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Sacavém

Por:   •  31/1/2015  •  Ensaio  •  828 Palavras (4 Páginas)  •  93 Visualizações

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Sacavém

Sacavém (AFI: [sɐkɐ'vɐ̃ĩ]) é uma pequena cidade portuguesa do concelho de Loures, poucos quilómetros a Nordeste da capital do País, Lisboa, com 4,08 km² de área1 e 18 469 habitantes (2011).2 Densidade demográfica: 4 526,7 h/km².

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Prior Velho formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Sacavém e Prior Velho da qual é a sede.

Julga-se que na origem do nome Sacavém esteja o étimo árabe šâqabî, significando «próximo» ou «vizinho» (provavelmente, da cidade de Lisboa), através de uma corruptela em Šaqaban; o nome eventualmente teria sido latinizado como Sacabis, e através da forma do acusativo Sacabem (relativamente similar ao termo usado pelos muçulmanos) ter-se-ia chegado ao moderno termo Sacavém. Há no entanto outras teorias acerca da origem do topónimo; para tal veja-se o artigo História de Sacavém.

Situada na encruzilhada dos caminhos que, vindos do Norte e do Este, se dirigiam a Lisboa, Sacavém esteve presente em inúmeros momentos da História de Portugal.

Povoação antiquíssima, existiu no tempo dos Romanos uma ponte em Sacavém que subsistiu, pelo menos, até ao século XVI (segundo o relato de Francisco de Holanda). Do tempo da ocupação mourisca ficou, aparentemente, o topónimo de origem arábica (شقبان, Šaqabān); imediatamente após a tomada de Lisboa pelos cristãos, em 1147, parece ter ocorrido aqui um combate (a batalha de Sacavém), hoje comummente considerado lendário.

Durante a Idade Média, Sacavém constituiu um reguengo, grande produtor de cereal e vinho; não obstante, os monarcas cederam, por várias vezes, o seu usufruto. Assim, foram beneficiários do reguengo o almirante Manuel Pessanha, a rainha D. Leonor Teles, e depois o Condestável Nuno Álvares Pereira. Por morte deste, passou a sua posse para o seu neto, o conde de Ourém D. Afonso, filho do duque de Bragança, sendo que após a morte de D. Afonso sem filhos, a terra foi integrada no extenso património da Casa de Bragança, à qual viria a pertencer até à queda da monarquia (exceptuado o reinado de D. João II, com a execução do titular e confisco dos respectivos bens pela Coroa).

De acordo com algumas crónicas, aqui terá falecido a rainha D. Filipa de Lencastre, em 1415; o nome da povoação figura depois num documento histórico da maior importância para o período das Descobertas – a Carta do Achamento do Brasil (1500), por haver participado na expedição comandada por Pedro Álvares Cabral Diogo Dias, que fora almoxarife da povoação.

No final desse século, o governador do reino Miguel de Moura ordenou aí a construção do Convento de Nossa Senhora da Conceição (com a Igreja de Nossa Senhora da Purificação (Sacavém) anexa), em cumprimento de um voto que fizera anos antes.4

Durante um grande surto de peste, em 1599, descobriu-se acidentalmente uma antiga imagem de Nossa Senhora, a qual, por ter, aparentemente, acalmado a pestilência, passou a ser venerada como Nossa Senhora da Saúde, e celebrada desde então todos os anos.

Severamente danificada durante o Terramoto de 1755 (com a destruição da Igreja Matriz e

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