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COMO É, E COMO SE ESTRUTURA A VIDA NAS FAVELAS BRASILEIRAS

Por:   •  2/2/2019  •  Trabalho acadêmico  •  2.358 Palavras (10 Páginas)  •  7 Visualizações

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COMO É, E COMO SE ESTRUTURA A VIDA NAS FAVELAS BRASILEIRAS

*Daniel Costa

** João Victor

Resumo: Uma população que é sempre discriminada e marginalizada, que sempre cai na generalização de que são todos bandidos, mas que acorda cedo todos os dias para ir à procura de uma vida melhor, essa é a realidade de quem mora em “favelas”. Como se estrutura a vida de pessoas comuns nas comunidades em termos de habitação, trabalho e lazer, sem esquecer as dificuldades e ver dês do começo como essas pessoas no momento que foram deixadas de lado, estruturaram um novo modo de se viver e criaram e desenvolveram as comunidades de hoje. É verdade, as favelas praticamente são controladas pelo tráfico, mas ali também existe muita gente do bem.

Palavras-chave: Historia das favelas. Estrutura da vida nas comunidades.

Introdução

         Este texto discernirá sobre como é e como se estrutura a vida nas comunidades brasileiras. O surgimento das “favelas” começa quando a modernização dos centros das grandes metrópoles foi realizada através da construção de prédios, em detrimento de centenas de moradias coletivas, que foram derrubadas, e onde vivia grande parte da população de baixa renda; “Tal ação ficou conhecida como o ‘bota abaixo’, fazendo-se referência à derrubada das habitações onde vivia a população mais pobre da cidade.” (SANTANA; SILVA, 2012). Nós seres humanos quando nos encontramos nessas situações focamos apenas em sobreviver buscando a forma mais fácil para uma solução. Essas pessoas são vitimas do sistema, mas estão inclusas nele, ou seja, jogo é o mesmo por mais que estejam em certas situações como citado a cima.

A partir daí a população vai para as áreas mais afastadas da cidade onde os terrenos eram menos valorizados, o que impulsionou as populações pobres a migrarem para essas áreas era e continua sendo essa questão do valor do terreno. Ai que começa todo o desenvolvimento de uma nova “sociedade”, a construção de um sistema, de uma forma de se viver destacando fatores como habitabilidade, renda per capita, serviços voltados para necessidades básicas.

                                              Outro fator foi o grande fluxo migratório ocorrido no País logo após a Segunda Guerra Mundial, sendo o Nordeste, predominantemente, a região de repulsão, e as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, as áreas de atração, o que determinou um crescimento demográfico expressivo na cidade carioca. Em contrapartida, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, concentradoras dos investimentos públicos e privados, apresentavam-se no imaginário do povo brasileiro como os locais do progresso e do desenvolvimento. (SANTANA; SILVA, 2012).

 Meu objetivo aqui é mostrar a realidade de como é e como se estrutura a vida de uma população que muitas vezes é discriminada e marginalizada pelo resto da população pelo simples fato de serem “favelados”, termo utilizado pelo senso comum com sua visão distorcida da realidade. Para esse fiz, foi realizada a consulta de artigos acadêmicos para a estruturação e desenvolvimento deste texto, no artigo de SOUZA, M. L. Revisitando a crítica ao mito da marginalidade: a população favelada do Rio de Janeiro em face do tráfico de drogas; foi analisada a questão de como as pessoas lidam com o tráfico de drogas e a questão das facções no comando das favelas. Outro artigo de Santana, V. L; Silva, A.C. Subdivisão domiciliar: a precarização do habitat urbano no complexo da Maré, rio de Janeiro, Brasil; foi analisada a questão da habitação e qualidade de vida; e por último, MARZULO, E. P. Título: Espaço dos pobres: identidade social.

Desenvolvendo a história  

O primeiro momento é o mais dolorido, mas o ser humano tem a capacidade de ir em frente e foi isso que essas pessoas de baixa renda fizeram. Elas pegaram suas coisas e foram à procura de um lar, algumas tinham condições de pagar um aluguei em alguma região próxima ao centro e assim fizeram, mas e as que não tinham? As pessoas que não tinham recursos foram para as áreas mais afastadas, que não eram habitadas. Como descrito por Santana; silva (2012), no rio de janeiro essas pessoas foram para as margens da Baía de Guanabara onde se fixaram com habitações provisórias marcadas pela precariedade e insalubridade que são formadas, quase que em sua totalidade, por habitações de palafitas em decorrência da região que era alagada.

Essas pessoas viviam em situações muito precárias, não tinham nem um tipo de serviços básicos, como água encanada, energia e esgoto. Ali ocorria a transmissão de vários tipos de doenças, em questão do esgoto a céu aberto e do lixo acumulado naquela região, em outras regiões populações nas mesmas condições vivem em morros muito altos e encostas, que, durante as chuvas, podem sofrer com deslizamentos de terras e provocar mortes. Com o passar do tempo, algumas favelas vão se urbanizando, ou seja, elas recebem das prefeituras condições de infraestrutura, como energia, água encanada, asfalto e esgoto. Mas isso não necessariamente resolve os problemas de miséria da população, bem como os índices de violência e os problemas de tráfico de drogas que com o passar do tempo toma conta das comunidades.

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