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Práticas De Uso Da Floresta Por Comunidades Do Alto Rio Guajará Na Resex Verde Para Sempre, Porto De Moz - PA

Por:   •  3/1/2013  •  991 Palavras (4 Páginas)  •  1.526 Visualizações

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Marlon Costa de Menezes

Engenheiro Florestal, Estudante de Doutorado NAEA, Professor da Faculdade de Engenharia Florestal – UFPA – Campus Altamira

marlon@ufpa.br

Nayra Glaís Pereira Trindade

Estudante de Engenharia Florestal – UFPA – Campus Altamira

nayra.ptrindade@hotmail.com

Thaynara Viana Cavalcante

Estudante de Engenharia Florestal – UFPA – Campus Altamira

thaynara.v.cavalcante@hotmail.com

Cláudio Wilson Soares Barbosa

Administração Público, Coordenador do Serviço de Apoio à Produção Familiar na Amazônia – Serviço CERNE

claudio.barbosa25@gmail.com

Gabriel Silva Medina

Licenciado em Ciências Agrárias, Professor da Faculdade de Agronomia, Setor de Desenvolvimento Rural – UFG

gabriel.silva.medina@gmail.com

TEMA: GT5 - Alternativas comunitárias de conservação da bio e sociodiversidade.

1. INTRODUÇÃO

A Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre localizada em Porto de Moz-PA, com área de 1.288.717 hectares, foi criada para proteger os modos de vida das populações tradicionais que extraem os recursos florestais madeireiros e não madeireiros para a sua subsistência, dentre esses recursos destaca-se a itaúba (Mezilaurus itauba), espécie madeireira usada pelos extrativistas para benfeitorias nas comunidades e comercialização, entretanto essa atividade vem sendo desenvolvida sem o aporte que possibilite sua regularização, não fazendo parte das iniciativas em curso no estado (48 protocoladas na SEMA e IBAMA) que são reconhecidas pelos órgãos de meio ambiente (PINTO et al., 2011).

2. OBJETIVO

Descrever as práticas de uso da floresta pelas comunidades do alto Rio Guajará, analisando-se a possibilidade de regularização da atividade florestal através da implantação de um Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) adaptado as formas tradicionais de utilização dos recursos.

3. METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada nas Comunidades Belém, Bom Jesus e Deus Proverá, situadas as margens do alto Rio Guajará, na Resex Verde Para Sempre, município de Porto de Moz-PA. Os dados foram coletados durante reuniões e por meio de conversas informais com moradores das comunidades, utilizando-se roteiro e questionário padronizados com base em metodologias participativas.

4. RESULTADOS

4.1. Organização das comunidades - para a atividade madeireira as comunidades tradicionalmente trabalham em grupos familiares e, quando necessário, contratam mão-de-obra.

4.2. Descrição das práticas florestais - a) Inventário Florestal: apenas uma pessoa é responsável por essa atividade, onde as árvores a serem exploradas são identificadas e marcadas durante caminhadas na área, estabelecendo-se “piques” para facilitar a acessibilidade, além disso, é observada a presença de oco nas árvores como critério de seleção, sem a utilização de equipamento, embasado apenas em sua experiência na atividade; b) Exploração: cada grupo familiar extrai cerca de duas árvores por mês, sendo itaúba a única explorada e nesse processo o extrativista observa a direção de queda natural da árvore, realizando a limpeza do tronco e corte dos cipós. Vale ressaltar que, não fazem uso de nenhum equipamento de proteção individual (EPI) durante o abate das árvores que é feito com o máximo de aproveitamento, onde a altura de corte é de aproximadamente vinte centímetros, sendo apenas uma pessoa envolvida nessa etapa; c) Processamento: a serragem da madeira é realizada no próprio local de queda da árvore, onde além da tora são utilizados os galhos mais grossos. A mão-de-obra necessária para essa atividade é de duas pessoas, onde o extrativista contrata um ajudante, responsável por levar o material, fazer a limpeza da área e tirar a casca da árvore. Os produtos beneficiados são: esteio, caibro, falca, barrote e viga; d) Transporte: a madeira é transportada já processada por meio de uma estrada principal que dá acesso ao porto, local de comercialização. São abertas estradas secundárias com dimensão de dois metros de largura, ligando a estrada principal ao local de beneficiamento

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