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Análise do Canal do Cavouco no Ponto do Hospital das Clínicas

Por:   •  22/5/2016  •  Pesquisas Acadêmicas  •  2.519 Palavras (11 Páginas)  •  96 Visualizações

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Introdução

O Riacho do Cavouco, bastante conhecido pelos estudantes da UFPE, tem sua nascente dentro do campus, local que é popularmente chamado de “laguinho da federal”. Ele tem aproximadamente 5,5 Km de extensão, da nascente até a sua jusante no rio Capibaribe, próximo ao parque do Caira. Ao longo do seu percurso no interior do Campus ele recebe dejetos dos centros de ensino da Universidade, além do lixo que não recebe o destino correto e vai sendo levado pelo escoamento da água da chuva. Ele é dividido em quatro pontos principais: sua nascente, próximo ao Colégio Aplicação, o ponto junto ao estacionamento do CTG, a entrada principal da UFPE e o ponto próximo ao Hospital das Clinicas (sendo estes dois últimos canalizados). O objetivo deste estudo é avaliar e analisar as atuais condições do rio e do seu ecossistema, bem como entender as causas de sua degradação.

Fundamentação teórica

Assoreamento:

O assoreamento é o processo onde é possível observar o acumulo de detritos, entulho e outros no leito dos rios, lagos, etc. No momento em que a região começa a acumular tais materiais no fundo dos rios, os mesmos são impedidos de portar todo o seu volume hídrico, o que, geralmente, faz com que ocorra transbordamento em algumas ocasiões, como aumento da quantidade de chuva.

O processo de assoreamento está intimamente ligado ao de erosão, visto que o mesmo fornece os materiais que são transportados e posteriormente depositados. O assoreamento ocorre em regiões baixas como rios, mares ou em outros lugares onde o nível de base da drenagem permita a deposição de materiais.

Meios Bióticos e Abióticos:

Os componentes bióticos de um ecossistema são todos os seres vivos que atuam sobre o mesmo, como os animais e as plantas, podendo ser dividido em dois grupos:

I. Seres autótrofos: São aqueles que tem a capacidade produzir o próprio alimento. Tal processo se dá através da quimiossíntese e fotossíntese.

II. Heterótrofos: São aqueles consumidores e decompositores (se alimentam de organismos mortos. Exemplo: bactérias) do ecossistema. Devido o fato de não possuírem a capacidade de produzir seu próprio alimento, os mesmos se alimentam de outros seres. Os seres consumidores podem ser divididos em: Primários (Alimentam-se de produtores); Secundários (Alimentam-se de herbívoros); Terciários (Alimentam-se do secundário)

Os componentes abióticos são os fatores químicos e físicos de um ecossistema. Tais componentes interagem entre si e com os bióticos, fazendo com que seja garantido o perfeito funcionamento dos ecossistemas. Exemplos: luz solar, calor, chuvas, nutrientes, umidade do ar, entre outros.

Ambientes Lênticos e Lóticos:

Ecossistemas lênticos são ambientes aquáticos de água parada e por isso possuem suas fronteiras bem definidas, sendo assim importantes distribuidores de biodiversidade. Apesar da diversidade de espécies existentes neste ecossistema, elas estão suscetíveis a distúrbios por causa do limitado espaço em que se encontram e curto ciclo de vida. Nos ecossistemas lênticos é possível encontrar organismos consumidores (heterótrofos) que alimentam-se de compostos inorgânicos e orgânicos. Também é notada a existência de pequenos peixes. Além disso, existem os organismos decompositores, que se alimentam de matéria morta.

Os ecossistemas lóticos são ambientes aquáticos onde a água é corrente. A natureza das comunidades existentes neste ecossistema depende do tipo de fundo do ambiente lótico (areia, argila, laje, etc.). A corrente também é outro fator limitante em ecossistemas lóticos. São

classificados em três zonas:

I. Zona inicial – alto fluxo de água e sedimentos

II. Zona média - predominada pela correnteza moderada

III. Zona final - água turva e predomínio de matéria orgânica com acúmulo de sedimento e número reduzido de seres vivos.

Drenagem:

É sabido que o rio é um curso de água que desloca a mesma de um ponto mais alto do relevo para um ponto mais baixo, recebendo, entre eles, efluentes e ganhando volume até deságua em um rio ou no mar

Drenagem pode ser definido com a ação de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, tuneis, canais valas e fossos. Tais canais podem ser naturais ou artificiais. A drenagem pode ser do tipo exorreica, que é quando um rio nasce no interior do continente e deságua

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