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Banco Nacional de Desenvolvimento

Tese: Banco Nacional de Desenvolvimento. Pesquise 793.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  11/6/2014  •  Tese  •  1.088 Palavras (5 Páginas)  •  214 Visualizações

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1 INTRODUÇÃO

As micro e pequenas empresas são o grande motor da economia

brasileira. Elas representam a sustentabilidade econômica do país, seja pela sua

capacidade geradora de empregos, seja pelo enorme contingente de

empreendimentos existentes em todo o território nacional, dispersos na sua

extensão geográfica. De forma geral, as micro e pequenas empresas cumprem,

modernamente um papel fundamental no que se refere ao modo de vida da

população brasileira, ou seja, quebram a dicotomia entre o individualismo e o

coletivo ao promover contatos pessoais nos negócios de vizinhança; encurtam o

deslocamento aos grandes centros de compras, geralmente apresentando produtos

massificados em grande volume, além da disponibilidade de oferecer vários tipos de

serviços em um pequeno espaço territorial.

Um estudo elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico (BNDES, 2004) mostra que parte da proliferação dos pequenos

empreendimentos é resultado da globalização, em função da necessidade das

grandes empresas de terceirizarem atividades secundárias de seus negócios,

concentrando-se no seu core business. As pequenas empresas assumem dessa

forma, partes periféricas das grandes empresas. Um aspecto a ressaltar é a

necessidade desses pequenos negócios adequarem-se às normas de produção e de

gestão das empresas âncoras. Isso, às vezes, pode requerer investimentos físicos e

financeiros, além da melhoria de processos.

O crescimento do porte das organizações, normalmente, implica em

incremento da sua complexidade estrutural. Esses elementos, associados à

aceleração do ritmo das mudanças ambientais, advindos de diversos fatores, como

avanço tecnológico, integração de mercados, concorrência internacional, além de

mudanças no perfil demográfico e nos hábitos de consumo (MEIRELLES, 1995),

obrigam as organizações a, constantemente, avaliarem suas estratégias e formas de

implementação para atingirem os seus objetivos.

Na evolução da ciência da administração, a estratégia empresarial surge

como um conjunto de conceitos e modelos com a finalidade de munir a empresa de

ferramentas para resposta às demandas ambientais. A percepção da importância da

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estratégia e do ambiente para o sucesso empresarial torna-se maior na medida em

que a administração começa a ser vista sob o ponto de vista sistêmico e orgânico,

contrapondo modelos técnicos, fechados e previsíveis, que não cabem mais em um

ambiente de concorrência global. Vivemos na era dos elementos tecnológicos e

amplo acesso, o que promove a rápida deterioração desses modelos e diferenciais

competitivos em curto espaço de tempo.

De acordo com Wright, kroll e Parnell (2000), a administração estratégica

é desafiadora porque vai muito além de estabelecer objetivos e, posteriormente, das

ordens aos membros da organização para se aterem a esses objetivos. Além disto, é

um processo contínuo que leva em consideração as variações que ocorrem desde o

momento da formulação da estratégia, passando por sua implementação, e

invariavelmente, incorrerá na condição de alteração de rumos, à medida que as

condições ambientais ou organizacionais se modificarem.

Nos últimos anos, a preocupação com o processo de formulação e de

implementação de estratégias aponta como diferenciais competitivos, exatamente

pela condição de adaptação que as organizações deverão ser capazes de realizar,

mas que, na maioria das vezes, não conseguem fazê-la na velocidade, ritmo e

cadência necessária.

O processo de Administração Estratégica é sem dúvida um orientador de

decisões para as empresas independentemente de seu porte ou ramo de atuação,

impulsionando a capacidade de competir nos mercados de atuação dessas

organizações. O termo Administração Estratégica vem sendo, historicamente,

apontado como um grande atravancador da competitividade das empresas, dada a

dificuldade dessas de darem continuidade aos planos e planejamentos pré-

estabelecidos. Para Schendel (1992), o vínculo entre estratégia e performance é

ponto crítico do problema. Na definição de Mintzberg (2003), muda-se a estratégia

por que alguma coisa fundamental mudou no ambiente. O fato de mudar a estratégia

cria sua própria descontinuidade, tanto na organização, como no ambiente ao qual é

imposta.

O administrador bem-sucedido deverá, também, ser capaz de analisar as

principais

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