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O Budismo na Clínica

Por:   •  24/4/2018  •  Trabalho acadêmico  •  1.083 Palavras (5 Páginas)  •  57 Visualizações

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Budismo

Perspectiva bastante peculiar entre os vários sistemas religiosos, embora o Budismo

Seja mais uma forma de religiosidade e não religião.O budismo é baseado nos ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda é um título e não um nome próprio e significa “aquele que sabe” ou aquele que exemplifica um certo nível de entendimento, aquele que atingiu a plenitude da condição humana.

Gautama nasceu príncipe num pequeno reino ao norte da Índia,no século VI. a.C.

Aos 29 anos após o nascimento do seu único filho, deixou o reino e estudou por 6 anos com 2 mestres diferentes, comprometido com a autodisciplina severa. Após profunda e prolongada meditação, tornou se buda,  experienciou uma profunda transformação interna, passando a encarar a doença, a velhice e a morte numa outra perspectiva. A inevitabilidade do sofrimento humano é o problema central e fundamental da sua busca espiritual.O Buda decidiu expandir sua compreensão a outros e ensinou durante 44 anos, andando de cidade em cidade na Índia com um grupo de seguidores. Morreu em 483 a.C com 80anos de idade.

Principais Conceitos

As três caraterísticas da Existência: Temporalidade; Desprendimento; Insatisfação.

  • Temporalidade

Tudo está em constante mudança numa impermanência. Nada que é físico dura para sempre, tudo tem uma existência finita, sendo esta noção aplicada também às ideias e pensamentos. O conceito de temporalidade implica que não pode haver uma autoridade suprema ou uma verdade permanente.

  • Desprendimento

A temporalidade de todas as coisas e mutável, inclusive o self (há uma distinção entre o self menor e o grande self: - O self menor é o ego, a consciência que tem uma pessoa de sua mente e de seu corpo. O self menor permanece enfocado nas limitações do indivíduo, na consciência da separação entre o indivíduo e o resto do mundo; - O grande self é tão grande como o universo inteiro e inclui todos os seres e toda a criação. Este nível de compreensão é um elemento essencial na experiência de iluminação) e a alma (que na concepção Hindu é imutável e imortal). O indivíduo é visto como um agregado de atributos ->intelecto, emoções, corpo, os quais são todos temporais e em constante mudança.

Nossos corpos e personalidades são constituídos de componentes mortais e em constante mudança. O indivíduo não é algo mais que estas partes que o compõem. Quando as partes perecem, o mesmo acontece com o indivíduo.

  • Insatisfação(sofrimento, inquietação)

Inclui, nascimento, morte, decadência, tristeza, desgosto, desespero e a existência em si mesma. O problema básico não é externo. Repousa num self limitado - a consciência relativa de cada indivíduo.A proposta do budismo é ajudar a mudar ou transcender nosso senso de egoísmo e limitação, ou seja, adquirir um senso de relativa satisfação conosco e com o mundo.

 Interpretar este princípio como significando que o sofrimento é uma parte inevitável da existência faria do Budismo uma religião extremamente negativa e pessimista.   Entretanto, os ensinamentos budistas indicam que a fonte de sofrimento está dentro do próprio indivíduo e, de forma otimista, concluem que algo pode ser feito com esta insatisfação.

As quatros verdades nobres

1º - A existência da insatisfação. Dado o estado psicológico do indivíduo comum, a insatisfação ou sofrimento é inevitável.

2º - A insatisfação é o resultado de anseios ou desejos. A maioria das pessoas é incapaz de aceitar o mundo como realmente é porque é levada pelos vínculos como desejo do positivo e do agradável e com sentimentos de aversão pelo negativo e doloroso.O anseio cria uma estrutura mental instável, na qual o presente nunca é satisfatório. Se os desejos não são satisfeitos, o indivíduo é guiado por uma necessidade de mudar o presente; se são satisfeitos, o resultado é o medo da mudança que acarreta novas frustrações e insatisfações. Se todas as coisas passam, o desfrutar a realização dos desejos é sempre compensado pela percepção de que nosso “desfrutar” é apenas temporário. Quanto mais forte o anseio, mais intensa a insatisfação ao saber que tal realização não vai durar.

3º -A eliminação dos desejos leva à extinção do sofrimento ou da insatisfação.

Eliminar o desejo e não extinguir os desejos. É não estar mais amarrado a ou controlado por nossos desejos, nem acreditar que a felicidade depende da satisfação de    determinados desejos. A aceitação refere-se a uma atitude serena de desfrutar os desejos realizados sem nos perturbarmos seriamente com os inevitáveis períodos de insatisfação.

4º -O nobre caminho óctuplo ou o caminho Intermediário -> forma de eliminar os desejos e a insatisfação.

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