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A ética Na "Obra Em Negro"

Por:   •  22/8/2013  •  936 Palavras (4 Páginas)  •  367 Visualizações

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A ÉTICA NA “OBRA EM NEGRO”

A ‘Obra em Negro’ da escritora Marguerite Yourcenar, têm como personagem principal o médico, alquimista , filósofo Zenon . Este protagonista criado e idealizado pela grande escritora belga, ficou famoso na literatura por dizer frases como : “O único horror é não servir” (...à humanidade) e também: “O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”. A Obra em Negro, conta é a história de um homem intelectual e perseguido; isso se passa por volta de 1569 e poderia ter se passado ontem, ou se passar amanhã. O que se passa no século XVI é hoje ainda atual. O herói fictício, Zenon, possui mais realidade para sua criadora do que muitas criaturas de carne e osso; ela o leva pela mão, diz, como um irmão, e está certa de que quando morrer esse médico do Renascimento estará a sua cabeceira.

A Obra em Negro é composta de um percurso que incluem as experiências de Zenon como médico da Corte, bem como suas viagens através da Europa e do Oriente.. O personagem central também é um ex-padre e, de médico, filósofo e alquimista é um passo para ser terrivelmente perseguido por 20 anos pela Inquisição. Depois de passar esse período vagando pela Europa sob um nome falso, ele retorna à cidade natal, de onde fugira sob a acusação de heresia pela Igreja. Sua natureza de médico, espírito livre e inconformista o fizeram retornar para enfrentar seus inimigos. É o recomeço do pesadelo, do qual ninguém poderá salvá-lo. Recolhido em sua solidão, Zenon se recorda de fatos marcantes de sua vida. E se nega a renegar suas convicções.

Alguns trechos do livro demonstram a personalidade marcante de Zenon, dentre os quais, a título de elucidar este grande protagonista são:

"- Para eles, você não passa de um ateu.

- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon."

"Mas não há ninguém tão tolo que não seja um pouco sábio."

"No recinto impregnado de vinagre em que dissecamos aquele morto, o qual não era mais o filho ou o amigo, mas apenas um belo exemplar da máquina humana, experimentei pela primeira vez a sensação de que a mecânica, de um lado, e a Grande Arte, de outro, tratam apenas de aplicar ao estudo do universo as verdades que nos ensinam nossos corpos, nos quais se repete a estrutura do Todo. Não seria bastante toda uma vida para cotejar um com o outro este mundo em que estamos e este mundo que somos. Os pulmões eram o fole que reanima a brasa; o pênis, uma arma de arremesso; o sangue nos meandros do corpo era a água circulante das canaletas de um jardim oriental; o coração, conforme se adotasse esta ou aquela teoria, era a bomba ou o braseiro; o cérebro, o alambique em que se destila uma alma..."

"Este corpo, nosso reino, parece-me às vezes composto de um tecido grouxo e tão fugidio

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