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Metodos De Planejamento E Controle

Por:   •  14/3/2013  •  9.549 Palavras (39 Páginas)  •  882 Visualizações

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06. MÉTODOS DE PLANEJAMENTO E CONTROLE

6.1. PLANEJAMENTO DINÂMICO I

Este capítulo considera o processo de planejamento a partir de diversos pontos de vista. A forma como o tempo de preparação e o tempo de transformação se acham ligados ao problema do planejamento é discutida na seção inicial. Na seguinte, a análise trata de lucros e outros critérios que podem ser utilizados para se determinar a exequibilidade dos planos. Considera-se, a seguir, a importância da pesquisa operacional e de outras técnicas de planejamento eficaz. A seção final é dedicada à maneira como as técnicas e processos subjetivos influem na solução dos problemas de planejamento.

AS PERSPECTIVAS DE TEMPO NO PLANEJAMENTO

Até onde uma organização deve planejar para o futuro? Um dia, uma semana, um ano, uma década? A resposta depende da natureza das forças ambientais e organizacionais envolvidas. Um período de planejamento de menos de um dia pode ser adequado para certas situações; uma década pode não ser suficiente para outras. Intimamente ligada a este assunto está a questão da extensão a ser dada ao planejamento. Até onde deve ser levada a preparação para enfrentar uma eventualidade futura?

Planejar ou não Planejar: o Problema do Tempo de Preparação

Uma das mais importantes razões para planejar com certa antecedência é o fato de que o planejamento exige tempo. Um longo período de preparação é geralmente necessário para planejar programas e projetos importantes, tais como a expansão dos equipamentos de produção, o desenvolvimento de um sistema de armamento e o aperfeiçoamento de pessoal. Uma alteração na dimensão ou no tipo dos objetivos requer muitas alterações específicas, cada um das quais se acha, de alguma forma, ligada às outras. Ainda que o tempo de preparação possa ser completamente eliminado. Um outro ponto a considerar é que algumas alterações tem de ser efetuadas, antes que outras possam ser iniciadas. Por exemplo, não é possível determinar as necessidades de ferramental antes de se terminar o projeto do produto. Parte do atraso, que pode ser causado por este problema, pode ser superada pelo que se denominou de sobreposição harmônica. Essa idéia foi utilizada para reduzir o tempo exigido para desenvolver a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. O Dr. Alexander Sachs, que estimou que o projeto levaria normalmente vinte e cinco anos, sugeriu a seguinte forma: “quando iniciar uma parte do projeto, suponha que ela foi terminada com sucesso e comece a seguinte, como se, de fato, tal houvesse acontecido. Apesar dos riscos aparentes, esse procedimento pode fornecer o tempo necessário para aproveitar uma grande oportunidade ou para evitar adversidades.

O planejamento aumenta a possibilidade da empresa de se adaptar aos acontecimentos futuros. Parafraseando o professor Newman, o administrador não deve ficar sentado à espera que o raio caia. O planejamento é, freqüentemente, essencial mesmo se o acontecimento, para a qual foi estabelecido, tenha pouca probabilidade de acontecer. A maior parte dos planos militares poderia ser eliminada, caso se tivesse certeza sobre a época e local da próxima guerra, mas seria uma temeridade deixar de fazer os plano militares, somente porque o planejador tem de trabalho em condições de incerteza. A perspectiva de derrota por um inimigo impiedoso é suficientemente terrível para superar até mesmo os argumentos do político mais estritamente inclinado à economia. Uma omissão de planejar pode também acarretar conseqüências sérias para uma empresa. Um dos resultados pode ser a perda de oportunidades importantes. Por exemplo o tempo ganho com o planejamento futuro pode ser suficiente para efetuar um grande volume de vendas, possibilitado por um aumento súbito da demanda. O planejamento também pode ser importante para combater a adversidade. Uma redução de operações planejada é menos custosa e desorganizadora do que uma redução improvisada. Emergências, tais como incêndios e inundações, também têm dado ênfase à importância do planejamento.

Se fosse possível prever o futuro com precisão, os administradores poderiam estabelecer plano sem receio de que tal esforço tivesse sido feito por nada. A incerteza sempre impõe limitações à praticabilidade do planejamento prévio. Além disso, como o futuro longínquo é geralmente mais incerto do que o futuro imediato, o planejamento de longo alcance pode ser extremamente arriscado. O executivo deve, constantemente, comparar os benefícios que podem resultar do planejamento com a possibilidade de que o tempo e o esforço despendidos com isso possam ter sido gastos em vão. Não há objetivo em planejar simplesmente por planejar. Mas, planejar para

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