Trabalho Completo Psicologia e Educação De Henri Wallon

Psicologia e Educação De Henri Wallon

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Categoria: Psicologia

Enviado por: Camila 23 outubro 2011

Palavras: 3818 | Páginas: 16

...

sivo Emocional.

O primeiro estágio da teoria walloniana é o que compreende o período de 0 a 1 ano de idade e contém duas etapas: da impulsividade motora e emocional.

Evidenciam que Wallon ressalta a relação de dependência criança/meio-externo (adulto) neste período, constituindo a comunicação recíproca cuja construção de significados dar-se-á de modo comum e paulatina para ambos – a vivencia sincrético-social antecede a formação da consciência de si através dos complexos exercícios de relação e interação, numa relação dialética, o eu e o outro internalizados serão parceiros construtivos da via psíquica, sendo ele autor e objeto da ação –, fase de predominância afetiva e centrípeta (volta-se para dentro de si, interioridade).

Na primeira etapa denominada impulsividade motora (de 0 a 3 meses) há predomínio da movimentação reflexiva, impulsos descontínuos provocados por tensão – seja de origem interna ou externa – pelo não pronto atendimento de sua necessidades repercutindo tal ação no meio e leva o adulto a busca de ler sua necessidades.

Sensibilidade Intero, próprio e esteroceptiva

Dentre as fases dessa etapa destacam-se: as sensibilidades interoceptivas (reuni sinais dos órgãos internos, pois as terminações sensitivas se localizam nas viserais), proprioceptivas (apresenta impressões musculares caracterizada pela relação ao movimento e equilíbrio do corpo no espaço, comandadas pelas terminações sensitivas do aparelho muscular, tendões e articulações que reagem aos estímulos intero e proprioceptivos) e exteroceptiva (ligada à afetividade, esta relacionada ao conhecimento do mundo exterior);

Simbiose fisiológica e simbiose afetiva

A simbiose fisiológica (total indiferenciação entre as diversas necessidades fisiológicas e as diferentes formas de satisfazê-las) e afetiva (período inicial do psiquismo estabelece o ser humano como mediador entre o fator fisiológico e o social e o circuito simbiótico associado à maturação da fase anterior).

Movimento

O movimento é o mais destacado por Wallon por ser uma das principais formas de comunicação da vida psíquica do bebê com o ambiente externo - se apresenta de três formas: movimento de equilíbrio (reação de compensação e reajustamento dos corpos sujeito a gravidade – deitado, sentado e de pé – que gera conquista do espaço e mudança de comportamento); movimentos de preensão e de locomoção (deslocamentos de corpo e dos objetos no espaço, dominando este último e compreendendo a si mesma); e reações posturais (entendido como resultado da atividade muscular que pode ser percebido sob os aspectos distintos e complementares, clônico - músculos de alongamento e acolhimento - e o tônico - atitudes e posturas - deslocamento dos segmentos corporais que permitirão atitudes expressivas e mímicas ). Ao final desta primeira fase já perceber-se em transito a fase emocional.

Segundo momento: Emocional

Caracterizada pelas transformações das descargas motoras em meio de expressão e comunicação do bebê com o adulto que passam a ser graduadas e identificadas com ausência de instrumentais cognitivos, culminando na primeira forma de sociabilidade, via experiência de trocas e estímulos externos, e inicio da vida psíquica ao elaborarem as primeiras imagens mentais, marcas individuais, diversificar e concretizar suas atitudes, aguçar e antecipar situações transformando estes sinais em sinais de cognição.

Emoção e tônus

É importante nessa etapa a relação direta existente entre emoção e tônus, passíveis de interpretação graças ao grau da função tônica e o seu suporte á manifestação da emoção, ambos complementares.

Atividades Circulares

As atividades circulares (de repetição) ocorrem aos cinco meses movimentos inicialmente causais, repetidos intencionalmente pela criança que ira investigar as possibilidades diante da variação de movimentos decorrentes do nível de evolução – de atos impulsivos, movimentos intencionais fazendo uso da associação dos campos sensoriais e musculares, graças à maturação do córtex cerebral, através da exploração e progressos na percepção, manipulação/preensão e constituição da linguagem (este resultante dos campos sensoriais auditivos e vocal). Em suma é importante instrumento de aprendizagem em diferentes áreas iniciando-se neste o estágio seguinte, o sensório-motor, onde o interesse deixara de ser centrípeta para ser centrífuga.

Passagem do estágio impulsivo emocional para o estágio sensório-motor e projetivo

A passagem do estágio impulsivo emocional para o estágio sensório-motor e projetivo ocorre à passagem da presença da subjetividade afetiva e construção de si ao identificar e explorar objetivamente seu próprio corpo adquirindo conhecimento sensório-motor corporal que resulta maior exploração do mundo exterior.

Capítulo 2- Estágio Sensório-Motor e Projetivo

Neste capitulo Lúcia Helena F. Mendonça Costa dedica-se, analisar tal estágio compreendido entre crianças com 1 a 3 anos de idade. Inicia ressaltando os meandros entre estes dois primeiros estágios da teoria walloniana. Cita as conquistas das crianças (primeira parte desse estágio) auferidas pelas marcha e linguagem possibilitando o desenvolvimento da inteligência das situações, permitindo transparecer a busca por independência e exploração investigativa espacial ao seu redor.

Tal fato propício à segunda parte desse estágio: a etapa projetiva - particularizada pela forma do funcionamento mental das crianças que redimensiona a percepção dos objetos e do mundo a partir da ação motora – que possui dois movimentos corroboradores nas expressividades da atividade mental denominados de imitação (participação e desdobramento do ato induzido por modelo exterior; recurso simbólico que prepara para a representação) e simulacro (caracteriza-se pelo exercício ideo-motor, ou seja, pensamento apoiado em gestos). Através da linguagem a criança poderá revelar elaboração das imagens e dos símbolos expressando sua atividade mental, ou seja, a função simbólica ganha espaço.

É importante sublinhar que as autoras não se detém quanto ao significado da relação imagem e esquema corporal, elementos de grande importância dentro da teoria em estudo. Vale expor que para Wallon a noção de corpo sofre transformações através do processo de amadurecimento neurofisiológico da criança. A formação da imagem especular se dá quando o eu exteroceptivo fornecido pelo espelho vem juntar ao eu proprioceptivo, num processo tônico-postural, ou seja, apreende sua imagem como representação em comparação a imagem do outro. Por fim, a descoberta do seu eu favorece ao desenvolvimento do seu esquema corporal que é concebido como as diversas sensações que são gradualmente organizadas e experimentadas desde o nascimento. [2] Logo, os conceitos imagem, corpo e esquema corporal estão presentes na teoria em analise e lhe dão sustentabilidade.

Os textos interpretativos da teoria walloniana analisados trazem tais conceitos bem intricados e intercalados. Não são discutidos em separado, mas notados em seu conjunto com as ações correspondentes do estágio em desenvolvimento.

A todo instante Wallon aborda tais conceitos ao descrever:

No primeiro estágio, na etapa impulsividade motora, as sensibilidades intero-proprio-exteroceptiva, a simbiose fisiológica e afetiva, o movimento (em suas três formas: movimento de equilíbrio, movimentos de preensão e de locomoção e reações posturais), na etapa emocional, quando a criança começa a buscar no outro o referencial, a comunicar-se de modo mais enfático dando os primeiros passos a sua individualidade, a agir investigativamente com seu corpo adquirindo conhecimento sensório-motor corporal;

No segundo estágio a marcha e linguagem são caracteres projetivos para o desenvolvimento da inteligência situacional, que lhe permitira maior independência e exploração investigativa espacial ampliando seu campo de ação através da etapa projetiva – imitação e simulacro – e ressalta a importância da linguagem como meio de elaboração das imagens e dos símbolos, tal situação permite uma representação gráfica da imagem de si e consequentemente o gradual conhecimento de como funciona o corpo via experimentação.

Capítulo 3- Estágio do Personalismo

De acordo com Henri Wallon, a criança dos 3 aos 6 anos encontra-se no estágio denominado por ele de personalismo, pois este estágio está voltado para a pessoa, para o enriquecimento do eu e para a construção da personalidade. É caracterizado pela exploração de si mesmo, como um ser diferente dos outros, iniciando assim o processo de discriminação entre eu e outro, revelada pelo uso insistente de expressões como eu, meu, não, etc. Neste estágio, a preponderância é afetiva e apresenta três fases distintas: oposição, sedução e imitação. A oposição deve ser compreendida como busca de afirmação de si, de constituição de si como pessoa, como processo de diferenciação em relação ao outro. A fase da sedução ou idade da graça é caracterizada pela exuberância dos movimentos, alcançada pela maturação motora e pela necessidade de ser prestigiada e admirada, tornando-se centro das atenções. Busca no outro a aprovação e ao se exibir, criança reconhece que pode ter sucesso ou fracasso. Quando a necessidade de aprovação e admiração não corresponde às suas expectativas, a criança torna-se ciumenta e competitiva. A imitação é marcada pela busca de modelos para poder compreender sua posição nas relações com os outros. Portanto, o estágio do personalismo é uma etapa decisiva na constituição da pessoa. As atividades descritas no plano de aula favorecem o desenvolvimento das crianças nas fases descritas por Wallon, pois a professora passa a ser o modelo, e as crianças têm oportunidade de vivenciar os diversos papéis e conviver com outras de sua idade em torno de atividades de interesse comum, constituindo-se também como grupo.

O estágio do personalismo é um período crucial para a formação da personalidade do indivíduo e da auto-consciência. Uma consequência do caráter auto-afirmativo deste estágio é a crise negativista: a criança opõe-se sistematicamente ao adulto. Por outro lado, também se verifica uma fase de imitação motora e social.

Capitulo 4- Estágio categorial

Estágio categorial (6 aos 11 anos) O estágio do personalismo é sucedido por um período de acentuada predominância da inteligência sobre as emoções. Neste estágio, a criança começa a desenvolver as capacidades de memória e atenção voluntárias. Este estágio geralmente manifesta-se entre os seis e os onze anos de idade. Formam-se as categorias mentais: conceitos abstratos que abarcam vários conceitos concretos sem se prender a nenhum deles. No estágio categorial, o poder de abstração da criança é consideravelmente amplificado. Provavelmente por isto mesmo, é nesse estágio que o raciocínio simbólico se consolida como ferramenta cognitiva.

Esse estágio caracteriza-se na criança por começar a perceber que existe uma diferenciação entre si própria e o mundo externo.

Entre 6 e 7 anos torna-se possível tirar a criança de suas atividades espontâneas para fazer com que ela se dedique á outras que pressupõe autodisciplina, é quando se inicia sua vida escolar. A escola facilita o desenvolvimento de suas potencialidades, transformando/confirmando sua imagem originada na família.

A autodisciplina mental, designada por Wallon como atenção, se estabelece devido a maturação dos centros nervosos de inibição e discriminação traduzindo-se também em atividades e posturas motoras mais precisas e de forma voluntária.

Neste momento a objetividade começa a substituir o sincretismo. A diferenciação entre o EU e o OUTRO, iniciado no estágio anterior, fornece condições estáveis para exploração mental do mundo físico.

A criança origina seus pensamentos tanto em suas experiências pessoais quanto no que aprende através do meio. Entre essas duas formas de conhecimento pode haver contradições que darão força ao seu desenvolvimento, pois através do enfrentamento delas é que irá mudando de estágios.

No inicio deste estágio o pensamento por pares é predominante. Esses pares formam-se por contrastes ou oposições tanto quanto por vínculos ou semelhanças. É o par que sustenta o pensamento sincrético. Enquanto seu mundo interno é povoado de sonhos e fantasias, o externo é repleto de símbolos e códigos culturais, é nesse contexto que desenvolve sua inteligência, na qual o sincretismo é um fator determinante.

As novas percepções criam uma série de discriminações para as crianças dentre as pessoas, os objetos e os acontecimentos.

A criança mantém nesse estágio uma relação mais estável com os adultos.

A afetividade que vivencia com o outro determina o teor positivo ou negativo do que ela pensa, sente e faz.

Suas potencialidades serão determinadas pelo meio em que vive.

A relação nutrida no seio familiar é diferente da relação que a tradição escolar apresenta, e, essa mudança a individualiza enquanto se adapta entre o que é “certo” e o que é “errado”.

Esse estágio organiza uma nova estrutura mental dividida em duas partes:

1- Fase pré-categorial, entre 6 e 9 anos, caracterizado pelo pensamento sincrético.

2- Fase categorial, entre 9 e 11 anos, onde a criança classifica e ordena todas as coisas que vivencia.

Pensamento por pares

O início da inteligência discursiva para a tese de Wallon é de que a criança não consegue pensar em unidades, ela pensa em pares, isso devido à inabilidade em reunir as coisas que acontecem com o que as fizeram acontecer, ou seja, não discerne entre causa e efeito. Por isso a criança entre 5 e 9 anos precisa de dois elementos para que um dê identidade ao outro, complementando-o, diferenciando-o.

Assim pode-se caracterizar o pensamento por pares como uma percepção global, formada pela união de circunstancias, coisas, acontecimentos em que se confundem sentimentos e realidades, uma vez que se dá a partir da vivência da criança.

Elas desenvolverão atividades intelectuais em que ligam algo, entre o momento em que acontecem e as imagens, pessoas, acontecimentos, nas quais criam nexos lógicos e constroem unidades de pensamentos. Os detalhes são muito preciosos para essa idade, tanto que ao expressar uma única característica de algo, crêem ter exprimido todas as qualidades.

Com o pensamento em pares, não consegue, ainda, fazer relações e ter noções de tempo e lugar, tudo se mistura em suas idéias. A criança está, nesse estágio, aprendendo a diferenciar e a discriminar.

É um pensamento preso em contradições que através do confronto com a experiência pode gerar um sentimento de inadequação na criança levando-a a procurar um melhor ajuste de suas representações frente a realidade.

Para que ligações lógicas e coerentes se tornem possíveis ocorre a passagem para o pensamento de relações.

Pensamento categorial

Após pensar em pares, a discriminação vai acontecendo e a criança nomeia, agrupa e compara todas as coisas e pessoas, assim, classifica e ordena o mundo.

Com o amadurecimento das funções de inibição e discriminação no sistema nervoso torna-se possível a redução do sincretismo e da instabilidade do plano motor, facilitando assim a ultrapassagem do pensamento em par.

Categorial significa classificar e ordenar e a criança passa a estabelecer essas classificações através de diferenciações sucessivas do real estabelecendo nexos e novas relações.

Aos 9 ou 10 anos as categorias intelectuais possibilitam à criança diversas identificações, análises, definições e classificações de objetos e situações, com coerência.

Formam-se as categorias mentais: conceitos abstratos que abarcam vários conceitos concretos sem se prender a nenhum deles. Uma criança que antes associasse o conceito de "triângulo" a triângulos equiláteros (porque este tenha sido apresentado como um exemplo de triângulo) adquirirá a habilidade de compreender que mesmo "formatos" diferentes, triângulos isósceles e escalenos, também são abarcados pelo conceito de "triângulo".

Ela forma conhecimento de si própria e reúne condições de se posicionar diante dos acontecimentos cotidianos, enquanto seu pensamento diferencia e identifica a si e ao outro.

As coisas ao redor estão se transformando, o que possibilita a formação de novas idéias.

O pensamento se dá com o desenvolvimento do sistema nervoso e com todo o ser da criança, incluindo sua integração com o meio e com a sua cultura.

A criança precisa de estímulo para ter novos grupos, dividirem tarefas, trabalharem em equipes e ser aceita afetivamente, isso a possibilita lidar com inquietações e questionamentos que se instalarão com a chegada da adolescência.

Capítulo 5- Estágio da Puberdade e da Adolescência

Estágio da adolescência (a partir dos 11 anos) A adolescência, que para Wallon tem início com a puberdade, é marcada por transformações de ordem fisiológica, mudanças corporais impostas pelo amadurecimento sexual, assim como transformações de ordem psíquica com preponderância afetiva.

Nesse estágio, os sentimentos se alternam procurando buscar a consciência de si na figura do outro, contrapondo–se a ele, além de incorporar uma nova percepção temporal.

O meio social e cultural passam a ser de grande importância. Os adolescentes tornam-se intolerantes em relação às regras e ao controle exercidos pelos pais, e necessitam identificar-se com seu grupo de amigos.

Na adolescência torna-se bastante visível a forma como o meio social condiciona a existência da pessoa, configurando-se a personalidade de maneiras diversas. Enquanto os adolescentes de classe média exteriorizam seus sentimentos e questionam valores e padrões morais, os de classes operárias, que enfrentam precocemente a realidade social do adulto, a necessidade de trabalho, vivem essa fase de outra maneira, pois têm de contribuir para a subsistência da família.

Para Wallon o processo de socialização da pessoa não se dá apenas no seu contato com o outro nas diversas etapas do desenvolvimento e da vida adulta, mas também no contato com a produção do outro. O encontro com o texto, com a pintura ou com a música produzida pelo outro, propicia a identificação como homem genérico e, ao mesmo tempo, a diferenciação como homem concreto, o que contribui ao processo de individuação e constituição do eu. É por isso que, segundo Wallon, a cultura geral aproxima os homens, à medida que permite a identificação de uns com outros, enquanto a cultura específica e o conhecimento técnico afastam-os, ao individualizá-los e diferenciá-los.

A cultura é, para Wallon, ao mesmo tempo, fator constituinte da pessoa e representante das aptidões totais do homem genérico, à medida que é constituída pela totalidade dos homens de determinada época e lugar

Wallon e a Educação

Para Wallon, os aspectos afetivos, cognitivos e motores, caminham de forma integrada.

O objetivo de wallon não era propor uma teoria pedagógica, mas seus estudos o levaram a escrever textos pedagógicos.

Pedagogia Explícita – Análise da Educação Nova

Wallon contribuiu à educação Nova. Encontramos outra perspectiva na análise crítica das diferentes doutrinas educativas, relatos dos erros em como: o indivíduo versus sociedade em relação ao ensino tradicional. A crítica de Wallon à educação Nova é, o fato da variação em privilegiar as vezes o indivíduo, e vezes a sociedade.

O projeto LANGEVIN-WALLON tinha como papel crucial, construir uma educação mais justa e digna sem preconceitos, ou seja, quatro princípios: Justiça,dignidade igual de todas as ocupações, orientação e cultura geral.

Pedagogia Implicita

Apesar das idéias pedagógicas de Henri Wallon não estejam implícitas em seus livros e textos psicológicos, os seus escritos; como por exemplo “ A evolução psicológica da criança”.

A teoria walloniana utiliza de procedimentos pedagógicos, considerando que as formas de pensamento e de afetividade diferem conforme os estágios.

O papel do meio dos grupos na educação

O conceito de meio é fundamental na teoria walloniana. Nela, a pessoa constitui-se na integração de seu organismo com o meio, estando o social sob ao natural. As atitudes das pessoas são consideradas complementares às do meio, tanto quanto determinadas pelas suas disposições individuais e pelo papel e lugar que ocupa no grupo social. Portanto, a pessoa deve ser vista integrada ao meio do qual é parte constitutiva e no qual, ao mesmo tempo, se constitui

Para Wallon é dever da escola, oferecer às crianças, sem descriminação o que há de melhor na cultura. A responsabilidade da escola não é só pelo momento que recebe o aluno, mas também em sua vida toda, e em sociedade.

O professor pode, desta forma, auxiliar o adolescente em suas indecisões e angústias, propondo atividades que propiciem o reconhecimento de suas tendências e o cultivo de aptidões e orientando a proposição de metas e objetivos futuros

Nós professores e futuros professores, temos uma importante função formar pessoas completas e nos relacionamos com um aluno também completo, integral, com afeto, cognição e movimento.

Conclusão

Psicologia e Educação estuda as contribuições de Henri Wallon, para a compreensão do desenvolvimento humano e, particularmente, do aluno na escola e fora dela, como pessoa completa. Destina-se, assim, tanto aos educadores, pais e professores, aos quais oferece diretrizes preciosas para a própria formação e instrumentos importantes para a análise e compreensão dos fenômenos pedagógicos e psicológicos que ocorrem na família e na sala de aula, como aos estudiosos da psicologia da educação, para quem Henri Wallon. é um marco ao integrar os dois pólos entre os quais a educação sempre oscilou - a formação da pessoa e sua inserção na coletividade.

Torna-se, portanto, expressa a importância do estudo acerca da Teoria dos Estágios do Desenvolvimento Humano de Henri Wallon para a formação de educadores como alternativa de ampliar e aplicar os conhecimentos adquiridos expondo-os em sala de aula, obtendo melhores resultados em suas intervenções junto aos educandos.

Uma importante questão para refletirmos enquanto profissionais: estaremos nós preparados para sermos mediadores da cultura? Temos nós próprios, professores-pessoas, desenvolvidas as aptidões próprias desta cultura? Estamos aptos a exercer nosso papel como interventores no processo de desenvolvimento de nossos alunos no sentido de promover a aquisição de conhecimentos e valores adequados à formação do cidadão desta nova era?

Que tipo de formação deve ser propiciada à pessoa do professor, para que em seu encontro com a pessoa do aluno ele seja capaz de desempenhar bem o seu papel de mediador da cultura de seu tempo, que chamamos aqui de cultura, cultivando nele aptidões compatíveis com ela, de forma que o ensino ministrado por ele seja uma preparação suficiente para o exercício de qualquer função que poderá oferecer-se mais tarde?

Percebemos que há ainda um longo caminho a percorrer até que sejamos capazes de dar alguma resposta a esta pergunta, mas acreditamos que para fazê-lo é necessário investir na formação da pessoa do professor, principalmente na formação contínua, considerando a sua experiência na escola, diante do aluno, lugar em que se constitui professor.

Bibliografia

1. MAHONEY, Abigail Alvarenga; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de (Orgs.). Henri Wallon - Psicologia e educação. São Paulo: Loyola, 2009.