Trabalho Completo A Importancia Da Contabilidade Gerencial Do Processo Decisório Aplicada A Clientes De Um Escritorio Contabil

A Importancia Da Contabilidade Gerencial Do Processo Decisório Aplicada A Clientes De Um Escritorio Contabil

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Categoria: Outras

Enviado por: CamillaBusarello 14 junho 2013

Palavras: 10629 | Páginas: 43

CAMILLA BUSARELLO A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NO PROCESSO DECISÓRIO APLICADA A CLIENTES DE UM ESCRITÓRIO CONTABIL BLUMENAU 2011

CAMILLA BUSARELLO A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NO PROCESSO DECISÓRIO APLICADA A CLIENTES DE UM ESCRITÓRIO CONTABIL Projeto de estágio Supervisionado, apresentado como requisito parcial para a conclusão de curso de ciências contábeis do Instituto Blumenauense de Ensino Superior – IBES Orientador: Prof. Eli Teresinha Biscaro BLUMENAU 2011

CAMILLA BUSARELLO A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NO PROCESSO DECISÓRIO APLICADA A CLIENTES DE UM ESCRITÓRIO CONTABIL Trabalho aprovado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciências Contábeis – IBES SOCIESC, pela comissão formada pelos professores: ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________

RESUMO Este trabalho descreve a contabilidade como instrumento maior da administração, principalmente a contabilidade gerencial, já que é através desta que o empresário pode tomar suas decisões com maior segurança. O trabalho apresenta uma pesquisa nos clientes optantes pela tributação no lucro real em um escritório contábil sobre a utilização da contabilidade gerencial no seu processo decisório. A pesquisa será abordada quantitativamente caracterizando como descritiva e fundamentada através de livros, revistas, sites devidamente citados. Os dados foram analisados com base nas perguntas respondidas pelas empresas, apresentados em forma de gráficos para melhor entender a sua posição com relação a contabilidade gerencial. Demonstrando que através de um bom sistema de informação para a elaboração de relatórios eficientes para o melhor acompanhamento do negócio, e a utilização de ferramentas estratégicas proporcionam aos usuários melhores resultados para sua tomada de decisão. Palavras-Chave: Contabilidade Gerencial. Tomada de decisão. Planejamento. Controle.

ABSTRACT This paper describes the largest accounting as a tool of management, especially management accounting, since it is through this that the entrepreneur can make decisions with greater confidence. The paper presents a survey of customers opting for taxation on taxable income in an accounting office on the use of management accounting in its decisions. The research will be discussed quantitatively characterized as descriptive and reasoned through books, magazines, websites properly cited. Data were analyzed based on questions answered by the companies presented in graphs to better understand its position with respect to management accounting. By demonstrating that a good information system for efficient reporting for better monitoring of the business, and the use of strategic tools provide users with better outcomes for your decision making. Keywords: Managerial Accounting. Decision-making. Planning. Control..

AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar a Deus, por possibilitar que eu esteja vivendo esse momento único na minha vida. Aos meus familiares pelo apoio, incentivo e compreensão, em especial ao meu noivo William Carlos por toda sua paciência e compreensão .. Agradeço de maneira muito especial a minha orientadora, Professora Eli Teresinha Biscaro, pela paciência e pela orientação recebida. A todos meus amigos de sala, pelo companheirismo, e pelos momentos felizes vividos durante todo o curso.

LISTA DE QUADROS Quadro 1 Comparação entre Contabilidade Gerencial Versus Financeira ................ 20 Quadro 2 Demonstração do Fluxo de Caix ............................................................... 33

LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 .................................................................................................................... 40 Gráfico 2 .................................................................................................................... 41 Gráfico 3 .................................................................................................................... 41 Gráfico 4 .................................................................................................................... 42 Gráfico 5 .................................................................................................................... 43 Gráfico 6 .................................................................................................................... 43 Gráfico 7 .................................................................................................................... 44 Gráfico 8 .................................................................................................................... 45 Gráfico 9 .................................................................................................................... 46 Gráfico 10 .................................................................................................................. 47 Gráfico 11 .................................................................................................................. 48 Gráfico 12 .................................................................................................................. 48 Gráfico 13 .................................................................................................................. 49 Gráfico 14 .................................................................................................................. 50

SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 10 2 DELIMITAÇAO DO PROBLEMA DE PESQUISA ................................................... 11 2.1 Questão Problema .............................................................................................. 11 2.2 HIPÓTESES ........................................................................................................ 11 2.3 OBJETIVOS ........................................................................................................ 12 2.3.1 Objetivo Geral .................................................................................................. 12 2.3.2 Objetivo Específico ........................................................................................... 12 2.4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ............................................................ 12 2.4.1 Modalidade da Pesquisa .................................................................................. 13 2.4.2 Campo de Observação..................................................................................... 13 2.4.3 Instrumento de Coleta de Dados ...................................................................... 13 2.4.4 Critérios para Análise dos Dados ..................................................................... 13 2.4.5 Descrição das Etapas da Investigação............................................................. 14 3 EMPRESAS ........................................................................................................... 15 3.1 TIPOS DE EMPRESAS ....................................................................................... 15 3.1.1 Firma individual ou Empresário Individual ........................................................ 15 3.1.2 Sociedade por cotas ......................................................................................... 16 3.1.3 Sociedade por ações ........................................................................................ 16 3.2 ENQUADRAMENTO FISCAL .............................................................................. 17 3.3 CONTABILIDADE FINANCEIRA ......................................................................... 18 3.4 CONTABILIDADE GERENCIAL .......................................................................... 19 3.5 CONTABILIDADE FINANCEIRA VERSUS GERENCIAL .................................... 19 3.6 SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL ........................................................... 21 3.6.1 Subsistemas do sistema de informação contábil .............................................. 21 3.6.2 A Importância do Sistema de Informação Contábil .......................................... 26 3.7 TOMADA DE DECISÃO ...................................................................................... 27 3.8 FERRAMENTAS CONTÁBEIS GERENCIAIS ..................................................... 28 3.8.1 Balanço Patrimonial ......................................................................................... 28 3.8.2 Demonstração do resultado ............................................................................. 29 3.8.3 Orçamento ........................................................................................................ 30

3.8.4 Fluxo de Caixa ................................................................................................. 32 3.8.5 Capital de Giro e Fluxo de Caixa ...................................................................... 34 3.8.6 Planejamento ................................................................................................... 35 3.9 UTILIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DE CUSTOS ............................................. 36 3.9.1 Análise de Custo/Volume e Lucro .................................................................... 37 3.9.2 Margem de Contribuição .................................................................................. 37 3.9.3 Ponto de Equilíbrio ........................................................................................... 38 4 APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ......................................... 40 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 51 APÊNDICES .............................................................................................................. 51

1 INTRODUÇÃO A contabilidade é uma ciência cuja função principal é a de fornecer informações confiáveis para que as decisões sejam tomadas com o máximo de segurança. O grande problema dos empresários nos dias de hoje é não saber utilizar a contabilidade como uma ferramenta de gestão, o que quase sempre os leva a falência, por se basearem apenas na experiência. Para solucionar os problemas é muito útil o uso da contabilidade gerencial, que fornece informações que representam ferramentas de gestão, que servem de apoio e suporte á tomada de decisão e que devem fazer parte da rotina empresarial, ou seja, servir de apoio em todas as etapas da empresa. Sabe-se que, para manterem-se atuantes e garantirem o sucesso nos negócios, as empresas precisam promover seu desenvolvimento organizacional. É nessa etapa que surge a necessidade do envolvimento de um profissional da área contábil, o contador, auxiliando os administradores na melhor compreensão da dinâmica dos processos que envolvem as atividades da empresa. A contabilidade gerencial está voltada para a administração da empresa, atendendo a cada empresa conforme suas necessidades.

2 DELIMITAÇAO DO PROBLEMA DE PESQUISA A contabilidade gerencial pode trazer benefícios e agregar valor no processo decisório das empresas, contudo necessita das empresas dados reais das suas operações para apresentar relatórios com dados corretos. Assim as informações fornecidas pela contabilidade podem ser utilizada como uma ferramenta de gestão que serve de apoio e suporte á tomada de decisão. Sabe-se que para que uma empresa utilize de todas as informações necessárias para a tomada de decisão a contabilidade deve estar em dia com as informações registradas, neste sentido o presente estudo buscou nas empresas que são clientes da Triunfo Contabilidade com base na tributação do lucro real, identificar se as mesmas podem utilizar essas informações no seu processo decisório. Diante do exposto, o presente estudo tem a seguinte questão problema 2.1 QUESTÃO PROBLEMA A contabilidade gerencial pode agregar valor ao processo decisório nas empresas do escritório de contabilidade Triunfo, com a opção de tributação pelo lucro real? 2.2 HIPÓTESES A contabilidade gerencial é uma ferramenta indispensável à administração de uma empresa. Ela fornece as informações necessárias para planejamento, controle e tomada de decisão, através de relatórios contábeis adaptados a cada empresa, conforme a sua necessidade. Porem as empresas desconhecem muitas das ferramentas gerenciais eficientes para a gestão e acompanhamento no processo decisório. Na maioria delas não contam com um sistema de gestão eficaz, o que quase sempre os leva a falência e a mortalidade logo nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por

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desconhecimento ou por falta de assessoria, passam a tomar decisões baseadas apenas na experiência. 2.3 OBJETIVOS 2.3.1 Objetivo Geral Verificar se a contabilidade gerencial agrega valor no fornecimento de informações para a tomada de decisão das empresas do Lucro Real na contabilidade Triunfo. 2.3.2 Objetivo Específico a) Evidenciar as diferentes ferramentas que são utilizadas na contabilidade gerencial e sua utilidade no processo decisório. b) Mostrar os exemplos de controles gerenciais que poderão ser utilizados pelas empresas. c) Identificar quais os resultados positivos da utilização da contabilidade gerencial. d) Verificar que tipo de ferramentas gerencias as empresas objeto da pesquisa, utilizam para a tomada de decisão. 2.4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS A metodologia é a maneira utilizada pelo pesquisador para desenvolver uma pesquisa. O método utilizado neste trabalho tem por objetivo de conferir a ele o embasamento cientifico necessário em todas as suas etapas e em conformidade com o programa definido.

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2.4.1 Modalidade da Pesquisa A pesquisa será abordada quantitativamente. A pesquisa se caracteriza como: descritiva, ou seja, descrever a forma que as empresas utilizam e entendem sobre a contabilidade gerencial, de forma bem claro para o melhor entendimento. Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa se caracteriza como bibliográfica, ou seja, documental e campo. A pesquisa será realizada através de fundamentos em livros, revistas, sites, devidamente citados. 2.4.2 Campo de Observação A população da pesquisa é de 15 empresas optantes pelo lucro real, clientes do escritório Triunfo Contabilidade de Blumenau – SC, sendo que dessas 15 empresas, 5 não responderam o questionário. 2.4.3 Instrumento de Coleta de Dados O instrumento de coleta de dados é a aplicação de um questionário que pretende acalcar o objetivo da pesquisa. Questionário é uma forma de obter informações referente a um determinado assunto, sobre perguntas relacionadas ao tema da pesquisa. 2.4.4 Critérios para Análise dos Dados Os dados foram analisados com base nas perguntas respondidas pelas empresas, serão apresentados em forma de gráficos para melhor entender a sua posição com relação a contabilidade gerencial.

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2.4.5 Descrição das Etapas da Investigação - Discussão do tema com a orientadora; - Seleção da bibliográfica pertinentes ao tema; - Fichamento das leituras; - Aplicação do questionário; - Análise dos dados coletados;

3 EMPRESAS Empresa é uma atividade organizada com caráter econômico e profissional, constituída com o fim de produzir lucro. Segundo Padoveze (2004, p. 3), “a finalidade da empresa é criar valor para seu proprietário”. Consiste numa sociedade organizada composta de meios humanos, técnicos e financeiros tendo em vista a produção de bens e/ou serviços destinados a venda, satisfazendo as necessidades da sociedade. O proprietário da empresa poderá ser um comerciante em nome individual ou uma sociedade. 3.1 TIPOS DE EMPRESAS As empresas juridicamente podem se organizar em: Individuais, Sociedade por cotas (LTDA) ou ainda Sociedade por ações (S.A.). 3.1.1 Firma individual ou Empresário Individual É chamado assim, pois não é uma sociedade, é uma empresa de uma só pessoa. Todo seu patrimônio pode ser utilizado para saldar as dividas e a sua responsabilidade é ilimitada. Para Fabretti (2003, p. 39): A responsabilidade do empresário estabelecido com a empresa individual é ilimitada. Seu crédito junto aos bancos e fornecedores dependerá muito mais de seu patrimônio pessoal do que do capital investido e registrado na empresa individual. [...] as atividades econômicas da empresa individual recebem o mesmo tratamento tributário das pessoas jurídicas. Portanto, sujeita as mesmas obrigações tributárias, ou seja, a principal (pagamento dos impostos, taxas e contribuições) e as acessórias (dever de escriturar livros contábeis e fiscais; conservar livros e documentos até que ocorra a prescrição ou a decadência; prestar informações etc.)

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O empresário individual exerce em nome próprio sua atividade empresarial, deve cumprir suas obrigações normalmente perante a sociedade. 3.1.2 Sociedade por cotas Sociedade limitada é aquela em que cada quotista, ou sócio, entra em uma parcela do capital social, ficando responsável diretamente pela integralização de suas cotas, e diretamente ou subsidiariamente, pela integralização das cotas subscritas por todos os outros sócios. Define Fabretti (2003, p. 58): A sociedade por quotas de responsabilidade limitada (Ltda) tem sido, ao longo do tempo a forma mais adotada, na prática, pelas pequenas, médias e até grandes empresas. [...] Os motivos dessa preferência sempre foram sua relativa simplicidade, a possibilidade de limitar a responsabilidade de cada sócio ao total da capital social e pelo fato de ser uma sociedade contratual. Na sociedade contratual, os sócios, desde que observadas as cláusulas básicas exigidas em lei, têm plena liberdade de contratar as demais cláusulas, inclusive sobre a repartições dos lucros. Uma vez que integralizada as cotas de todos os sócios, nenhum deles pode mais ser chamado para responder com seus bens particulares pelas dívidas da sociedade. A responsabilidade é limitada à integralização do capital social 3.1.3 Sociedade por ações Sociedade por ações é formada pelos seus acionistas, que compram e detêm quantidades de ações ordinárias ou preferenciais, limitando a sua responsabilidade. Segundo Fabretti, (2003, p. 122): Na sociedade anônima ou companhia, o capital divide-se em acóes, obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das

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ações que subscrever ou adquirir. As principais características das sociedades por ações são: a) as sociedades por ações são uma sociedade de capital e não de pessoas; b) seu capital é dividido em ações, que são os títulos representativos da participação societária no capital da companhia; c) o titular da ação é chamado de acionista; d) a responsabilidade do acionista vai até o preço da emissão das ações que subscrever ou adquirir; e) as ações são livremente negociáveis, razão pela qual nenhum acionista pode impedir a entrada de outro na companhia; e etc. Os acionistas podem comprar mais ações, ser acionistas de outras empresas, negociar suas ações a fim de ampliar seus resultados. As ações são negociadas nas bolsas de valores, através de seus corretores. 3.2 ENQUADRAMENTO FISCAL Hoje no Brasil, conforme a legislação vigente, as pessoas jurídicas podem ser tributadas por opções diferentes, os resultados decorrentes das atividades econômicas, as empresas podem pagar o Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) com base no Lucro Real, no Lucro Presumido, ou no Lucro Arbitrado. Abaixo uma breve introdução sobre a tributação das empresas optantes pelo Lucro Real, que é o foco do trabalho. O lucro real é um conceito fiscal e não um conceito econômico. No conceito econômico, o lucro é o resultado positivo entre a soma algébrica da receita bruta das vendas ou serviços, deduzidos das devoluções, dos tributos incidentes sobre as vendas e também dos custos e despesas operacionais pertinentes. Referido resultado, quando positivo, é chamado lucro operacional, quando negativo, denominado prejuízo operacional e, quando negativo, denominado prejuízo operacional. A esse resultado – lucro ou prejuízo operacional – deve ser adicionado ou deduzido conforme ocorrência, o resultado positivo ou negativo das receitas e despesas não-operacionais, determinando-se assim o resultado do período, antes do IRPJ e CSLL, chamado também Lucro Antes do Imposto de Renda. Após a dedução das parcelas do Imposto de Renda e da Contribuição Social é encontrado o lucro líquido da empresa, ou o resultado contábil e econômico.O lucro real, conforme textualmente preceituado no art. 247 RIR, é o lucro contábil, agora, antes do IRPJ e CSLL do período de apuração, ajustado pelas adições e pelas exclusões prescritas na lei de regência. Ainda, nos termos do mesmo RIR, esse lucro ajustado é base de cálculo para a compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores. Portanto, resta claro que o lucro real só pode ser determinado a partir da escrituração contábil.(Em:<http://www.crcsp.org.br/portal_novo/publicacoes/escrituracao_contabil/capitulo_4.htm> Acesso em: 14 de novembro de 2011)

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Para fins de tributação do Imposto de Renda e Contribuição Social as empresas com base no lucro real devem apresentar escrituração contábil em dia. Até porque essa modalidade de tributação é bem mais complexa que as demais, e há necessidade de mais controles por parte do empresário e do próprio contador. A contabilidade das empresas optantes pelo lucro real, sem dúvida é que exige mais conhecimento, faz-se necessário pelo contador responsável um controle maior sobre essas empresas. Suas obrigações acessórias são mais complexas e detalhadas. Tornando indispensável à contabilidade financeiro-societária aos usuários externos conforme abordada no próximo assunto. 3.3 CONTABILIDADE SOCIETÁRIA / FINANCEIRA A contabilidade financeira teve origem na Revolução Industrial, em conseqüência do crescimento dos negócios, as empresas buscavam novos meios de financiar seu capital de giro. Com isso veio a necessidade de redirecionar os investimentos para projetos mais rentáveis comprovando através de relatórios contábeis. “Visa principalmente aos usuários externos da informação contábil, incluindo investidores, credores e órgãos governamentais, que necessitem de informações para tomar decisões sobre investimento, empréstimo e regulamentação”. (JIAMBALVO, 2001, p.4). Para Jiambalvo (2001, p.4), “a contabilidade financeira apresenta as informações de uma forma bastante resumida”. Portanto, a contabilidade societária é vista como a contabilidade tradicional, pois obedece aos Princípios de Contabilidade através de demonstrações contábeis obrigatórias refletindo a posição da empresa em um determinado momento. A contabilidade societária visa a atender aos usuários externos, porém os administradores necessitam de informações detalhadas de seus negócios para a tomada de decisão. A contabilidade gerencial ajuda o empresário a tomar as melhores decisões com base em dados e relatórios específicos, no próximo assunto abordo sua importância.

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3.4 CONTABILIDADE GERENCIAL A contabilidade em si tem como objetivo principal fornecer informações que auxiliem na tomada de decisão. Para Iudícibus, (1998, p. 21): A contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira e de balanços, etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. Entende-se que uma contabilidade gerencial feita detalhadamente e especificamente para uma organização é a forma mais adequada para um estudo mais profundo da real situação da empresa demonstrando através de situações passadas e presentes projetando sem erros ações para o futuro. Neste aspecto, segundo Iudícius (1998, p. 26), “a contabilidade assume seu principal papel, ou seja, o de apoiar o gestor em suas decisões, e dar maior segurança aos seus julgamentos”. Para Iudícibus (1998, p. 23), um contador gerencial, “[...] deve ser elemento com formação bastante ampla, inclusive com conhecimento, senão das técnicas, pelo menos dos objetivos ou resultados que podem ser alcançados com métodos quantitativos”. O contador gerencial deve estar inteiramente ligado as rotinas do cliente, conhecer o ramo do negócio, transformar os números em informações, dar suporte na aérea administrativa e auxiliar na tomada de decisão. Para se apresentar as informações o contador necessita saber do histórico da empresa, para ajudar o empresário a criar estratégias e definir metas para o futuro, através da contabilidade financeira. Existe uma diferença entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial, onde a financeira é direcionada aos usuários externos e a gerencial aos usuários internos. As principais diferenças entre a contabilidade financeira e contabilidade gerencial estão evidenciadas no próximo tema. 3.5 CONTABILIDADE SOCIETÁRIA VERSUS GERENCIAL

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Comparando a contabilidade societária/financeira com a gerencial, percebemos que elas se distinguem pelas informações e a forma de apresentação dos relatórios para os usuários internos e externos. A contabilidade gerencial está mais relacionada com o fornecimento de informações para os gestores, pessoas ligadas diretamente com a administração da empresa. Quanto à contabilidade societária está voltada para o fornecimento de informações para outros que estão fora da organização da empresa, como os bancos, fornecedores, acionistas, etc.. Abaixo o quadro 1 é explicativo, para melhor diferenciar e comparar a contabilidade financeira e gerencial. Fator Contabilidade Societária/Financeira Contabilidade Gerencial Usuários dos relatórios. Externos e internos. Internos. Objetivos dos relatórios. Facilitar a análise financeira para as necessidades dos usuários externos. Objetivo especial de facilitar o planejamento, controle, avaliação de desempenho e tomada de decisão internamente. Forma dos relatórios. Balanço Patrimonial, Demonstrações dos Resultados, Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Orçamentos, Contabilidade por Responsabilidade, Relatórios de Desempenho, Relatórios de Custo, Relatórios Especiais não-Rotineiros para facilitar as tomada de decisão. Freqüências dos relatórios. Anual, trimestral e ocasionalmente mensal. Quando necessário pela administração. Custos ou valores utilizados. Bases de mensuração usados para quantificar os dados. Primariamente históricos (passados). Moeda Corrente. Históricos e esperados (previstos). Várias bases (moeda corrente, moeda estrangeira, moeda forte, medidas físicas, índices etc.) Restrições nas informações fornecidas. Princípios da Contabilidade. Nenhuma restrição, exceto as determinadas pela administração. Característica da informação fornecida. Deve ser objetiva (sem viés), verificável, relevante e a tempo. Deve ser relevante e a tempo, podendo ser subjetiva, possuindo menos verificabilidade e menos precisão. Perspectiva dos relatórios. Orientação histórica. Orientada para o futuro, a fim de facilitar o planejamento, controle e avaliação de desempenho antes do fato (para impor metas), acoplada com uma orientação histórica para avaliar os resultados reais (para controle posterior do fato). Quadro 1: Comparação entre a Contabilidade Gerencial e a Contabilidade Financeira Fonte: PADOVEZE (2003, p. 11) Dessa forma o quadro 1 demonstra que a contabilidade societária atende as necessidades dos usuários externos como também é utilizada na contabilidade

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gerencial, que por sua vez atende aos usuários internos de uma entidade, as duas auxiliando na tomada de decisão. 3.6 SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL Sistema de Contabilidade pode ser identificado como um conjunto de pessoas, software e hardware e procedimentos que fornecem informações dos atos e fatos contábeis para auxiliar os usuários na tomada decisão. Para Padoveze, (2009, p. 46): A contabilidade é objetivamente, um Sistema de Informação e Avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e analises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade, com relação á entidade objeto de contabilização. Os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser aderentes, de alguma forma explicita ou implícita, aquilo que o usuário considera como elementos importantes para seu processo decisório. Para que as informações contábeis sejam utilizadas no processo de administração, é necessário que seja desejável e útil aos responsáveis pela administração da empresa. De acordo com Padoveze (2009), “O sistema de informação contábil, é um sistema que se insere num sistema maior, que é o sistema empresa, devendo ser expandido até as fronteiras do próprio sistema empresa”. Dessa maneira, deve-se fazer com que a contabilidade e seus subsistemas cresçam de tal forma até se tornarem os sistemas maiores e mais importantes dentro da organização. As saídas do sistema de informação contábil são as informações contábeis necessárias para atender a empresa e todos seus usuários. Dentro do sistema de Informação contábil, existem subsistemas, podendo alterar de empresa para empresa conforme a necessidade de cada uma. 3.6.1 Subsistemas do sistema de informação contábil

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Os subsistemas são normalmente constituídos normalmente pelo próprio sistema contábil, pelo controle patrimonial, societário e fiscal, inventário e orçamentos citados a seguir. Os subsistemas de Contabilidade Societária e Fiscal é considerado como a Contabilidade Geral. Para se ter um bom sistema de contabilidade gerencial depende de uma boa estruturação e escrituração da contabilidade societária e fiscal. Segundo Padoveze (2004, p. 229.230): Seus principais objetivos é atender informações de caráter legal da legislação comercial e fiscal e trazer as informações fundamentais de registro contábil, processamento armazenamento e evidenciação, explicitas por meio dos seguintes relatórios e arquivos: Lançamentos Contábeis; Livro Diário; Livro Razão e Fichas Razão; Balancetes; Plano de Contas com Saldos; Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados; Arquivo Contábil. Conforme Padoveze (2004, p. 237) para atender seus objetivos, as informações e relatórios gerados são: Banco de dados de lançamentos e contas contábeis; Arquivo geral de informações e documentos; Despesas por departamento e divisões (centros de custos e despesas); Despesas por ordem de trabalho, ordem de serviço etc.; Receitas por produtos, divisões, filiais ou regiões etc.; Livro Diário e livro Razão; Balancetes periódicos, gerais e específicos e planos de contas com saldos; Balanço Patrimonial e demonstração de resultados; Livro de apuração do lucro real (Lalur) (para fins de Imposto de Renda). Já o subsistema de Controle Patrimonial é destinado ao Ativo Não Circulante, principalmente ao imobilizado. Atende ao controle da movimentação física e para as necessidades legais e fiscais. Seus principais objetivos segundo Padoveze (2004, p. 239): Assegurar o controle físico e escritural de todos os itens considerados como ativo permanente dentro da empresa; Permitir o processo de valorização contábil fiscal e gerencial do ativo permanente da empresa; Permitir o processo de planejamento e controle dos recursos permanente a disposição da empresa; Armazenar todas as informaçoes necessárias para todas as gestões relacionadas com o ativo permanente da empresa; Permitir o processo de segurança e responsabilidade dos bens e direitos a disposição dos funcionários da empresa.

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O subsistema de Contabilidade em outros Padrões Monetários o conceito segundo Padoveze, (2004, p. 247): Dependendo do desempenho do sistema de informação contábil, este subsistema é apresentado como módulo complementar ao subsistema de contabilidade geral, buscando atender as necessidades gerenciais e legais. Sua base transforma os valores da contabilidade societária e fiscal, que são contabilizadas em moeda corrente do pais para outros denominados monetários. Esse subsistema transforma os dados já existentes em moeda corrente do subsistema de contabilidade fiscal e societário para outros padrões monetários. Assim gerando informações e relatórios em outras moedas ou padrões monetários. O subsistema de Valorização de Inventário ou Custo Contábil é considerado o que exige mais conhecimento na área contábil, pois requer muito cuidado e atenção. Conforme Padoveze (2004, p. 253): O objetivo desse subsistema é a mensuração dos estoques e das movimentações geradas, sendo as principais: Valorizar os estoques finais da empresa; Valorizar toda a movimentação entre o estoque da mesma natureza e as saídas para outros estoques, fornecedores ou clientes; Atender as necessidades legais do custo integrado e coordenado com a contabilidade; Atender as necessidades leais dos livros de inventário; Atender as necessidades gerenciais de atualização dos valores estocados. A base para o subsistema de Gestão de Impostos é na quantidade de impostos, taxas e contribuições existentes no Brasil. As bases de calculo e as formas de tributação apresentadas de diversas maneiras. Os principais objetivos segundo Padoveze (2004, p. 272) desse subsistema: Informar as bases de cálculo de incidência dos tributos; Informar as exceções das bases de cálculo dos tributos; Permitir a gestão operacional dos tributos, na busca do impacto mínimo para a empresa; Permitir a visão do impacto dos tributos sobre todos os estabelecimentos da empresa, e das empresas do grupo corporativo; Possibilitar o acompanhamento sistemático dos impostos a recuperar, dos critérios tributários pendentes (regulares e contenciosos) e dos impostos parcelados; Dar as informações para Balanço Social; O subsistema de Análise Financeira e Balanço é a principal ferramenta da análise para a gestão da empresa. É necessário utilizar para análise financeira

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alguns relatórios contábeis como o fluxo de caixa, demonstração das origens e aplicação de recursos. Já na análise de balanço é necessário a utilização das análises vertical e horizontal, indicadores de analise de balanço; análise de rentabilidade, análise de valor patrimonial e das ações e análise de valor da empresa. Os objetivos do Subsistema de Análise Financeira e de Balanço segundo Padoveze (2004, p. 276): Permitir uma visão geral da empresa, para avaliação de sua solidez, capacidade de pagamento, liquidez financeira e adequação da rentabilidade; Permitir uma análise de tendência de todos os indicadores; Permitir uma visão do potencial da empresa, em termos de fluxo futuro de lucros e caixa; Permitir uma avaliação constante do valor da empresa, para acompanhamento de sua imagem no mercado financeiro e de investimento. A função desse subsistema é possibilitar o monitoramento da empresa vista de seu conjunto patrimonial e de resultados, em relação ao mercado. O subsistema de Orçamento traz o cumprimento do orçamento ou Plano orçamentário decorrente do Plano Operacional. Os objetivos do subsistema para Padoveze (2004, p. 280): Executar o plano orçamentário da empresa; Pré-orçar e orçar o que deve acontecer; Administrar as responsabilidades e a integração das informações; Programar, calcular e contabilizar todos os dados orçados; Efetuar o controle orçamentário. Segundo Padoveze (2004, p.289) o subsistema orçamentário fornece os seguintes relatórios e informações. Os relatórios são: Relatório de pré-orçamento; Orçamento por centros de custos ou departamentos; Orçamento por divisões ou unidades de negócio; Orçamento geral da empresa; Orçamento original e orçamentos ajustados; Orçamento em várias moedas; Orçamento consolidado; Relatórios de controle Orçamentário ( real x orçado e análise das variações); Efetuar o controle orçamentário; Além disso, deve fornecer informações para: Formação de custo-padrão; Formação e /ou análise de preços de venda; Planejamento e simulação de resultados; Avaliação de projetos e investimentos O subsistema de custo gerencial é apurar os custos unitários dos produtos fabricados pela entidade.

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Os objetivos para esse subsistema segundo Padoveze (2004, p. 291): Custo unitário dos produtos e atividade; Custo por ordem de trabalho; Custo para formação de preços de vendo; Análises de custos; Análise de rentabilidade de produtos; Lista de preços; Acompanhamento de preços de venda formados e praticados; Custo-padrão e análise das variações; Acompanhamento das variações de preços dos insumos etc. As informações e relatórios de custos são gerados e formatados de maneira diferente a cada estudo ou análise solicitada, destacando os principais: (PADOVEZE, 2004 p.296): Custo Unitário dos Produtos; Comparação entre Preços de Venda Praticados x Preços de Venda Calculados; Levantamento de Custo das Ordens de Trabalho, no Custeio por Ordem; Custo de Fabricação por Setor ou Departamento, no Custeio por Processo; Análise das Variações entre Custo-padrão e o Custo Real. O subsistema de Contabilidade por Responsabilidade apresenta toda a informação contábil por segmentos da entidade onde existe um responsável por determinados custos e receitas. É conhecida por contabilidade divisional. Os objetivos segundo Padoveze (2004, p. 297): Apurar os custos e despesas controláveis de cada seguimento da empresa sob comando de um responsável; Apurar o resultado (lucro ou prejuízo), de cada filial, centro de lucro, divisão ou unidade de negócio da empresa; Avaliar o retorno do investimento de cada centro de responsabilidade; Avaliar o desempenho dos gestores de cada centro de responsabilidade. Quanto às informações e relatórios gerados por esse subsistema, Padoveze (2004, p. 300) destaca: Demonstração de Resultado por atividade ou de centro de lucro; Balanço Patrimonial por atividade ou centro de lucro; Receitas e Despesas por filial; Despesa por centro de custos ou despesas; Análise de Rentabilidade por centro de investimento etc.

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O subsistema de Acompanhamento do Negócio busca informações fora da empresa, sobre concorrentes, ameaças do ambiente, situação econômica, pontos fortes e fracos e etc. Conforme Padoveze (2004, p.302), quanto aos objetivos desse subsistema: “(...) centram-se em coletar e armazenar informações que possibilitem visualizar a empresa em seu ramo de atuação, dentro da conjuntura econômica. Para tanto, o subsistema deve ter informações para”: Acompanhamento periódico do desempenho das vendas, clientes e mercados; Acompanhamento periódico da situação econômica geral do setor de atuação da empresa; Acompanhamento periódico da situação econômica geral do país e do mundo; Acompanhamento dos indicadores de evolução internos versus os externos (preços, crescimento das vendas, indicadores de produtividade etc.); Acompanhamento periódico do desempenho das empresas concorrentes; Acompanhamento periódico das exportações dos produtos concorrentes; Avaliação do tamanho dos mercados em que a empresa atua (consumo aparente); Informações para avaliação da participação da empresa no mercado (marketshare); Indicadores de produtividade, satisfação e gestão de clientes, satisfação e gestão dos funcionários etc. 3.6.2 A Importância do Sistema de Informação Contábil O sistema de informação é de imensa importância para o auxilio aos administradores e contadores na tomada de decisão. Quando a informação não é precisa e completa, podem ser tomadas decisões equivocadas por parte dos usuários, gerando até prejuízos sociais e econômicos para a empresa. A definição da importância segundo Padoveze (2004, p. 52): É de imensa importância o sistema de informação contábil, pois deve atender as necessidades de todos os usuários para a tomada de decisão. O contador e o sistema são elementos essenciais para o sucesso de um sistema de informação contábil. Os objetivos da Contabilidade, pois, devem ser aderentes, de forma explicita ou implícita, àquilo que o usuário considera como elementos importantes para seu processo decisório. Padoveze, (2004 p.53) cita também que: “o valor da informação está relacionado com a redução da incerteza no processo de tomada de decisão; a redução do benefício gerado pela informação e o aumento da qualidade da decisão”. Ou seja, para uma informação ter valor, é necessário ela ser útil e ter condições de

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proporcionar aos usuários decisões adequadas e corretas. Caso as informações não forem adequadas não terá valor algum. Um bom sistema de informação, um bom contador e todas as ferramentas necessárias sendo utilizadas e processadas de forma correta, sem dúvida o usuário terá mais segurança e apoio a tomar suas decisões em relação a empresa. 3.7 TOMADA DE DECISÃO Sabe-se que nos dias de hoje, com a concorrência e a exigência do mercado no Brasil, os empresários necessitam através de seus interesses e a tomar importantes decisões, todas com objetivos específicos, sempre visando o melhor resultado de seu negócio. Tomada de decisão para Jiambalvo (2001, p. 3): A tomada de decisão é parte integrante do processo de planejamento e controle – as decisões são tomadas para recompensar ou punir os gerentes, para alterar as operações ou revisar os planos. Deve abandonar um produto existente? Deve fabricar um componente usado na montagem do seu principal produto ou contratar uma outra empresa para produzi-lo? Que preço a empresa deve cobrar por um novo produto? Essas perguntas indicam apenas algumas das decisões-chave que as empresas enfrentam. E a forma como tomam essas decisões irá determinar sua rentabilidade futura e, possivelmente, a sua sobrevivência. Tomar decisão é converter as informações gerenciais utilizadas em ações, é a ação tomada ou a ser tomada com base em informações. Decidir requer responsabilidade e conhecimento, para que o objetivo final tenha o resultado esperado. Para se tomar as melhores decisões é necessário informações e dados de todo o seu negócio. As ferramentas gerenciais auxiliam a demonstrar as diversas situações e procedimentos a serem tomados com a melhor confiabilidade e segurança. No próximo item identificarei algumas delas para a tomada de decisão.

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3.8 FERRAMENTAS CONTÁBEIS GERENCIAIS As ferramentas utilizadas na contabilidade gerencial são de fundamental importância para o auxilio aos empresários na tomada de decisão, elas proporcionam segurança e controle de seus negócios. Abaixo algumas ferramentas mais utilizadas na contabilidade gerencial. 3.8.1 Balanço Patrimonial Entre as demonstrações financeiras temos o Balanço Patrimonial, que identifica a situação patrimonial da empresa num dado momento. Segundo Marion (2003, p.42) “balanço patrimonial é a principal demonstração contábil. Reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado.” Para sua elaboração é respeitado o principio da competência, ou seja, pertencem ao exercício em que ocorreu o fato gerador, independente de pagamento ou recebimento. Conforme Marion (2003, p.42) “o balanço patrimonial é constituído de duas colunas: a coluna do lado direito, denominada Passivo e Patrimônio Liquido, a coluna do lado esquerdo, denominada Ativo.” O Balanço Patrimonial demonstra a situação financeira líquida da empresa através do lucro liquido. É composto por ativo, passivo e patrimônio líquido assim determinadas: Ativos: “são bens e direitos, de propriedade das empresas, mensuráveis monetariamente, expresso em moeda, que tragam benefícios presentes e futuros, exemplo: máquinas, terrenos, caixa, banco, estoques, veículos, clientes, entre outros”. (MARION, 2003). Os Ativos representam no balanço patrimonial de uma empresa os bens e direitos, controlados como resultado de transações passadas. “As contas do Ativo estão agrupadas de acordo com o Grau de Liquidez. A conta Caixa e a conta Bancos Conta Movimento são as que possuem maior grau de

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liquidez, pois representam disponibilidades imediatas. Por isso são as primeiras contas que aparecem no plano de contas”. (RIBEIRO, 2002, p.65). Segundo Ching (2003, p.28) “[...] podemos definir o passivo como o compromisso da organização relativos a eventos já ocorridos e que resultam em consumo de seus ativos.” Passivo: representa as obrigações com terceiros, tais como: contas a pagar, empréstimos a pagar, impostos a recolher etc.. O passivo são compromissos que ela tem contra seus recursos ou ativos. As contas do Passivo são agrupadas de acordo com o grau de exigibilidade, ou seja, as contas que encabeçam o plano de contas são as que o prazo de pagamento ocorrerá primeiro. Ching (2003, p. 29) define Patrimonio Líquido: Representa os compromissos contra os recursos ou ativos da organização. Seu valor representa o montante de recursos que os proprietários colocaram na empresa, bem como a parcela de lucros retidos. É importante lembrar que o ativo será sempre igual ao somatório do passivo e do patrimônio líquido. Se os recursos aumentam (ativo), esse aumento corresponde a aumento de obrigações (passivo) ou de investimentos feitos pelos proprietários na empresa (patrimônio líquido). O mesmo acontece quando os recursos diminuem, significa que as obrigações com terceiros foram liquidadas ou o patrimônio líquido é reduzido. O balanço patrimonial é de imensa importância, pois é utilizada pelos os usuários internos e principalmente os externos, como as instituições financeiras, caso a empresa venha buscar um financiamento, é através dele que o banco sabe se a empresa terá condições de pagar. 3.8.2 Demonstração do resultado A demonstração do resultado é um relatório onde demonstra o confronto entre as receitas e despesas em um determinado período. Demonstrando nele, todas as despesas incorridas e as receitas geradas apresentando um resultado positivo ou negativo.

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“A Demonstração do Resultado é a demonstração contábil destinada a evidenciar a composição do resultado formado em determinado período de operações da Entidade”. (SILVA, 2002). O resultado obtido na demonstração do resultado demonstra aos administradores e investidores se a empresa é rentável ou não. Se vale apena continuar investindo, ou até tomar decisões sobre o resultado, seja ele positivo (lucro) ou negativo (prejuízo). Para Crepaldi (2002, p. 203) A demonstração de resultado é um resumo que apresenta, dentro de certa ordenação, os saldos finais dos movimentos das contas do sistema de resultado. [...] é apresentada em uma coluna simples, iniciando com a receita bruta, demonstrando os custos e despesas incorridas e finalizando com o resultado do período em questão. Através da demonstração do resultado os administradores podem ter uma visão mais detalhada de sua receita, como o lucro bruto, lucro operacional, lucro líquido antes e depois do imposto de renda. Como também dos custos e despesas, custo das mercadorias vendidas, despesas com pessoal, despesas com ocupação e manutenção, despesas administrativas e despesas financeiras. 3.8.3 Orçamento O orçamento é uma ferramenta gerencial de grande importância, facilitam o controle das operações utilizadas no processo de planejamento para o cumprimento das metas e coordenação das atividades. Orçamento para Padoveze (2003, p. 192): Segundo definição de Expressão formal de planos de curto prazo (um ano), baseados nas estruturas empresariais existentes e/ou já programados. Decorre dos planos operacionais, na parte que é relativa ao próximo exercício contábil, ou seja, a programação operacional. O orçamento obedece rigidamente à estrutura informacional contábil, seja do plano de contas, seja do plano de departamentalização. As peças orçamentárias devem ser elaboradas para cada gestor do menor nível de decisão da empresa, onde há custos ou receitas controláveis por esses gestores

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Os orçamentos fornecem um padrão de avaliação, facilita um controle, sendo padrão o valor do orçamento que é comparado com o resultado real. Variações orçamentárias é a diferença entre o valores orçados e os valores reais, e relatórios de desempenho é onde apresenta essas variações. Caso não haja variações entre o orçado e o real, significa que as expectativas da administração foram alcançadas. Caso contrario, a diferença entre o orçado e o real, a administração terá que levantar e buscar as causas da diferença. Para Padoveze (2003, p.193) “não existe uma única maneira de estruturar o orçamento e, conseqüentemente, de como fazer o processo de avaliação e controle”. Basicamente existem dois tipos de orçamento: o orçamento estático e o flexível. O orçamento Estático, segundo Padoveze (2003, p. 193). É o mais comum. Elabora-se todas as peças orçamentárias a partir da fixação de determinado volume de vendas. Estes volumes de produção ou vendas. Estes volumes, por sua vez, também determinarão o volume das demais atividades e setores da empresa. O orçamento é considerado estático quando a administração do sistema não permite nenhuma alteração nas peças orçamentárias. O orçamento estático demonstra resultados esperados de um centro de responsabilidade para apenas um nível de atividade. Uma vez que tenha sido determinado, ele não muda, mesmo que a atividade da empresa mude. O orçamento Flexível, segundo Padoveze (2003, p. 193). Para solucionar o problema do orçamento estático, surgiu o conceito de orçamento flexível. Neste caso, em vez de um único numero determinado de volume de produção ou vendas, ou volume de atividade setorial, a empresa admite uma faixa de nível de atividades, onde tendencialmente se situarão tais volumes de produção ou vendas. Basicamente, “O Orçamento Flexível é um conjunto de orçamentos que podem ser ajustados a qualquer nível de atividades. Ao contrário do orçamento estático, o orçamento flexível demonstram resultados esperados de um centro de responsabilidade para vários níveis de responsabilidades. Um orçamento flexível é muito útil para estimar e controlar os custos de fabricação e as despesas operacionais.

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3.8.4 Fluxo de Caixa Fluxo de caixa é uma ferramenta onde o administrador pode controlar mensal ou diário as entradas e saídas de dinheiro, proporcionando uma visão da situação financeira. Um dos objetivos básicos do fluxo de caixa é visar a necessidade de captar empréstimo ou aplicar recursos de caixa nas operações mais rentáveis. Abaixo outros objetivos segundo Zadanowicz (1998, p. 24): Proporcionar o levantamento de recursos financeiros necessários para a execução do plano geral de operações e, também, da realização das transações econômico-financeiras pela empresa; Empregar, da melhor forma possível, os recursos financeiros disponíveis na empresa, evitando que fiquem ociosos e estudando, antecipadamente, a melhor aplicação, o tempo e a segurança dos mesmos; Planejar e controlar os recursos financeiros da empresa, em termos de ingressos e de desembolsos de caixa, através das informações constantes na projeção de vendas, produção e despesas operacionais, assim como de dados relativos aos índices de atividades: prazos médios de rotação de estoques, de valores a receber de valores a pagar; Saldar as obrigações na data de vencimento; Buscar o perfeito equilíbrio entre ingressos e desembolsos de caixa da empresa; Analisar as fontes de credito que oferecem empréstimos menos onerosos, em caso de necessidade de recursos pela empresa; Evitar desembolsos vultuosos pela empresa, em época de baixa encaixe; Desenvolver o controle dos saldos de caixa e dos créditos a receber pela empresa; Permitir a coordenação entre os recursos que serão alocados em ativo circulante, vendas, investimentos e débitos. A partir do momento em que a empresa utiliza fluxo de caixa como ferramenta gerencial, o administrador pode acompanhar diariamente o fluxo de dinheiro da empresa, controlar e ter uma visão de toda sua movimentação financeira. O quadro 2 apresenta um modelo simplificado de demonstração de fluxo de caixa que pode ser aplicada em empresa, e adaptados conforme o nível e tipo da atividade econômica.

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Fluxo de caixa Período

Janeiro Fevereiro Contas Previsto Realizado Previsto Realizado 1 - Entradas Vendas a vista Vendas a prazo Outras Receitas Total de Entradas 2 - Saídas Compras a vista Compras a prazo Impostos Salários Outros pagamentos Total das Saídas Saldo Inicial (+) Total de entradas (-) Total de saídas (=) Saldo Final Quadro 2: Demonstração do Fluxo de Caixa . Fonte: ZDANOWICZ (1998, p. 180) O saldo inicial são os valores existentes em caixa, bancos, ou seja, equivalentes de caixa por serem de alta liquidez. As entradas são as vendas a vista e a prazo bem como as outras receitas geradas no período. As saídas representam o desembolso do dinheiro, compras a vista e a prazo, os salários dos funcionários, os impostos e demais pagamentos efetuados. O saldo final é a diferença das entradas pelo total de saídas. Para melhor aproveitamento é importante que o administrador faça uma comparação do que foi projetado como o realizado, assim podendo avaliar e fazer mudanças caso necessário.

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3.8.5 Capital de Giro e Fluxo de Caixa O principal motivo da mortalidade das empresas, segundo os proprietários/administradores, concentra-se na falta de capital de giro, indicando desequilíbrio nas entradas e saídas de recursos na empresa (SEBRAE, 2004). Isto acontece porque grande parte das empresas não fazem um planejamento financeiro necessário, principalmente com relação ao capital de giro e fluxo de caixa. Para Padoveze, (2004, p. 112): Capital de Giro é a terminologia utilizada para designar os valores no Ativo Circulante. Os valores investidos no Realizável a Longo Prazo não são considerados como capital de giro, tendo em vista sua demorada realização em dinheiro, dentro de uma óptica puramente financeira. No balanço patrimonial de uma empresa, o capital de giro é representado pelo ativo circulante ou ativo corrente. Ou seja, é composto pelas disponibilidades financeiras, contas a receber e estoques. O capital de giro positivo e negativo segundo Padoveze, (2004, p. 113): Normalmente, a empresa, ao comprar suas mercadorias para estoque e posteriormente revenda, tem hábito de comprar a prazo. Isso implica a criação da conta de Duplicatas a Pagar, para registrar as dívidas de compras a prazo dos fornecedores. Assim, podemos incorporar mais um elemento no nosso giro, só que agora, de caráter negativo, já que as dívidas são de natureza contraria aos ativos aplicados em giro. Assim, podemos dizer que existe o capital de giro positivo, que são os valores no ativo, e o capital de giro negativo, que são as dividas contraídas para financiar a aquisição de alguns ativos. A citação acima pode demonstrar, caso a empresa tiver passivo circulante maior que ativo circulante, significa que a empresa está financiando seus ativos permanentes com recursos de curto prazo, o que não é bom para o fluxo de caixa da empresa. Faz-se necessário para a empresa se manter no mercado, a programação de seus custos e despesas a pagar no final de cada mês. Para um planejamento eficaz em uma micro empresa é a utilização de um bom controle de fluxo de caixa. Abaixo outros objetivos segundo Zadanowicz (1998, p. 24):

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Planejar e controlar os recursos financeiros da empresa, em termos de ingressos e de desembolsos de caixa, através das informações constantes na projeção de vendas, produção e despesas operacionais, assim como de dados relativos aos índices de atividades: prazos médios de rotação de estoques, de valores a receber de valores a pagar; O controle de caixa da empresa é de vital importância, com os registros já realizados é possível conhecer a origem e a quantidade de dinheiro que é movimentada na empresa. É necessário que a empresa controle suas entradas e saídas de dinheiro, bem como controlar as datas de recebimentos e pagamentos. 3.8.6 Planejamento Sem dúvida nos dias de hoje, o que não deve faltar na gestão de uma empresa é um bom planejamento. Segundo o conceito de planejamento estratégico citado por Padoveze (2003, p. 96): A estratégia da empresa decorre de seus objetivos corporativos, os quais, por sua vez, decorrem de suas metas, que estão em linha com a missão da corporação. Além disso, o planejamento Estratégico deve englobar todos os objetivos funcionais e divisionais da empresa, em um processo integrado e interativo. O planejamento é um processo fundamental para o sucesso do negócio. Através de um plano e/ou estratégia administradores comunicam as metas aos colaboradores e especifica os recursos para atingi-las. Orçamento para planejamento segundo Jiambalvo (2001, p. 2): Os planos financeiros preparados pelos contadores gerenciais são denominados orçamentos. Uma ampla variedade de orçamentos pode ser preparada. Por exemplo, um orçamento de lucro, indica o lucro planejado; um orçamento de fluxo de caixa, as entradas e saídas de caixa planejadas; um orçamento de produção, as quantidades planejadas de produção e o custo esperado. O empresário tendo uma meta de vendas para o próximo ano informa ao seu contador gerencial e o mesmo elabora o orçamento do lucro planejado que o auxilia

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através de dados atuais quanto é necessário produzir no próximo ano para se obter o lucro esperado. Para Jiambalvo (2001, p. 2) controle: O controle das organizações é alcançado pela avaliação do desempenho dos gerentes e das operações pelas quais eles são responsáveis. Os gerentes são avaliados para determinar como seu desempenho deve ser recompensado ou punido, motivando-os a ter desempenho de alto nível. [...] As operações são avaliadas com o propósito de se saber se elas devem ou não ser alteradas (p. ex., expandidas, terceirizadas ou modificadas de alguma forma). [...] Os planos da empresa geralmente desempenham um importante papel no processo de controle. Os gerentes podem comparar os resultados obtidos com os resultados planejados e decidir se uma ação corretiva é necessária. Os gerentes têm um papel importante dentro de uma organização devem ser acompanhados de avaliações de desempenho no trabalho, assim podendo ser recompensado por isso e ainda trazendo melhores resultados a empresa. Segundo JIAMBALVO (2001, p.3): Os relatórios de desempenho e controle utilizado para avaliar o desempenho dos gerentes e das operações que eles controlam são denominados relatórios de desempenho, os gerentes podem utilizar para “sinalizar” as áreas que precisam de maior atenção e para evitar áreas que estão sob controle. Os relatórios de desempenho é pode ser utilizado para investigar os custos de mão-de-obra, aluguel, porem para os gerentes geralmente seguem o principio do gerenciamento por exceção, ou seja, eles analisam desvios que parecem excepcionais e não desvios pequenos. Os itens abaixo são ferramentas mais voltada a área de custo, que são de grande importância para o crescimento do negócio, está mais voltada a análise de custo. 3.9 UTILIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES DE CUSTOS Para a contabilidade gerencial é indispensável a contabilidade de custos, visto que o empresário lida com custo e preço.

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A análise custo/volume e lucro, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio é uma forma apresentar ao empresário a diferença entre custo e despesa e demonstrar a forma mais fácil de chegar ao lucro desejado. 3.9.1 Análise de Custo/Volume e Lucro Esta análise é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido em diversos níveis possíveis de produção e vendas, bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda, nos custos ou em ambos. Ela é baseada no Custeio Variável e, através dela, podemos estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. A análise do custo/volume e lucro auxilia os administradores na tomada de decisão, bem como auxilia nos processos de planejamento e controle das empresas. Decisões como fabricar ou comprar, parar de fabricar ou vender determinado produto, introdução de novas linhas de produtos, determinação do preço de venda entre outras. Para Crepaldi (2002, p. 189): A análise de custo-volume e lucro demonstra a maneira pela qual o lucro e os custos mudam quando há uma mudança no volume, ela examina o impacto nos ganhos quando há mudanças de fatores como custo variável, custo fixo, preço de venda, volume e mix de produtos. As informações geradas pelo custo-volume-lucro ajudam a prever o efeito de qualquer número de ações observadas e a tomar melhores decisões. Dessa forma a análise de custo-volume e lucro é a forma de demonstrar detalhadamente e identificar o lucro sobre os produtos vendidos. Possibilita ao empresário a analisar a vantagem e desvantagem de continuar com uma linha de produto, como também aumentar o volume de vendas ou preços, sempre visando o lucro. 3.9.2 Margem de Contribuição

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A margem de contribuição pode ser conceituada como uma ferramenta de analisar o resultado por produtos, linhas, vendedores e etc. Margem de Contribuição segundo Crepaldi (2002, p. 159): Do ponto de vista da análise da margem de contribuição, as despesas são classificadas como fixas ou variáveis. Os custos variáveis são deduzidos das vendas para obter a margem de contribuição. Os custos fixos são então subtraídos da margem de contribuição para obter a renda líquida. Margem de contribuição é sobras das vendas menos os custos e despesas variáveis para cobrir o custo fixo. Se a empresa tem uma boa margem de contribuição e que supere o custo fixo isso significa que a empresa está obtendo lucro no seu negócio. É necessário demonstrar através da contabilidade gerencial se sua margem de contribuição é capaz de absorver seus custos fixos e formar lucro, assim ele pode tomar suas decisões baseadas nessas informações. 3.9.3 Ponto de Equilíbrio A análise do equilíbrio é o processo de se calcular as vendas necessárias para cobrir os custos de forma que os lucros e os prejuízos sejam iguais a zero. O ponto de equilíbrio que se obtem pela análise é importante para o processo de planejamento do lucro. Esse conhecimento permite manter e melhorar os resultados operacionais. Ele também é importante quando de introduz um novo produto ou serviço, moderniza-se um dispositivo, começa-se um novo negócio ou, ainda, nas atividades administrativas. Conforme Padoveze (1998, p.368) Ponto de equilíbrio evidencia, em termos quantitativos, qual é o volume que a empresa precisa produzir ou vender, para que consigo pagar todos os custos e despesas fixas, além dos custos e despesas variáveis que ela tem necessariamente que incorrer para fabricar/vender o produto.

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Indica o volume de vendas necessário para cobrir os custos fixos, levando em consideração que o aumento do volume de vendas proporciona o aumento dos custos. Atingir o ponto de equilíbrio é uma forma de identificar na empresa quais produtos deve ser produzido em maior quantidade ou se deve deixar de ser produzido, determinar o preço de venda.

4 APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS A Triunfo Contabilidade está no mercado a mais de 20 anos, localizada na Avenida Martin Luther, Blumenau-SC. Conta com 18 colaboradores e 120 clientes ativos. Dentre as 120 empresas, 15 delas são optantes pela tributação no lucro real, o objeto da pesquisa. Foi aplicada uma pesquisa através de perguntas sobre contabilidade gerencial, demonstrando através de gráficos para melhor entender sua posição conforme demonstrado abaixo. Das 15 empresas pesquisadas 5 não responderam aos questionamentos. Gráfico 1 – Ramo de Atividade O gráfico 1, demonstra que na pesquisa que 100% das empresas do lucro real e clientes do escritório Triunfo Contabilidade são do comércio varejista.

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Gráfico 2 – Tempo de atuação no mercado No gráfico 2, demonstra que das 10 empresas pesquisadas 90% já atuam no mercado