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O Discurso Sobre o Colonialismo

Por:   •  6/11/2019  •  Resenha  •  1.117 Palavras (5 Páginas)  •  6 Visualizações

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Discurso sobre o Colonialismo

Aimé Césaire.

Césaire – Um dos principais nomes da tradição de crítica colonial (signo do eurocentrismo).

Eurocentrismo: é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna.

- Sendo necessariamente a protagonista da história do homem.

- Resumidamente, trata-se da ideia de que a Europa é o centro da cultura do mundo.

Aimé Césaire:

  1. Nasceu em uma colônia francesa (poeta e dramaturgo).
  2. Seus escritos – constante busca por uma identidade negra autêntica.
  3. Fundou a revista “O Estudante Negro” – (cunharam a expressão pela qual ficou mais tarde conhecida – “negritude”).

Conceito de “negritude” – condição de opressão do negro provocada pela diáspora africana Longo processo histórico que iniciou-se com o tráfico atlântico de escravos p/ as Américas;

- E que culminara nos processos de dominação imperialistas dos séculos XIX e XX.

  1. Foi filiado ao Partido Comunista Francês/eleito membro da Assembleia Nacional Francesa (1945);
  2. Foi um dos defensores da supressão da condição de colônia francesa e incorporação da Martinica como um departamento francês ultramar (1946);

Discurso sobre o Colonialismo (1955):

Muito mais que uma crítica ao colonialismo europeu nas Américas, na África e na Ásia.

- Crítica que já era feita há décadas pelos vários movimentos de resistência ao imperialismo nestes locais.

Obra – Manifesto político-ideológico que pretende expor a falaciosa construção do saber europeu como um saber universal.

Tal manifesto dirige-se 🡪 Para além daqueles que sofrem na pele o cotidiano brutal do colonialismo europeu; mas, sobretudo 🡪 aos próprios sujeitos colonizadores que creem cegamente no mundo em que construíram.

Contexto discursivo e cultural da época:

  1. Fim da primeira década do PSGM;
  2. Discursos e atitudes contrárias à violência e ao racismo como política de Estado que deram origem à barbárie do genocídio do povo judeu;
  3. Contexto de repúdio às políticas nazistas – porém, países metropolitanos incorporavam a diferença de raça como parte integrante da burocracia estatal colonial.

Grã-Bretanha (1948) – assinou a institucionalização da política de segregação racial, o apartheid, na África do Sul.

** Lutar pelo fim da barbárie em terras metropolitanas (Europa) não impedia a consolidação da mesma barbárie no espaço colonial.

Conteúdo da obra 🡪 É uma resposta a uma série de eventos de opressão, violência e de subjugação que constituem o cotidiano do mundo colonial.

Césaire – Não se limita a tão somente recordar os métodos violentos ou a devastação cultural efetivadas pelo colonialismo levadas a cabo pelas grandes potências europeias (Século XX).

- Mas ele vai além 🡪 Expõe citações e declarações de líderes políticos, militares, missionários cristões, cientistas e escritores ocidentais – que tentaram justificar a colonização pela suposta supremacia racial (Darwinismo social).

- E argumentando em prol de uma imaginária missão civilizadora atribuída pela história da raça branca que se diz superior.

Ele refuta tais alegações – e destaca que:

A colonização tem descivilizado as potências capitalistas dominantes, contaminando-as com os métodos truculentos e a insensibilidade moral empregados na conquista e na administração dos territórios e povos subjugados.

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