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Urina E Aas

Por:   •  10/4/2013  •  1.116 Palavras (5 Páginas)  •  919 Visualizações

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INTRODUÇÃO

O ácido acetilsalicílico (AAS) foi sintetizado em 1859 a partir do ácido salicílico pelo alemão Adolf Hermann Kolbe (1818-1884). O AAS age modificando de modo covalente e irrversível a COX-1 e a COX-2, esse fato tornou-se a principal característica irrelevante do ácido acetilsalicílico visto que a duração de seus efeitos está relacionada com a taxa de renovação das ciclooxigenases nos diferentes tecidos-alvo (ROBERTS II e MORROW, 2005).

Segundo Roberts II e Morrow (2005), na estrutura da COX-1, o ácido acetilsalicílico impede a ligação do ácido araquidônico ao local ativo da enzima e, dessa maneira, a capacidade da enzima de sintetizar prostaglandinas. Na COX-2 o ácido acetilsalicílico acetila uma serina homóloga na posição 516.

Segundo Rang (2007), a meia vida do AAS dependerá da dose, mas a duração da ação não estará diretamente relacionada à meia-vida plasmática, em razão da natureza irreversível da reação de acetilação pela qual o fármaco inibe a atividade da COX.

A biotransformação dos salicilatos ocorre em muitos tecidos, porém particularmente no reticulo endoplasmático nas mitocôndrias do fígado, os salicilatos são excretados na urina sob a forma de ácido salicílico livre (10%), ácido salicilúrico (75%), glicuronídeo fenólico salicílico (10%), acilglicuronídeo salicílico (5%), e ácido gentísico (<1%), porém ressalva-se que o PH urinário vai interferir na excreção do salicilato livre. A meia-vida plasmática do ácido acetilsalicílico é de cerca de 15min; a do salicilato é de 2-3 h em doses baixas e de cerca de 12 h nas doses anti-inflamatórias convencionais (ROBERTS II e MORROW, 2005).

Segundo Silva (2010), na circulação, os salicilatos são encontrados livres e ligados as proteínas plasmáticas, notadamente a albumina. O ácido acetilsalicílico liga-se a albumina em torna de 49%, acetilando-se no grupo amino da lisina. O salicilato livre no sangue se distribui rapidamente, podendo atravessar a barreiras hematoencefálica e placentária. Ele pode ser ainda detectado nos líquidos sinovial e peritoneal, bem como na saliva, leite, suar e fezes.

O objetivo dessa prática foi observar a presença e a quantidade de ácido salicílico excretada na urina de um voluntário, que fez uso do AAS 100mg, e comparar com a urina de um outro voluntário que não fez uso do mesmo.

MATERIAL

2 Tubos de ensaio

1 Pipeta Pasteur

1 Béquer

1 Comprimido de AAS 100mg (Ácido Acetilsalicílico)

2 Pipeta graduada

1 coletor de urina

MÉTODO

Para que a realização da prática fosse possível um aluno do curso bacharelado em enfermagem disponibilizou-se para ser o voluntário dessa atividade, e para isso fez uso do ácido acetilsalicílico 100mg ás 00:00 horas da noite anterior á prática e ás 6:30horas da manhã seguinte coletou, em um coletor de urina) sua primeira urina do dia (urina 1) para dar início á experiência. Ás 8:00horas da manhã os alunos do curso de enfermagem se reuniram no laboratório de biofísica e fisiologia devidamente vestidos para dar inicio a atividade, para isso o docente instruiu os alunos sobre os passos a serem seguidos, e solicitou á um outro voluntário que não fez uso do AAS que, em um béquer, coletasse sua urina (urina 2) para ser submetida a uma comparação com a urina 1. Em um tubo de ensaio, com uma pipeta graduada, A colocou-se 2ml de urina 1, e em um tubo de ensaio B, com uma outra pipeta graduada, colocou-se 2ml da urina 2, em seguida, utilizando-se uma pipeta Pasteur, colocou-se 12 gotas de cloreto férrico, (reagente químico) no tubo A e 12 gotas no tubo B seguidos de moderadas agitações para que as mudanças entre as urinas pudessem ser observadas.

RESULTADO

A biodisponibilidade do ácido acetilsalicílico esta entre 80% e 90% após sua hidrolisação, que dura cerca de 15 minutos, entretanto para a melhor compreensão da prática a biodisponibilidade considerada foi 80%, a mesma linha foi seguida para sua meia vida que é de 2 a 3 horas e que na prática foi entendida como sendo de 2 horas.

O aluno que se candidatou a fazer uso do AAS ingeriu 100mg, considerando então que sua biodisponiilidade é de 80% chega-se a conclusão de que 20mg esta na sua forma livre e 80mg ligados a proteína plasmática, em especial

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