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Trabalho educação infantil I

Por:   •  2/12/2015  •  Pesquisas Acadêmicas  •  4.583 Palavras (19 Páginas)  •  110 Visualizações

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É comum que, ao alencarem as características que consideram mais importantes em um professor que trabalha com crianças de 0 a 5 anos, as pessoas citem, ¨gostar de crianças¨, ¨ser cuidadoso¨, "Ter paciencia" etc. No entanto, essas características, apesar de positivas, não devem ser o eixo central que norteia o desempenho docente na educação infantil.

Justamente por sabermos que a infancia é uma fase complexa, um período de extrema importancia para o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, em seus aspectos fisico, psicologico, intelectual e social, complementandoa ação familiar e da comunidade.

Considerando que, nesse periodo da infancia, o potencia de aprendizado do ser humano é, especialmente, mais amplo, ele deve ser ainda mais estimulado. Assim, torna-se possivel compreender como o trabalho do professor promoverá uma diferença efetiva no desenvolvimento da criança.

Historicamente, existem diversas formas de nomear o professor da educação infantil, podendo este ser chamado de educador ou mesmo professor. O termo educador é o mais utilizado nas creches, pois a faixa etaria de 0 a 3 anos é a fase em que cuidados com a criança são muito intensos, parecendo se sobrepor ao ato de educar. Contudo, isso é um equivoco, pois o ato de cuidar e de educar são indissociáveis. Assim, esse educador deverá possuir formação teórica solida para planejar momentos educativos intencionais que possibilitem o desenvolvimento integral da criança em seua aspectos fisico, psicologica, intelectual e social, tanto na creche como pré-escola.

O estereotipo mais presente quando abordamos a figura do prosfessor que atua na educação infantil e, em primeiro lugar, a imagem da "meia mãe" ou "mãe substituta".

Assim, quem passa a cuidar dessa criança e visto como uma meia mãe ou como uma mãe substituta, por isso, é muito comum denominarem a professora que atua na educação infantil de tia. A atribuição dos papéis de cuidar e de educar as crianças teve início no seculo XVIII, idéia que se perpetuou e permanece ainda hoje, no seculo XXI.

Nos dias atuais, dificilmente encontramos a presença de proferssores do sexo masculino no trabalho com crianças de 0 a 6 anos, sendo comum a educação dessas crianças ser destinada ás mulheres. Os poucos professores do sexo masculino, quando há, são somente professores de aulas complementares, como musica, educação fisica, etc.

Podemos observar que houve, e ainda há, em muitas regioes do Brasil, a ideia de que pertencer ao sexo feminino é um dos pré-requisitos para se tornar professor da educação infantil. Essa determinação de genero parte da crença de que é preciso ser mulher para ser professora.

Ainda é muito comum que esses profissionais não sejam vistos como professores ou como educadores, mas como tias, meninas atendentes, auxiliares, cuidadoras, assitentes, babas, etc. Enfim, há diferentes denominações para os profissionais desse nível de ensino e, raramente, vamos encontrar nos espaços da educação infantil pessoas se reportando a eles adequadamente- como professores e educadores, o que de fato são.

Quando socialmente não valorizamos, não reconhecemos e não estimulamos o processo de formação do professor da educação infantil, estamos tambem deixando de buscar a formação integral da criança atendida por esse professor.

Conforme Arroyo (1994), a infancia tem um sentido próprio nesse momento de vida, possui questões que serao vividas apenas naquele momento e processos de desenvolvimento que acontecerão de forma plena somente naquele instante.

Atualmente, as crianças de 0 a 5 anos e 11 meses têm o direito de ser atendidas em instituições educativas- os centros de educação infantil, que integram, as creches e as pré-escolas. Esse novo espaço de atendimento apresenta uma mudança muito grande e importante, pois a criança não esta mais no abrigo, em um espaço apenas de cuidado, agora ela esta num espaço educativo.

Entretanto, mesmo que a educação infantil não seja um nivel de ensino obrigatório, podemos observar avanços na valorização da inserção da criança mais cedo no ambiente escolar, com isso podemos afirmar a importancia desse nivel de ensino na constituição do individuo - pouco a pouco, o carater assistencialista se perde e ganha um carater educativo, preocupado com a formação da criança na principal fase do desenvolvimento humano: a infancia.

O processo de pesquisa é influenciado pelas concepçoes de quem a realiza, por isso, é essecial compreeder os determinantes da concepção da infancia presentes no espaços da educação infantil a serem investigados. Assim, o objtivo é fornecer pressupostos teoricos como guias para a pesquisa na educação infantil, pois essa investigação depende muito do olhar de quem faz.

Quando naturalizamos

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