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RESENHA CRITICA - LIVRO A ARTE DE SER LEVE

Por:   •  10/9/2015  •  Resenha  •  1.326 Palavras (6 Páginas)  •  1.469 Visualizações

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Resenha Crítica

Aluna : Patrícia Silva RA: 01550005620

            3º Período C

A arte de ser leve por Leila Ferreira

     O livro fala sobre a leveza que precisamos ter para enfrentar os desafios da vida, pois devido ao trabalho desgastante, contas para pagar e conflitos entre as pessoas que nos cercam, acabam nos deixando pesados espiritualmente. Expressa também que cabe a nós, sermos menos displicentes com nossos semelhantes conhecendo nosso interior, para respeitar o próximo. Devemos compreender que tudo na vida é passageiro e que isso não vale apenas para as coisas boas que acontecem conosco, mas também para os males. Além disso, aceitar que existem males que vem para o bem. Nada disso significa que devemos ignorar os nossos problemas e as situações de extrema chateação e irritação. Mas perceber que o primeiro passo para conseguir superar situações como esta, é admitir que viver é complicado, porque estamos sempre submetidos a ter mais momentos de cobranças e sufocos, mas seguir cabisbaixo e sempre de mal humor, não ajudará a superá-los.  Seguido de vários exemplos o livro segue contando casos variados de pessoas com essa obesidade espiritual, ou seja, casos de pessoas nem um pouco gentis e que devemos pensar antes de agir de maneira grosseira com a intenção de dar o troco, porque o arrependimento poderá vir não naquele momento, mas em uma semana ou um mês depois. Temos que nos impor mas não de forma grosseira, mas mostrando que somos nãos somos bobos e não somos mal educados e isso significa que não é porque temos educação, que devemos nos permitir ser passados para trás pela ignorancia alheia. 

      São mostrados também casos de pessoas que usam a gentileza como meta para qualquer situação, e que se habituam com elas e vivem surpreendendo por suas atitudes. Também é mostrado várias situações que lidamos no nosso dia-a-dia de pessoas que são incrivelmente mal educadas e preconceituosas. Casos como a de um angolano, estudante de medicina que é vítima de preconceito, devido a sua aparencia e que se sente ridicularizado por atitudes desrespeitosas por onde passa. Mas também, o caso de uma senhora que acredita que vai morrer durante a madrugada e que isso não a deixa sem tempo de ser educada com as pessoas, mas de limpar sua alma e terminar o seu "ultimo dia" da melhor maneira que ela pode. Diante dessas demonstrações, vemos também que a exposição a comportamentos de mau humor, tanto próprio quanto alheio, é prejudicial a saúde e nos influencia muito a sermos da mesma maneira. Muitos casos de pessoas ranzinzas também são apontados como aquelas que destrói o humor de todos e nos fazem sentir como inconvenientes com qualquer tipo de pergunta, comentário ou até mesmo um sorriso. Quando se trata de bom humor, se refere a nos submeter à situações de divertimento e alegria e nas palavras da atriz Denise Fraga: "o humor salva". 

     Diante de tantos casos e mais casos, o que nos leva a refletir mais profundamente, são de pessoas que não tem o medo da morte e que sabem que vão partir no momento certo porque tiveram uma vida leve e sem arrependimentos, deixando isso exalar para quem quisesse ver e vivendo sem planejamentos e deixando tudo acontecer preparando-se para qualquer consequência. E conta também, de um livro contemporâneo, a história de um homem que tinha tanto medo de raios que colocou um pneu enorme de trator na sala de sua casa para se encolher dentro quando os raios aparecessem. Uma metáfora de que cada um se defende como pode, cada um tem seus meios e devemos respeitá-los por mais estranhos que sejam, para que assim, um por um mudando suas percepções, mudamos o mundo também. 

      Na nossa opinião, este livro deveria ser lido por todas as pessoas do mundo. Nos indentificamos com a maioria dos casos e nos levam a pensar que cada dia que passa, estamos sentenciados a passar cada vez mais por situações que nos reprimem, diante de tanta ignorancia. Temos o nosso caso: Somos amigas e temos mais duas amigas no nosso grupo da faculdade, sofremos por preconceito por mais da metade dos alunos de nossa sala, sem saber precisamente o motivo. Nos sentimos, muitas das vezes, chateadas em ir para um lugar todos os dias onde sabemos que as pessoas não nos suportam, o que também nos deixam inclinadas a tratá-los com certo desdém, para que não sejamos atacadas e nos obrigamos a sentar no fundo da sala e no canto, nos excluindo de todos. Situações como estas também não apenas nas salas de aula das faculdades, também como pra pessoas que temos o desprazer de presenciar na fila do supermercado, pessoas jovens ou com poucas compras, entrarem na fila preferencial para poder "se adiantarem" esquecendo que estão interferindo no direito do outro. Muitas das vezes, não percebemos que estamos sendo hipócritas, exigindo respeito das pessoas sem olhar pra dentro de nós mesmos. E acreditamos que esse livro cabe perfeitamente para nós também nesse quesito, para enxergar que somos todos iguais enão devemos julgar as pessoas e exigir nada delas. Essa semana eu me vi numa situação e sabia que me errependeria depois. Foi a seguinte: estava tendo problemas para acessar a internet no meu celular, então liguei para a minha operadora e a atendente me disse que a operadora não reduzia mais a minha internet, mas que cortaria quando eu atingisse o limite de megabites que o pacote me concedia. Aquilo me deixou irada e eu descontei toda a minha raiva na atendente, gritando e xingando como se ela estivesse culpa daquilo tudo. Mas ela foi extremamente educada e disse que entendia a minha fúria, mas não poderia fazer nada. Então desliguei na cara dela e aquilo me fez arrepender horas depois. Me lembrei de vezes que tive que procurar emprego numa empresa de telemarketing e que poderia estar no lugar dela. Mas muitas vezes não nos colocamos nos lugares das pessoas. Nós como futuros gestores de RH, aprendemos nas aulas que devemos ser éticos e não julgar as pessoas, e pelo visto estamos começando mal.

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