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To Be Or Not To Be

Por:   •  17/9/2013  •  6.136 Palavras (25 Páginas)  •  365 Visualizações

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ANÁLISE DA COESÃO E DA COERÊNCIA

EM REDAÇÕES DE ENSINO MÉDIO[1]

Valdênia Teixeira de Oliveira Pinto (UFF)

RESUMO

No presente trabalho, analisaremos, em redações do 3º. ano do ensino médio, o funcionamento das redes coesivas, verificando como contribuem para a coerência, sabendo que esta se refere justamente ao conjunto de relações semânticas e pragmáticas que, identificadas pelo receptor em confronto com seu conhecimento prévio, permitem a construção do sentido global do texto.

Além de expormos os pressupostos teóricos nos quais a pesquisa está ancorada, discorremos, por se tratar de Produção Textual, sobre os conceitos de texto de alguns autores renomados, relacionando os fatores de textualidade e priorizando os conceitos de Coesão (destacando o esquema proposto por Halliday & Hassan) e o de Coerência (com destaque não só para o enfoque apresentado por Koch e Travaglia, 2001; como também para os de Halliday & Hassan, 1991; Oliveira, 2001 e Bastos, 200.

Vale lembrar que as redações analisadas são do último ano do ensino médio de uma escola estadual localizada no município de São Gonçalo.

Pretendemos com esta pesquisa estar contribuindo para uma releitura do trabalho pedagógico que está sendo desenvolvido na escola, dando subsídios ao professor para a análise e discussão de todo processo de aprendizagem da escrita

Em suma, tentaremos apontar que recursos faltam aos alunos do ensino médio para que possam se proficientes na produção de textos escritos.

Palavras-chave: Coesão; Coerência; Textualidade

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Este trabalho tem como objetivo descrever os processos de organização textual utilizados pelos alunos do ensino médio, baseando-nos principalmente em dois conceitos que tratam dessa organização: a coesão e a coerência. Procuraremos investigar sobre a questão do ensino da escrita, quais são as falhas e as dificuldades apresentadas em textos escritos. Supostamente, espera-se que este aluno na fase final do ensino médio saiba produzir textos bem formados, articulados e com expressividade.

Sabemos que a escola tem como finalidade principal ensinar o aluno a ler e a escrever. No entanto não é o que temos observado especialmente no ensino médio. A prática pedagógica atual tem mostrado um resultado insatisfatório no que diz respeito à formação de competentes alunos-produtores de textos, com proficiência lingüística e capacidade criativa. Pesquisas como esta apontam que o simples fato de freqüentarem as salas de aulas não garante aos alunos uma boa formação lingüística, para que sejam indivíduos informados, que leiam, escrevam, assumindo-se sujeitos de suas produções textuais.

Tal quadro nos aponta para a necessidade de uma mudança na postura do professor quanto ao seu aperfeiçoamento, a qualidade dos textos produzidos e a avaliação dessa produção. Avaliar um texto é estar atento ao domínio dos recursos de encadeamento das informações e idéias, a escolha do vocabulário adequado, ao domínio dos mecanismos gramaticais da língua, ao emprego dos sinais de pontuação pertinentes e essas habilidades só se adquirem a partir do momento que os textos sejam vistos como gêneros integrados em diferentes práticas sociais. Conforme Fiorin (1997: 8-9):

O problema central de nossa escola é que tem ela uma concepção inadequada do texto. Ele é visto como uma grande frase ou como uma soma de frases. Ora, não é uma coisa nem outra. A escola vê o texto como uma grande frase ou uma soma de frases, pois ensina a estruturar o período a maior unidade sobre a qual se debruça. E exige que os alunos produzam textos.

Sendo assim, faz-se necessária uma reflexão sobre a metodologia utilizada, pois as dificuldades dos alunos, no que diz respeito à produção textual, pode também estar na imagem inadequada que a escola transmite do processo de construção da escrita. Dessa forma, precisamos trabalhar o texto em sala de aula como desencadeador das atividades no estudo de Língua Portuguesa e facilitador da interlocução, conforme nos ensina Geraldi (1995: 135) ao considerar “a produção de textos (orais e escritos) como ponto de partida (e ponto de chegada) de todo processo de ensino-aprendizagem da língua”.

Pretendemos com essa pesquisa estar contribuindo para uma releitura do trabalho pedagógico que está sendo desenvolvido

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