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Resenha Fundamentos da Arquitetura

Por:   •  8/10/2018  •  Resenha  •  1.484 Palavras (6 Páginas)  •  242 Visualizações

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“Fundamentos da Arquitetura”- Lorraine Farrely

capitulo 1 – contextualizando a arquitetura

  No primeiro momento do capitulo, a autora aborda os fundamentos da ação de projetar. Enfatizando primeiramente a contextualização de determinada arquitetura, ou seja, o lugar onde a arquitetura se localiza. Lugar este que se baseia principalmente no terreno, ou sitio da obra, e as características de sua redondeza. Seja o projeto contextual ou anti-contextual a autora enfatiza a importância de que haja uma leitura previa do sitio, analisando-o.

  O capitulo prossegue em focar no elemento sitio, apresentando-o como o local especifico onde a obra pertence, seguindo com explicações e exemplos de como este pode condicionar o projeto. Em seguida Lorraine apresenta ferramentas para que haja uma leitura adequada do sitio, variando desde a interpretação pessoal com croquis e sensações, passando por estudos de figura e fundo que enfatizam o contraste, ate o levantamento histórico para que haja um maior entendimento sócio-cultural da localização.

   Seguindo a temática dos alicerces de um projeto, a autora chega ao fim do capitulo revelando a importância da implantação do projeto em relação a luz natural, fator decisivo na forma final do projeto assim como o também discutido clima, e ate mesmo a composição visual urbana do entorno que tem a influencia sobre a materialidade e forma da obra.

capitulo 2 – a historia e os precedentes

  Projetos e inovações veem a surgir de uma evolução fundamentada em precedentes históricos. Com base nessa ideia, o capitulo 2 explora em uma tomada geral os principais movimentos e épocas que formam em suma o rico repertorio arquitetônico da humanidade. O uso de tal repertorio e importante na composição de um projeto em termos de estabelecer uma inter-relação entre os desenvolvimentos materiais, físicos e formais que foram previamente explorados por outros arquitetos.

  Estabelecido este entendimento, o capitulo se desenvolve como uma linha do tempo. Começando pelo antigo Egito e pelos monólitos do período Neolítico onde a arquitetura se desenvolvia envolta dos movimentos astronômicos, a autora passa pela Grécia antiga e seu sistema de proporções multiplicável no contexto arquitetônico. A escola clássica continua com Roma e sua refinação do legado grego e chega ao fim com o Gótico da idade media em que se estabelece a certeza no divino trazendo então diversos simbolismos arquitetônicos.

  Reestabelecendo o interesse pelo clássico o renascimento surge no século XIV com uma forte rejeição a escolástica medieval, dando base para o que seria das edificações racionais do iluminismo ate a revolução industrial. Chegando aos séculos XIX e XX com a tecnologia apresentando materialidades como o ferro, aço, vidro laminado e concreto armado, a experimentação partiu além da composição do projeto mais sim novos questionamentos da forma e do que deve ser a arquitetura, se ramificando mais tarde em diversos movimentos como  purismo, DeStijl e entre outros.

capitulo 3 – a construção

  O terceiro capitulo do livro como esclarece o titulo, foca particularmente no processo de construção.  Pegando como ponto de partida a ideia do prédio como uma maquina, ou seja, uma serie de partes e sistemas interdependentes que trabalham em conjunto para que o todo seja eficaz e habitável, Lorraine parte a desenvolver os principais materiais de construção utilizados em tais sistemas.

  Dentre os tipos de materiais a serem escolhidos para uma obra, o livro cita a alvenaria, materialidade tradicional proveniente de materiais do solo como tijolos e pedras. O concreto, originário de uma mistura de agregados, brita cimento areia e agua, se apresenta com extrema importância em questões de obras leves e flexíveis em forma. São citados também gabiões (muros de arrimo para sustentações); a madeira, proporcionando leveza, flexibilidade, naturalidade e uma grande variedade de acabamentos; o ferro e o aço como revolucionários da arquitetura e suas dimensões. Por ultimo, a autora cita o vidro, como um material determinador de espaços e explorado de diversas maneiras por sua alta e diversa tecnologia.

  Qualquer edificação pode ser simplificada em quatro elementos fundamentais: a estrutura (maciça ou independente), as fundações (variáveis de acordo com a topografia), a cobertura e as paredes (portantes ou não). Para economizar tempo e maximizar a qualidade, há construções de materiais pre fabricados, variando de pequenos elementos ate casas inteiras. Reciclar antigas construções e lhes dar novos usos e novas caras responde positivamente abandono e se atrela a questão da sustentabilidade em uma obra, que engloba uma demanda ecológica. Por fim, explorando o refinamento dos fundamentos arquitetônicos, a autora cita os materiais inovadores, em constante dinamicidade.  

capitulo 4 – representação gráfica e maquetes

  A representação gráfica na arquitetura envolve as técnicas de comunicação de ideias e conceitos arquitetônicos. Em termos de representação um fator de grande importância a ser citado é o uso de escalas, que representam uma ideia em relação a uma medida criando um melhor entendimento e visualização, variando a medida conforme os requisitos do objeto em estudo. A partir disso, temos ferramentas tanto eletrônicas, como o CAD, quanto manuais, como o tradicional croqui, para representar ideias. Fazer croqui é uma ação fundamental no decorrer inteiro de um projeto, sendo ele de natureza conceitual, de estudo ou de observação.

   Formalizando ainda mais as representações gráficas o capitulo cita as projeções ortográficas. Planta baixa, cortes e elevações são todos desenhos medidos que fazem uso de uma escala apropriada conforme seu intuito, com comunicação limitada a pessoas que sabem fazer suas respectivas leituras. Buscando um dialogo de menos exigência acadêmica, os desenhos de perspectiva tentam transmitir uma vista real do projeto. As perspectivas podem ser técnicas ou em forma de croqui, sempre tridimensionais, de nenhum (isometria, axonometria) a três pontos de fuga que criam impressão de profundidade.

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