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Uso de dados estatísticos na organização

Por:   •  27/4/2014  •  Pesquisas Acadêmicas  •  1.982 Palavras (8 Páginas)  •  207 Visualizações

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 DESENVOLVIMENTO 4

2.1 A ESTATÍSTICA 4

2.2 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL 4

3 CONCLUSÃO 9

REFERÊNCIAS 10

1 INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade, vários povos já registravam o número de habitantes, de nascimentos, de óbitos, faziam estimativas das riquezas individuais e sociais, distribuíam equitativamente terras ao povo, cobravam impostos e realizavam inquéritos quantitativos por processos que, hoje, chamaríamos de estatísticas.

A partir do século XVIII, estudiosos começaram a dar feição científica para a Estatística, que se definiu como um ramo da Matemática Aplicada que fornece métodos para coleta, organização, descrição, análise e interpretação de dados e para a utilização dos mesmos na tomada de decisões.

No século XXI ela vem na companhia de profissionais visionários, que “usam e abusam” de ciências funcionais, como a Estatística, a fim de aumentarem seus ganhos, alcançando sucesso e “lugar” privilegiado no segmento empresarial.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 A ESTATÍSTICA

A Estatística é uma gama de métodos de que se utiliza para analisar dados, estudar fenômenos, buscar resultados. É a ciências dos dados. Ela nos fornece métodos para coleta, organização, descrição, análise e interpretação de dados para a utilização dos mesmos na tomada de decisões. É objetivo da estatística: extrair informação de um conjunto de dados para obter uma melhor compreensão das situações que representam.

2.2 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL

A estatística por meio da análise de probabilidades ajudam as empresas a preverem cenários em seus planejamentos. E esse instrumento probabiliza retornos rentáveis ou não rentáveis, possibilitando aos administradores fazerem planejamentos dentro do contexto empresarial e esperarem resultados mais assertivos também.

Cita-se como exemplo a distribuição de probabilidades que mostra possíveis resultados de uma dada ação e os rumos da mesma. Por exemplo, A distribuição de probabilidade determina quais as chances de um produto novo ser aceito pelos consumidores habituados a outro do mesmo segmento.

Este instrumento da estatística permite analisar e avaliar o cenário na qual se dá a ação, determinando direções, mudanças, investimentos ou não investimentos. Por exemplo, uma empresa pode criar três cenários: o pior caso, provável e melhor caso. O cenário de pior caso deverá conter um valor a partir da extremidade inferior da distribuição de probabilidade, o cenário mais provável conteria um valor para o meio de distribuição, e na melhor das hipóteses, conteria um valor na extremidade superior do cenário.

A ferramenta em questão permite ainda, analisar a previsão das vendas com base nos dados que ela aponta. Obviamente não se podem prever valores exatos, mas conseguem-se valores muito próximos aos reais. Esta pode ajudar uma empresa a prever seus possíveis valores futuros em termos de um nível de vendas e um provável cenário de pior caso e melhor caso. Ao fazer isso, a empresa pode basear seus planos de negócios no cenário provável, mas ainda estar ciente das possibilidades alternativas.

O risco pode ser avaliado também com a distribuição da probabilidade. Pode-se citar como modelo uma empresa pensando em entrar em uma linha de novos negócios. Se ela precisa gerar US $ 1000.000 em receita, a fim de quebrar mesmo e sua distribuição de probabilidade diz que há uma chance de 10 por cento que a receita será menor do que US $ 1000.000. Consequentemente, daí pode-se avaliar os riscos de tal investimento.

O uso da estatística estaria restrito aos profissionais da área de matemática e estatística, porque a mesma está concretizada em conhecimentos de matemática, teoria das probabilidades, técnicas e métodos estatísticos, entre outros. Contudo, ela se estende a todas as áreas do conhecimento e no contexto de todas elas está envolvida a análise de dados, de possíveis resultados, buscando progresso e melhorias. O profissional que estuda e aplica tal ciência está muito mais apto a solucionar problemas e busca nas probabilidades, nas evidencias, por meios dos métodos aplicados, estudar um determinado fenômeno.

Profissionais de outras áreas podem fazer uso desta ferramenta, mas para isso é necessário ser dotado de uma sólida base de conhecimento em matemática, principalmente a estatística e suas ramificações. Estar aberto ao aprendizado de novas técnicas e métodos de trabalho e aprender a trabalhar em conjunto com profissionais de diferentes áreas do conhecimento. No moderno ambiente administrativo e econômico global, qualquer pessoa pode ter acesso a uma enorme quantidade de informações estatísticas. Os gerentes e gestores mais bem-sucedidos são aqueles capazes de entender a informação e usá-la de maneira eficaz.

A Estatística pode auxiliar os gestores em suas decisões e planejamentos dentro de uma organização. É necessário ter em mente que a estatística é uma ferramenta nas respostas dos “porquês” de seus problemas que podem ser explicados por uma análise de dados. Para ela ser bem usada, é necessário conhecer os seus fundamentos e princípios, e acima de tudo que o gestor ou executivo desenvolva um espírito crítico e jamais deixe de pensar. Pois é fácil mentir usando a estatística, o difícil é falar a verdade sem usar a estatística.

Ela direciona para decidir rumos e mudanças. A partir das estatísticas obtidas, eles conseguem atitudes corretas e eficazes. Previnem e detectam falhas e suas possíveis circunstâncias de forma mais rápida, aumentando assim os resultados da empresa e evitando desperdícios de forma geral.

As empresas têm procurado profissionais como executivos que tenham um nível de conhecimento de estatística alto, pois este conhecimento tem feito uma diferença grande nos processos decisórios em empresas.

A direção de uma empresa, de qualquer tipo, incluindo as estatais e governamentais, exige de seu administrador a importante tarefa de tomar decisões, e o conhecimento e o uso da Estatística facilitarão seu tríplice trabalho de organizar, dirigir e controlar uma empresa. A Estatística ajudará também na seleção e organização das estratégias a serem adotadas no empreendimento e, ainda, na escolha das técnicas de verificação e avaliação da quantidade e de qualidade do produto e mesmo dos possíveis lucros e/ou perdas. Por meio de sondagens, de coleta de dados e de recenseamento de opiniões podemos conhecer a realidade geográfica e social, os recursos naturais, humanos e financeiros disponíveis, as expectativas da comunidade sobre a empresa, e estabelecer suas metas, seus objetivos com maior possibilidade de serem alcançados a curto, médio ou longo prazo.

As organizações devem valorizar e se preocupar com o comportamento dos indivíduos no contexto laboral. Elas devem estar atentas para este contexto a fim de garantirem a boa produção dos produtos a fim de manterem a qualidade destes e dos serviços prestados. Garantem, contudo, a motivação do empregado que passa a atuar como colaborador atuante na inovação e desenvolvimento da organização. Existe uma grande adesão por parte das empresas em atuar de forma inovadora, que procura trabalhar com incentivos em troca da produtividade. Este é o diferencial das empresas de sucessos: inovar em todas as áreas, buscando descobrir ideias para melhorias nos processos e apostando em mudanças e novas tendências, investindo em tecnologia, marketing, mas também em motivação e comprometimento profissional.

Os aspectos culturais influenciam o comportamento humano no contexto das organizações e existem pelo menos cinco tipos de aspectos culturais que influenciam muito no comportamento humano tanto dentro de uma empresa ou até mesmo na sociedade:

Aspectos antropológicos ou culturais: vinculados à questão de cultura de um povo ou grupo social. Por exemplo, as pessoas que frequentam um determinado grupo religioso têm hábitos semelhantes quanto a vestimenta, atitudes e comportamento em geral. Pessoas que mudam de religião tendem a assumir novas posturas exigidas ou recomendadas por este novo grupo.

Aspectos socioeconômicos: indivíduos com mesma condição socioeconômica possuem, em geral, características mais semelhantes entre si. É comum termos notícias de pessoas que se tornaram ricas de forma rápida e passaram a agir de modo diferente com seus amigos, parentes etc. O contrário também ocorre. Outro exemplo é que em situações econômicas de crise algumas pessoas podem sofrer alterações de comportamento.

Aspectos biológicos ou fisiológicos: possui relação com fatores físicos inerentes à condição física do indivíduo. Pessoas que sofreram algum tipo de lesão ou Acidente Vascular Cerebral e, posteriormente, passam a agir de modo diferente de como se comportavam antes do acidente. A maioria passa a agir de modo mais contemplativo, harmonioso e compreensivo.

Fatores ambientais: está relacionado com o local onde o indivíduo reside, trabalha, vive. Pesquisas comprovam que cidades onde há maior incidência de sol as pessoas tendem a agir de modo mais alegre, receptivo e espontâneo. Locais mais frios, com pouca incidência de luz natural na maior parte do tempo faz que seus habitantes tenham mais comportamentos sóbrios, depressivos e individualistas. Em países, como o Brasil, onde temos um vasto território podemos perceber as diferenças no modo de agir característico de cada povo. Quando as pessoas acostumadas a uma determinada temperatura mudam para cidade ou região diferente há uma considerável mudança de comportamento.

Fatores psicológicos: tem relação com o estado emocional do indivíduo, o modo como foram criadas e tratadas e com o momento atual. Pessoas que só receberam elogios tendem a não ter noção dos limites. Aqueles que na maior parte do tempo foram criticados por parentes, amigos, professores e outras pessoas tendem a desenvolver uma baixa autoestima. Sob uma forte pressão emocional as pessoas também podem apresentar reações inesperadas, seja de alegria ou agressividade. A perda de uma pessoa importante pode acarretar uma mudança momentânea ou definitiva no comportamento de uma pessoa.

A educação e qualificação dos trabalhadores são essenciais para o suporte de processos tecnológicos que agregam valor e proporciona o crescimento econômico.

A educação dos trabalhadores é parte essencial para a criação e o aprendizado de processos tecnológicos que, por sua vez, são essenciais para o aumento do crescimento econômico. Um patamar de crescimento depende de incrementos de mudanças tecnológicas e, que este, depende da qualificação e da educação da força de trabalho.

A relação entre educação e economia está mais próxima do que se imagina. É o que prega a Teoria do Capital Humano: uma das mais ricas e conhecidas abordagens da economia para a relação entre sistema econômico e sistema educacional. Sua principal contribuição foi trazer, para a discussão sobre o crescimento, a noção de que o investimento no ativo humano é primordial para as economias. Tal investimento congrega vários aspectos, por exemplo, na saúde, mas o grande foco da teoria do capital humano é a educação.

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3 CONCLUSÃO

Por meio das pesquisas sobre Estatística e suas ramificações, pode-se concluir que o bom desempenho e funcionamento das empresas devem-se principalmente a essas ferramentas, que permitem avaliar cenários, prever resultados e solucionar conflitos dentro do contexto empresarial.

Ela pode ser aplicada em qualquer decisão que necessite ser tomada no ambiente organizacional, por exemplo: na programação da venda do produto, na forma de desenvolver um layout, na produção, na comercialização, na divulgação, nas cobranças, no processo pós venda, enfim, é imprescindível em todo o processo organizacional.

O foco da qualidade está em constante evolução. Passamos pelas eras do produto, dos processos, dos clientes e hoje caminhamos para o foco no conhecimento, através de uma abordagem mais abrangente. A necessidade hoje é totalmente voltada às competências: de conhecimentos e saberes, de habilidades, de valores e capacidades, que proveem da formação geral, profissional, experiência profissional e social. Para melhor se utilizar destas informações, se torna cada vez mais presente o uso da estatística, vista como um meio para obter conhecimento e aumentar a chance de tomar decisões corretas, auxiliando na obtenção de conhecimento sobre os processos, permitindo ver os mesmos sem preconceitos, opiniões ou pré-julgamentos.

O crescimento no uso da estatística vem ao encontro da necessidade de obter sucesso no âmbito empresarial. Eis a receita das empresas de sucesso: trabalhar com a proatividade, principal característica da Estatística.

Colaboradores qualificados são mais uma peça importante nessa vasta engrenagem. Por isso as empresas de sucesso investem na relação educação – crescimento econômico. E colhem bons frutos dessa parceria.

REFERÊNCIAS

MARQUES, Claudiomiro José, SILVA, Luiz Fernando Soares e TARIFA, Marcos Resquetti. Introdução à Contabilidade. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2009.

GARCIA, Regis. Estatística. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010.

ELGENNENI, Sara Maria de Melo. Psicologia Organizacional. São Paulo. Pearson Prentice Hall. 2010.

EDUCAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, PRODUTIVIDADE E CRESCIMENTO ECONOMICO: A HARMONIA COLOCADA EM QUESTÃO. Ipea. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/code2011/chamada2011/pdf/area3/area3-artigo5.pdf>. Acesso em: 07 maio. 2013.

INSTITUTO DE MATEMATICA, ESTATÍSTICA E COMPUTAÇÃO CIENTÍFICA. IMECC. Disponível em: < http://www.ime.unicamp.br/>. Acesso em: 07 maio. 2013.

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL. Web Artigos. Disponível em: <http://www.webartigos.com/artigos/comportamento-organizacional/47042/>. Acesso em: 07 maio. 2013.

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