TrabalhosGratuitos.com - Trabalhos, Monografias, Artigos, Exames, Resumos de livros, Dissertações
Pesquisar

Psiologia Do Senso Comum

Por:   •  28/5/2013  •  2.085 Palavras (9 Páginas)  •  368 Visualizações

Página 1 de 9

Psicologia científica e senso comum.

Objetos de estudo da Psicologia. Fenômenos psicológicos.

Este ensaio tem por objetivo introduzir uma reflexão sobre a psicologia e o seu status de ciência. Contudo, para atingirmos tal objetivo, importa que, inicialmente, examinemos os principais conceitos do que se convencionou chamar ciência, bem como suas principais diferenças em relação ao senso comum.

O conhecimento científico fundamenta-se sobre os seguintes pressupostos: 1º. “A ciência é uma estrutura construída sobre fatos.” (DAVIES apud CHALMERS, 1993, p.24); 2º O processo de obtenção, justificação e transmissão do conhecimento científico orienta-se por uma rigorosa metodologia de pesquisa. Ou seja: observação, experimentação (ou outra qualquer técnica científica de pesquisa); análise lógica, crítica e meticulosa dos fatos (é comum, inclusive, o emprego de instrumentos matemáticos).(2)

Enquanto o senso comum habitualmente cinge-se aos dados imediatos, ou, então, procura explicações nem sempre profundas, o conhecimento científico procura bases sólidas, justificações claras e exatas. Isso não é possível em todos os casos. A tendência do cientista, porém, é se aproximar gradativamente de fundamentos fortes para seus conhecimentos. (LUNGARZO, 1993, p.12)

3º. O conhecimento científico é sistêmico, organizado. As teorias científicas não devem ser contraditórias em si e entre si. Diferentemente, o senso comum, não preza por tal rigor, sendo, normalmente, fragmentado, desorganizado e, por vezes, até contraditório. 4º. O conhecimento científico constrói explicações gerais e não particulares ou casuísticas. Não se faz ciência de casos particulares, mas sim, do que há de regular e comum numa determinada classe de eventos. 5º. O conhecimento científico busca prognosticar futuras ocorrências dos fatos estudados. Tais prognósticos científicos têm um caráter probabilístico e não determinísticos(3).

A ciência, em seu labor pelo conhecimento, desenvolve modelos explicativos(4) sobre os fatos estudados. Por serem modelos são aproximações e não a “verdade” sobre os fatos.

Finalmente, as explicações científicas necessitam ser submetidas, regularmente, a um constante e rigoroso processo de verificação e testes ou, como propõe Popper (1993, p.41), a um constante esforço de falsificação, pois, se de fato forem falseadas, isto provará que o que os cientistas tinham por “conhecimento”, não o era...

Estabelecidos tais pressupostos sobre a ciência, passemos ao exame da psicologia.

A história da psicologia enquanto ciência inicia-se em 1879 quando na Universidade de Leipzig, Alemanha, o médico, filósofo e psicólogo alemão, Wilhelm Wundt (1832-1920), funda o primeiro laboratório de pesquisa experimental em psicologia. Antes de Wundt a psicologia era tida, simplesmente, como um ramo da filosofia.

Em sentido lato, a psicologia tem por objetos de pesquisa o comportamento e os processos mentais de todos os seres vivos. (DAVIDOFF, 2001; MORRIS; MAISTO, 2004; MYERS, 2000)

Define-se por comportamento toda forma de “[...] resposta ou atividade observável realizada por um ser vivo.” (WEITEN, 2002, p. 520) Por seu turno, processos mentais aludiriam às “[...] experiências subjetivas que inferimos através do comportamento(5) – sensações, percepções, sonhos, pensamentos, crenças, sentimentos.” (MYERS, 1999, p.2).

Com relação a esses objetos há que se ressaltar que o comportamento, por ser um dado objetivo, possibilita observações, mensurações, análises e interpretações quantitativas e qualitativas. Contudo, os processos da mente, por serem experiências subjetivas, não são passíveis à observação direta. Como então pesquisar e estudar dados subjetivos? São dois os caminhos possíveis: 1º Como já dito anteriormente, pela observação de determinados comportamentos – estes últimos entendidos como conseqüências ou manifestações dos processos mentais; 2º Pela análise e interpretação do desempenho em algum instrumento psicológico de mensuração (os testes psicológicos são exemplos) e; 3º Pela associação dessas duas primeiras formas.

Por ser uma ciência, a psicologia também desenvolve enunciados probabilísticos em relação aos seus objetos de pesquisa; tais enunciados são construídos a partir de uma rigorosa metodologia de pesquisa. As teorias psicológicas são organizadas e sistêmicas e, por serem teorias científicas, são de cunho generalista.

Destaque-se neste ponto que os objetos de pesquisa da psicologia ocorrem em circunstâncias e momentos diversos. Do ponto de vista epistemológico(6), portanto,

...

Baixar como (para membros premium)  txt (14.9 Kb)  
Continuar por mais 8 páginas »
Disponível apenas no TrabalhosGratuitos.com