utilizar cadastro telefônico e passagens, é possível que seja pego. Este caso é passível de representação criminal e é fácil provar o estelionato, é só ir ao banco e solicitar declaração da data de encerramento de conta.

2 – Conta Nova (Cod. 12 ou 13)

Perfil: Bem-apresentado, geralmente usa muito ouro e roupas de grife, sem idade definida.

O golpista abre conta em vários bancos e pede talões em todos. Levando em conta que cada banco pode fornecer 20 folhas por talão, abrindo conta em 4 bancos, no final de um mês ele no mínimo terá 80 folhas, e em 4 meses 320 folhas (vale lembrar que há bancos que liberam talões quinzenalmente e outros que liberam mais de um talão por vez).

Quando os bancos param de fornecer talões por falta de compensação dos já fornecidos, ele começa a 2ª parte do golpe: Conseguir alugar um imóvel na praça onde será dado o golpe, para conseguir comprovante de residência e lugar para por as compras (ele também compra materiais de construção e acabamento e este tipo de comerciante acha que está livre de golpes quando faz a entrega na casa do cliente), telefone fixo para que, na hora da consulta, o endereço e assinante confiram com os dados da consulta, etc...

Usa artifícios como fingir que está tendo uma discussão com alguém no celular, ou pressiona o caixa dizendo que está com pressa e, se a consulta for demorada, ele irá embora. Isso, mesmo que não pareça, é muito eficaz para fazer com que o caixa não repare na data de abertura de conta. Tudo é obviamente mais fácil se o funcionário não tiver nenhum treinamento específico para receber cheques.

Este golpe é mais fácil de ser percebido. Treine seu funcionário para sempre conferir a data de abertura da conta, e não aceitar cheques de contas com menos de 6 meses. Sistemas que informam passagens e cheques-pré, eliminam 95% das chances deste golpista ter sucesso. Isso porque este tipo de golpe nunca é aplicado em uma só vítima. Juizados de pequenas causas podem resolver o problema. Em até 48hs ele poderá ser intimado e terá mais 72hs para cumprir com a dívida, do contrário, seus bens serão dados como pagamento. Se preferir dar Notícia de Crime na delegacia local não se esqueça que qualquer ação só pode ser tomada após a reapresentação do título (cod. 12).

3-Do Cliente da Casa (Cod.12, 13 ou 21)

Perfil: Cliente acima de qualquer suspeita, você já o chama pelo nome.

O indivíduo é um bom pagador, porém a situação financeira muda e ele se vê num terrível dilema: ou dá o golpe na praça ou deixa a família sem comida (e também sem roupas novas, gasolina no tanque, jóias,etc...).

Como não tem experiência ele age onde é mais fácil, ou seja, onde já tem ficha cadastral e todo mundo o conhece.

Há também o que susta o cheque após o cheque já ter compensado pela primeira vez sem fundos, para evitar que sua conta seja bloqueada depois da reapresentação (cod. 12).

Tal golpe merece representação criminal. Reclame seus direitos como no "golpe da conta nova".

4 – Cheque Sustado (Cod. 21 ou 28)

Perfil: Quer impressionar. Anda muito bem vestido(a), usa muito ouro, roupas e bolsas de grifes.

Ele faz tudo o que se faz no golpe da "Conta Nova", com a diferença que tem uma conta antiga, e dá sempre telefone celular ou tipo "Embratel/Vesper".

A tática deste golpista é de sustar todos os cheques alegando geralmente furto ou assalto e registrando ocorrência. Desta maneira consegue manter o CPF sempre limpo.

Este tipo de cheque, contrariando o que parece, geralmente é mais simples de receber do que os devolvidos com os códigos 12 e 13.

5 – Do Esquecido (Cod. 29)

Perfil:Bom"papo",não tem pressa para nada, nunca tem cheque do Bradesco e outros bancos que desbloqueiam automaticamente.

Este tipo de golpista solicita o talão via AR (correio), simplesmente não desbloqueia e vai para dar o "golpe do esquecido".

NOTA: Segundo a lei uniforme 7357/85, o cheque devolvido com código 29 não deve ser cobrado e sim reapresentado como se fosse código 11. O banco tem a obrigação de desbloqueá-lo automaticamente e caso este não tenha fundos, devolvê-lo pela alínea 12. Infelizmente boa parte dos bancos não obedece a legislação mantendo os cheques bloqueados e devolvendo-os aos comerciantes.

6 - Cheque Roubado (Cod. 28)

Perfil: Inquieto, está sempre com pressa, procura pressionar o comerciante para que este não consulte o cheque ou o telefoneinformado.

Geralmente este tipo de golpe ocorre nos fins de semana, pois a informação de sustação dos cheques só chega nos bancos na Segunda – Feira às 10 horas.

O golpista roubou (ou recebeu roubados) os cheques, as vezes junto com o RG. Como primeira providência verifica se o CPF está limpo consultando-o previamente. Depois, se ele tiver também o RG roubado, com um estilete ele retira a foto da vítima ou cola a sua por cima e plastifica a carteira novamente. Como alternativa utiliza um RG completamente falso, eventualmente clonando os dados da vítima. Por fim, combina com um comparsa o número de telefone a ser usado para confirmar os dados e o que será dito (geralmente o telefone é de orelhão).

CAPÍTULO III – ASPECTOS PREVENTIVOS

APRESENTAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DE PAPEL MOEDA FALSIFICADO

Cédulas Suspeitas de Falsificação - Como Agir:

No recebimento de uma cédula observar sempre os principais elementos de segurança: a marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente. Verifique também o relevo e a textura do papel.

A maioria das cédulas falsas não possui marca d'água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. Parte das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor.

Importante

As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo Governo. O Banco Central apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio dos bancos.

Crime

A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

Como proceder no caso de receber uma cédula suspeita

a) de um terminal de auto-atendimento ou caixa eletrônico:

• dentro de uma agência bancária e durante o expediente - neste caso é indispensável retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências. Se não obtiver solução satisfatória com o gerente do banco o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência.

• fora de uma agência ou do horário do expediente bancário - o cidadão deve retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e procurar em seguida uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência. Na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.

b) numa transação do dia-a-dia:

Caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma. É fundamental sempre recomendar ao dono do exemplar suspeito que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central do Brasil para solicitar o exame do referido exemplar.

Procedimentos de segurança com Cartões de Crédito

REFERÊNCIAS

www.bcb.gov.br

www.blindagemfiscal.com.br

www.colecionismo.com.br

www.eduquenet.net

www.fraudes.org.br

www.jcpaes.hpg.com.br

www.monitordasfraudes.com.br

www.portalsanfrancisco.com.br

www.sociedadedigital.com.br

www.telecheque.com.br

Sites da Redecard,Visanet e American Express

ANEXO

Apresentação:

Abertura: Cícera

Boa Noite! Meu nome é Cícera, somos do curso de Recursos Humanos.Apresentaremos o projeto voltado para fraudes e seus vários tipos, porém focamos nos papel moedas, cheques, cartões de crédito e débito. No decorrer do nosso trabalho, relataremos sobre fatos históricos do surgimento da moeda, como identificar notas e cheques falsos e como se prevenir de alguns golpes.

1ª parte:

História – Ana Paula

A história e surgimento da moeda – o escambo como troca de mercadoria e funções (moeda) desde a colonização até os dias atuais

2ª parte:

Papel Moeda – Anelize

O histórico e seu surgimento:aspectos positivos e influências culturais, econômicas e até regiliosas.

3ª parte:

Cheques – Priscila

O histórico do surgimento dos cheques como forma de pagamento no mercado financeiro e golpes cometidos através de sua emissão.

4ª parte:

Cartões – Amanda

O histórico dos cartões de débitos: identificação de golpes ocorridos também na internet.

5ª parte:

Como agir – Eliana

Como identificar e se prevenir diante de fraudes, golpes e a quem recorrer.

Fechamento: Cícera

O intuito da nossa apresentação foi orientar, alertar quanto a importância de estarmos cientes aos riscos que corremos no dia a dia e que passa tão despercebido no nosso cotidiano. Com nossas dicas todos poderão se prevenir e também saberá como agir caso se depare com essa situação. É válido lembrar que nosso projeto é fruto de uma pesquisa elaborada com muito cuidado, para que todas essas informações sejam seguras. Nós estamos disponibilizando um e-mail onde vocês poderão enviar perguntas que serão respondidas durante a semana.

Muito Obrigada pela atenção de todos e tenham um boa noite.

*Tempo estimado para a apresentação: 30 minutos.

*Figurino: Esporte Chique Básico (calça preta e blusa branca)

CAPITULO III

APRESENTAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS NO RECEBIMENTO DE PAPEL MOEDA FALSIFICADO

Cédulas Suspeitas de Falsificação - Como Agir:

No recebimento de uma cédula observar sempre os principais elementos de segurança: a marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente. Verifique também o relevo e a textura do papel.

A maioria das cédulas falsas não possui marca d'água. O fato do papel ser verdadeiro, porém, não garante que a cédula seja autêntica. Parte das falsificações do Real são obtidas a partir da lavagem de cédulas de menor valor.

Importante

As notas falsas não são trocadas pelo Banco Central ou pelo Governo. O Banco Central apenas examina se elas são verdadeiras ou não. O dinheiro suspeito pode ser apresentado, para exame, diretamente no Banco Central ou por intermédio dos bancos.

Crime

A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de 3 a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade, mesmo que a tenha recebido de boa fé, pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

Como proceder no caso de receber uma cédula suspeita

a) de um terminal de auto-atendimento ou caixa eletrônico:

• dentro de uma agência bancária e durante o expediente - neste caso é indispensável retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e encaminhar-se ao gerente da agência para pedir providências. Se não obtiver solução satisfatória com o gerente do banco o cidadão deve procurar uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência.

• fora de uma agência ou do horário do expediente bancário - o cidadão deve retirar um extrato que comprove o saque, preferencialmente no mesmo terminal, e procurar em seguida uma delegacia policial mais próxima (Civil ou Federal) para registrar uma possível ocorrência. Na primeira oportunidade, dirigir-se ao gerente de sua agência bancária para pedir providências.

b) numa transação do dia-a-dia:

Caso tentem lhe passar uma cédula ou moeda que, após observação dos elementos de segurança e/ou comparação com uma cédula legítima apresente sinais evidentes de que pode se tratar de uma falsificação, é um direito do cidadão recusar o recebimento da mesma. É fundamental sempre recomendar ao dono do exemplar suspeito que procure uma agência bancária ou uma representação do Banco Central do Brasil para solicitar o exame do referido exemplar.