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"Conteúdo E Expressão" Em Um Texto não Verbal, Em Termos Do Percurso Do Olhar.

Por:   •  16/11/2014  •  2.045 Palavras (9 Páginas)  •  2.864 Visualizações

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 4

2 Desenvolvimento................ 4

2.1 Análises da pintura: Diego e Eu de Frida Kahlo, 1949…........………………................ 6

2.2 Análises da pintura: "Os Provérbios flamengos" de Pieter Bruegel, 1559 7

3 CONCLUSÃO 8

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... ....9

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho em grupo tem como objetivo estabelecer a relação entre os planos do conteúdo e expressão em um texto “não verbal”. Mais precisamente busca-se analisar um texto não verbal em termos do percurso do olhar. O grupo selecionou e analisou duas obras e as conclusões obtidas estão aqui apresentadas.

2 Desenvolvimento

Considerando que conteúdo e expressão estão intimamente ligados, interdependentes para o processo de significação de um texto, já que no plano do conteúdo encontramos os elementos que geram o significado, enquanto que no plano da expressão, no caso de uma pintura, encontram-se os elementos como o processo de estruturação da obra: a cor, a profundidade, a disposição dos objetos em cena colaborando para dar sentido a uma determinada obra. "Uma pintura em que o conteúdo é articulado de acordo com a categoria semântica Vida vs. Morte, por exemplo, pode ter sua expressão formada de acordo com a categoria plástica luz vs. sombras, de modo que a sombra se refira à morte e a luz, à vida.” (PIETROFORTE, 2004, p. 21).

O conceito de junção entre esses dois elementos vem da linguística estrutural de Louis Hjelmslev (1899­1965), de acordo com o autor “uma expressão não é expressão senão porque ela é expressão de um conteúdo, e um conteúdo não é conteúdo senão porque é o conteúdo de uma expressão.” (HJELMSLEV, 1968, p. 66­7).

Portanto, no plano do conteúdo é onde encontramos o conceito da obra, enquanto no plano da Expressão, a forma como esse conceito será exposto, consequentemente uma cisão entre eles seria impossível e constituiria uma obra desprovida de significação, vazia de sentido.

Levando-se em consideração “Conteúdo e Expressão” existem dois tipos de textos: os que exercem a função utilitária (informar, convencer, explicar, documentar, etc.), nessa modalidade o plano da expressão passa quase que despercebido aos olhos à primeira vista, a informação do conceito é mais relevante. A segunda função de um texto não verbal é a estética, já nessa modalidade a forma da expressão se faz importante para recriar o conceito na tradução de mundo do autor.

Podemos afirmar que a organização “Conteúdo x Expressão” caracteriza um esquema sintático para a expressão semântica da obra a ser observada, lançando mão também de recursos semióticos e simbólicos para sua construção de sentido.

Como ponto de partida lança-se mão da semiótica para constituir a significação de um texto não verbal com base no conteúdo e expressão. “Ao definir a significação como seu objeto de estudo, a semiótica desenvolve uma tecnologia de análise de texto que contribui bastante para responder a conhecida questão a respeito do que um texto quer dizer, ou seja, o que ele significa”.

Paralelamente a esta questão, a semiótica responde também como ele diz aquilo que diz. “A semiótica plástica e a teoria dos sistemas semissimbólicos, portanto, são partes dessa tecnologia, permitindo estudar o plano da expressão e suas relações com o plano do conteúdo.” (PIETROFORTE, 2004, p. 66).

Outro ponto de discussão presente nos trabalhos que se enquadram por esses aspectos teóricos é a questão da conotação da imagem, possível apenas através da palavra, na concepção de Roland Barthes (1988), o qual diz que o sentido figurado precisa de uma interpretação mais profunda. Assim, "a leitura da imagem vem sendo definida da mesma forma que a leitura do signo linguístico, e todo texto visual acaba por resumir-se a um texto linguístico”, também descrito como base de unidades mínimas (como por exemplo, os fonemas e morfemas). "As unidades propriamente visuais não devem ser reconduzidas a categorias linguísticas e, sim, a um sistema lógico-simbólico de representação de categorias visuais". Com isso, Barthes vem falar de outro projeto de semiótica, que tem por objetivo explicar o que o texto diz e estabelecer o estatuto teórico dos elementos que constituem o plano da expressão visual e definir qual a relação existente entre a articulação

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