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Relação Cultura - Fé - Natureza a partir da Filosofia

Por:   •  12/4/2019  •  Projeto de pesquisa  •  1.395 Palavras (6 Páginas)  •  6 Visualizações

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INSTITUTO FILOSÓFICO DE APUCARANA

GABRIEL BEGALLI

RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO COM A CULTURA E NATUREZA

Apucarana

2017

GABRIEL BEGALLI

RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO COM A CULTURA E NATUREZA

Trabalho da disciplina Filosofia da Cultura, do curso de Filosofia do Instituto Filosófico de Apucarana.

Orientador: Prof. Pe. Amauri Aparecido Ruiz.

 

Apucarana

2017

Relação e contribuição entre a filosofia (razão) e a cultura

Na linha eclesiástica da filosofia, o papa Leão XIII com sua encíclica Aeterni Patris, realizou um passo de alcance verdadeiramente histórico na vida da Igreja. Até os dias atuais, essa encíclica publicada por Leão XIII constitui o único documento dedicado inteiramente à filosofia. É importante o estudo da filosofia em qualquer área do saber, tanto é que, a maioria dos cursos de ciências humanas é necessário que se faça um estudo de filosofia, seja no direito, história, sociologia, antropologia, até mesmo para os candidatos que almejam o sacerdócio.

Durante a Idade Média, para que se fizesse qualquer disciplina era preciso antes fazer um bom curso de filosofia. A filosofia era, portanto, a “porta de entrada” das faculdades, era obrigatoriamente necessário passar por ela. E é justamente durante a Idade Média quando foi posta em relevo a importância de uma harmonia construtiva entre o saber filosófico e o teológico.

Na cultura a filosofia implica decisivamente, pois para se formar uma cultura que tenha bases sólidas e firmes não se pode “voar por aí” sem bases, e quem irá fornecer isto para nós? A filosofia. Com seu método voltado para o todo e sempre se questionando sobre o porquê, diferente do saber científico que pergunta o como, a filosofia é a base para qualquer sociedade e cultura humana. Mesmo que muitas vezes depois de algum tempo abandonada, por se pensarem que a filosofia não contribui em nada, ela sempre estará por perto para nos ajudar a responder aos vários questionamentos que as sociedades modernas buscam ardentemente responderem.

Sendo assim nos perguntamos, qual é a contribuição da filosofia para a cultura, rumo a plenificação humana? Tendo consciência que a cultura de certa forma é um conjunto de conhecimentos e de tradições que são manifestadas pelos povos através das gerações ou até por indivíduos na sua subjetividade, o papel da filosofia é proporcionar um conhecimento prévio e importante para que outros conhecimentos tenham fundamentação racional e preceitos lógicos.

Na cultura e tradição cristã, a reposição do pensamento do Doutor Angélico era vista pelo papa Leão XIII como melhor caminho para se recuperar um uso da filosofia conforme as exigências da fé. Santo Tomás de Aquino, escrevia: “ao mesmo tempo que como é devido, distingue perfeitamente a fé da razão, une-as a ambas com laços de amizade recíproca: conserva os direitos próprios de cada uma e salvaguarda a sua dignidade”.

Dizia Sócrates “uma vida sem reflexão não vale apena ser vivida”, desta maneira podemos ver que um homem sem cultura não poderia existir, devido a isso a filosofia tem o papel de fazer com que toda a atividade ou ação humana, tenha um significado.

A filosofia (razão) e cultura, são de certa forma características constitutivas e existenciais do próprio homem, pois são totalmente necessárias para o crescimento do homem.

Relação e contribuição entre a religião (fé) e a cultura

A teologia enquanto elaboração reflexiva e científica da compreensão da palavra divina à luz da fé, não pode deixar de recorrer às filosofias que vão surgindo ao longo da história, tanto para algumas das suas formas de proceder, como para realizar funções mais específicas. Sem pretender indicar aos teólogos metodologias particulares.

A teologia está organizada, enquanto ciência da fé, recolhendo os conteúdos da Revelação tal como se foram explicitando progressivamente na Sagrada Tradição, na Sagrada Escritura e no Magistério, e depois, ela quer responder às exigências próprias do pensamento, por meio da reflexão especulativa.

É necessário que a razão do fiel tenha um conhecimento natural, verdadeiro e coerente das coisas criadas, do mundo e do homem, que são também objeto da revelação divina; mas ainda, ela deve ser capaz de articular este conhecimento de maneira conceitual e argumentativa.

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