Trabalho Completo Matemática Financeira No Ensino Fundamental

Matemática Financeira No Ensino Fundamental

Imprimir Trabalho!
Cadastre-se - Buscar 155 000+ Trabalhos e Monografias

Categoria: Outras

Enviado por: Mariana 30 dezembro 2011

Palavras: 1445 | Páginas: 6

...

mações sejam passadas adequadamente, explorando o lúdico, simulações de compras e vendas, preenchimento de cheques, histórias em quadrinhos, etc. Todos nós lembramos da quantidade de exercícios de matemática fizemos no colégio e que a maioria só serviu para detestarmos ou não entender ainda mais a matéria, eram centenas de exercícios com frações, números decimais, expressões imensas e completamente difícil de entender. Por que não atrelar esses cálculos a situações retiradas do cotidiano dos alunos? Por que não transformar uma conta do tipo 35,60 x 0,90 numa compra com desconto de 10%? Mostrar que a multiplicação de 46,80 x 1,10 pode ser feita como o cálculo do pagamento de 10% da gorjeta de um garçom.

Utilizar propagandas e jornais nas aulas irá fazer com que o cotidiano do aluno venha para sala de aula e isso vai dar vida aos conteúdos a serem trabalhados, com a ajuda dessas ferramentas, podemos despertar uma motivação, um senso crítico e talvez até mesmo o hábito da leitura, para que com isso seu vocabulário fique mais rico. Com esse material fica mais fácil elaborar os problemas, desenvolvendo atividades quem permitam que eles se envolvam mais ainda com o assunto, mostrando que matemática financeira não é um bicho de sete cabeças.

Montar grupos de alunos para poder mistificar os conceitos de juros simples, juros compostos e fatores de correção, esse último, que nada mais é do que um número decimal que multiplicado por um valor inicial, permite a obtenção de um valor final. Usando como ferramenta de aprendizagem propagandas com preços de mercadorias, podemos trabalhar acréscimo ou reduções e através da divisão do preço final (FV) com o preço inicial (PV), vamos obter o fator de correção. Utilizando esses recursos do cotidiano, é mais fácil de entender como chegar aos percentuais de aumento ou de redução de valores, que vemos todos os dias como os reajustes da caderneta de poupança, impostos, liquidações ou até mesmo aumento de salários.

Explicar a utilização correta da calculadora, já que ela ajuda o aluno a raciocinar, ter mais foco em questões complexas e de raciocínio lógico, o aluno tem um ganho enorme no processo de aprendizagem, e como isso tem mais tempo de fazer novas descobertas na matemática. Os estudantes devem aprender a dominar diferentes estratégias de cálculo, conhecer os limites de cada recurso e, por fim, decidir a quais usar calculadora é mais adequado. O uso de novas tecnologias na sala de aula gera um ganho de informações transmitidas aos alunos.

Segundo os PCN do Ensino Fundamental, o uso desses recursos traz significativas contribuições para se repensar sobre o processo de ensino e aprendizagem de Matemática, como:

• Revitaliza a importância do cálculo mecânico e da simples manipulação simbólica, uma vez que por meio desses instrumentos tais cálculos podem ser realizados de modo mais rápido e eficiente;

• Evidência para os alunos a importância do papel da linguagem gráfica e de novas formas de representação, permitindo novas estratégias de abordagem de variados problemas;

• Possibilita o desenvolvimento, nos alunos, de um crescente interesse pela realização de projetos e atividades de investigação e exploração como parte fundamental de sua aprendizagem; [PCN, p. 43 e 44].

Sobre essas vantagens, o autor Guinther (2001), em seu texto Uma experiência com calculadoras numa 6ª série do Ensino Fundamental, Informação e Tecnologia, afirma:

“Acredito que os alunos construíram uma visão melhor de como a Matemática pode ser trabalhada com os recursos oferecidos pelas tecnologias. Puderam experimentar aulas diferentes das tradicionalmente dadas com o uso somente da lousa e giz. Deixaram de ser passivos e atuaram na discussão com os colegas e professor”.

[GUINTHER, 2001].

Existem ao menos três áreas da educação matemática cujos conteúdos podem ser potencializados pelo uso da calculadora.

• Resolução de problemas: Com a calculadora é possível aproximar o raciocínio que se faz na resolução de problemas de situações da vida real.

• Cálculo mental e estimativa: Na área da estimativa e do cálculo mental, existem atividades em que o instrumento é empregado para checar rapidamente se o raciocínio está correto.

• Intuição matemática: No campo da investigação matemática, a calculadora permite explorar temas que até há pouco tempo eram vistos apenas na teoria e resumidos a alguns exemplos.

A matemática financeira serve de alerta para todos, pois sabemos que muitas vezes somos vítimas de fraudes em empréstimos, financiamentos ou propaganda enganosa por causa da falta de informação e conhecimento matemático. Com um melhor entendimento sobre esse assunto fica mais fácil poupar corretamente, investir e até mesmo reivindicar aquele desconto que temos direito por pagar algo antes do vencimento. Acredita-se que ajudaria até a diminuir as diferenças sociais e evitaria que cidadãos caíssem em armadilhas.

Conclusão

Mas para isso tudo acontecer precisamos mudar o modo de ensinar matemática financeira, temos que derrubar certos tabus que ainda existem por aí, é dar qualificação e ferramentas para que os nossos professores apliquem um ensino de qualidade. Pois na hora de tomada de decisões, conhecimento e informação se fazem necessários na vida de todas as pessoas. Dessa forma, é muito importante inserirmos os conceitos financeiros na vida dos jovens e crianças no ensino fundamental para que eles se sintam preparados para lidar com dinheiro, ou para que saiba o quanto estão pagando de juros como consumidores ou ainda para que possam planejar suas vidas, sabendo a influência da inflação, do valor do dinheiro no tempo e para que possam ter uma vida financeira mais estável, sem dividas e preocupações no final do mês.

BIBLIOGRAFIA

Coleção Matemática Hoje, Antônio José Lopes Bigode, Ed. FTD,

Introdução à História da Matemática, Howard Eves,

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental - Matemática, Brasília, 1998.

GUINTER, A. Uma experiência com calculadoras numa 6ª série do Ensino Fundamental. Informação e Tecnologia, Campinas, 2001.

SÁ, Ilydio Pereira de. - Matemática Comercial e Financeira (na educação básica) para Educadores Matemáticos – Sotese, Rio de Janeiro, 2005.

SKOVSMOSE, Ole - Educação Matemática Crítica: a questão da democracia – Editora Papirus: São Paulo, 4ª edição, 2008.

Crítica: Incerteza, Matemática, Responsabilidade - Bolema, Rio Claro (SP), Ano 21, nº 29, 2008.

https://www.revistaescola.abril.com.br

:

-----------------------

Trabalho, apresentado como método de Avaliação de Ensino – TCD – da disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica, do 5º período do curso de Licenciatura em Matemática EAD da Universidade Castelo Branco - UCB.