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A Forragem

Por:   •  22/9/2026  •  Seminário  •  2.954 Palavras (12 Páginas)  •  1 Visualizações

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1. Solo e clima

  • Fertilidade do solo: O amendoim forrageiro é considerado adaptado a solos de fertilidade baixa a média, inclusive solos ácidos, mas responde à melhoria da fertilidade, principalmente quando há deficiência de nutrientes importantes. A recomendação de calagem e adubação deve ser feita a partir de análise de solo. Para estabelecimento de pastagens, uma publicação da Embrapa recomenda trabalhar com saturação por bases em torno de 50%, além de atenção aos micronutrientes, que são importantes para a fixação biológica de nitrogênio. Isso é particularmente relevante no Cerrado amapaense, onde a Embrapa encontrou solos com acidez elevada, baixos teores de fósforo, matéria orgânica e bases trocáveis e presença de alumínio, mostrando a necessidade de construção da fertilidade por práticas como calagem e fosfatagem.

  • pH: A espécie apresenta boa adaptação a solos ácidos. Em experimentos de estabelecimento, a Embrapa trabalhou com solos apresentando pH em água de 5,10 a 5,30, e a espécie foi avaliada justamente por sua adaptação às condições ácidas. Há literatura técnica apontando que um pH próximo de 5,5 é uma condição adequada para seu cultivo, embora o amendoim forrageiro possa sobreviver em faixas mais ácidas. Portanto, para o Amapá, não é necessário buscar um solo neutro, mas sim corrigir a acidez de acordo com a análise e evitar limitações severas de Ca, Mg, P e toxicidade de Al.

  • Drenagem: A planta apresenta ampla adaptação quanto à textura do solo, desenvolvendo-se em solos arenosos e argilosos, e apresenta boa tolerância ao encharcamento temporário. Isso é diferente de afirmar que ela suporta encharcamento permanente: a drenagem continua sendo importante para o bom desenvolvimento. Existe inclusive um estudo da Embrapa Amazônia Oriental que avaliou diretamente a tolerância de diferentes acessos de A. pintoi ao alagamento do solo, mostrando que há diferença entre genótipos quanto à tolerância.

  • Temperatura: É uma espécie tropical/subtropical e apresenta bom crescimento em temperaturas elevadas. Em um estudo de germinação, temperaturas de 20–30 °C e 25–30 °C, com luz, foram adequadas para germinação das sementes. Para o Amapá, isso é favorável, porque experimentos da Embrapa no estado trabalham com condições de aproximadamente 26 °C de temperatura média anual.

  • Chuva: A espécie apresenta melhor desempenho em regiões com precipitação anual superior a 1.200 mm, com desempenho excelente em locais com aproximadamente 2.000 a 4.000 mm/ano, desde que as chuvas sejam razoavelmente bem distribuídas. Em solos bem drenados, consegue sobreviver a períodos de déficit hídrico de até cerca de cinco meses, embora perca folhas e parte dos estolões no período mais crítico.

  • Tolerância à seca: Média/moderada. A planta não é considerada uma forrageira extremamente tolerante à seca. Ela consegue sobreviver a períodos secos, mas reduz o crescimento, perde folhas e pode perder parte dos estolões. Quando a umidade retorna, apresenta capacidade de recuperação.

  • Tolerância ao encharcamento: Boa para encharcamento temporário, característica particularmente interessante para determinadas áreas do Amapá. A cultivar BRS Oquira, por exemplo, foi classificada pela Embrapa com alta tolerância ao encharcamento.

  • Tolerância ao sombreamento: É uma das características mais interessantes da espécie. Estudos mostram boa adaptação ao sombreamento, embora o aumento excessivo da sombra possa reduzir a produção. A Embrapa recomenda seu uso em sistemas silvipastoris e agroflorestais. Um estudo de Andrade e Valentim avaliou diferentes níveis de sombra e confirmou a adaptação do amendoim forrageiro a condições de menor luminosidade.

2. Implantação

  • Sementes: O Arachis pintoi pode ser propagado por sementes ou material vegetativo, como estolões e coroas com parte da raiz. Para a BRS Mandobi, que é uma cultivar propagada por sementes, a recomendação da Embrapa é de 12 kg de sementes puras viáveis/ha; em pastagens já estabelecidas, recomenda-se plantio em faixas. Para recomendações mais gerais de estabelecimento por sementes, a Embrapa Cerrados cita 15–20 kg de sementes/ha, mostrando que a quantidade depende do material e da qualidade das sementes.

  • Mudas e estolões: A propagação vegetativa é feita utilizando estolões ou mudas, que possuem nós capazes de emitir raízes. É especialmente útil quando a produção de sementes é baixa ou quando se deseja implantar determinados materiais, como a BRS Oquira, que apresenta baixa produção de sementes e é recomendada para plantio por mudas.

  • Época de plantio: A recomendação geral é realizar o plantio no início da estação chuvosa, quando o solo apresenta umidade adequada e as chuvas tornam-se mais regulares. Para a BRS Oquira, a Embrapa indica, para regiões tropicais úmidas como a Amazônia, normalmente novembro a março, dependendo da distribuição local das chuvas. Isso faz sentido para o Amapá porque o período mais chuvoso favorece o enraizamento e reduz o risco de perda de mudas ou sementes por falta de água.

  • Profundidade de plantio: Em experimentos da Embrapa Cerrados, no Latossolo Vermelho, a recomendação foi de 2 a 4 cm de profundidade, enquanto em Areia Quartzosa foram recomendados 4 a 8 cm. A própria publicação ressalta que a resposta depende do tipo de solo.

  • Estabelecimento: O estabelecimento inicial do amendoim forrageiro pode ser relativamente lento, especialmente por sementes e quando há forte competição com plantas invasoras. Por isso, o controle de invasoras é importante no início da implantação. A Embrapa destaca que a espécie foi desenvolvida para utilização em pastagens novas e também para introdução em pastagens já estabelecidas.

  • Adubação: A adubação deve ser baseada em análise de solo. A Embrapa destaca a importância dos micronutrientes para as leguminosas e recomenda atenção à fertilidade e à saturação por bases. No Cerrado do Amapá, isso ganha importância porque os solos apresentam frequentemente pH baixo, fósforo baixo e baixa saturação por bases. Portanto, para implantação no Amapá, a calagem e principalmente a correção do fósforo devem ser definidas pelo resultado da análise do solo.

3. Produção e manejo

  • Produtividade: A produtividade depende fortemente da cultivar e do ambiente. A BRS Oquira apresenta os seguintes valores de produção de matéria seca: Amazônia: 13–16 t MS/ha/ano; Cerrado: 10–13 t MS/ha/ano; Mata Atlântica/Cerrado, em sistemas intensivos: 15–20 t MS/ha/ano. Esses valores são especialmente interessantes para sua análise do Amapá, porque o estado possui áreas sob influência amazônica e áreas de Cerrado. Entretanto, não se deve afirmar que todo o Amapá produzirá necessariamente 13–16 t MS/ha/ano: esse é um potencial obtido para a cultivar em condições específicas.

  • Rebrota: A espécie apresenta boa capacidade de rebrota após desfolha, especialmente por causa do crescimento estolonífero. A BRS Oquira foi classificada pela Embrapa com alta persistência sob pastejo. Um fator importante é não retirar toda a área foliar repetidamente. A intensidade do pastejo interfere na persistência e na capacidade de recuperação.

  • Altura de entrada e saída: Aqui é importante ter cuidado: não existe uma única altura de entrada e saída válida para todos os pastos com amendoim forrageiro. O alvo depende principalmente da gramínea que está em consórcio. Para o consórcio capim-Massai + A. pintoi na Amazônia Ocidental, Andrade (2004) propôs: entrada: 65–70 cm no período de outubro a maio; saída: 35–40 cm no mesmo período; na época de menor crescimento: entrada de 50–55 cm e saída de 30–35 cm. Em outro estudo com Brachiaria humidicola + A. pintoi, foram utilizadas alturas preestabelecidas de 20 cm para entrada e 10 cm para saída, com 30 dias de descanso. Portanto, para um trabalho, é melhor escrever que o manejo da altura deve ser definido de acordo com a gramínea consorciada, em vez de indicar uma altura universal.

  • Período de descanso: Em estudos da Amazônia Ocidental, foram utilizados ciclos de 28 dias durante outubro–março e 35 dias durante abril–setembro em consórcio de capim-Massai com A. pintoi. Outros sistemas consorciados utilizaram períodos em torno de 20–35 dias, mostrando novamente que o intervalo deve ser ajustado à velocidade de crescimento da pastagem. Para o Amapá, devido ao clima quente e à elevada disponibilidade de água na estação chuvosa, o descanso pode ser menor quando a taxa de crescimento do pasto aumenta; na estação mais seca, deve-se permitir maior tempo de recuperação.

4. Valor nutricional

  • Proteína bruta (PB): A proteína bruta é uma das principais vantagens do amendoim forrageiro. Na cultivar BRS Oquira, a Embrapa encontrou média de 22% de PB na matéria seca, podendo chegar a 29% em sistemas adubados e irrigados. Em outro estudo com A. pintoi sob pastejo, foram encontrados aproximadamente 16% de PB na seca e 17% nas águas. Esses valores mostram que a planta pode fornecer bastante proteína em comparação com muitas gramíneas tropicais maduras.

  • FDN: Na BRS Oquira, a média apresentada pela Embrapa foi de 43% de FDN na MS. Em um conjunto de amostras de A. pintoi avaliadas por espectroscopia, a Embrapa encontrou média de aproximadamente 47–52% de FDN, dependendo do conjunto de amostras. Como regra geral, valores menores de FDN tendem a favorecer o consumo voluntário, embora isso também dependa da estrutura física da planta e da dieta total.

  • FDA: Na BRS Oquira, a média foi de 35% de FDA na MS. Em outra base de amostras de A. pintoi, foram encontrados valores médios próximos de 28–30% de FDA. A FDA está relacionada às frações mais resistentes da parede celular; portanto, seu aumento geralmente está associado à redução da digestibilidade.

  • Matéria seca (MS): É importante separar produção de matéria seca de teor de matéria seca. Em uma ampla base de amostras analisadas pela Embrapa, o teor de MS foi em média cerca de 90–91% nas amostras previamente secas para análise laboratorial. Esse valor não representa o teor de MS da planta recém-pastejada. Em pastagens verdes, o teor de MS é muito menor e varia conforme idade, chuva, horário de coleta e condições ambientais.

  • Digestibilidade: A BRS Oquira apresentou 68% de digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) em média, podendo alcançar aproximadamente 74,5% em sistemas adubados e irrigados. Em um ensaio de digestibilidade in vivo com feno de A. pintoi oferecido a ovinos, foram obtidos:

  • digestibilidade da MS: 64,4%;
  • digestibilidade da PB: 70,0%;
  • digestibilidade da FDN: 53,6%;
  • digestibilidade da FDA: 47,2%.

5. Uso animal

  • Espécies e categorias: O amendoim forrageiro é utilizado principalmente para ruminantes, especialmente: bovinos, ovinos e caprinos. A Embrapa também apresenta seu uso com equinos em determinados sistemas forrageiros. Em bovinos, pode ser utilizado para cria, recria e produção de leite, principalmente como componente de pastagens consorciadas ou como banco de proteína.

  • Pastejo: O pastejo é uma das principais formas de utilização da espécie. Ela apresenta boa persistência, boa aceitação pelos animais e capacidade de se espalhar por estolões. No consórcio com gramíneas, a leguminosa melhora a qualidade da dieta e pode contribuir para o fornecimento de nitrogênio ao sistema.

  • Corte: Pode ser utilizada como forragem cortada, embora sua característica de crescimento rasteiro e estolonífero faça com que o pastejo seja especialmente interessante. A literatura descreve o amendoim forrageiro como mais adequado para pastejo e cobertura do solo do que para sistemas de corte muito frequente.

  • Feno: O amendoim forrageiro pode ser transformado em feno. O estudo de Ladeira et al. avaliou justamente o feno de A. pintoi em ovinos e mostrou bom consumo e boa digestibilidade dos nutrientes. A Embrapa também desenvolveu trabalho específico sobre fenação da cultivar BRS Mandobi, demonstrando a viabilidade da utilização do material para produção de feno.

  • Silagem: Existe possibilidade de utilização em silagem, mas o amendoim forrageiro isoladamente não é tão simples de ensilar quanto uma forrageira com maior teor de carboidratos fermentáveis. Por isso, pesquisas experimentais frequentemente utilizam misturas ou aditivos para melhorar as características da silagem. Assim, para um trabalho, eu recomendaria dizer que pode participar de silagens, mas a fenação e o pastejo são formas mais consolidadas de utilização.

  1. Riscos para os animais

  • Toxicidade: Um ponto importante é que o amendoim forrageiro não é conhecido por apresentar problemas graves de toxicidade quando utilizado adequadamente como forrageira. A Embrapa Agrobiologia possui uma publicação específica que discute as possíveis restrições ao uso da espécie, o que é mais adequado para tratar essa questão do que simplesmente afirmar que ela é “sem riscos”.

  • Taninos: A planta possui compostos fenólicos e taninos condensados. Um estudo com a cultivar Belmonte encontrou taninos condensados em valores de aproximadamente 15,2–16,7 g equivalente de leucocianidina/kg de MS, abaixo dos níveis considerados tóxicos para ruminantes na literatura citada pelos autores. Isso é importante porque tanino não significa automaticamente toxicidade. Em concentrações moderadas, eles podem inclusive modificar a degradação da proteína no rúmen.

  • Oxalatos, nitratos, nitritos e ácido cianídrico: Para esses compostos, eu teria bastante cuidado no trabalho: não encontrei evidência sólida nas fontes consultadas que justifique atribuir ao Arachis pintoi um risco importante e característico de intoxicação por ácido cianídrico, oxalato ou nitrato/nitrito. Portanto, não recomendo escrever que o amendoim forrageiro “é tóxico por oxalato, nitrato ou HCN” sem uma fonte específica de análise química da planta. Fotossensibilização: Da mesma forma, não encontrei nas fontes principais consultadas evidência suficiente para classificar a fotossensibilização como um risco típico do Arachis pintoi. Portanto, esse item deve ser tratado com cautela para não atribuir à planta um problema mais conhecido de outras forrageiras.

  • 7. Vantagens: As principais vantagens são: Alta qualidade nutricional: a BRS Oquira apresenta cerca de 22% de PB e 68% de DIVMS em condições médias. Boa persistência sob pastejo: a planta permanece na pastagem por meio de seu crescimento estolonífero e apresenta alta persistência. Boa capacidade de consorciação: apresenta excelente compatibilidade com várias gramíneas tropicais. Fixação biológica de nitrogênio: pode contribuir para o sistema por meio da fixação de N atmosférico. Tolerância ao sombreamento: favorece sua utilização em sistemas silvipastoris e agroflorestais. Tolerância ao encharcamento temporário: característica especialmente interessante em áreas sujeitas a excesso de água. Cobertura do solo: o crescimento estolonífero forma uma cobertura densa, contribuindo para proteção do solo.

  • 8. Limitações: As principais limitações são: Estabelecimento inicial relativamente lento, tornando o controle de plantas invasoras importante.  Necessidade de atenção à fertilidade do solo: apesar de tolerar solos ácidos, não significa que produza seu máximo sem correção nutricional. Produção variável: a produtividade depende fortemente de cultivar, chuva, fertilidade, manejo e ambiente; por isso, não existe um único valor de produção aplicável a todas as situações. Baixa produção de sementes em algumas cultivares, como a BRS Oquira, dificultando a implantação exclusivamente por sementes. Sensibilidade ao déficit hídrico prolongado: embora sobreviva à seca, pode perder folhas e estolões durante períodos secos severos. Manejo de pastejo precisa ser adequado: pressão de pastejo excessiva pode reduzir a quantidade de folhas e alterar a participação da leguminosa na pastagem.

  • 9. É adequada para o Amapá? Minha avaliação: sim, apresenta boa perspectiva de adaptação ao Amapá, especialmente em áreas de pastagem bem manejadas, mas a escolha do local e o manejo do solo são fundamentais. A justificativa é bastante consistente: O Amapá possui condições quentes e úmidas, e trabalhos da Embrapa em áreas de Cerrado do estado registram aproximadamente 2.500 mm de chuva anual e 26 °C de temperatura média, condições que estão dentro ou muito próximas da faixa considerada favorável ao Arachis pintoi. Ao mesmo tempo, a espécie apresenta boa adaptação a ambientes com mais de 1.200 mm de chuva e excelente desempenho entre 2.000 e 4.000 mm/ano, o que se encaixa bem no regime climático de várias regiões do Amapá. Além disso, a Embrapa registra a BRS Mandobi como recomendada para o estado do Amapá, dentro de sua região de adaptação, que inclui a Amazônia e o Cerrado. O principal problema no Amapá é o solo. No Cerrado amapaense, são comuns solos com elevada acidez, baixa disponibilidade de  fósforo, baixa saturação por bases e alumínio potencialmente tóxico, portanto a implantação deve começar obrigatoriamente com análise de solo e correção adequada.
  • Onde eu consideraria mais interessante no Amapá? A combinação das características indica maior potencial em: pastagens de bovinos, principalmente em consórcio com gramíneas; sistemas silvipastoris, devido à tolerância ao sombreamento; áreas sujeitas a encharcamento temporário, devido à tolerância relativa da espécie; recuperação/melhoria de pastagens, por sua capacidade de cobertura do solo, fixação de nitrogênio e qualidade nutricional. A BRS Oquira, em particular, foi desenvolvida justamente com características interessantes para a Amazônia, apresentando produção potencial de 13–16 t MS/ha/ano, alta tolerância ao encharcamento, tolerância média à seca, alta tolerância à sombra e alta persistência sob pastejo. 

ANDRADE, C. M. S.; WADT, P. G. S.; ASSIS, G. M. L. Requisitos de clima e solo da espécie. In: ASSIS, G. M. L. de; VALENTIM, J. F.; ANDRADE, C. M. S. de (eds.). Produção de sementes de Arachis pintoi cv. BRS Mandobi no Acre. Rio Branco: Embrapa Acre, 2016.

CARVALHO, M. A.; RAMOS, A. K. B.; KARIA, C. T.; FERNANDES, F. D. Profundidade de semeadura para o estabelecimento de pastagens de amendoim forrageiro (Arachis pintoi). Planaltina: Embrapa Cerrados, 2009.

LADEIRA, M. M. et al. Avaliação do feno de Arachis pintoi utilizando o ensaio de digestibilidade in vivo. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 31, n. 6, p. 2350–2356, 2002. DOI 10.1590/S1516-35982002000900025.

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