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A RESPONSABILIDADE SOCIAL E O PROGRAMA JOVEM APRENDIZ NA PETROBRAS UNIDADE FAFEN/SE

Por:   •  17/10/2016  •  Artigo  •  3.828 Palavras (16 Páginas)  •  571 Visualizações

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A RESPONSABILIDADE SOCIAL E O PROGRAMA JOVEM APRENDIZ NA PETROBRAS UNIDADE FAFEN/SE

 

(Bruno Raphael Menezes Silva)1

RESUMO

O presente trabalho foi desenvolvido por meio de um estudo de caso realizado na Petrobrás S/A, fazendo um breve histórico do conceito de responsabilidade e do seu aperfeiçoamento ao longo das décadas e promove uma discussão sobre a responsabilidade social na atualidade, busca descrever a eficiência do PPJA (Programa Petrobrás de Jovem Aprendiz) em Sergipe, programa este que é responsável pelo desenvolvimento de dezenas de jovens em todo estado. O estudo foi feito por meio de observação do ambiente e de uma entrevista não estruturada com o gestor do programa, visando buscar informações deste que vem sem aplicado em Sergipe desde o ano de 2008, sendo responsável pelo desenvolvimento de mais de quinhentos jovens nesse período, atrelado a entrevista estruturada foi feito um levantamento por meio de uma pesquisa de revisão bibliográfica que pode fazer uma conexão da teoria com a prática.

Palavras-chave: Responsabilidade Social, Jovem aprendiz, Petrobrás, desenvolvimento sustentável.

1 INTRODUÇÃO

A Responsabilidade Social (RS) não é um tema novo recorrente do século 20. A ideia da RS tem seus primórdios no período da Revolução Industrial com a incorporação do conceito de filantropia nas empresas.

Na década de 1990, a ideologia neoliberal contínuo a conduzir o debate a respeito da Responsabilidade Social Empresarial dando origem ao conceito elaborado pelo World Bussiness Council for Suistainable Development. “Segundo o qual a responsabilidade social empresarial faz parte do desenvolvimento sustentável” (Tenório, 2006).

A Petrobras é uma empresa que tem aplicado esse conceito em nossos dias, para ela a RS é a forma de gestão integrada, ética e transparente dos negócios e das atividades. E nas relações com todos os públicos de interesses, promovendo os direitos humanos e a cidadania, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável e para redução da dificuldade social.

Diante do exposto, o presente trabalho apresenta como objetivo geral, analisar através dos relatórios da Petrobrás e entrevistas se os jovens que finalizaram o Programa Petrobrás Jovem Aprendiz (PPJA) se estes realmente absorveram o objetivo do programa. E especificamente descrever a importância que a Petrobrás tem dado a Responsabilidade Social, verificar se todos os jovens inscritos no PPJA fazem parte das comunidades assistidas pela FAFEN-SE bem como as áreas que estão inscritos. E identificar em quais áreas e empresas os egressos do PPJA tem encontrado trabalho.

Para alçar os objetivos acima, foi realizada uma pesquisa exploratória e descritiva. Segundo Gil (2007), a pesquisa exploratória é definida como um trabalho que envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com as pessoas que compartilham da mesma experiência sejam teóricas ou práticas com o problema pesquisado, e, por conseguinte, promover a análise dos dados e exemplos que promovam a compreensão do assunto abordado. E a pesquisa descritiva segundo Gil (2007), tem como objetivo a descrição das características seja de um fenômeno, experiência ou de uma população.

Como método de pesquisa, utilizou-se o Estudo de Caso. Segundo Alves Mazzotti (2006), “Esse método é caracterizado por focalizar somente uma unidade, um indivíduo, um pequeno grupo, uma instituição, um programa ou um evento.”

Para a coleta de dados da pesquisa, foi utilizada a entrevista semiestruturada. Os dados coletados foram analisados por meio da análise de conteúdo. Esta técnica segundo Gil (2007), é o meio pelo qual a informação sobre as variáveis são coletadas.

O presente estudo apresenta a revisão da literatura, seguido pela caracterização da empresa, diante dos resultados encontrados na organização, sugestões e por fim nas considerações finais.

2 Breve histórico da Responsabilidade Social

O termo Responsabilidade Social teve suas primeiras manifestações em 1906. A expressão responsabilidade social foi escrita pela primeira vez em um manifesto de 120 industriais ingleses. O documento menciona que a "responsabilidade dos que dirigem a indústria é manter um equilíbrio justo entre os vários interesses dos públicos, dos  consumidores, dos funcionários, dos acionistas”. Entretanto, de acordo com Oliveira (2002),”As primeiras manifestações em defesa dessa ideia surgiram no início do século XX, com os americanos Charlies Eliot (1906),  Hakley (1907) e John Clark (1916), e em 1923 com o inglês Oliver Sheldon.”

Na década de 1950 nos Estados Unidos o meio empresarial e acadêmico inicia uma discussão à respeito da importância da responsabilidade social pelas ações de seus dirigentes. No início da década de 1960, o tema começa a ser popularizado nos Estados Unidos. Os acontecimentos e as transformações sociais destacam os problemas socioeconômicos e, de certa forma, preparam o ambiente para a aceitação da ideia. Na Europa, as ideias sobre responsabilidade social se multiplicam a partir da década de 1960, com artigos de revistas e notícias de jornais que refletem a novidade oriunda dos EUA. Durante essa década, os autores europeus Kenneth Galbraith, Vance Packard e Rachel Carson se destacaram apresentando problemas sociais e suas possíveis soluções. Ao final dessa década, nos Estados Unidos, as empresas já se preocupavam com a questão ambiental e em divulgar suas atividades no campo social, segundo Oliveira (2000).

Ainda segundo Oliveira (2002), a década de 1970 chega com a preocupação de como e quando a empresa deveria responder sobre suas obrigações sociais. A demonstração para a sociedade das ações empresariais tornarem-se extremamente importante. Durante essa década, a doutrina se difunde pelos países europeus, tanto nos meios empresariais, quanto nos acadêmicos. Na Alemanha percebe-se o rápido desenvolvimento do tema, com cerca de 200 das maiores empresas desse país, integrando os balanços financeiros aos objetivos sociais. Isso já na metade da década. Porém é a França que dá o passo oficial na formalização do assunto nessa mesma década. É o primeiro país a "obrigar as empresas a fazerem balanços periódicos de seu desempenho social no tocante à mão de obra e às condições de trabalho”.

Em meados da década de 70 surgiram profissionais interessados em estudar o tema, e a partir daí a responsabilidade social deixou de ser uma simples curiosidade e se transformou em um novo campo de estudo.

Na década de 1980 o aumento das pressões sobre as empresas pela busca de alterações nos aspectos econômicos, desponta-se como terreno propício à discussão e difusão das ideias de responsabilidade social. Mormente nos países em via de democratização política, esse tema passa a ser associado com a ética empresarial e com a qualidade de vida no trabalho (DE BENEDICTO, 2002). Com uma maior participação de diversos autores de renome na questão da responsabilidade social, a década de 1990 apresenta a discussão sobre as questões éticas e morais nas empresas, envolvendo a questão ambiental, a educação e às grandes diferenças que caracterizam as injustiças sociais, o que contribui de modo significativo para a definição do papel das organizações. Hoje, o tema “responsabilidade social” assume um aspecto ético-empresarial tão forte, ao ponto de estar transformando-se em uma “doutrina empresarial”, sem a qual não há sucesso de acordo com De Benedicto ( 2002).

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