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Refutação Aos Cinco Pontos Do Calvinismo

Por:   •  1/10/2013  •  1.980 Palavras (8 Páginas)  •  1.818 Visualizações

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Refutando os Cinco Pontos do Calvinismo

1- Depravação Total.

Segundo esta doutrina, o homem não regenerado é absolutamente escravo do pecado. Em virtude disto, ele é totalmente incapaz de exercer sua vontade livremente. Este modo de ver indica que não há livre-arbítrio no homem após a queda.

REFUTAÇÃO:

Não podemos achar que o livre-arbítrio perdeu-se com o pecado, pois é inerente ao ser racional. O que o homem perdeu foi o contato direto com seu Criador, sua inocência e entendimento espiritual, porque na condição de pecador estava submetido ao domínio das trevas, e estas lhe cegaram o entendimento (2 co 4. 1-6). A partir do momento em que a verdade é exposta, todos chegam ao conhecimento dela, pois a Verdade é luz e dissipa as trevas. Tendo conhecimento da verdade, alguns a rejeitam e outros a abraçam, e tomam atitude (Ez 18. 30-32). Por causa disso é que haverá um julgamento final. Não será um julgamento pelos atos pecaminosos apenas, mas uma leitura de sentença. Quando a Bíblia diz que, no ímpio, seu espírito está morto, não significa aniquilado, mas impotente, sem força, que é dominado pela carne. Do mesmo modo, quando somos vivificados temos o espírito vivificado conseguimos abater a carne (Gl 5.16), mas ela continua pronta pra entrar em ação. O ser humano, em qualquer hipótese tem corpo, alma e espírito, embora sob o “domínio” (e não exclusividade) da carne ou do espírito. Quando o homem conhece a verdade é o seu espírito que discerne o encontro com o seu Vivificador. Ao decidir-se por Cristo, o homem utiliza-se da oportunidade jurídica que lhe é dada (Dt 30.19), como um preso que, sem força alguma, consegue um habeas corpus para acatar ou não com a proposta que lhe é oferecida. Em suma, todo homem, no momento da genuína mensagem, tem suas correntes desarmadas, seu entendimento clareado (Jo 16.8), e sua liberdade de expressão para escolher um novo senhorio proposto.

2- Eleição Incondicional.

Segundo esta doutrina, ao criar o mundo Deus escolheu algumas pessoas para a Salvação, sem levar em conta qualquer merecimento ou atitude por parte das pessoas.

REFUTAÇÃO:

A soberania de Deus não será mais bem exaltada ao dizermos apenas que “Ele faz o que quer”. É melhor dizermos que Ele faz como bem lhe aprouver, pois nisso estamos dignificando seu caráter e dignidade. Existe uma aprovação, uma razão, um entendimento em tudo o que Deus faz. E lhe aprouve ser dado a conhecer, como José a seus irmãos, para que aprendêssemos a sua justiça. A declaração de seus feitos será o motivo de todo joelho se dobrar. Se louvarmos, não é por imposição, (embora assim Ele pudesse agir), mas por causa daquilo que vimos e ouvimos como é sua vontade. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os 6.3), por quê? Porque Ele nos revela seus mistérios (Rm 16. 25-27). Quanto ao mérito humano, é claro que isso não induziria ninguém a ser salvo, mas o mérito total de Cristo alcançou a Salvação, o que não significa dizer que esta vai ser imposta indiscriminadamente a alguém, não importando se poucos, muitos ou todos. Se Deus não faz acepção de pessoas, entendemos que a separação entre justos e injustos decorre da própria atitude humana. Ao dizer que temos que fazer nossa parte, digo a respeito de três coisas: receber a Salvação, preservá-la e anunciá-la. Ela já se encontra pronta. É uma realidade em Cristo, completa e sublime, alcançada com seus méritos, e como Senhor, pode exigir de todos algo, não mais para alcançá-la, mas para estar nela. Por isso existe um caminho, por isso existe uma porta. Cristo não precisa trilhar caminho e entrar pela porta; nós é que precisamos. Um dos grandes problemas dos calvinistas é o medo de dizer sobre algo relacionado a mérito. Não o temos concernente a garantir a Salvação, mas temos no que tange a oportunidade que Ele mesmo nos deu de fazermos a nossa parte (“Correis de modo que alcanceis”). Ele quis não apenas nos presentear (salvação, herança, dons...), mas aprouve-lhe também premiar (coroas, galardões, etc.). Na Salvação o mérito é dele, mas Ele chama (vinde!), convoca, comissiona, apela, interroga, etc. E Paulo diz: “Combati... acabei... guardei a fé”. Temos um passo a ser dado. O pedido é para que corramos de modo que alcancemos. Ele nos ensina a caminhar. Se Ele fizesse tudo por nós não haveria sentido tanta preocupação de Paulo. Para os calvinistas Ele caminha por nós, como se para engrandecer o poder de Deus precisássemos anular o ser humano. “Como escaparemos nós se não atentarmos para tão grande salvação” (Hb 2.3). Seria cabível substituir

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