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O Modelo de Oficio

Por:   •  10/6/2021  •  Artigo  •  695 Palavras (3 Páginas)  •  12 Visualizações

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EFEITOS DA CRISE ASIÁTICA NO BRASIL

O Brasil foi um dos países latino-americanos mais atingidos pela crise asiática.

           Com a globalização, não foi difícil a crise asiática chagar ao Brasil. O presidente do Banco Central, Gustavo Franco, chegou a dizer que a crise não tinha nada a ver com o Brasil, que era um problema da Tailândia. E que, ao contrário, o Brasil iria até se beneficiar, porque o capital que saísse de lá viria para cá. No entanto, não foi o que aconteceu. O Brasil foi o país latino-americano mais afetado pela crise asiática. A bolsa de valores de São Paulo, no pico da crise, chegou a fechar com baixa de 14,98%. Foi a que sofreu a maior queda no mundo capitalista. Maior, inclusive, do que a queda das bolsas dos países que estavam envolvidos diretamente na turbulência.

Por que uma crise surgiu na Ásia repercute de forma tão veloz e tão profunda sobre o Brasil?

A dependência de capital externo a que o Plano Real submeteu o Brasil tornou-se extremamente problemática em uma situação de instabilidade financeira internacional.

Nos anos 90, no Brasil, as autoridades monetárias deixaram entrar crescentes quantias de capital estrangeiro sem controle, o que aumentou o endividamento externo do país. O déficit em transações correntes era considerado elevado: 3,74% do PIB, o que indicava dependência em relação aos capitais estrangeiros e vulnerabilidade a crises internacionais. O Brasil se tornou mais dependente de empréstimos, financiamentos e investimentos diretos estrangeiros, e também se tornou mais dependente dessa forma de capital especulativo, volátil.

Para evitar a fulga de capitais estrangeiro, o governo, numa tentativa de evitar o agravamento rápido da situação, dobrou os juros e, em seguida, para tapar o rombo aumentado nas contas públicas, baixou um pacote fiscal duríssimo. Nesse quadro, o desemprego pulou para um índice altíssimo, cresceram as reduções dos salários e, de repente, os trabalhadores se viram novamente diante de uma conjuntura econômica e social muito grave. O governo brasileiro elevou as taxas de juros, ficando mais altas do que as dos países envolvidos como: Coréia do Sul, Tailândia e Filipinas.

O presidente Fernando Henrique Cardoso, num programa de TV, tentou descrever essa situação como inesperada e independente de qualquer responsabilidade do governo brasileiro. Chegou a usar uma imagem, dizendo que a crise desabou em cima do país como "um raio num céu azul". Na realidade, o céu não estava de forma alguma azul. A situação do Brasil já era bastante difícil, particularmente a dos trabalhadores. As taxas de desemprego eram altas e crescentes. As perdas salariais iam-se acumulando. Prosseguia o sucateamento das redes públicas de educação, saúde e transporte. Então, o céu já estava "cor de chumbo". E, quando o governo propagava que a tempestade estava passando, ela voltou com mais vigor. Diante desse cenário de crise econômica, o Brasil pede ajuda ao FMI. No total, 41,5 bilhões de dólares foram emprestados

O estopim da crise asiática ocorreu no dia 2 de julho de 1997, quando a Tailândia foi forçada a promover uma desvalorização de 18% em sua moeda, o bath, até então atrelado ao dólar, que vinha sendo alvo nas semanas anteriores de um ataque de especuladores. O contágio se espalhou rapidamente para outros países do sudeste asiático, como a Malásia, Filipinas, Indonésia e Cingapura. Quando atingiu a Coréia do Sul, uma das maiores potências da região, passou a ser vista como uma ameaça real para o sistema financeiro mundial.

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