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Síntese Sobre o Reino de Gana

Por:   •  18/9/2026  •  Trabalho acadêmico  •  1.495 Palavras (6 Páginas)  •  3 Visualizações

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SÍNTESE INDIVIDUAL – LC1

Larissa Almeida Valadão – 1º B

Título do texto: Reinos de negros na Idade Média: a África subsaariana no medievo

Autor: Wellington Barbosa da Silva

Fonte ABNT: SILVA, Wellington Barbosa da. Reinos de negros na Idade Média: a África

subsaariana no medievo. Revista de História e Estudos Culturais , v. 8, n. 2, p. 1-24, 2011.

1. Sociedade

A sociedade do Reino de Gana se caracterizava por ser bastante diversificada e

estruturada em diferentes camadas sociais. A população urbana dos grandes centros econômicos,

como Awdaghost e Kumbi Saleh, era formada por berberes islamizados, mercadores árabes e

eruditos, além de juízes muçulmanos. Na cidade real ficava uma casta de sacerdotes dedicada às

tradições religiosas nos bosques sagrados, acompanhada pelo soberano e pelos membros da

corte. A estrutura social contava ainda com trabalhadores escravizados em diferentes funções,

como serviço doméstico, artesanato, navegação e atuação militar, e com camponeses

responsáveis pela produção rústica e pecuária, além dos Wangaras, comerciantes especializados.

O artigo não oferece nenhuma informação sobre à existência de assembleias.

2. Política

A política de Gana se organiza a partir de um poder centralizado nas mãos do soberano,

antes chamado Gana, mas depois de uma adaptação passou a ser chamado de Tunka. O Estado

garantia sua organização a partir de um sistema burocrático e de arrecadação de impostos

cobrados com as rotas comerciais. Cargos que tinham uma grande responsabilidade, como os de

ministros e tesoureiros, eram ocupados por muçulmanos por causa do seu conhecimento técnico

e econômico. O soberano também tinha o dever de ajudar na distribuição de alimentos dos

estoques reais em períodos de escassez e financiava grandiosas celebrações para fortalecer sua

autoridade aos súditos. Suas forças armadas podiam mobilizar até 200 mil guerreiros, incluindo

soldados escravizados. O artigo não diz nada sobre a existência ou o funcionamento de

assembleias.

3. Cultura

A cultura do Reino de Gana se destacava pela mistura entre os costumes tradicionais

presentes em Gana e a religião islâmica. A capital, Kumbi Saleh, mostrava essa organização ao

se dividir em duas partes adicionais: o setor muçulmano, dotado de 12 mesquitas e povoado por

comerciantes e intelectuais, e o setor real, denominado El Ghaba (a floresta). O espaço da realeza

era protegido por matas sagradas, onde viviam os sacerdotes e os túmulos dos antigos reis. A

rotina do palácio era marcada por várias cerimônias de grande ostentação, onde o soberano vestia

roupas refinadas e acessórios de ouro, ele era acompanhado por serventes bem vestidos e

montarias decoradas. O artigo não fala dados sobre a língua falada pela população.

4. Economia

A economia de Gana era estimulada pela localização estratégica no Sudão ocidental, que

era próxima aos rios Níger e Senegal, e pelo clima favorável do Sahel, que na época permitia a

agricultura e a pecuária que é a razão pela qual a região passou a ser chamada de Uagadu ("país

dos rebanhos"). O pilar da riqueza estatal era o comércio que atravessava

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