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Aula-tema 06: Preparando-se Para O Mercado Sustentável - Modelo De Sustentabilidade Empresarial E As Competências Dos Profissionais Da Sustentabilidade.

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Por:   •  5/10/2013  •  1.956 Palavras (8 Páginas)  •  768 Visualizações

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Vimos nas aulas anteriores que o conceito de sustentabilidade está associado ao conceito de desenvolvimento sustentável, que significa atender às necessidades da geração presente sem comprometer a satisfação das necessidades das futuras gerações. A sustentabilidade baseia-se no tripé que alinha suas três dimensões: econômica, social e ambiental. Uma empresa, para ser sustentável, não deve se preocupar apenas com o retorno dos investimentos, mas deve alinhar sustentabilidade econômica aos aspectos sociais e ambientais, atendendo aos interesses de todos os stakeholders.

O modelo de sustentabilidade empresarial soma três tipos de sustentabilidade: econômica, ambiental e social. A sustentabilidade econômica considera a estratégia de negócios, os resultados financeiros, o mercado de atuação da empresa, o uso dos recursos disponíveis, interligando-se com a sustentabilidade ambiental e social. As ações de sustentabilidade ambiental relacionam-se a tecnologias limpas, reuso, reciclagem, uso sustentável dos recursos naturais, atendimento à legislação ambiental, tratamento de efluentes[1] e resíduos, produção e aplicação de produtos e serviços ecologicamente corretos e preocupação com os impactos ambientais. Práticas de sustentabilidade social estão associadas à promoção e participação da empresa em projetos de natureza social, compromisso com o desenvolvimento das pessoas e da sociedade, suporte no crescimento da comunidade e assumir a responsabilidade social. Essas três dimensões da sustentabilidade precisam estar interligadas de forma sistêmica, pois cada dimensão exerce influência sobre as demais.

Há diferentes propostas de indicadores de sustentabilidade corporativa, que são ferramentas para monitorar o desempenho relativo à sustentabilidade empresarial. São alguns indicadores: balanço social, Sustainability Index – Dow Jones, Indicadores Ethos, Índice de Sustentabilidade Empresarial ISE-Bovespa, diretrizes para relatórios de sustentabilidade da Global Report Initiative (GRI).

Para avaliar a sustentabilidade empresarial, as empresas podem analisar o seu desempenho econômico, ambiental e social, por meio das diretrizes internacionais do Global Reporting Initiative (GRI). Na análise do desempenho econômico, observam-se os impactos da empresa sobre as condições econômicas locais, nacionais e globais. O desempenho ambiental baseia-se nos impactos da empresa sobre o patrimônio natural e os gastos com meio ambiente na produção de bens e serviços. Impactos sobre os sistemas sociais nos quais a empresa está inserida indicam o desempenho social; seus indicadores estão ligados a práticas trabalhistas, direitos humanos, sociedade e responsabilidade não só pela produção e distribuição de bens e serviços, bem como pelo desenvolvimento do atendimento pós-consumo.

Para avaliar se o modelo de negócios estabelecido por uma organização é sustentável, não basta preparar o relatório do desempenho econômico, ambiental e social. É preciso verificar a sua sustentabilidade. Para isso, foi desenvolvida por Karl-Henrik Robert, médico oncologista, a ferramenta de abordagem científica e sistêmica chamada The Natural Step (TNS), que possibilita a verificação da contribuição da empresa direta e indiretamente sobre os seguintes pontos:

a) aumento dos desperdícios de recursos naturais;

b) aumento das concentrações de substâncias nocivas à saúde das pessoas;

c) uso indiscriminado dos recursos naturais; e

d) abuso do poder político e/ou econômico sobre a sociedade.

Somente é possível haver sustentabilidade a partir de uma visão sistêmica, assim como a empresa precisa perceber os negócios com o olhar sistêmico. Nesse sentido, o compromisso com a sustentabilidade deve ser incorporado em toda a cadeia de valor, isto é, em todo o fluxo de atividades realizadas, para satisfazer as necessidades dos clientes, envolvendo desde a fase das relações com fornecedores, passando pelos ciclos de produção, até a fase de venda, distribuição e pós-consumo. Na empresa sustentável, o foco estratégico é direcionado para a formação de uma rede de negócios interdependentes e corresponsáveis pelos impactos de suas ações sobre os recursos naturais.

A formação dessa rede de negócios pressupõe o planejamento e o controle dos impactos sobre o meio ambiente desde a concepção do produto até o descarte, reciclagem e a reintrodução na cadeia produtiva.

O desafio da sociedade é a educação de líderes da sustentabilidade, com competências para tornar a sociedade sustentável. Algumas áreas são prioritárias: fontes de produção de energia limpa e mudança climática; gestão de recursos hídricos; produção de alimentos; coleta, reciclagem e disposição de resíduos; e pobreza e justiça social.

Os líderes das empresas são os grandes responsáveis por compartilhar a visão sistêmica dos negócios voltados à sustentabilidade. Para isso, desenvolvem o "networking da sustentabilidade", ou seja, uma rede de relacionamentos na qual os participantes extrapolam os muros da empresa para engajamento nas comunidades, a fim de construir um mundo melhor e mais justo – do qual o sucesso dos negócios, em longo prazo, depende.

Para se tornar líder da sustentabilidade, sete práticas são sugeridas por Bob Willard: 1) ganhar e manter credibilidade; 2) dialogar; 3) colaborar, educar e criar networking; 4) buscar colaboradores; 5) influenciar os influenciadores; 6) utilizar iniciativas existentes e 7) elaborar um plano de oportunidades.

O líder da sustentabilidade deve apresentar competências, o que significa um conjunto de conhecimentos (saber), habilidades (saber fazer) e atitudes (querer fazer) que o direcionam ao caminho da sustentabilidade. Por isso, o líder deve ser reconhecido como especialista em sustentabilidade, líder da mudança e empreendedor. O especialista em sustentabilidade deve entender queecoeficiência, preservação ambiental e ação social responsável são estratégias associadas (e não aplicadas isoladamente), deve conhecer estudos e pesquisas das práticas sustentáveis no mundo acadêmico e empresarial. O líder da mudança possui visão clara do futuro e tem maturidade emocional para envolver os liderados na criação, aquisição e transferência de conhecimentos que mudam comportamentos baseados em novas ideias e conhecimentos. O empreendedor elabora propostas e faz acontecer dentro e fora da organização. É aquele que assume riscos, mobiliza atividades que impactam positivamente no meio ambiente, constrói valores e princípios voltados a uma cultura de sustentabilidade e encara a oportunidade com entusiasmo e motivação.

Conceitos

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