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JOVENS À LUZ DA NOVA SOCIOLOGIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS: O CASO DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE

Por:   •  10/1/2019  •  Artigo  •  4.009 Palavras (17 Páginas)  •  8 Visualizações

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JOVENS À LUZ DA NOVA SOCIOLOGIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS:

O CASO DAS PASTORAIS DA JUVENTUDE

Denny Junior Cabral Ferreira[1]

As Pastorais da Juventude (PJ’s), ora vista em algumas dioceses católicas como uma experiência ainda potencial e vitalizante para a juventude, a quem ainda lhes é dado o mínimo apoio estrutural, financeiro, de acompanhamento e sobretudo legitimando suas práticas e organização. Em alguns locais, foi ou está sendo suplantada, pois não corresponde ao tipo de evangelização moldado na diocese e/ou paróquia que igreja local requeria, ou fora ressignificada, mas sob outra sigla (tais como: Pastoral Juvenil, Setor Juventude, etc).

Procuro neste breve artigo suscitar questões no que diz respeito de como a nova sociologia dos Movimentos Sociais, em especial a avaliação feita por Maria da Glória Gohn[2] se relaciona com o conceito de protagonismo das Pastorais da Juventude como uma rede de grupos juvenis de caráter progressista articulados no seio da Igreja Católica no Brasil.

As PJ’s COMO ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SETOR

As Organizações Sem Fins Lucrativos (OSFL), que também são identificas como organizações do terceiro setor tem como traço fundamental a mescla de trabalho voluntário e atividade profissional remunerada. Com caráter filantrópico-caritativo, é permeado de “projetos sociais” diversos. O genérico termo organizações não-governamentais, ONGs[3], diz respeito a um amplo e heterogêneo conjunto de entidades que atuam em várias frentes, como educação, meio ambiente, saúde, defesa de direitos civis, assistência social etc. Com nominações diversas - fundações, associações, centros etc. - elas recebem suporte direto de instâncias governamentais, empresas públicas e privadas, bem como de agências de cooperação internacional (LANDIM, 1993)

Hoje, o organismo, designado por excelência pela CNBB ao trabalho de assistência social, é a Cáritas Brasileira[4]. Com sua estrutura capilar, essa entidade dispõe de recursos arrecadados nas missas para realizar programas de atendimento a famílias carentes, sobretudo aquelas residentes nas áreas mais pobres do país e também atingidas por calamidades e desastres naturais. Para isso, a Cáritas também costuma realizar campanhas humanitárias.

Por último, em termos de práticas assistenciais associadas à igreja católica, estão as comunidades de vida ou confrarias católicas identificadas com Renovação Carismática Católica (RCC). Nessas comunidades, pessoas consagradas ao serviço religioso convivem e promovem ações de assistência social juntas. Entre elas, dado o significativo trabalho com crianças carentes e moradores de rua, se destaca a Comunidade Shalom, sediada na capital cearense de Fortaleza. Uma comunidade desse tipo, com trabalho assistencial, viria recentemente a se tornar congregação religiosa: a Fraternidade Toca de Assis, de Campinas/SP (MARIZ, 2005 e 2007; CAMURÇA et al, 2009).

Simaens (2012, p. 202),  pondera que é cada vez mais relevante o papel que as OSFL, ou organizações do terceiro setor, possuem no mundo moderno e, baseado no preceito da administração estratégica que, “uma vez que as organizações não podem sobreviver em ambientes turbulentos sem uma visão de longo prazo” definir uma estratégia se faz necessária para o cumprimento da missão, na manutenção de uma sustentabilidade e até mesmo sua sobrevivência sendo normal muitas OSFL desenvolveram uma estratégia não formal, expressas documentalmente, mas passíveis de serem observadas pelo comportamento das suas ações e pelo padrão como tomam decisões.

Em sua defesa do processo da gestão estratégica nas OSFL, Simaens argumenta que a necessidade se dá, por dois motivos: o acesso à informação mais correta possível para que esta gere conhecimento eficaz e a capacidade da organização ser flexível e responder às mudanças ambientais, quando necessário, “informação e flexibilidade são questões cruciais num processo de gestão estratégica” (SIMAENS, 2012, p, 205).

Atualmente as organizações do terceiro setor no Brasil apontam para um aumento das necessidades de serviços e resultados almejados. A diminuição da ajuda externa, a situação econômica do país, também a honestidade de algumas instituições, no que se refere à aplicação dos recursos, colocam estas organizações em serias dificuldades de cumprirem suas atribuições institucionais. Estas instituições precisam desenvolver competências éticas e morais para negociar, planejar em conjunto e operar em parceria com outras entidades congêneres e até mesmo organizações do primeiro e segundo setores. Competências que envolvem a capacidade de práticas de gestão para que estas organizações atinjam os seus objetivos.

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