Trabalho Completo Livro Resumo O Monge E O Executivo

Livro Resumo O Monge E O Executivo

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Categoria: Outras

Enviado por: Jeferson 02 janeiro 2012

Palavras: 2679 | Páginas: 11

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não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor, dedicação e sacrifício. Defendeu também que o respeito, a responsabilidade e o cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande líder. Disse que ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver e que acima de tudo que para liderar é preciso estar disposto a servir.

Discutiram o conceito de liderança, poder, autoridade, paciência, bondade, humildade, respeito, abnegação, perdão, honestidade, compromisso. Discutiram sobre paradigmas, que eles tanto podem salvar vidas quando usados adequadamente como podem se tornar perigosos se os tomarmos como verdades absolutas, pois eles são padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida.

No seu livro "O Monge e o Executivo", James C. Hunter diz com muita propriedade: "Liderança não é estilo, liderança é essência, isto é, caráter. Liderança e o amor são questões ligadas ao caráter. Paciência, bondade, humildade, abnegação, respeito, generosidade, honestidade, compromisso. Estas são as qualidades construtoras do caráter, são os hábitos que precisamos desenvolver e amadurecer se quiser nos tornar líderes de sucesso, que vencem no teste do tempo".

No entanto, o mesmo Hunter, no livro já citado, faz uma terrível constatação: "Ao trabalhar com pessoas e conseguir que as coisas se façam através delas, sempre haverá duas dinâmicas em jogo - a tarefa e o relacionamento. Então a chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem relacionamentos. No entanto, existe um conceito de liderança defeituoso, devido ao quais pessoas voltadas para as tarefas provavelmente ocupam a maioria dos cargos de liderança".

O principal desafio que uma pessoa que quer ser um líder enfrenta é vencer o ego. Isso atrapalha muito. Mas é só uma questão de educação. Muita gente não tem idéia do que é liderança servidora. Pensam que a liderança está ligada ao poder, porque foi o que aprenderam. Era assim que o seu pai agia. Que o seu chefe agia. Agora, é preciso muito mais. Concordar intelectualmente com esse conceito é uma coisa. Fazer disso parte de sua vida é bem diferente. E o ego é uma das coisas que mais dificulta esse processo. No fim, é uma questão de escolha: você vai ser um líder servidor ou líder que serve a você mesmo? Várias pessoas ainda preferem servir a elas mesmas. Mas isso está mudando.

Os funcionários em todos os níveis e de todas as idades - estão muito mais conscientes do direito ao respeito, à justiça, ao reconhecimento, ao desenvolvimento, à qualidade de vida. E vão começar a exigir isso dos seus lideres, sejam chefes ou professores. E novos modelos de gestão de pessoas serão adotados e praticados.

Apesar de pensarmos que pequenos passos podem não fazer muita diferença numa jornada curta, podem fazer muita diferença na longa jornada da vida, esses pequenos passos são capazes de colocar-nos num lugar completamente diferente, nos coloca muito próximo do sucesso, que é o que todos nós buscamos na vida.

Resenha "Quem Mexeu no Meu Queijo?"

Spencer Johnson, M. D.

O livro é organizado de forma simples, de rápida e fácil leitura. É dividido em três partes: Reunião, História e Debate, o que permite que o livro seja lido de formas diferentes, já que não se faz necessário ler a primeira ou a última parte para entender a história. O livro é dirigido principalmente para funcionários da área administrativa, mas pode ser empregado para qualquer pessoa, pois permite várias interpretações em vários problemas e fatos da vida.

O livro começa com uma reunião em Chicago, alguns amigos que na noite anterior tinham tido uma reunião na escola secundária em que estudaram resolvem reunir-se em um almoço para terem uma conversa mais íntima.

Alguns fazem ligeiros comentários sobre suas vidas, e percebem que houve muitas mudanças desde o tempo em que estudavam juntos, algumas delas inesperadas e difíceis de serem aceitas, e outras evitadas e em discussão. Foi quando Michael disse que após ter escutado uma história, que mudou sua vida, passou a aceitar e entender melhor as mudanças que eram inevitáveis e muitas vezes camufladas pelo medo e inexperiência em sua empresa. Seus amigos curiosos pedem para ele compartilhar esta história:

A narrativa tem quatro personagens, dois ratos, Sniff e Scurry e dois pequenos homens, Hem e Haw, todos vivem em busca, correndo através de um labirinto, do seu ponto com reservas enormes de queijo de boa qualidade, queijo que os alimentava e deixava-os felizes. O que havia de comum entre eles é que todas as manhãs vestiam suas roupas de correr e tênis e saiam de suas casas a procura de seus queijos preferidos.

Os dois ratinhos, com seus cérebros menos desenvolvidos usavam o método de tentativa e erro, Sniff farejava a direção do queijo e Scurry corria na frente. Hem e Haw, apesar de terem cérebros mais desenvolvidos, muitas vezes davam-se mal quando as emoções humanas tomavam conta, o que tornava a vida no labirinto mais difícil.

Até que um dia encontraram um grande e delicioso posto de queijo, o posto C, logo a vida dos homenzinhos mudou, como sabiam que todos os dias seu maravilhoso queijo estaria lá, já não se preocupavam mais em acordar cedo para procurar queijo, simplesmente acordavam um pouco mais tarde e vestiam suas roupas de correr sem muita pressa, além de se mudarem para perto do posto. A felicidade deles era tão grande que decoraram todo o lugar com frases, sem se importar se havia algum dono ou até mesmo quem era o responsável por deixar todo aquele queijo ali. Ao contrário, ambos os ratinhos continuaram sua rotina, inclusive averiguando todos os dias o posto para verificar se alguma mudança havia ocorrido, e mesmo assim não deixaram de vasculhar o labirinto.

Até que um dia repentinamente, na visão de Hem e Haw, o queijo "sumiu, desapareceu", ficaram muito furiosos, não sabiam como aquilo tinha acontecido, ficavam se perguntando: "Quem tinha roubado o seu queijo? Quem havia escondido? Porque não colocavam mais queijo no lugar?", não sabiam o que fazer, apenas culpavam alguém, e mesmo assim continuavam a ir todos os dias no posto C, para ver se o queijo reaparecia. Um dia, Hem teve a idéia de que o queijo poderia estar escondido atrás de uma das paredes, bem perto deles, agora se equipavam de ferramentas e perfuravam diariamente a parede. Enquanto isso, Sniff e Scurry haviam achado um novo posto, o posto N, e este tinha mais queijo ainda que o outro, de maior qualidade e de vários tipos diferentes.

Finalmente, Haw começou a enxergar que sentar e esperar não iria adiantar, e imaginando os ratinhos saboreando um novo e macio queijo tentou convencer Hem de que a única maneira de sobreviverem seria procurar por um novo posto. Mas Hem não conseguia ter esta visão, achava que deveriam esperar o queijo reaparecer, e conforme os dias passavam ele tornava-se mais irritado, faminto e estressado, o que dificultava muito sua capacidade de perceber a mudança necessária.

Foi quando Haw deu-se conta que estava rindo de si mesmo, de seus medos e idéias pré-concebidas e definitivamente partiu em busca do novo queijo, infelizmente sem Hem. Não foi fácil desbravar novos caminhos, cometer erros e ter vontade de desistir, o que o incentivava era visualizar o novo queijo e os benefícios que ele traria. Enquanto não achava seu ponto ideal, Haw comia o queijo que encontrava pela frente, sempre escrevendo mensagens nas paredes para que se um dia Hem resolvesse sair do ponto C, não sentisse vontade de desistir e assim saberia se estaria no caminho certo. Lembrou-se de Hem e sentiu vontade de saber se ele continuava no mesmo lugar. Após chegar no posto C, encontrou-o e ofereceu-o o bom pedaço de queijo que achara pelo caminho, mas a sua maneira de pensar superlativando o que poderia dar errado e inferiorizando o que poderia dar certo continuava prendendo-o ali.

Depois de muita procura Haw achou o maior e melhor posto que já havia visto, o posto N, e então percebeu como foi bom ceder a mudança e tratá-la sem medo. Novamente quis convencer Hem a unir-se a ele, mas deu-se conta que a sua parte já havia feito, e era hora dele mesmo aceitar e ceder a mudança. Agora Haw não iria mais cometer seus velhos erros, sua roupa de corrida continuava à vista e ele não deixou de vasculhar o labirinto e seu queijo todos os dias, para poder perceber pelo menos um pouco antecipadamente, quando este tornar-se-á velho e duro, o que torna mais fácil e rápida a mudança.

Após terem ouvido a história, Michael e seus amigos concordaram em se reunir mais tarde para discutir o que haviam concluído. Todos contam um pouco de seus problemas e imediatamente percebem que a história mudará suas vidas. Cada um deles estava passando por dificuldades por não saberem agir adequadamente às mudanças, sejam elas no ramo profissional, amoroso, pessoal ou familiar. Infelizmente todos concordam que muitas dificuldades teriam sido mais facilmente superadas se conhecessem esta lição antes, mas levar isto adiante e tentar ajudar o maior número de pessoas possível isto é unânime.

Crítica

O livro "Quem mexeu no meu Queijo" de Spencer Johnson, M.D. endossa um dos principais problemas, que as empresas que já têm algum tempo de existência, vêem enfrentando. Apesar do livro ser um pouco mais voltado para esta área, ele permite uma adaptação da história em qualquer situação que envolva medo de mudar. A forma clara com que ele é escrito facilita bastante a compreensão e empatia com a situação de cada um, além da primeira e última parte exemplificarem e ratificarem bem a realidade da história. Contudo, estas mesmas partes tiram a capacidade do leitor de tirar suas próprias conclusões e assumirem uma posição crítica perante o livro, pois trazem uma visão pré-concebida e perfeita de que o livro é inegavelmente a solução para determinado problema, e que tudo que ele traz é incontestável e verídico.

Em Busca da Felicidade

UNIBAN

2007

A felicidade é uma constante busca na vida de qualquer ser humano, como objetivo principal da existência muitas pessoas tentam encontra-la a qualquer custo, a qualquer preço.

Ao refletir sobre a temática, cabe uma questão. Existe realmente felicidade? Quem não almeja ter um lugar calmo para repousar sem preocupações com datas, prazos, horários, contas, doenças e tudo mais que é inerente à existência humana? Ora, se felicidade existisse, de verdade, em sua plenitude, nós seres humanos, não teríamos razões para existir.

Felicidade não existe. O que existe são momentos felizes, visto que na vida, muitas vezes, em nosso trajeto nos deparamos com adversidades, dificuldades, lamentações e sofrimentos que apesar de não serem os mais desejados, também ajudam-nos a desenvolver, crescer e aprender a lidar com as diversas situações. Afinal, nosso caminho é incerto. Sabemos que o vento, o ar, é o sopro que nos invade no momento do nascimento, e é também aquele que se esvai quando se finda a existência.

A busca pela felicidade é vendida pela mídia, pela cultura, pelos países de primeiro mundos (os quais vale ressaltar, não são nem de longe exemplos a serem seguidos). Muitas pessoas buscam a felicidade consumindo, outras se anestesiam através dos vícios e compulsões para um pequeno contato com a tal “Felicidade”, outros ainda, sustenta a idéia de que felicidade é estar nos padrões das “celebridades”, ou melhor, da imagem de perfeição que estas pessoas vendem. Outras pessoas acabam levando a vida presa em lembranças do passado, e outras gastam tanto tempo planejando o futuro que se esquecem de estar presente no presente.

A vida tem se tornado cada vez mais superficial. A busca constante pelo mito da felicidade tornou-se uma busca vazia, afinal, quanto mais se tem momentos felizes, mais se quer ter.

Uma questão importante e que quase nunca é feita pelas pessoas, talvez pelo medo de entrarem em contato com uma parte de si que não conhecem é: Qual o sentido da minha vida? Ou Qual o significado de minha existência?

Questões profundas, mas fundamentais a existência humana. Será que existe felicidade em uma vida sem sentido? Com certeza não. A cultura em que vivemos hoje prima por uma utópica felicidade baseado em fantasias inatingíveis. Ora, se não consigo “ser feliz” comigo, se não posso me aceitar, como poderei com os outros? E a perfeição? Existe? Também não. Enquanto muitos padecem tentando atingi-la sem êxito, afinal se perfeitos formos, perderíamos a condição una. A de ser humano. Buscar a perfeição é tão utópico quanto à felicidade. Não se pode buscar o inatingível.

A sociedade padece cada dia mais por focar as atenções àquelas questões que se pararmos para pensar por um momento, se entrarmos em contato com a própria essência, podemos com certeza entender que para todos os nossos questionamentos, basta-se visitar as profundezas da alma, pois a resposta está dentro de cada um de nós.

As relações atualmente estão superficiais, as pessoas também, isto por uma falta de sentido na vida, e uma falta de não aceitar aquilo que não é perfeito. Se não lidarmos com nossas próprias limitações e aceita-las, como o faríamos para aceitar no outro?

Em seu livro “O Manifesto Comunista”, Karl Marx fez uma colocação interessante e que se remete ao atual momento em que vivemos, dizia ele que a família havia sido coberta pelo véu do capitalismo, reduzindo assim, os laços afetivos, limitando-as a relações de interesses.

Outra questão que pode ser colocada é o fato de as pessoas não conseguirem ficar só consigo mesmas. Muitas vezes para tapar os buracos da alma, as carências, os temores, as angustias de estar só, as pessoas acabam por usar outras como escudos contra a solidão. Será tão penoso entrar em contato com nosso lado sombrio? Aceitar que temos sentimentos, afetos e emoções que erroneamente são classificados pelos binômios certo x errado. Essa noção de certo e errado, de valores, de moral, acaba por criar o sentimento de culpa, de obrigação nas pessoas.

Quem sabe um dia, os indivíduos possam se aceitar em sua condição única e singular e serem livres de convenções sociais, e buscar em si mesmo, a sua verdade, o seu prazer, a sua essência e se libertar das amarras que as levam a vagarem sem sentido pela trajetória da vida. Deve se pensar no necessário e no fundamental, pois, muitas vezes, os melhores momentos de nossas vidas, os maiores prazeres estão em gestos simples, mas que nos dão a sensação de completude, de totalidade.