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TREINAMENTO PARENTAL COMO FERRAMENTA INTERVENTIVA NA TERAPIA COMPORTAMENTAL DE CRIANÇAS COM TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO - TGD's.

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Por:   •  27/3/2015  •  2.338 Palavras (10 Páginas)  •  400 Visualizações

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1 TEMA:

Terapia Comportamental

1.1 DELIMITAÇÃO:

Treinamento parental como ferramenta interventiva na terapia comportamental de crianças com transtornos globais do desenvolvimento – TGD’S.

2 JUSTIFICATIVA

O treinamento de pais tem sido utilizado como ferramenta essencial no campo da modificação do comportamento e como alternativa aos enfoques tradicionais da terapia infantil. Segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10ª edição (CID-10), os TGDs são “Grupo de transtornos caracterizados por alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e modalidades de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo. Estas anomalias qualitativas constituem uma característica global do funcionamento do sujeito, em todas as ocasiões.

Assim, considerando que crianças com TGDs apresentam alterações cognitivas e comportamentais significativas pretende-se comprovar que a terapia infantil aliada ao treinamento parental são recursos indispensáveis para evolução do seu tratamento.

Identificando o grau de relevância nesses processos terapêuticos surgiu a necessidade da investigação por meio de entrevistas com profissionais que atendam essa demanda.

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL:

Evidenciar a importância do treinamento de pais na evolução do tratamento de crianças com TGDs a luz da terapia comportamental.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

- Conceituar o treinamento parental identificando evolução histórica e consolidação.

- Investigar como é estruturado um programa pra pais com base nos princípios das terapias comportamentais.

- Caracterizar TGDs, diagnostico tratamento e intervenção.

- Entrevistar profissionais que utilizam o Treinamento parental como recurso na terapia de crianças com TGDs.

4 REFERENCIAL TEÓRICO

A estrutura familiar é o marco inicial e um dos mais significantes contatos durante o processo de socialização e desenvolvimento da criança. Essas relações familiares irão proporcionar um envolvimento que refletirá sobre a saúde mental de cada individuo.

Nesse processo de socialização, os pais utilizam suas estratégias geralmente não sistematizadas sendo que essas estratégias de como lidar com seus filhos, eles aprenderam anteriormente em seu ambiente social, esses procedimentos geralmente são regras, suposições e crenças aprendidas ao longo da vida de cada um dos pais.

As práticas educativas relativas ao estabelecimento de limites, à comunicação, ao ensino de responsabilidades e à expressão de afeto são apontadas como essenciais à promoção de auto-estima, autonomia e habilidades sociais nos filhos (Coelho & Murita apud Silva & Marturano, 2002).

Apesar de as relações familiares serem essenciais no desenvolvimento da criança, os pais na maioria das vezes não adquire conhecimentos prévios de como cuidar de seus filhos, assim produz-se a maior parte no processo da aprendizagem se dar por ensaio e erro, chegando muitas vezes a reforçar comportamentos inadequados nos seus filhos e que a maioria das vezes é necessário uma ajuda profissional para reverter a situação.

Durante o desenvolvimento das crianças irá surgir vários comportamentos adequados e inadequados, sendo que esse comportamentos de inadequação tem levado aos pais a buscarem auxilio profissional para se desenvolver. O profissional capacitado ira realizar um treinamento para ajudar a melhorar a conduta das crianças, esse treinamento é mais conhecido como: treinamento para pais, suporte ou treinamento parental.

Há varias nomenclaturas com relação ao treinamento parental. O conceito de suporte parental refere-se a uma “disposição dos pais para investir tempo e recursos em arranjos da vida familiar que tem como objetivo o crescimento dos filhos em sentido amplo” (Andrada apud D’Ávila-Bacarji, Marturano & Elias, 2005, p.109).

O trabalho com pais está fundamentado na premissa de que a falta de habilidades parentais é, pelo menos parcialmente, responsável pelo desenvolvimento ou manutenção de padrões de interação familiar perturbadores e, conseqüentemente, de problemas de comportamento nos filhos (Coelho & Murita apud Marinho, 2005).

Segundo Coelho & Murita (apud Baraldi, et al.2005) Estudos anteriores mostram que a intervenção atingirá seu maior grau de eficácia se acontecer no meio familiar, quando esse for o contexto no qual se encontram as variáveis relevantes responsáveis pela manutenção do comportamento problema. Nesse caso, será necessário treinar pais ou qualquer outro adulto significativo do contexto familiar que possa contribuir, com seu comportamento, para manter o comportamento desadaptativo da criança ou do adolescente. Esses adultos, além de poderem intervir no momento preciso (por terem acesso imediato ao comportamento problema), geralmente controlam reforçadores muito poderosos e significativos para a criança e para o adolescente, tais como atenção e afeto. Por essas razões, os pais são, usualmente, o principal agente de mudança no processo terapêutico de seus filhos, atuando como mediadores entre a orientação profissional e a implementação de contingências favoráveis à mudança da criança em seu ambiente natural (Coelho & Murita apud Mestre & Corassa, 2002; Silvares, 1995).

O reconhecimento destes fatores, somado à dificuldade dos pais para conciliar os problemas cotidianos com a criação de seus filhos inspiraram a elaboração de programas específicos, com o objetivo de capacitar os pais na promoção de um desenvolvimento mais adaptativo das crianças com dificuldades de comportamento (Barkley, 1997; McMahon, 1999).

Segundo Andrada(2007, p.21) introduzir novas interações na família e verificar o impacto destas no desenvolvimento das crianças é experimento de real importância, como demonstrado por Bronfenbrenner (1994, 2005). Além disso, autores como Capuano, Bigras, Normandeau, Gauthier, & Parent (2001), Cadieux & Boudreault (2003) ou Jacobs e Harvey (2005), cujos estudos avaliam o impacto de

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