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Categoria: Língua Portuguesa

Enviado por: Carlos 18 dezembro 2011

Palavras: 2140 | Páginas: 9

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o, além de uma competência em língua de sinais, uma compreensão da gramática e da escrita dessa língua, a partir das bases culturais.

2. COMO SURGIU LIBRAS

O registro mais antigo que se tem de língua dos sinais teve a data em 368 a.C. Feito por Sócrates, filosofo Grego a língua utilizada foi baseada na língua de sinais francesa. (MENEZES, 2006) afirma que o Brasil ainda era uma colônia portuguesa governada Dom Pedro II quando a língua de sinais para surdos chegou ao país, mais precisamente no Rio de Janeiro em 1856.

Conforme (RAMOS e GOLDFELD, 1992), o conde francês Ernest Huet desembarcou na capital fluminense com o alfabeto manual francês e alguns sinais. O material trazido pelo conde, que era surdo, deu origem à Língua Brasileira de Sinais (Libras). O primeiro órgão no Brasil a desenvolver trabalhos com surdos e mudos surgiu em 1857. Foi do então Instituto dos Surdos-Mudos do Rio de Janeiro, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que saíram os principais divulgadores da Libras. A iconografia dos sinais, ou seja, a criação dos símbolos só foi apresentada em 1873, pelo aluno surdo Flausino José da Gama. “Ela é o resultado da mistura da Língua de Sinais Francesa com a Língua de Sinais Brasileira antiga, já usada pelos surdos das várias regiões do Brasil.” Em 1815, Thomas H. Gallaudet, professor americano interessado na educação dos surdos, encontra na França o abade De LEpèe, primeiro indivíduo a estudar a língua de sinais através da observação de um grupo de surdos que utilizava o método manual, o qual foi utilizado por ele, e em 1817, junto com Laurent Clerc, um dos melhores alunos de De LEpèe, fundou a primeira escola permanente para surdos nos EUA, que utilizava como forma de comunicação em salas de aula e conversas extra-classe um tipo de francês sinalizado, adaptado para o inglês. Surge então uma metodologia que mais tarde será utilizada na filosofia da Comunicação Total.

[...] todos os seres humanos têm o direito de identificarem-se com uma língua materna e de serem aceitos e respeitados por isso; todos têm o direito de aprender a língua materna(s) completamente, nas suas formas oral (quando fisiologicamente possível) e escrita; todos têm o direito de usar sua língua materna em todas as situações oficiais (inclusive na escola); todos os utentes de uma língua materna não-oficial em um país têm o direito de serem bilíngües, isto é, o direito de terem acesso a sua língua materna e à língua oficial do país. Quadros (1997a, p. 28)

No Brasil, em 1835, foi apresentado um projeto e logo arquivado, onde o deputado Cornélio França propunha o cargo de professor para ensino dos surdos-mudos no Rio de Janeiro e províncias, mas esses atendimentos só iniciaram depois de 22 anos. Em 1855, chegou um professor francês surdo, Ernest Huet, que com a aprovação do Imperador D. Pedro II, conseguiu fundar a primeira escola brasileira de surdos no Rio de Janeiro, em 26 de setembro de 1857, atualmente Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Os alunos de todas as regiões do país vinham em busca de estudo e eram educados por linguagem escrita, datilologia e assim a língua de sinais e alfabeto manual passaram a ser conhecidos e usados em todo o nosso território. Em 1911, como em todo o mundo, estabeleceu o oralismo puro em todas as disciplinas, mas a língua de sinais era utilizada pelos surdos nos pátios e corredores da escola.

3 LIBRAS

Língua Brasileira de Sinais Libras é a forma de comunicação e expressão, em que o sistema lingüístico de natureza visualmotora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

O decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 regulamenta esta Lei e estabelece a libras como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de Professores. A importância deste decreto está no número de professores que desconhecem ou não se consideram com habilidades adequadas para o uso desta língua. As justificativas são diversas, entre elas, a inexistência de um curso de libras em algumas localidades dos estados brasileiros, ou a falta de coordenação motora na configuração dos sinais. Todavia, os deficientes auditivos, também são penalizados com essa falta de adequação dos educadores. A expressão real disso é o fracasso de muitos alunos na tentativa de leitura labial, a incompreensão e falta de interpretação de textos de modo geral, a dificuldade na escrita do português e, por conseqüência, a evasão escolar.

[...]Vários pesquisadores têm alertado para o fato de que é fundamental para o surdo aprender com significado que o professor use a língua de sinais nas interações e na mediação dos conteúdos acadêmicos .A procedência da língua de sinais como um dos principais mediadores de conteúdos acadêmicos e da transmissão da cultura surda deve-se ao fato dela ser a língua natural dos surdos e de ter sido construída pela comunidade, ao longo dos anos. Tendo em vista que a comunidade e a cultura surdas não são sistemas estáticos, a língua de sinais é uma língua viva, em constante movimento de recriação e reinterpretação de conceitos e de significados, de tal maneira que o conhecimento da língua de sinais depende do contato freqüente das pessoas com a comunidade e cultura surdas. (Dorziat, 1995 e 1999; Moura, 2000 e Pedroso, 2001).

Especificamente na área educacional, a proposta bilíngüe, defendida por surdos (Skliar e Lunardi, 2000; Pedroso e Dias, 2000) e por profissionais educadores, psicólogos e fonoaudiólogos, exige, do mesmo modo que em outras instituições sociais, o uso e o ensino da língua de sinais, a criação de condições propícias ao desenvolvimento da identidade surda e o contato com a comunidade e cultura surdas.

4 INCLUSÃO

Neste contexto de inclusão, o principal personagem é o aluno surdo. Este possui língua e cultura diferente daquela que o professor está acostumado a lidar. Também, por Lei, tem o direito de ser incluído em sala e Escola de ensino comum. No caso de o professor ser ouvinte e de não dominar a Libras, Lacerda (2003) expõe que a escola pode incluir em sala de aula um intérprete de língua de sinais, o qual precisa estabelecer uma parceria com o professor da turma e participar das discussões de planejamento e de organização das estratégias educacionais, para que não haja um desequilíbrio das relações pretendidas no espaço escolar.

Embora definidas as funções de cada profissional observa-se certa situação aflitiva entre eles e tais necessitam ser corrigidas. O Professor normalmente tem muitas dúvidas ou mesmo desconfiança na tradução que o intérprete realiza, acreditando ser improvável a concretização da interpretação pelo simples fato do intérprete não haver feito licenciatura, pedagogia, magistério ou não ter intimidade com os conteúdos escolares. O intérprete muitas vezes vai além de sua interpretação interferindo naquilo para qual não foi lhe dado autoridade. Muitos intérpretes são selecionados para trabalharem nas escolas de todo o país, porém nem todos estão em condições profissionais para atuarem. Outro problema advindo do professor é a desconfiança se o intérprete na hora da prova podendo auxiliar nas respostas da prova.

Muitos acreditam que contratando professores que conhecem Libras os profissionais intérpretes poderão ser substituídos. Esse é um grande erro de avaliação. Os procedimentos técnicos são completamente diferentes. Por isso foram definidas as funções comunicativas e as funções pedagógicas. Mesmo que o Professor conheça muito bem a Libras ele é Educador, a não ser que tenha experiência profissional dentro da área de interpretação, mesmo assim é melhor exercê-la em momentos distintos.( Profº Raul Enrique Cuore 2009 )

Para o Bilingüismo é necessário reconhecer as línguas dos surdos, a libras como a língua da comunidade, e majoritária. Quanto à libras é fundamental valorizá-la como o meio da comunidade surda interagir social, cultural e cientificamente e assumir o modo de ser, pensar e agir dos surdos, isto é, a sua identidade e cultura (Quadros, 2000). Assim pensando, não é possível implementar o Bilingüismo sem trabalhos com a língua de sinais e com a comunidade surda.

5 LINGUA PORTUGUESA E LIBRAS

Entender a aquisição da Língua Portuguesa escrita por indivíduos surdos é de fundamental importância a todos os professores, tanto os de línguas como os de outras áreas do conhecimento, Dentro deste contexto, Farias (2006) realizou um estudo sobre a aquisição da Língua Portuguesa escrita por surdos, com o objetivo principal de conhecer a cultura surda, a fim de identificar as características de Libras, e de verificar como ocorre o processo de aquisição de sua segunda língua, a Língua Portuguesa escrita. Então, para os fins desta pesquisa, Farias (2006) fez uma breve explanação da história da educação dos surdos, focalizando as três filosofias que caracterizam o ensino no país; descreveu a língua de sinais; abordou aspectos relacionados à aquisição da língua própria dos surdos; pesquisou sobre a alfabetização na forma escrita da língua de sinais e da Língua Portuguesa; apresentou os dados do estudo que foi realizado em uma escola regular da região do Vale do Rio dos Sinos, com alunos surdos da primeira série do ensino Fundamental; analisou os dados coletados, estabelecendo um paralelo da realidade observada com o estudo teórico desenvolvido; e, por último, apresentou algumas propostas para o ensino da leitura e da escrita da Língua Portuguesa para surdos.

Da mesma forma que o trabalho de Farias (2006), apresentando. É importante ressaltar que esse estudo foi desenvolvido sob a visão de pesquisadoras do Curso de Letras, a partir de seus recentes contatos com fatos da área, mas que julgam necessário um olhar atento para a educação de surdos, uma vez que a responsabilidade com o ensino da língua também está nas mãos desses profissionais.

6 CONCLUSÃO

A importância de conhecer a estrutura da Libras para o educador busca uma nova abordagem sobre o estudo inclusivo, este trabalho propõe compreender o uso da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), aplicado para alunos com necessidades auditivas específicas. Será analisado o papel do aluno, do interprete de Libras e do professor no contexto de sala de aula, o entendimento do português como fonte de alfabetização e letramento que serão de grande importância na discussão do ensino inclusivo dos deficientes auditivos em escolas regulares.

7 REFERÊNCIAS

Disponível em: www.libras.org.br/leilibras.htm. Acesso: 13/09/2009

Disponível em: www.sociedadeinclusiva.pucminas.br / Acesso: 13/09/2009

SILVA, Daniela Regina.Psicologia da Educação e Aprendizagem. ed.Indaial:asselv,2007.

SILVA, Daniela ReginaPsicologia Geral e do desenvolvimento. ed.Indaial:asselv,2005.

RAFAELLI, Kátia Solange coelho.Lingua Brasileira de Sinais Ed. Indaial: asselvi, 2009.