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A Presença da Tipologia Textual nos Textos da Minha Área Profissional

Por:   •  13/5/2020  •  Trabalho acadêmico  •  1.471 Palavras (6 Páginas)  •  11 Visualizações

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[pic 1]Curso de              Psicologia

   

A Presença da Tipologia Textual nos Textos da Minha Área Profissional

Nome: Giovana Silva Rezende

Data: 06/04/2020

ARTIGO

Saúde Mental e Trabalho: Do sofrimento ao adoecimento psíquico nas organizações frente às tecnologias e formas de gestão

PEREIRA, Letícia Rossetti [1], SCATOLIN, Henrique Guilherme [2]

PEREIRA, Letícia Rossetti. SCATOLIN, Henrique Guilherme. Saúde Mental e Trabalho: Do sofrimento ao adoecimento psíquico nas organizações frente às tecnologias e formas de gestão. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 03, Vol. 09, pp. 139-152. Março de 2020. ISSN: 2448-0959.

1.        INTRODUÇÃO

O trabalho é essencial para construção da identidade e desenvolvimento pessoal do indivíduo, mas quando o ambiente de trabalho é desfavorável, este pode contribuir para o adoecimento do trabalhador. O trabalho pode ser compreendido como um reduto de prazer e do crescimento, acenando para a possibilidade de se ter uma ocupação laboral e uma ascensão social, com  trocas e experiências psicossociais, mas também pode se tornar uma fonte geradora de sofrimento e de adoecimento (SIMOES, 2013). (...) . Devido as novas tecnologias, impactos ambientais e as novas formas de gestão, ocorreu um aumento significativo de pessoas adoecidas nas organizações. Como aponta Silva, Bernardo e Souza (2016), o mundo do trabalho, na atualidade, apresenta diversos problemas no aspecto físico e mental para os trabalhadores, provocados pelas tecnologias, globalização e pelos impactos ambientais. Assim,  as transformações nos processos de trabalho foram ocorrendo com a evolução tecnológica, demonstrando um aumento da competitividade, pois os trabalhadores começaram a ter medo de serem superados pelas máquinas e também pela necessidade de se adaptarem a elas,  o que acarretou um aumento de ansiedade, tensão e insegurança, gerando sofrimento psíquico ao trabalhador (SIMÕES, 2013). Em relação à isso, Camargo e Oliveira (2004) destacam que, desde a antiguidade há relatos sobre os impactos do ambiente e da tecnologia na saúde do trabalhador, mas somente na metade do século passado que foram asseguradas leis e estudos para tais prevenções. A partir deste contexto, o presente estudo se propõe a discorrer sobre a seguinte problemática:  como que a organização pode anular o indivíduo, fazendo com que aumente o sofrimento e trazendo grandes malefícios à saúde mental do trabalhador?

2.        METODOLOGIA

O presente estudo refere-se a uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo. Tem como objetivo principal aprofundar em conhecimentos e discussões sobre o sofrimento e adoecimento psíquico nas organizações. Nesta pesquisa foi utilizado teorias da Psicodinâmica do Trabalho com o objetivo de refletir acerca da atualidade nas organizações. Minayo (2001) aponta que a pesquisa qualitativa tem como objetivo responder questões particulares, trabalhando com os significados, crenças e valores.

(…)

Portanto, para a realização da pesquisa, o acesso à bibliografia foi feito manualmente e eletronicamente, pesquisando livros em bibliotecas e fazendo buscas pela internet.  Para obtenção de dados bibliográficos foram utilizados livros presentes na biblioteca da FHO (Fundação Hermínio Ometo), as bases de dados Scientific Electronic e da Library Online (SciELO). Na busca dos artigos foram utilizadas as seguintes palavras chaves: adoecimento no trabalho, saúde mental e psicodinâmica do trabalho. O trabalho foi realizado a partir da perspectiva da Escola Dejouriana, por meio da leitura, análise e interpretação dos escritos de Christophe Dejours, bem como de outros autores importantes nesta área.

3.        FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A concepção de trabalho possui diversos significados, mas sempre com o intuito da sobrevivência e da realização. De acordo com Krawulski (1998, s/p)

 trabalho é um termo masculino que, em sua forma substantiva, quer dizer exercício, aplicação de energia física em algum serviço, numa profissão, ocupação, mister, ofício, labuta, esforço; esmero, cuidado, dedicação, feitura de uma obra; a própria obra já executada; livro, compêndio; escultura, pintura; aflição, sofrimento; parto (apud BUENO, 1988).

Segundo o mesmo autor, o trabalho é compreendido como meio de realizar a satisfação das necessidades, bem como permitir a busca da autorrealização (Krawulski,1998). O processo de trabalho é um produto para satisfazer as necessidades humanas, que ao longo da história, tem passado por inúmeras transformações. Sato (2002) nos ensina que há cerca de duas décadas, novas palavras e expressões tem dado um novo significado ao cenário atual do trabalho como empreendedorismo, comprometimento, requalificação, globalização, entre outras. Para sobreviver nessa realidade, precisamo-nos “conectar”; ou seja; estar ligado as novas tecnologias que vão surgindo a todo momento. Porém, segundo o mesmo autor, embora mudanças estejam ocorrendo, há uma contradição totalmente exposta nas indústrias, uma vez que nestas “convivem linhas de montagem fordistas com máquinas de última geração automatizadas” (2002, p.33).  Trabalhos repetitivos continuam sendo executados e realçando as estatísticas de doenças e acidentes de trabalho. Em relação a isso, Ribeiro (1999) aponta que, nos dias atuais, se utiliza menos horas de trabalho para produzir a mesma quantidade de produtos, fazendo assim com que trabalhadores apresentam um crescimento explosivo das LER e diversos outros adoecimentos. Portanto, a partir dessas mudanças no mundo do trabalho e do aumento de doenças e do sofrimento no trabalho, este artigo tem por objetivo apresentar discussões  para contribuir com a compreensão desse fenômeno.Tal problemática será discutida no decorrer deste artigo com apoio das teorias de psicodinâmica do trabalho (de Dejours) a fim de pensar sobre a anulação do indivíduo, tornando-o vítima de seu trabalho. A análise será feita a partir dos resultados deste trabalho, pautando-se nos pressupostos de Dejours (1994), Freud (1921; 1930), Antunes e Praun (2015); entre outros autores que nos ajudam a discorrer sobre esta temática.

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