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O DESAFIO DO ADMINISTRADOR DO FUTURO: SER UM ETERNO APRENDIZ

Por:   •  19/2/2015  •  5.001 Palavras (21 Páginas)  •  298 Visualizações

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O DESAFIO DO ADMINISTRADOR DO FUTURO: SER UM ETERNO APRENDIZ

Os homens trazem dentro de si não somente a sua

individualidade, mas a humanidade inteira,

com todas as suas possibilidades.

Goethe.

1 INTRODUÇÃO

As organizações estão diante de um macrosiste ma marcado pela incerteza que provoca

a necessidade de mudanças inter e intraorganizacionais. O administrador como um agente de

transformação dessas relações necessita de um novo perfil, caracterizado pela necessidade

emergente de mudar a sua maneira de vislumbrar o processo de aprendizagem como uma forma

de qualificação e requalificação profissional, passando a concebê-la como um instrumento de

renovação dos seus conhecimentos que acontece no dia -a-dia das organizações. Toda

organização aprende como implementar estratégias, atingir objetivos, mas essa aprendizagem

pode ser dificultada pela falta de visão dos administradores que ao utilizarem as ferramentas da

educação podem ajudar as organizações a alcançar a excelência empresarial.

Nesse sentido, torna-se importante fazer uma análise de como esse administrador pode

se tornar o principal elemento capaz de manter as organizações competitivas e rentáveis, através

da gestão do conhecimento.

2 UM NOVO CENÁRIO PARA UM ‘NOVO’ ADMINISTRADOR

A maioria dos estudos na área de administração apresentam um cenário baseado na

competitividade, na busca pela qualidade e pela produtividade. Para isso, o administrador precisa

de uma série de qualidades individuais e profissionais para ajudar as organizações a alcançar seus

objetivos.

Nesse novo discurso gerencial, as habilidades pessoais e interpessoais vêm se tornando

cada vez mais importantes, já que finalmente as empresas estão começando a entender que a

principal vantagem competitiva de uma organização está nos seus Recursos Humanos.

Aparentemente, esta conclusão muda todo um processo de desvalorização do homem, passando

a considerá-lo como um ser dinâmico e sistêmico, capaz de interagir, de participar ativamente da

vida na e da organização.

Por outro lado, todos os atores organizacionais, aqui considerados como diretores,

gerentes e funcionários, tiveram um processo de aprendizagem que não se adequa a esse novo

ambiente. Esses atores estão diante de um paradoxo: a organização exige sua participação e seu

comprometimento. Sua opinião deve ser considerada, suas críticas podem mudar normas, regras

e padrões de comportamento. Entretanto, toda a sua formação educacional, em todos os níveis

ou graus, foi marcada por represálias, pela punição e por uma visão linear da realidade. Não se

estimulava a criatividade, a inovação e a discussão.

O ensino da nossa sociedade foi marcado por fórmulas prontas, baseadas na

racionalidade, numa postura imediatista, de curto prazo.

“Em nossa cultura, fomos educados, anos a fio, num clima de competição em que

todos foram (e ainda são, na maioria dos casos) estimulados a lutar contra todos. A

competição seria, presumivelmente, própria da natureza humana. Além disso,

representaria, presumivelmente, a chave para todas as portas” (Mariotti, 1996, p. 51).

2

E agora, o que fazer diante de um cenário que requer um ‘novo’ administrador,

consciente de sua responsabilidade, mas com limitações culturais que dificultam a mudança

...

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