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Fichamento

Por:   •  10/11/2014  •  1.564 Palavras (7 Páginas)  •  840 Visualizações

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NIDELCOFF, Maria Teresa. Uma escola para o povo/ Maria Teresa Nidelecoff; [tradução João Silverio Trevisan]. – São Paulo: Brasiliense, 2004.

Ana Maria Rocha de Sousa1

RESUMO

Maria Teresa Nidelcoff é formada em História pela Faculdade de Filosofia de Rosário, município de Santa Fé na Argentina. Foi professora dos cursos primário, secundário e superior. Na Espanha, trabalhou no ensino primário e atualmente é professora de uma escola técnica em um bairro popular de Madri. Maria Teresa publicou os livros: Uma escola para o povo; As ciências sociais na escola; A escola e a compreensão da realidade. A obra Uma escola para o povo levanta os problemas existente na escola, e traz o perfil do professor-policial que é o grande causador dos males de qualquer unidade escolar e o perfil do professor-povo que tem uma perspectiva democrática e consegue mediar conteúdo, inserir uma avaliação mais diagnostica que somativa, e é o grande companheiro de seus alunos e pais.

1. QUE CAMINHO ESCOLHER?

1.1 Citação

“Na verdade, vê-se cada vez mais claramente que a escola, como instituição, não apenas tem poder para modificar a estrutura social como, mais do que isso, geralmente confirma e sustenta essa estrutura.” (p. 9)

“[...] a escola que o povo recebe é muito mais a escola que os professores organizam com sua maneira de ser, de falar e de trabalhar, do que a escola criada pelos organismos ministeriais e pelos textos escolares.” (P. 19)

1.2 Parecer

Neste capítulo Maria Teresa aborda, com maestria, as atribuições da escola, os fatores que a leva a mudar sua estrutura e concepções, sejam elas do meio ou de classe social. Outro fator importante citado nesse capítulo é a interação entre a sociedade e a escola, e os reflexos dessa união. Por último a autora traz três posturas dos professores, as ideologias oriundas das mesmas e a interferência da postura do educador na estrutura funcional da escola, moldando-a conforme sua maneira de ser e de lidar com alunos, pais e comunidade, causando assim sérias transformações. Nesse contexto aparece a inquietante pergunta: ”Que caminho escolher, a de mudar a sociedade vigente ou conservá-la?”.

2. COM QUE OBJETIVOS TRABALHAMOS?

2.1 Citações

“O educador, pelo contrário, é aquele que está junto à criança ou o jovem para ajuda-lo a ser de determinada maneira, para ajuda-lo a descobrir e viver determinados valores.” (p. 22)

“Os educadores que realmente se propõem ser uma força de liberação no seio do povo deveriam medir a efetividade de sua ação através do compromisso que seus alunos vão assumir.” (p. 30)

2.2 Parecer

Nesse capítulo a autora evidencia o papel do educador na construção do desenvolvimento intelectual e moral do educando, norteado por determinados valores. Maria Teresa reforça o que já havia dito no primeiro capítulo, que o professor educa a partir do seu credo político, dai a necessidade do mesmo definir os valores que servirão de base para educar. Outro ponto relevante exposto pela autora é a importância de definir quem deve traçar os objetivos, ela analisa duas possibilidades, a primeira é quando há participação direta do educando e a segunda é quando o professor usando de sua autoridade traça sozinho esses objetivos. Esse último é anulador e polda o aluno de participar de um processo democrático, nasce ai a necessidade de parcerias, o professor media e o aluno cria seus objetivos com responsabilidade e de forma organizada.

3. CONTEÚDO QUE SÃO TRANSMITIDOS NA ESCOLA

3.1 Citações

“Resta então verificar se os conteúdos propostos aos alunos verdadeiramente os ajudam a explicar a realidade e a levantar problemas dentro dela, ou se, pelo contrário, contribuem para torná-los mais alienados.” (p. 32 e 33)

“A cultura “oficial” – que a escola difunde – expressa então as maneiras de pensar e de viver dos setores dominantes e médios, já que estes últimos têm sempre os olhos postos nos primeiros.” (p. 35)

3.2 Parecer

Maria Teresa traz uma problemática acerca da escolha dos conteúdos trabalhados em sala de aula, pois o que se vê é a dominação da classe burguesa, reflexos trazidos pela política e economia do país. A autora conceitua cultura para esclarecer o que são subculturas, nesse contexto ela afirma que não existem

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