Trabalho Completo Logistica Dos Correios

Logistica Dos Correios

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Categoria: Outras

Enviado por: Carlos 02 janeiro 2012

Palavras: 3764 | Páginas: 16

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os, é a empresa estatal do Brasil operadora dos serviços postais. A ECT foi criada em 20 de março de 1969, como empresa pública vinculada ao Ministério das Comunicações, mediante a transformação da Autarquia Federal que era, então, Departamento de Correios e Telégrafos (DCT). A mudança não representou apenas uma troca de sigla, foi seguida por uma transformação profunda no modelo de gestão do setor postal brasileiro, tornando-o mais eficiente, e na consolidação de uma marca reconhecida por muitos como um verdadeiro patrimônio nacional. Nos anos que se seguiram, vários serviços foram sendo incorporados ao portfólio da empresa.

Além dos tradicionais serviços de cartas, malotes, selos e telegramas, entre os novos serviços podem ser destacados os pertencentes à família SEDEX, serviço de encomendas expressas. Ao todo são mais de cem produtos e serviços oferecidos pela maior empregadora do Brasil (no início de 2008 com mais de 109 mil empregados próprios, além dos terceirizados), sendo a única empresa a estar presente em todos os municípios do país, com uma vasta rede de unidades próprias e franqueadas. Diversos dos produtos e serviços da ECT podem ainda ser adquiridos pela internet.

Os Correios são, no Brasil, uma das instituições de maior confiabilidade: reiteradas pesquisas demonstram que o povo brasileiro entende que a ECT estariam à frente de instituições fortes como a Igreja e os Bombeiros, números que não foram abalados mesmo com as denúncias de corrupção em que estiveram envolvidos alguns de seus funcionários, cujas investigações desembocaram no chamado Escândalo do Mensalão no ano de 2006.

3. LOGÍSTICA INTEGRADA

Segundo Ballou (1993), o principal problema que a logística busca solucionar é equacionar produção e demanda para disponibilizar bens e serviços aos consumidores, nas condições físicas que esperam, quando e onde desejam.

Conforme Figueiredo e Arkader (2004), como todo conceito novo, ainda não há um corpo de pensamento consolidado na área de logística integrada, sendo que os artigos e as pesquisas existentes enfatizam os estudos em operações, marketing e engenharia. Também a formação do profissional de logística ainda está sendo estabelecida, sendo que nos EUA e na Europa já é disciplina obrigatória em cursos gerenciais. Os autores ainda enfatizam a utilização de tecnologias e o uso de sistemas automatizados e de inovações propiciadas pelo avanço tecnológico da informação, que traz vantage ns de tempo e facilita a integração de elos na cadeia, bem como a disseminação de conceitos gerenciais.

No Brasil, a estabilização econômica desde 1994, a intensificação da integração regional e a consolidação do Mercado Comum do Sul-Mercosul criaram impacto sobre as empresas e as condições de competitividade. Entretanto, a busca pela modernização e maior eficiência na área de logística esbarram na deficiência de infra-estrutura e na carência de conhecimentos e formação de mão-de-obra especializada. A grande maioria dos programas educacionais ainda contempla disciplinas com forte conotação funcional, sendo disciplinas isoladas nos currículos dos cursos de Mestrado em Administração ou nos cursos de graduação e pósgraduação em Engenharia de Produção. Todavia, vem aumentando significativamente a ocorrência de eventos como seminários e cursos de curta duração ministrados por acadêmicos e consultores (FIGUEIREDO e ARKADER, 2004).

Conforme as abordagens de Figueiredo e Arkader (2004), inicialmente a logística foi aplicada de forma fragmentada buscando a melhoria do desempenho individual de cada uma das atividades básicas. Posteriormente, o avanço da TI e a adoção de um gerenciamento orientado para processos possibilitaram a idéia de logística integrada, e as atividades logísticas extrapolam as fronteiras da empresa na direção de toda a cadeia de suprimentos, agregando mais valor do produto ou serviço junto ao consumidor para, dentre outros objetivos, aumentar a lucratividade. Então, a implantação de um sistema logís tico exige: planejamento, foco nas necessidades dos clientes, pessoal treinado e capacitado, utilização de TI adequada, previsões de demanda e aplicação sistemática de indicadores de desempenho.

Enquanto a produção era menor, os ciclos dos produtos eram mais longos e as incertezas mais controláveis, possibilitando a gestão isolada de atividades, cujos indicadores eram custos de transporte mais baixos, menores estoques e compras por preço. O dinamismo dos mercados e os clientes mais exigentes encurtaram os ciclos dos produtos, demandando gestão coordenada de materiais, de produção e de distribuição. Surge então o conceito de logística integrada, que considera o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição de materiais até o ponto de consumo final, assim como o fluxo de informação (FIGUEIREDO e ARKADER, 2004). Neste contexto, os autores citam as conclusões dos professores John L. Kent Jr. e Daniel J. Flint que apontam cinco eras principais da evolução do pensamento logístico, conforme figura 1.

Fonte: adaptado de Figueiredo e Arkader (2004)

Figura 1: Evolução do pensamento logístico

4. OPERAÇÕES DOS CORREIOS

Com uma estrutura capaz cobrir os 5.561 municípios brasileiros para desenvolver a operação de coleta e entrega de 3.541 toneladas de correspondências e encomendas diariamente, os Correios utilizam uma rede intermodal - aéreo e superfície - para percorrer 813.000 km por dia e fazer chegar aos 41 milhões de domicílios 32 bilhões de objetos e 400 mil encomendas.

Sua estrutura é composta por 12.520 agências, 11 terminais de carga, 104 centros de tratamento de correspondências (CTC’s), 707 Centros de Distribuição Domiciliar (CDD’s), 4.435 módulos de caixa postal comunitária, 3.689 agências comunitárias e 26.166 caixas de coleta de correspondências.

4.1 Logística como processo

A rede logística dos Correios busca propiciar segurança, rapidez e regularidade além de lucratividade e responsabilidade social.

Figura 2: Fluxo postal genérico da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

Em seu fluxo postal, depois de coletadas nas agências, nas caixas de coleta e nos computadores, as correspondências passam pela primeira triagem nos CTC’s dos locais de origem. Então são encaminhadas para outra triagem nos CTC’s dos locais de destino que as encaminha aos CDD’s que são responsáveis pela entrega aos destinatários por meio de carteiros a pé, de bicicleta, de moto ou de carro, dependendo da densidade de domicílios nos pontos de entrega.

Configurações estratégicas da malha logística que é estruturada para encaminhar os lotem de correspondências para as CDD’s que cobrem determinada área geográfica, que, por sua vez, após a triagem, desmembram os lotes conforme o local de destino e encaminham os novos lotes para os próximos CDD’s, até que as correspondências e encomendas cheguem aos seus destinos.

O próximo tópico descreve como os Correios brasileiros, na expectativa de adaptação às contingências ambientais, principalmente à evolução tecnológica da informação, aproveitaram e aprimoraram suas competências logísticas para então oferecer um novo produto ao mercado empresarial.

4.2 Logística como produto

Os Correios brasileiros, na expectativa de adaptação às contingências ambientais, principalmente à evolução tecnológica da informação, aproveitaram e aprimoraram suas competências logísticas para então oferecer um novo produto ao mercado empresarial.

Inicialmente, os Correios desenvolveram atividades logísticas para serem oferecidas àquelas empresas parceiras que necessitassem solucionar a questão de entrega de seus produtos diretamente aos consumidores, como nos dois exemplos a seguir.

Figura 3: Configuração da malha logística da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

O próximo tópico descreve como os Correios brasileiros, na expectativa de adaptação às contingências ambientais, principalmente à evolução tecnológica da informação, aproveitaram e aprimoraram suas competências logísticas para então oferecer um novo produto ao mercado empresarial.

Os Correios brasileiros, na expectativa de adaptação às contingências ambientais, principalmente à evolução tecnológica da informação, aproveitaram e aprimoraram suas competências logísticas para então oferecer um novo produto ao mercado empresarial.

Inicialmente, os Correios desenvolveram atividades logísticas para serem oferecidas àquelas empresas parceiras que necessitassem solucionar a questão de entrega de seus produtos diretamente aos consumidores, como nos dois exemplos a seguir.

1º Operação FNLD

Na parceria com a Fundação Nacional do Livro Didático (FNLD), denominada Operação FNLD, ilustrada na figura 8, os Correios eram responsáveis pela distribuição dos livros didáticos diretamente da editora para as escolas públicas, assumindo a retirada dos livros na editora e a entrega de cada pedido nas respectivas escolas públicas. A FNLD ficava encarregada de receber os pedidos das escolas e encomendar os livros solicitados diretamente à editora.

Figura 4: Fluxo do livro didático na Operação FNLD dos Correios

2º Operação TIM

Originária da parceria entre os Correios e a operadora de celulares Tim Brasil S.A., a Operação TIM, ilustrada na figura 5 tem como objetivo final a entrega de aparelhos de telefone celular diretamente nas residências dos clientes TIM.

Figura 5: Operação TIM da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos para entrega de aparelhos de telefone

celular em domicílio

Durante o desenvolvimento deste estudo de caso, foi possível aos autores identificar o incremento alavancado pela unidade de análise, cujas atividades promoveram uma nova oportunidade de aprendizagem, conforme descrito no item a seguir.

4.3 Logística como oportunidade de aprendizagem

Os bons desempenhos obtidos nas parecerias dos Correios com a FNLD e com a TIM e a capacidade de flexibilização para adaptação às alterações ambientais estimularam a diversificação das operações da organização. Alavancaram, também, o desenvolvimento de uma home page para e-commerce ampliando assim os negócios com entregas de encomendas.

Os Correios desenvolveram sua cadeia de valor para as parcerias aqui descritas de forma a utilizar sua capacidade de ficar responsável pelas etapas seguintes à venda/produção de seus parceiros, conforme demonstrado na figura 6.

Figura 6: Cadeia de valor das parcerias da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

Além de manter e expandir operações semelhantes às descritas neste estudo, os Correios hoje disponibilizam seu principal produto - a competência logística - para atender às necessidades empresariais de modo geral.

A seguir, este estudo apresenta as considerações que a pesquisa proporcionou após a análise das informações coletadas e das especificidades evidenciadas.

5. Considerações finais

A abordagem deste estudo nos permitiu perceber que empresa analisada tem grande preocupação com as atividades logísticas e que, ao contrário de muitas outras teorias administrativas, é possível adequar a prática das orientações da logística integrada às questões de suprimentos e de atendimento aos clientes dos serviços assim como dos produtos, das mercadorias e das informações.

Os Correios desenvolveram sua competência logística a ponto de transformá-la em produto. A partir do aprimoramento de suas operações de prestação de serviços de coleta e entrega de correspondências e encomendas com eficiência e lucratividade, a empresa observou a demanda crescente de outras empresas por solucionar as questões de fluxo de materiais e de informações e, propiciado pela evolução da tecnologia da informação, deu início a uma nova modalidade de produto de forma a agregar valor, promovendo uma interação intensa com o cliente final da cadeia de seus parceiros e assumindo a responsabilidade por diversas etapas da operação, liberando seus clientes diretos para dedicarem atenção a outras questões também importantes.

6. CURIOSIDADES:

6.1 Inovação nos Correios

A partir de 1969, com a criação da ECT, o sistema postal ganhou em agilidade e eficiência. Dentre as medidas adotadas para modernizar a empresa, destacam-se: a criação do Código de Endereçamento Postal (CEP), a implantação de centros de triagem automatizada, a instalação da Rede Aérea Postal Noturna e a informatização da empresa.

6.2 CEP

Em 1971 foi lançado o Código de Endereçamento Postal – CEP. Os cinco dígitos fizeram a diferença para a melhoria dos padrões de qualidade dos serviços postais.

Em 1992 o CEP ganhou mais três dígitos, unidos aos cinco primeiros por um hífen. A mudança, que facilitou ainda mais a triagem das correspondências e o trabalho dos carteiros, também permitiu que grandes edifícios, shopping centers, promoções especiais e grandes usuários tivessem um CEP exclusivo.

O primeiro dígito do CEP representa a Região (Estado, parte de Estado ou conjunto de Estados); o segundo, a Sub-Região (capital de Estado, um Estado ou cidades); o terceiro, o Setor (Estados, cidades de grande porte e conjunto de cidades de médio porte); o quarto, o Subsetor (cidades de médio porte e conjunto de localidades de pequeno porte); e o quinto, o Divisor de Subsetor (localidades, conjunto de localidades e logradouros principais). Os três últimos dígitos permitem identificar logradouros, unidades dos Correios, grandes usuários, caixas postais comunitárias e eventos promocionais.

No ano 2000, os Correios lançaram o Diretório Nacional de Endereços (DNE), um banco de dados atualizado pelo CEP, para ser utilizado por empresas. Acompanha a base DNE uma fonte especial para o CEPnet, que é o CEP em código de barras.

6.3 Rede Postal Noturna

Um dos maiores avanços dos Correios nas últimas décadas, a RPN é responsável pelo transporte diário de mais de 600 toneladas de objetos postais em todo o Brasil.

Avanço antes inimaginável para os ambulantes postais ferroviários do século XIX, que transportavam as malas postais entre o Rio e São Paulo e foram substituídos, nos anos 60, pelo transporte rodoviário e aéreo.

No início, o encaminhamento dos objetos postais era feito pelo Correio Aéreo Nacional (criado em 1941 pela fusão dos correios Militar e Naval); depois, em porões de voos regulares de passageiros, quando havia poucos horários disponíveis e limitação de espaço diante da quantidade de carga postal a ser enviada.

A criação da Rede Aérea Postal Noturna, na década de 70, veio no bojo de uma profunda reestruturação do plano de encaminhamento de objetos, necessária para que a empresa pudesse cumprir o D+1 (prazo que garante a entrega do objeto no dia seguinte à postagem), adotado à época em todas as capitais e cidades importantes.

6.4 Mecanização da Triagem

O aumento constante do volume do tráfego postal exigia aumento da força de trabalho e do espaço físico para o tratamento dos objetos, o que elevaria significativamente os custos operacionais da empresa, inviabilizando o negócio postal.

A mecanização da triagem de cartas, encomendas e malotes foi a resposta efetiva para vencer este desafio e promover o desenvolvimento sustentável da ECT.

Embora os primeiros passos no processo de mecanização da triagem tenham sido dados em 1934, com o uso de uma máquina de triagem chamada Transorma, somente em 1976 a ECT adquiriu os primeiros sistemas para o processamento de cartas e encomendas, importados do Japão, instalando-os em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Paralelamente, foram desenvolvidos e implantados, por empresas nacionais, Sistemas Mecanizados de Movimentação Interna de Carga, que agilizaram o fluxo do tráfego tratado automaticamente.

Atualmente existem 75 sistemas de triagem em operação nos principais centros urbanos do Brasil e cerca de 75% do tráfego postal passa por processos automatizados

6.5 Rede Corporativa

Surge, em 1997, a CorreiosNet, uma das maiores redes corporativas de dados da América Latina, abrangendo mais de 6.800 pontos e interligando todas as agências e unidades operacionais da empresa – em tempo real – em todos os municípios do País.

Sob um conjunto de computadores de alto desempenho e cerca de 140 terabytes de área de armazenamento de dados nos dois Data Centers (Brasília e São Paulo), são processadas diariamente cerca de 1,8 milhão de transações do Banco Postal e 900 mil dos serviços postais via Sistema de Automação da Rede de Atendimento (SARA).

Em 2008, a ECT investiu R$ 27 milhões na aquisição de equipamentos de última geração para modernizar seu parque tecnológico e suportar o crescimento previsto para os próximos anos.

6.6 Segurança Postal

Por meio de políticas de cooperação mútua e parcerias com organismos governamentais, como a Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Ibama, os Correios desenvolvem ações contínuas para combater o tráfico de drogas, o contrabando, o tráfico de medicamentos e de animais silvestres.

Nessas atividades, são utilizados equipamentos de raios-x e espectrômetros de massa. A operação dos equipamentos é feita exclusivamente por empregados treinados e em caráter reservado.

Com esse trabalho, a ECT garante a segurança de seus empregados e de seus clientes.

6.7 Portal Correios

O Portal Internet dos Correios (www.correios.com.br), criado em 1997, recebe uma média de 25 milhões de visitas mensais, destacando-se como o terceiro site de correio público mais visitado no mundo, ficando atrás apenas dos correios dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O site oferece Busca CEP, Serviço de Postagem Eletrônica, Rastreamento, telegrama e carta, entre outros.

O cliente também pode antecipar atendimentos relativos a Certificação Digital, Exporta Fácil, Importa Fácil, Endereçador, inscrições de concursos, Malote, SEDEX e Achados e Perdidos.

O Portal também abriga serviços e conteúdos institucionais sobre os Correios.

7. Correios comemoram a Logística Reversa

A solução de Logística Reversa oferecida pelos Correios completou em setembro três anos com acentuadas taxas de crescimento. Em 2007, o serviço movimentou 960 mil encomendas - um resultado 375% maior em relação ao ano anterior e faturou cerca de R$ 25 milhões. A previsão de faturamento em 2008 é de R$ 35 milhões, 40% maior em relação a 2007.

Indicada para os casos de devolução e trocas de produtos no período de garantia, a Logística Reversa dos Correios oferece facilidades como coleta domiciliar porta-a-porta, rastreamento via web dos pedidos e abrangência nacional. À medida que a logística reversa cresce no competitivo setor de encomendas do mercado de logística no Brasil, consolida seu caráter diferencial.

Isso porque confere agilidade às operações de troca ou devolução e garante aos fabricantes a fidelização de novos clientes.

Empresas de e-commerce, com destaque para os sites de vendas de telefonia celular, livros, DVDs e eletroeletrônicos, constituem alguns dos principais clientes dos serviços de Logística Reversa oferecidos pelos Correios. Para estes segmentos, que não dispõem de uma rede física de lojas para trocas, o serviço de logística reversa torna-se fundamental.

Os Correios, maior empresa brasileira de carga expressa, criaram três tipos distintos de soluções em logística reversa para atender à crescente demanda pelo serviço. Na Logística Reversa Domiciliar, a coleta de mercadorias é feita no endereço do consumidor final para retorno aos respectivos centros de origem ou encaminhamento à assistência técnica. Na opção Logística Reversa na Agência, a postagem da devolução pode ser feita em qualquer agência postal. A empresa ainda oferece a Logística Reversa Simultânea, em que a coleta e a entrega do produto a ser substituído são feitas ao mesmo tempo, de uma única vez.

Para as operações reversas os Correios utilizam os mesmos recursos empregados no transporte e distribuição de logística direta, que conta com o suporte da frota de 5 mil veículos - caminhões e utilitários, 15 mil motos e 16 linhas aéreas noturnas. O serviço é oferecido aos clientes de três tipos de encomendas: SEDEX, e-SEDEX (utilizado pelos portais que comercializam produtos pela internet) e PAC, que é a encomenda econômica dos Correios. Atualmente, os Correios recebem cerca de 130 mil pedidos/mês de Logística Reversa e têm a expectativa de movimentar, em 2008, 1,6 milhão de encomendas.

Fonte: http://www.correiodatarde.com.br/editorias/economia-34774

8. Correios:

8.1 Conservando o Patrimônio Histórico do Brasil:

As fotos a seguir ilustram a preocupação dos Correios em preservar um patrimônio histórico que é de todo o povo brasileiro, por meio da restauração e reforma de prédios em diversas capitais brasileiras, transformando-os em importantes centros de preservação e promoção cultural.

Livro Arquitetura dos Correios

Agência de Petrópolis - RJ

Agência Central de Niteroi - RJ

Agência Central de João Pessoa - PB

Agência de Manaus - AM

Agência de Porto Alegre - RS

Agência de São Luis - MA

Centro Cultural de Recife - PE

8.2 Casos Práticos:

8.2.1 Como funciona o processo dos correios junto a empresa Siemens:

Quando enviamos uma correspondência aos correios através da empresa, o processo começa com um contrato onde fica estabelecido o dia e a hora em que o motorsita passará para retirar a correspondência na empresa. Este contrato serve para que o Correio nos envie uma fatura com os valores finais das postagens, feitas num determinado período de tempo, assim não precisamos acertar as postagens diariamente, facilitando o processo.

Quando o motorista retira a correspondência na empresa começa o processo do tramite da mesma. Tudo é levado para uma agência, onde são postadas e recebem uma numeração, para que a mesma possa ser rastreada posteriormente. Todas as correspondências tem que "seguir viagem" no mesmo dia em que enviamos ao Correio, para que o prazo estabelecido seja cumprido.

Como é feita a postagem: Assim que dão entrada na agência de correio todas as correspondências ganham um carimbo com data, para definir a data de entrada, e as registradas, ganham uma etiqueta, que identifica o tipo de serviço utilizado no transporte, por exemplo: SEDEX 10, PAC, ENCOMEDA, etc. Essa etiqueta defini o numero da mercadoria, e através dessa etiqueta que o rastreamento é feito.

Da agencia de postagem, a correspondência segue para uma agência central de distribuição, onde seguirá para a agencia de distribuição mais próxima do destino.

Um exemplo:

SX872861528BR - Histórico do Objeto

O horário não indica quando a situação ocorreu, mas sim quando os dados foram recebidos pelo sistema, exceto no caso do SEDEX 10 e do SEDEX Hoje, em que ele representa o horário real da entrega.

Data Local Situação

04/03/2011 17:30 CEE FLORIANOPOLIS - SAO JOSE/SC Entregue

04/03/2011 15:55 CEE FLORIANOPOLIS - SAO JOSE/SC Saiu para entrega

03/03/2011 23:35 CTE CAMPINAS - VALINHOS/SP Encaminhado

Em trânsito para CEE FLORIANOPOLIS - SAO JOSE/SC

03/03/2011 17:45 ACF NOVA JUNDIAI - JUNDIAI/SP Postado

03/03/2011 10:24 ACF NOVA JUNDIAI - JUNDIAI/SP Encaminhado

Em trânsito para CTE CAMPINAS - VALINHOS/SP

Tabela 1: Histórico do Objeto

Neste caso, a correspondência foi postada na agência ACF NOVA JUNDIAI, e foi encaminhada para CTE Campinas Valinhos, que á a nossa agência de distribuição.

Desta agência, seguiu para a agência CEE Florianópolis, que realizou a entrega.

Durante o percurso, a cada parada, a correspondência recebe um registro para que o rastreamento seja possível.

Esse procedimento é feito através da leitura do código de barras existente na etiqueta.