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A ALEGORIA DA CAVERNA

Por:   •  7/4/2021  •  Resenha  •  1.187 Palavras (5 Páginas)  •  11 Visualizações

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIAS

REGIONAL CATALÃO

DIEGO CARVALHO

KRISLLA HIASNAIA COSTA

Alegoria da Caverna à luz das teorias de Platão

Em meados de 400 a.C. Platão disse que a vida é como estar preso em uma caverna, forçado a ver sombras refletidas em uma parede de pedra, que também ficou conhecida como Alegoria da Caverna.

Na história da Alegoria da Caverna ou também conhecida como parábola da caverna, mito da caverna ou prisioneiros da caverna, alguns prisioneiros foram confinados numa caverna desde o nascimento, sem conhecimento do mundo externo. Eles estavam acorrentados, encarando uma parede, impossibilitados de virarem as cabeças, enquanto um fogo atrás deles emitia uma luz fraca.

As sombras ocasionadas pelo fogo na parte traseira da parede em que os homens estavam presos, faziam com que a passagem dos homens ante a fogueira, fazendo gestos e passando com objetos, formassem sombras de maneiras distorcidas, que passaram a ser todo o conhecimento que eles tinham do mundo, eles acreditavam estarem vendo entidades reais, mas aquilo era o mundo restrito dos prisioneiros.

De repente, um dos prisioneiros foi liberto e levado para fora pela primeira vez, ele teve um susto ao deparar-se com o mundo exterior. A luz solar ofuscava a sua visão e ele sentiu-se desamparado, desconfortável, deslocado. Quando foi dito a ele que as coisas a sua volta eram reais, ele então começou a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existia fora da caverna.

O prisioneiro liberto poderia retornar para a caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. O prisioneiro retornou à caverna para compartilhar sua descoberta, mas ele não estava mais acostumado à escuridão, teve dificuldade em ver as sombras na parede. Os outros pensaram que a viagem o tornou idiota e cego, e resistiram a qualquer tentativa de libertá-los.

Para Platão essa passagem é apresentada como uma analogia de como é ser um filósofo tentando educar o público. A maioria das pessoas além de estarem confortáveis na sua ignorância, se tornam hostis a qualquer um que a mostre, as massas são muito teimosas e ignorantes para se governarem, e o conhecimento é, para Platão, o elemento primordial de um bom governante.

A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada como se os prisioneiros fossemos nós, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras. A caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso. As sombras na parede e os ecos na caverna nunca são projetadas igualmente como os objetos que os ocasionam são. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro. A saída da caverna significa buscar o conhecimento verdadeiro. A luz solar que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.

Trazendo a Alegoria da Caverna para os dias atuais, podemos dizer que o ser humano tem regredido drasticamente, estando cada vez mais, vivendo como um prisioneiro, apesar de toda a facilidade em informação e conhecimento que temos a nossa disposição.

As pessoas têm preguiça de pensar, e isso têm sido algo comum em nossa sociedade, a mais forte característica de nosso tempo. A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.

Vivemos na época onde se predomina a opinião superficial, a informação inútil e a prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância, o ser humano acomodado a uma determinada condição se habitua a ela, e não se permite enxergar o outro lado, mesmo que fosse para encontrar a verdade sob a luz

No Mundo das Ideias, Platão acreditava que por de trás de nossa realidade material existe uma realidade abstrata, é como se por de trás de tudo que existe, houvesse uma forma. Então, para ele, existiria uma “forma” que criaria tudo que existe neste mundo, todas as ideias primordiais, sendo que essas ideias são perfeitas e eternas. Só podemos alcançar essa realidade por meio da nossa razão.

O mundo dos sentidos para Platão é o mundo em que habitamos, o mundo material. Este mundo seria uma cópia do mundo das ideias de acordo com o pensamento de Platão.  No entanto, por ser uma cópia, ela estaria sujeita ao erro e não seria eterna, e tem um tempo de duração.

Para Platão, no mundo das ideias não existe mudança, pois tudo é eterno. E, no mundo dos sentidos de Platão tudo está mudando e sujeito ao erro.

Platão acredita que por de trás do nosso mundo, chamado mundo dos sentidos, existe uma realidade abstrata, chamada de mundo das ideias, onde tudo é perfeito e eterno, e nós só podemos chegar a este mundo, onde se encontra o verdadeiro conhecimento, por meio da razão.

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