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FUNDAMENTOS DA TEORIA POLÍTICA NO PENSAMENTO FILOSÓFICO

Por:   •  4/7/2015  •  Pesquisas Acadêmicas  •  17.535 Palavras (71 Páginas)  •  97 Visualizações

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ALBEIRO MEJIA TRUJILLO

FUNDAMENTOS DA TEORIA POLÍTICA NO PENSAMENTO FILOSÓFICO

UNIDADE I

Teoria Política Clássica

SUN TSU

Biografia

Na China milenar de Lao-Tsé e Confúcio, no período dos Estados Guerreiros, cerca de 500 anos antes de Cristo viveu Sun Tzu que foi um general – filósofo que no comando do exército real de Wu acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes. Era um profundo conhecedor das manobras militares e das artes marciais, que soube aproveitar para escrever um manual compacto constituído de treze capítulos e que chamara A ARTE DA GUERRA, onde ensinava estratégias de combate e táticas de guerra.

Esse curto texto escrito em estilo aforístico e oracular, viera se tornar um livro de profunda influência no pensamento de homens e nações. Uma das histórias mais repetidas sobre Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no palácio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas.

Pensamento

A Arte da Guerra

PLATÃO

Biografia

Diversamente de Sócrates, que era filho do povo, Platão nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de pais aristocráticos e abastados, de antiga e nobre prosápia. Fala-se que era de temperamento artístico e dialético - manifestação característica e suma do gênio grego – e, que teria dado na mocidade livre curso ao seu talento poético, que o teria acompanhado durante a vida toda, manifestando-se na expressão estética de seus escritos, fatores estes que teriam prejudicado a precisão e a ordem do seu pensamento, elemento verificável em várias partes de suas obras que não teriam verdadeira importância e valor filosófico. Todavia, a sua intolerância com os poetas gregos, aos quais ataca e chega a propor sua expulsão da cidade; a visão da poesia como atividade inútil pela incapacidade de conduzir à verdade e, sobretudo, sua “doutrina das ideias” que antecede todos as bases do racionalismo inatista, além da força com que defende a necessidade de implantar um governo liderado pelo “rei-filósofo”, são elementos que colocam em questão a primeira caracterização do temperamento de Platão.

Aos vinte anos, Platão travou relação com Sócrates - mais velho do que ele quarenta anos - e gozou por oito anos do ensinamento e da amizade do mestre. Quando discípulo de Sócrates e ainda depois, Platão estudou também os maiores pré-socráticos. Depois da morte do mestre, Platão retirou-se com outros socráticos para junto de Euclides, em Mégara. Daí deu início a suas viagens, e fez um vasto giro pelo mundo para se instruir (390-388). Visitou o Egito, de que admirou a veneranda antigüidade e estabilidade política; a Itália meridional, onde teve ocasião de travar relações com os pitagóricos (tal contato será fecundo para o desenvolvimento do seu pensamento); a Sicília, onde conheceu Dionísio o Antigo, tirano de Siracusa e travou amizade profunda com Dion, cunhado daquele. Caído, porém, na desgraça do tirano pela sua fraqueza, foi vendido como escravo, mas, libertado graças a um amigo, voltou a Atenas.

Em Atenas, pelo ano de 387, Platão fundava a sua célebre escola, que, dos jardins de Academo, onde surgiu, tomou o nome famoso de Academia. Adquiriu, perto de Colona, povoado da Ática, uma herdade, onde levantou um templo às Musas, que se tornou propriedade coletiva da escola e foi por ela conservada durante quase um milênio, até o tempo do imperador Justiniano (529 d.C.).

Platão, ao contrário de Sócrates, interessou-se vivamente pela política e pela filosofia política. Foi assim que o filósofo, após a morte de Dionísio o Antigo, voltou duas vezes a Dion - em 366 e em 361 -, esperando poder experimentar o seu ideal político e realizar a sua política utopista. Estas duas viagens políticas a Siracusa, porém, não tiveram melhor êxito do que a precedente: a primeira viagem terminou com desterro de Dion; na segunda, Platão foi preso por Dionísio, e foi libertado por Arquitas e pelos seus amigos, estando, então, Arquistas no governo do poderoso estado de Tarento. Voltando para Atenas, Platão dedicou-se inteiramente à especulação metafísica, ao ensino filosófico e à redação de suas obras, atividade que não foi interrompida a não ser pela morte. Esta veio operar aquela libertação definitiva do cárcere do corpo, da qual a filosofia - como lemos no Fédon - não é senão uma assídua preparação e realização no tempo. Morreu o grande Platão em 348 ou 347 a.C., com oitenta anos de idade.

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