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Resenha: Fundamentos da Arquitetura

Por:   •  30/5/2021  •  Resenha  •  2.753 Palavras (12 Páginas)  •  20 Visualizações

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RESENHA

Fundamentos de Arquitetura: capítulo 01

Este livro irá explorar as ideias mais importantes que os arquitetos precisam considerar ao projetar edifícios, lugares e espaços. A arquitetura representa uma linguagem a qual estamos habituados, mesmo que inconscientemente, pois vivemos cercados de edificações. Para construir um projeto, vários raciocínios precisam ser realizados durante o seu desenvolvimento. Esse processo requer associações de funções, para que se posso adquirir uma forma, parte das ideias que dão origem a isso parte do pensamento criativo, aqui veremos pontos importantes sobre lugares e contextos, formas e funções, terrenos e simbolismo.

No primeiro capítulo, a autora aborda a contextualização para se estabelecer uma conexão com o ambiente, seja para causar integração ou destoar completamente de seu entorno. Partindo disso, ela divide sua análise em importantes pontos, começando pelo sítio ou local, que possui as características topográficas e históricas do lugar escolhido para se implantar o projeto, o que afeta diretamente a escolha da forma construtiva a ser adotada. Explica sobre a importância de todos os detalhes contidos no projetar e de como a análise do local fornece critérios importantes dos quais partem as decisões iniciais do projeto.

Outro ponto abordado é o levantamento de campo, que consiste na visitação e observação dos ciclos presentes no espaço, partindo disso obtemos caminhos mais seguros para a elaboração de construções adequadas, levando em consideração mapeamentos feitos a partir de aspectos biológicos e físicos. Vimos que a primeira impressão que temos de um determinado local nos possibilita criarmos a visão serial, a partir de fotografias e croquis.

Os principais aspectos abordados foram o modo como realizaremos o levantamento topográfico e faremos a localização do prédio ou edifício no terreno e quais as limitações projetuais que isso nos trará.

A maneira como a luz afeta o ambiente e qual a futura função de cada espaço interno, deve ser levado em consideração para que consigamos conexão e integração com o ambiente externo, dessa forma, o posicionamento de uma edificação em relação ao sol direciona importantes decisões na hora de projetar. Essa implantação acaba fazendo parte do processo de compreensão do terreno e das possíveis impressões transmitidas a partir das conclusões levantadas. "As cidades são lugares onde eventos acontecem e a vida se desenrola" com essa frase de Lorraine conseguimos perceber a importância dos laços que criamos com os diversos locais em que habitamos. Nesse contexto, alguns lugares significativos nos trazem lembranças, como, por exemplo, igrejas e templos religiosos, fazendo com que, de certa forma, preservemos os aspectos históricos contidos naquele espaço.

Capítulo 02

No capítulo dois a autora faz uma linha do tempo sobre os diferentes tipos de arquitetura existentes e como os contextos históricos, filosóficos e sociais influenciaram no pensamento arquitetônico. Começando em 3100 a,C. com os monumentos Stonehenge, seguindo até a Grécia de 450 a.C., onde a Acrópole era uma coletânea de edificações construídas na colina. Mais adiante, em 1194, a arquitetura gótica ganhou uma forte representante na França, a Catedral Chartres.

Primeiro passamos pelo mundo antigo, onde os conceitos arquitetônicos seguem os aspectos sociais da época. O sedentarismo populacional fez com que a criação de abrigos permanentes se tornasse primordial, pois as pessoas precisavam de bons locais para se abrigar. O Egito antigo ganha destaque nesse período devido a sua expressiva arquitetura que era regida por ideais religiosos, principalmente na crença na vida após a morte, que resultou na construção das tão famosas pirâmides do Egito. O Stonehenge também foi importantes representações da época, entretanto, essas estruturas estavam ligadas ao posicionamento do sol e da lua.

Logo em seguida, lemos sobre o mundo clássico e a influencia que os povos gregos e romanos tiveram sobre a arquitetura desse período. Foi na Grécia antiga que surgiram as primeiras representações com colunas nas edificações, divididas nas cinco ordens: toscana, dórica, jônica, coríntia e compósita, cada uma com suas particularidades, serviam para modular as obras da época. Os romanos também adotaram a linguagem clássica da Grécia, entretanto, o arco foi o elemento característico dessa arquitetura, que serviram para fazer vãos maiores nas edificações, o que acabou gerando edificações maiores.

Depois temos o mundo medieval, que foi um período de incertezas, onde Deus ganhou destaque tanto na questão social, quanto na arquitetônica e não por acaso, foi nessa época que surgiu a arquitetura gótica. Com suas enormes igrejas, ornamentadas de arcos e com a estrutura voltada ao exterior das obras. A verticalidade foi uma característica marcante desse movimento, reforçando a ideia de quanto maior a igreja, mais perto de Deus se estava. Nas habitações, o uso de matérias locais aproximou as casas da paisagem natural local.

Chegamos então ao Renascimento, onde os ideais clássicos retornam com força, fazendo uma drástica ruptura com os conceitos medievais. A revalidação clássica pautou-se na capacitação lógica do ser humano de compreender o mundo através da observação. Um dos principais nomes do renascimento é Michelangelo, que usou suas obras para expressarem sentimentos e mexerem com o imaginário dos observadores.

Já no Barroco e Iluminismo, época de grandes questionamento sobre as verdades impostas até o momento, a arquitetura seguiu pela linha purista, trazendo o conceito de edificação purista, que nada mais era do que a arquitetura desenvolvida a partir do raciocínio dedutivo, que conferiu mais elegância as cidades onde foram estabelecidas.

Por último temos o modernismo, movimento que ocorreu após o início da revolução política, onde as pessoas migram do campo para viverem na cidade e se concentrassem perto dos polos industriais. Com esse crescimento populacional, novos materiais construtivos foram adotados, ferro e aço, para que se conseguissem realizar construções em massa de maneira mais fácil. Outros materiais que ganharam destaque nessa época foram o concreto e o vidro, que serviram para fornecer amplitude para as obras da época. Elementos que caracterizam esse período são os pilotis, as plantas livres e os terraços-jardim.

Capítulo 03

A ideia de que de as edificações são como máquinas e possuem diversas partes e sistemas independentes que trabalham juntos para que sua totalidade seja eficaz e habitável é trazida nesse capítulo, com enfoque nos matérias construtivos e suas mais variadas técnicas demonstra também como adquirir texturas e definições espaciais a uma edificação com cada um deles o primeiro da lista é a alvenaria, feita através de pedra e tijolos que possibilita diversos efeitos na construção, variando de acordo com as cores dos tijolos.

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