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A BÍBLIA QUE JESUS LIA

Por:   •  5/4/2014  •  1.252 Palavras (6 Páginas)  •  496 Visualizações

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A BÍBLIA QUE JESUS LIA.

O problema do sofrimento não é algo que se possa resolver facilmente e depois arquivar. Ouve-se o seu brado cada vez que um furacão fustiga algum lugar, cada vez que um vizinho descobre que seu filho é deficiente, cada vez que alguém da minha família fica sabendo do diagnóstico terrível de câncer, cada vez que um sintoma físico me obriga a ir ao médico. Nascemos envoltos por sangue e líquidos do corpo, em meio a lágimas e gritos de dor, morremos da mesma forma e entre nascimento e morte perguntamos: “Por quê?.

Por essa razão acabo sempre voltando ao livro de jó, o tratado mais abrangente da Bíblia acerca do problema do sofrimento.Foi assim, pelo menos, que pensei por um bom tempo. Se você tivesse me perguntado há uma década o tema principal de jó, eu teria respondido sem hesitar: “ Jó? Todo o mundo sabe do que se tata o livro de jó. Trata-se do exame mais completo da Bíblia em relação ao problema da dor e do sofrimento”.

Ainda cito Jó sempre que escrevo sobre sofrimento, e sem dúvida, o cerne do livro(caps. 3—37) gira em torno do tema . esses capítulos não relatam nenhuma ação memorável, somente cinco homens espinhentos – Jó, os três amigos e o quase sempre calado Eliú- sentados discutindo teorias sobre o sofrimento.

No antigo Testamento, crentes fiéis como Jó e seus amigos assustavam-se quando acometidos pelo sofrimento, pois com certa razão contavam que Deus os recompensaria com prosperidade e saúde. O livro de Jó significa um passo adiante da “fé por contrato” pressuposta na maior parte do antigo Testamento: Faça o bem e será abençoado; faça o mal e será punido. Muitos estudiosos crêem que o livro de Jó foi uma ajuda fundamental para ensinar Israel a lidar com a série de calamidades que se abateram sobre a nação.

Jó concentra-se, de fato, no problema do sofrimento, mas de maneira totalmente inesperada. O livro consegue postular brilhantemente as perguntas mais freqüentes que fazemos, e aí muda de rumo ao propor uma forma bem diferente de enxergar o problema. Como a maior parte do Antigo Testamento, Jó primeiro frustra ao rejeitar as respostas simples que cremos necessárias e depois nos satisfaz de forma estranha ao mostrar uma nova direção marcada pelo flagrante realismo e um vislumbre quase inatingível de esperança.

Para nós, seres humanos modernos, o potencial da história de Jó é quase ilimitado. O tema do sofrimento não merecido parece encaixar-se de forma singular ao nosso século tão marcado pela dor, uma época que viu duas guerras mundiais, dois ataques com bombas atômicas e genocídios de forma desproporcional na história. Por conseqüência, o retrato do genial velho Jó, resmungando e lamentando-se enquanto o mundo desaba à sua volta, parece encaixar-se muito bem como um dos estereótipos modernos favoritos.

Todas as caricaturas recentes de Jó exploram o enigma postulado por esse livro do Antigo Testamento. Os amigos de Jó insistiam em dizer que um Deus justo, amoroso e poderoso deveria seguir certas regras na terra, principalmente recompensar os que fazem o bem e punir os que poraticam o mal. Todas as afirmações desses amigos tão falantes se reduzem basicamente a este argumento: como Jó sofreu, deve ter pecado.

Jó não é um livro “sobre” os caprichos do sofrimento, mas simplesmente usa esses ingredientes no esquema geral do autor. Visto como um todo, o livro de Jó é sobre fé, a história de um homem escolhido para passar por uma experiência penosa e estarrecedora através da tribulação. Sua reação apresenta uma mensagem que se aplica não somente a pessoas em sofrimento mas a toda pessoa que vive no planeta Terra. O livro está fundamentalmente ligado à questão da integridade. Jó age como se a integridade de Deus estivesse sendo julgada: Como um Deus amoroso pode tratá-lo de forma tão injusta? Todas as objeções legais de Jó, no entanto, surgem no palco mais amplo do julgamento dos capítulos 1 e 2, o teste de fé na vida de Jó.para entender de fato a presciência e a validade do livro para todas as épocas, analise os argumentos de Bildade, de Elifaz e de Zofar à luz do pensamento contemporâneo. Será que Deus envia sofrimento como castigo pelo pecado?, Em suma , os amigos de Jó surgem como os dogmatistas justos aos próprios olhos que defendem os caminhos misteriosos de Deus. Para eles a questão parece definida: se temos de escolher entre um homem que se diz justo e um

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