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A CONTRIBUIÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE AS BASES NEUROPSICOLÓGICAS PARA A ATUAÇÃO DOS EDUCADORES

Trabalho Universitário: A CONTRIBUIÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE AS BASES NEUROPSICOLÓGICAS PARA A ATUAÇÃO DOS EDUCADORES. Pesquise 791.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  8/10/2013  •  1.659 Palavras (7 Páginas)  •  3.483 Visualizações

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A CONTRIBUIÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE AS BASES NEUROPSICOLÓGICAS PARA A ATUAÇÃO DOS EDUCADORES

Como o conhecimento das bases neuropsicológicas pode proporcionar uma educação de qualidade e significativa aos alunos.

O presente trabalho tem por objetivo identificar as contribuições do conhecimento sobre as bases neuropsicológicas da aprendizagem para a atuação dos profissionais de educação e, assim, fornecer subsídios aos educadores interessados em promover uma aprendizagem mais significativa para os alunos. Diante de tantas transformações pelas quais a escola vem passando, com a introdução de novas tecnologias e de concepções científicas, o professor também precisa acompanhar estas mudanças, no intuito de contribuir para a obtenção de um melhor aproveitamento escolar dos alunos.

A aprendizagem é definida como uma mudança de comportamento resultante de prática ou experiência anterior. Também pode ser vista como a mudança de comportamento viabilizada pela plasticidade dos processos neurais cognitivos. Devido ao fato da aprendizagem ser constituída por processos neurais, é de grande valia fazer uso da neuropsicologia como ferramenta de estudo para compreender esses processos.

O estudo dos processos da memória e sua correlação com a aprendizagem vêm sendo renovada por rápidos avanços científicos. Nos últimos anos, novas tecnologias funcionais passaram a permitir que fizéssemos observações, pesquisas experimentais mais profundas nas estruturas cerebrais do ser humano. A tomografia, muito acessível nos dias atuais, é um exemplo. No entanto, ainda temos muito a caminhar no campo vasto da psique humana, que envolvem a memória e aprendizagem, visto ser algo muito complexo.

“A neuropsicologia é a ciência que tem por objeto o estudo das relações entre as funções do sistema nervoso e o comportamento humano. A mesma pretende inter-relacionar os conhecimentos da psicologia cognitiva com as neurociências, desvendar a fisiopatologia do transtorno e, sobre esta base, encarar racionalmente a estratégia de tratamento.”

A neuropsicologia entende a participação do cérebro como um todo, no qual as áreas são interdependentes e inter-relacionadas, funcionando comparativamente a uma orquestra, que depende da integração de seus componentes para realizar um concerto. Isso se denomina sistema funcional. Andrade et al (2004) aponta que a relação cérebro-comportamento no desenvolvimento infantil está relacionada com dois conceitos fundamentais: a plasticidade cerebral e a lateralização de funções. De acordo com as pesquisas, é no cérebro que ocorrem todos os fenômenos do processo de memória, que é indispensável à aprendizagem. O cérebro é uma entidade localizada dentro do crânio e pode ser visualizado, tocado e manipulado. Ele é composto por substâncias químicas, enzimas e hormônios que podem ser medidos e analisados. Segundo Anderson (2005), o cérebro humano tem cerca de 1300 centímetros cúbicos de volume, ou seja, é muito grande, particularmente em relação ao tamanho do corpo humano. Acrescenta o autor que uma das dificuldades, compreensão do cérebro é que ele se apresenta como uma estrutura tridimensional e, portanto, muitas áreas importantes estão ocultas dentro dele.

O entendimento dos distúrbios do desenvolvimento e dos efeitos de lesões no comportamento durante a infância é relevante quando se analisa as diferenças entre os dois hemisférios cerebrais na capacidade de compensação dos efeitos de uma lesão. Dessa maneira, sabe-se que, a partir do conhecimento do desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro, pode-se compreender alterações cerebrais, como no caso de disfunções cognitivas e do comportamento resultante de lesões, doenças ou desenvolvimento anormal do cérebro.

Quando falamos de aprendizagem estamos nos referindo a um processo global de crescimento, pois toda aprendizagem desencadeia, em algum sentido, crescimento individual ou grupal.

Pesquisas recentes demonstram que o desenvolvimento da memória é fator determinante para um bom aprendizado, como as apresentadas por Lieury (2001). Diante disso, acompanhar os novos métodos para o desenvolvimento da memória dos alunos, como os que são apontados por Sprenger (2008), é de grande importância principalmente para os profissionais de educação que atuam e se interessam por melhorar o aprendizado de seus alunos. De modo especial, trabalhar com os conhecimentos sobre a memória é muito interessante, pois essa função faz absoluto sentido em relação à maneira como o cérebro aprende e se lembra das coisas, fatos e tem conhecimento intelectual. Conseguir articular as razões pelas quais algo acontece é útil na difusão do conteúdo que se quer introduzir. Assim, o ensino para a memória só será bem sucedido se o professor tiver claro o que seus alunos precisam para se lembrar e se ele criar uma sala de aula compatível com o que o cérebro precisa.

Os termos aprendizagem e conhecimento são utilizados como sinônimos, porém, é por meio do processo de aprendizagem que se adquire conhecimento, no entanto, o conhecimento resultante do processo não pode ser confundido com aprendizagem. Em alguns manuais de psicologia da aprendizagem, a aprendizagem é definida como "uma mudança de comportamento resultante de prática ou experiência anterior". Já, para outros autores, a aprendizagem é a mudança de comportamento viabilizada pela plasticidade dos processos neurais cognitivos.

Os transtornos de aprendizagem representam a conseqüência de um transtorno na organização funcional do sistema nervoso central, em geral de caráter leve, mas com conseqüências de considerável importância para o futuro social da criança, já que perturbam a conduta pedagógica esperada de acordo com sua inteligência normal. A aprendizagem é um processo contínuo, que opera sobre todos os dados que alcançam um umbral de significação, dependendo, essencialmente, da memória e da atenção.

No processo ensino-aprendizagem, a avaliação global das funções psicológicas deve levar em conta todo o mecanismo cerebral, nos seus níveis sucessivos de evolução. Sendo assim, a avaliação neuropsicológica é a única forma possível de se avaliar uma determinada função, posto que somente quando a mesma é colocada à prova, podemos observar sua integridade ou comprometimento.

O método de trabalho com os processos da memória proporciona aprendizagem intencional e eficiente. Se seus alunos souberem desde o início quais as intenções, eles podem aprender baseados na clareza de seus alvos e sabendo que tipos de memórias são necessárias para uma aprendizagem mais significativa eles alcançarão melhores resultados. Isso porque um entendimento

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